Verteporfina

Ações terapêuticas.

Tratamento fotodinâmico da regeneração macular associada com a idade.

Propriedades.

É um agente composto de dois radioisômeros que são ativados pela luz (laser) em presença de oxigênio e empregada como terapia fotodinâmica na degeneração macular. Com base na ativação pela luz, a verteporfina gera radicais livres que provocam lesão do endotélio vascular e oclusão vascular. Esta lesão libera fatores vasoativos pró-coagulantes através da lipoxigenase (leucotrienos) e a cicloxigenase (tromboxana) seguido de vasoconstrição, coagulação de fibrina e agregação plaquetária preferentemente na neovasculatura coroidal. Aplica-se por infusão intravenosa, é metabolizada em nível hepático, sua meia-vida é de 5-6 horas e eliminada por via hepática, praticamente na forma não modificada, dado que não é afetada pelo citocromo P-450.

Indicações.

Neovascularização coroidal subfocal devida a degeneração macular. Miopia patológica, histoplasmose ocular.

Posologia.

Trata-se de um tratamento misto em 2 etapas que se inicia com a aplicação de verteporfina seguido de luz laser. Administra-se por perfusão intravenosa diluída em dextrose a 5% (30 ml em 10 minutos) 6 mg/m2a um ritmo de 3 ml/minuto. Na segunda etapa do tratamento se aplica a luz laser 50 j/cm2 com uma intensidade de 600 mW/cm2 durante 83 segundos aos 10-15 minutos de iniciado o gotejamento intravenoso com o fármaco. O médico oftalmologista deverá controlar o paciente a cada 3 meses e se a lesão coroidal vascular perdurar na angiografia com fluoresceína, pode-se repetir um novo ciclo de aplicação.

Precauções.

Recomenda-se evitar a exposição à luz (solar ou artificial) da pele e olhos durante 5 dias. Caso se detecte uma diminuição da visão grave (4 linhas o mais) no primeiro mês após o tratamento não deverá haver retratamento até que a acuidade recupere os valores pré-cirúrgicos. O extravasamento da solução aplicada pode causar dor local, inflamação, edema e descoloração cutânea na zona da perfusão. Este inconveniente pode ser tratado com compressas frias, antiinflamatórios orais, e sobretudo evitando o contato com a luz, dada a possibilidade de ocorrer uma queimadura local. Como o tratamento pode causar ocasionalmente diminuição da visão e defeitos no campo visual, recomenda-se a esses pacientes evitar a condução de veículos ou a operação de máquinas.

Interações.

Bloqueadores de canal de cálcio, polimixina B e radioterapia podem aumentar a captação do fármaco pelo endotélio vascular. Fármacos fotossensibilizantes como sulfas, tetraciclinas, tiazidas, griseofulvina, hipoglicemiantes derivados da sulfonil ureia, fenotiazinas podem potencializar o efeito fotossensibilizante e as reações cutâneas. Antiagregantes plaquetários e anticoagulantes podem diminuir a eficácia do fármaco, e também betacarotenos, o etanol e o manitol.

Contraindicações.

Pacientes com porfiria, hipersensibilidade ao fármaco.

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