Armodafinilo

Ações terapêuticas.

Estimulante do SNC.

Propriedades.

Trata-se de um agente sintético estimulante do SNC não anfetamínico que ativa o sistema de alerta e vigilância em indivíduos que sofrem sonolência diurna ou que têm apneia-hipopneia obstrutiva do sono em função de seus horários de trabalho rotativos. Os detalhes do seu mecanismo de ação não estão esclarecidos. Entretanto, assim como seu predecessor modafinila, presumivelmente aumenta os níveis extracelulares de dopamina, porém não interfere em sua liberação. Após sua administração por via oral o fármaco é rapidamente absorvido, liga-se à albumina plasmática (60%), sua meia-vida é de aproximadamente 15 horas e sua eliminação ocorre principalmente por via renal.

Indicações.

Apneia do sono. Narcolepsia. Sonolência diurna. Síndrome de apneia/hipopneia obstrutiva do sono em trabalhadores com turnos de trabalho rotativos.

Posologia.

Apneia. Hipopneia. Narcolepsia. Sonolência diurna. Recomendam-se, por via oral, 150 a 250 mg administrados em tomada única pela manhã. Transtornos do ritmo de sono em trabalhadores com horários rotativos: recomendam-se 150 mg ao dia por via oral administrados 1 hora antes da troca. A dose diária de armodafinilo deve ser reduzida em pacientes com insuficiência hepática grave.

Reações adversas.

Foram relatadas reações moderadas como cefaleia, insônia, náuseas, enjoos, boca seca, erupções cutâneas (rash), depressão.

Precauções.

O fármaco não é recomendado para pacientes com cardiopatias (infarto agudo do miocárdio, angina, insuficiência cardíaca congestiva), arritmias cardíacas, ou com antecedentes psicóticos ou de alcoolismo. Deve-se alertar aos pacientes que dirigem veículos ou manipulam máquinas perigosas que o fármaco pode afetar seus reflexos ou sua habilidade motora. Não se deve ingerir álcool com armodafinilo. Sua eficácia e segurança em pacientes com idade inferior a 18 anos de idade não estão estabelecidas.

Interações.

A coadministração com agentes "indutores" do sistema CYP3A4/5 tais como fenobarbital, carbamazepina e rifampicina pode afetar a biodisponibilidade do armodafinilo, e o mesmo pode ocorrer com os "inibidores" como eritromicina e cetoconazol. A coadministração com fármacos que são metabolizados através do sistema CYP3A4/5 (por exemplo triazolam, midazolam, etinilestradiol e cicloformina) pode causar redução de seus níveis séricos. Em razão de o armodafinilo poder inibir a atividade do CYP2C19, certos fármacos como fenitoína, diazepam, omeprazol e clomipramina <196> que são metabolizados por esse sistema <196> devem ser reduzidos e sua posologia deve ser reajustada. A coadministração com um inibidor da monoamino-oxidase (IMAO) deve ser realizada sob meticuloso monitoramento e controle.

Contraindicações.

Hipersensibilidade ao fármaco.