Daclatasvir

Ações terapêuticas.

Antiviral

Propriedades.

Este fármaco é um antiviral de ação direta que age inibindo a proteína não-estrutural 5A (NS5A) que é um componente essencial do complexo de replicação do VHC. O daclatasvir inibe tanto a replicação do RNA viral como a montagem do envelope do vírion dos genótipos 1a e 1b do VHC. Sua administração é feita por via oral e a absorção se processa com facilidade, alcançando o Cmáx entre 1 e 2 h. Sua biodisponibilidade é da ordem de 67% e possui uma elevada taxa de ligação a proteínas plasmáticas (99%). Sua principal via metabólica é o CYP3A4. A eliminação é 88% por via fecal e 6% aparecem na urina como fármaco inalterado. É transportado por mecanismos passivos e ativos aos hepatócitos; sua meia-vida estimada é de 12-15 h.

Indicações.

Infecção crônica pelo vírus da hepatite C (VHC).

Posologia.

Por via oral, 60 mg 1 vez ao dia com ou sem alimentos. Sua administração deve ser feita em associação com outros agentes (ribavirina, sofosbuvir, alfapeginterferona).

Reações adversas.

As reações relatadas com mais frequência foram cansaço, cefaleia, anemia, prurido, insônia, náuseas, erupções cutâneas, alopecia, diarreia, pirexia, diminuição do apetite, secura da pele, mialgias, artralgias, neutropenia, tosse.

Interações.

Em combinação com agentes que são potentes indutores do CYP3A4 (fenitoína, carbamazepina, fenobarbital, rifampicina, erva de São João [Hypericum perforatum]), dado que podem reduzir a eficácia do antiviral. Os "indutores potentes" do CYP3A4 podem reduzir os níveis do daclatasvir; os "inibidores potentes", por sua vez, podem aumentar os níveis plasmáticos. Deste modo, nestes casos a dose do antiviral deve ser ajustada.

Contraindicações.

Hipersensibilidade ao fármaco. Não empregar como monoterapia. Gravidez.

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