Tipranavir

Ações terapêuticas.

Antirretroviral sobre o vírus HIV-1.

Propriedades.

É um inibidor não-peptídico das proteases contra o vírus HIV-1 pertencente à classe 4-hidroxi-5,6 di-hidro-pirano sulfonamida. O tipranavir inibe, nas células infectadas pelo vírus HIV, o processo viral específico Gag and Gag-Pol poliproteínas, o que previne a formação viral. Sua atividade antiviral foi demonstrada pela inibição da replicação por cepas HIV-1 em diferentes modelos experimentais de células T infectadas, demonstrando além disso um efeito aditivo com outros agentes antirretrovirais (indinavir, nelfinavir, ritonavir, lopinavir, amprenavir) e também com os inibidores não-nucleosídicos da transcriptase reversa (NNRTI) (efavirenz, nevirapina, delavirdina). Após sua administração oral a absorção é variável, aumenta caso o fármaco se associe com alimentos gordurosos; possui um elevado grau de ligação a proteínas plasmáticas (99%) especialmente com a albumina e a alfa-1 glicoproteína ácida. Sofre metabolização hepática através do sistema microssômico CYP3A4. A maior parte (82%) do fármaco é eliminada pelas fezes e apenas uma fração mínima (4%) é excretada na urina.

Indicações.

Infecção por HIV-1 em combinação com outros agentes antivirais.

Posologia.

Por via oral, 500 mg 2 vezes ao dia associados a 200 mg de ritonavir. A biodisponibilidade do antirretroviral aumenta se a tomada é feita juntamente com alimentos gordurosos.

Reações adversas.

Os efeitos secundários mais frequentemente observados foram: cefaleia, diarreia, náuseas, vômitos, fadiga, astenia, febre, anorexia, mialgias, insônia, elevação das transaminases hepáticas, hipercolesterolemia, hiperglicemia, rash cutâneo, corcova de búfalo e aspecto cushingóide.

Precauções.

Recomenda-se efetuar controle da função hepática no início e durante o tratamento. Em pacientes com diabetes mellitus pode ser necessário, em função da hiperglicemia que o antiviral pode causar, um ajuste posológico tanto para a insulina como para os hipoglicemiantes orais. Como o tipranavir tem uma estrutura química sulfonamídica, especial atenção deve ser prestada quanto aos pacientes com antecedentes de alergia às sulfonamidas e fármacos correlatos.

Interações.

Não se deve co-administrar com antiarrítmicos, anti-histamínicos, gastrocinéticos, hipnóticos, inibidores da HMG (hidroximetil-glutaril) CoA redutase (estatinas), ou derivados do ergot.

Contraindicações.

Hipersensibilidade ao fármaco. Insuficiência hepática moderada ou grave, co-administração com antiarrítmicos (quinidina, amiodarona, propafenona, flecainida), anti-histamínicos (terfenadina), gastrocinéticos (cisaprida), hipnóticos (triazolam, midazolam), alcaloides do ergot (ergotamina, ergonovina), neurolépticos (pimozida).

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