Nafarrelina

Ações terapêuticas.

Agonista do hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRH).

Propriedades.

É um potente agonista da GnRH, que estimula a liberação de gonadotrofinas hipofisárias (LH e FSH), o que resulta em aumento temporário da esteroidogênese ovariana. Doses repetidas suprimem o efeito estimulatório sobre a hipófise. A administração duas vezes ao dia conduz a uma diminuição da secreção dos esteroides gonadais em aproximadamente 4 semanas; consequentemente, os tecidos e funções que dependem dos esteróides gonadais para sua manutenção permanecem inativos. No começo do tratamento pode ocorrer um exacerbação temporária dos sintomas de endometriose. Durante a administração repetida, a resposta estimulatória diminui gradualmente. Dentro da terceira ou quarta semanas, a administração diária leva a uma diminuição da secreção de gonadotrofinas, com redução de sua atividade biológica e conseqüente supressão da esteroidogênese gonadal. O resultado é a produção de um estado de menopausa; interrompe-se o desenvolvimento de caracteres sexuais secundários, reduz-se a velocidade de crescimento linear e a maturação esquelética. É absorvida com rapidez e passa à circulação sistêmica após a administração nasal. As concentrações máximas são alcançadas dentro de 20 minutos após uma dose de 400 mg. A meia-vida é de 4 horas em adultos e de 2,6 horas em crianças. A biodisponibilidade é de 2,8% (intervalo de 1,2% a 5,6%). Quando usados descongestionantes nasais 30 minutos antes da administração de nafarelina, sua absorção foi diminuída. De 78% a 84% do acetato de nafarelina está ligado a proteínas plasmáticas, especialmente à albumina. Aproximadamente 3% da dose aparece na forma de fármaco inalterado na urina.

Indicações.

Endometriose, incluindo o alívio da dor e a redução das lesões. Puberdade precoce (puberdade precoce dependente de gonadotrofinas) em crianças de ambos os sexos. Estimulação ovariana controlada previamente à fertilização in vitro.

Posologia.

Via intranasal, 400 mg/dia divididos em duas aplicações.

Superdosagem.

Não se conhece a consequência de uma superdose. Suspender a administração e instaurar tratamento sintomático.

Reações adversas.

O tratamento inicial com anafarelina pode causar uma exacerbação transitória da endometriose e outros sintomas de desequilíbrio estrogênico. O tratamento crônico pode induzir um estado menopáusico. Alguns pacientes adultos apresentam sintomas sugestivos de sensibilidade ao fármaco, como dores no peito, prurido, rash cutâneo, dispneia e urticária. Em estudos controlados com 400 mg diários, as reações adversas informadas com maior frequência foram hipoestrogenismo, incluindo-se alterações da libido, labilidade emocional, cefaleia, fogacho, insônia e secura vaginal; reações de caráter androgênico como acne, alterações do peso, diminuição do tamanho das mamas, edema, hirsutismo, mialgias, seborreia e irritação da mucosa nasal. Em outros estudos clínicos relataram-se alopécia, depressão, pneumonite intersticial, parestesias e fibrose pulmonar. Em pacientes pediátricos com puberdade precoce central os eventos adversos informados resultaram da ação estimulante transitória da nafarelina sobre o eixo hipofisário-gonadal. Estes eventos compreenderam: acne, labilidade emocional, seborreia, aumento transitório do volume das mamas e dos pelos púbicos, metrorragias e corrimento vaginal.

Precauções.

Podem ocorrer cistos ovarianos durante os dois primeiros meses de tratamento em pacientes com moléstia ovariana policística, entre a quarta e a sexta semanas de tratamento. Se os sintomas de endometriose reaparecerem após um curso de tratamento e se estiver planejada a continuação do mesmo, é recomendável a avaliação prévia da densidade óssea. É necessária a monitoração regular dos pacientes com puberdade precoce central para avaliar a resposta ao tratamento durante os primeiros 3 a 6 meses. A função normal do eixo hipofisário-gonadal é habitualmente restaurada dentro das 4 a 8 semanas após a interrupção do tratamento. Não está estabelecida a sua segurança durante a gravidez. Antes de começar o tratamento, deve excluir-se a possibilidade de gravidez. Quando administrado regularmente, o acetato de nafarelina inibe a ovulação. As pacientes que utilizam métodos contraceptivos não-hormonais devem ser alertadas, pois ao não tomar uma dose de nafarelina pode haver ovulação, dando lugar a uma possível concepção. Não há qualquer evidência de indução de tumores em seres humanos com análogos do GnRH.

Interações.

Não foram descritas, até o momento.

Contraindicações.

Hipersensibilidade ao GnRH, a análogos dos agonistas do GnRH, pacientes com sangramento vaginal anormal não-diagnosticado. Gravidez e amamentação.

Princípios ativos que interagem com Nafarrelina

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