VAXZEVRIA

ASTRAZENECA

vacina covid-19

Imunização.

Apresentações.

Suspensão injetável em embalagem com 10 frascos-ampola contendo 5 mL (10 doses) cada.
VIA INTRAMUSCULAR
USO ADULTO

Composição.

VAXZEVRIA (10 doses)
Cada frasco-ampola contém 10 doses de VAXZEVRIA. Cada dose de 0,5 mL contém 5 × 1010 partículas virais (pv) do vetor adenovírus recombinante de chimpanzé, deficiente para replicação (ChAdOx1), que expressa a glicoproteína SARS-CoV-2 Spike (S). Produzida em células renais embrionárias humanas (HEK) 293 geneticamente modificadas.
Esse produto contém organismos geneticamente modificados (OGMs).
Excipientes: L-Histidina, cloridrato de L-histidina monoidratado, cloreto de magnésio hexaidratado, polissorbato 80, etanol, sacarose, cloreto de sódio, edetato dissódico di-hidratado (EDTA) e água para injetáveis.

Informações técnicas.

1. INDICAÇÕES
VAXZEVRIA
é indicada para a imunização ativa de indivíduos a partir de 18 anos de idade para a prevenção da doença do coronavírus 2019 (COVID-19).

2. RESULTADOS DE EFICÁCIA
Eficácia clínica
Análise primária dos dados agrupados dos estudos COV001, COV002, COV003 e COV005
VAXZEVRIA
foi avaliada com base em dados agrupados de quatro estudos controlados, randomizados, cegos e em andamento: um estudo de Fase I/II, COV001 (NCT04324606), em adultos sadios de 18 a 55 anos de idade no Reino Unido; um estudo de Fase II/III, COV002 (NCT04400838), em adultos ≥ 18 anos de idade (incluindo idosos) no Reino Unido; um estudo de Fase III, COV003 (ISRCTN89951424), em adultos ≥ 18 anos de idade (incluindo idosos) no Brasil; e um estudo Fase I/II, COV005 (NCT04444674), em adultos entre 18 e 65 anos de idade na África do Sul. Os estudos excluíram indivíduos com histórico de anafilaxia ou angioedema, doenças cardiovasculares, gastrointestinais, hepáticas, renais, endócrinas/ metabólicas graves e/ ou não controladas e doenças neurológicas, bem como aqueles com imunossupressão grave. Nos estudos COV001 e COV002, as vacinações para influenza sazonal e pneumocócica foram permitidas (pelo menos 7 dias antes ou depois da vacina do estudo).
Todos os indivíduos serão acompanhados por até 12 meses para avaliações da segurança e eficácia contra a doença COVID-19.
Na análise agrupada para eficácia (COV002 e COV003), indivíduos ≥ 18 anos de idade receberam duas doses de VAXZEVRIA (N=8.597) ou controle (vacina meningocócica ou soro fisiológico) (N=8.581).
Devido a restrições logísticas, o intervalo entre a dose 1 e a dose 2 variou de 3 a 28 semanas com 77,0% dos participantes recebendo suas duas doses dentro do intervalo de 4 a 12 semanas.
Os dados demográficos basais foram bem equilibrados entre os grupos de tratamento com VAXZEVRIA e o controle. Na análise agrupada, dentre os participantes que receberam VAXZEVRIA, 91,8% dos indivíduos tinham de 18 a 64 anos de idade (8,2% com 65 anos de idade ou mais); 56,0% dos indivíduos eram mulheres; 74,9% eram brancos, 10,1% negros e 3,7% asiáticos. No total, 3.056 (35,5%) indivíduos tinham pelo menos uma comorbidade pré-existente (definida como IMC ≥ 30 kg/m2, doença cardiovascular, doença respiratória ou diabetes). No momento da análise primária, a mediana do tempo de acompanhamento após a dose 1 e após a dose 2 foi 4,7 meses e 2,7 meses, respectivamente.
A determinação final dos casos de COVID-19 foi feita por um comitê de avaliação que também designou a gravidade da doença de acordo com a escala de progressão clínica da OMS. No total, 332 indivíduos tiveram COVID-19 pelo SARS-CoV-2 virologicamente confirmado (por testes de amplificação de ácido nucleico) ocorrendo ≥ 15 dias após a segunda dose com pelo menos um sintoma de COVID-19 (febre objetiva (definida como ≥ 37,8 °C), tosse, falta de ar, anosmia ou ageusia) e sem evidência de infecção prévia pelo SARS-CoV-2.
VAXZEVRIA reduziu significantemente a incidência de COVID-19 sintomático em comparação com o grupo controle (vide Tabela 1).

Na análise interina, os indivíduos que tinham uma ou mais comorbidades tiveram uma eficácia da vacina de 73,43% [IC 95%: 48,49; 86,29]; 11 (0,53%) vs 43 (2,02%) para VAXZEVRIA (N=2.070) e o controle (N=2.113), respectivamente; que foi similar à eficácia da vacina observada na população geral. Na análise atualizada, a eficácia da vacina neste subgrupo de participantes com uma ou mais comorbidades foi de 62,7% (IC 95%: 44,8; 74,8 [VAXZEVRIA 34/3.056 versus controle 93/3.102]).
O número de casos de COVID-19 em indivíduos ≥ 65 anos de idade foi muito pequeno para qualquer conclusão sobre a eficácia. Para essa subpopulação, estão disponíveis dados de imunogenicidade, conforme descrito abaixo. Na análise interina houve 2 casos de COVID-19 em 660 participantes. Na análise atualizada, houve 12 casos em 1.383 participantes (4 para VAXZEVRIA versus 8 para controle; Eficácia da vacina = 51,9% [IC 95%: -60,0; 85,5]). A maioria de participantes ≥ 65 anos recebeu suas doses com um intervalo menor do que 6 semanas.
O nível de proteção obtido de uma única dose SD da VAXZEVRIA foi avaliado em uma análise exploratória que incluiu indivíduos que receberam uma dose. Os participantes foram censurados da análise no primeiro momento em que receberam uma segunda dose ou 12 semanas após a dose 1. Nessa população, a eficácia da vacina a partir de 22 dias após a dose 1 foi de 73,0% (IC 95%: 48,8; 85,8 [VAXZEVRIA 12/7.998 vs controle 44/7.982]). Na análise atualizada, a eficácia foi de 69,2% (IC 95%: 48,5; 82,4 [VAXZEVRIA 20/11.044 vs controle 65/11.015]).
Análises exploratórias mostraram que o aumento da imunogenicidade foi associado a um intervalo de dose mais longo (consulte a Tabela 3 de imunogenicidade). Os resultados de eficácia das análises de subgrupos utilizando o conjunto de dados atualizado foram consistentes com os dados de imunogenicidade (Tabela 2).

Análise dos dados de eficácia do estudo D8110C0001
VAXZEVRIA
foi avaliada com base na análise de um estudo clínico Fase III, randomizado, duplo-cego, controlado por placebo realizado no Estados Unidos, Peru e Chile. O estudo randomizou 32.451 adultos ≥18 anos saudáveis ou com doenças crônicas clinicamente estáveis. O estudo excluiu participantes com doenças cardiovasculares, gastrointestinais, hepáticas, renais, endócrinas/metabólicas graves ou não controladas e com doenças neurológicas, bem como aqueles com imunossupressão severa. O plano é acompanhar todos os participantes por até 1 ano para monitoramento da eficácia contra COVID-19.
Na análise de eficácia primária atualizada, 26.212 participantes receberam as duas doses de VAXZEVRIA (N= 17.662) ou placebo (N= 8.550). Os participantes randomizados para VAXZEVRIA receberam 5 × 1010 partículas virais por dose administradas por injeção intramuscular no Dia 1 e no Dia 29 (-3 a +7 dias). O intervalo mediano entre as doses foi de 29 dias e a maioria dos participantes recebeu a segunda dose entre ≥ 26 dias a ≤ 36 dias (95,7% e 95,3% respectivamente) após a dose 1.
Dados demográficos basais foram balanceados entre os grupos de VAXZEVRIA e do placebo. Dos participantes que receberam VAXZEVRIA, 79,1% tinham entre 18 e 64 anos e 20,9% tinham > 65 anos; 43,8% dos participantes eram mulheres. Destes randomizados, 79,3% eram brancos, 7,9% eram negros, 4,2% eram asiáticos, 4,2% eram índios americanos ou nativos do Alasca, 0,3% eram nativos do Havaí ou de outras ilhas do Pacífico, e 2,4% eram multirraciais, enquanto 1,7% não sabiam ou não reportaram. Um total de 10.376 (58,8%) participantes que receberam VAXZEVRIA versus 5.105 (59,7%) que receberam placebo tinham pelo menos uma comorbidade pré-existente. No momento da análise a mediana do tempo de acompanhamento após a dose 2 era de 61 dias.
Comorbidade foi definida como doença crônica renal, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), menor saúde imunológica devido a um transplante de órgão sólido, histórico de obesidade (IMC > 30), condições cardíacas sérias, doença falciforme, diabetes mellitus tipo 1 ou 2, asma, demência, doenças cerebrovasculares, fibrose cística, pressão alta, doença hepática, cicatrizes nos pulmões (fibrose pulmonar), talassemia, histórico de tabagismo.
A determinação final dos casos de COVID-19 foi feita por um comitê de adjudicação. Um total de 203 participantes tiveram COVID-19 SARS-CoV-2 virologicamente confirmado ocorrendo ≥ 15 dias após a segunda dose e cumpriram os critérios da Categoria A ou Categoria B, e não tinham evidência de infecção prévia por SARS-CoV-2.
Categoria A: um ou mais dos seguintes:
• Pneumonia diagnosticada por radiografia de tórax ou tomografia computadorizada
• Saturação de oxigênio de ≤ 94% em ar ambiente ou exigindo início ou escalação para oxigênio suplementar
• Início ou agravamento de dispneia/ falta de ar
Categoria B: dois ou mais dos seguintes:
• Febre > 37,8 °C ou febrícula
• Início ou piora de tosse
• Mialgia/ dor muscular
• Fatiga que interfere com atividades diárias
• Vômito e/ou diarreia (apenas um achado para ser definido como evento)
• Anosmia e/ou ageusia (apenas um achado para ser definido como evento)
VAXZEVRIA diminuiu significativamente a incidência de COVID-19 quando comparado ao placebo (Tabela 3).

Na análise de eficácia primária pré-especificada, com base em 190 casos adjudicados, houve 65 (0,4%) casos de COVID-19 em participantes recebendo VAXZEVRIA (N= 17.817) e 125 (1,5%) casos de COVID-19 em participantes recebendo o placebo (N= 8.589), com eficácia da vacina de 76,0% (IC 95% 67,6; 82,2).
Quando a incidência cumulativa da disseminação viral foi examinada com casos ocorrendo ≥ 15 dias após a dose 2, o tempo para depuração de SARS-CoV-2 em amostras de saliva de participantes com COVID-19 foi notavelmente menor (11 versus 16 dias).
Eficácia em subgrupos
Participantes com uma ou mais comorbidades que receberam VAXZEVRIA ≥ 15 dias após a dose 2 tiveram eficácia de 75,24% (IC 95%: 64,18; 82,88) e os participantes sem comorbidades tiveram uma eficácia da vacina de 71,81% (IC 95%: 55,5; 82,14).
Em participantes com ≥ 65 anos que receberam VAXZEVRIA (≥ 15 dias após a dose 2, N= 3.696), houve 5 (0,1%) casos de COVID-19 comparado a 14 (0,8%) casos com placebo (N= 1.812), correspondendo à eficácia da vacina de 83,5% (IC 95%: 54,17; 94,06).
Análises de eficácia atualizadas
Na análise de acompanhamento de 6 meses, as análises de eficácia atualizadas foram realizadas com casos confirmados adicionais de COVID-19, acumulados durante o acompanhamento cego controlado por placebo, com um tempo mediano de 78 dias após a segunda dose em participantes que receberam VAXZEVRIA e de 71 dias em participantes que receberam placebo. A eficácia geral da vacina contra a doença sintomática de COVID-19 foi de 66,98% (IC 95%: 58,87; 73,50) com 141 (0,80%) casos de COVID-19 relatados em participantes que receberam duas doses de VAXZEVRIA (N= 17.617) e 184 (2,16%) casos relatados em participantes que receberam placebo (N= 8.528). Em participantes ≥ 65 anos houve 6 (0,16%) casos relatados no grupo de VAXZEVRIA (N= 3.696) comparado com 19 (1,05%) casos no grupo placebo (N= 1.816), correspondendo a uma eficácia da vacina de 86,35% (IC 95%: 65,79; 94,55).
Em indivíduos com ou sem evidência prévia de infecção por SARS-CoV-2, a eficácia da vacina contra a doença sintomática de COVID-19 foi de 66,96% (IC 95%: 58,94; 73,41) com 144 (0,78%) versus 189 (2,11%) casos de COVID-19 nos grupos de VAXZEVRIA (N= 18.450) e de placebo (N= 8.960), respectivamente.
Contra a doença sintomática de COVID-19 grave ou crítica, a eficácia da vacina foi de 95,69% (IC 95%: 66,33; 99,45) com 1 (0,01%) caso relatado no grupo de VAXZEVRIA (N= 17.617) e 10 (0,12%) casos relatados no grupo placebo (N= 8.528). Houve 2 (0,01%) versus 15 (0,18%) casos de visitas ao departamento de emergência nos grupos de VAXZEVRIA (N= 17.617) e placebo (8.528), respectivamente, correspondendo a uma eficácia da vacina de 94,17% (IC 95%: 74,49; 98,67).
A prevenção de infecção por SARS-CoV-2 (sintomática e assintomática) foi avaliada pela presença de anticorpos contra a proteína do nucleocapsídeo do SARS-CoV-2 ≥ 15 dias após a segunda dose. Na análise de acompanhamento de 6 meses, houve 295 (1,67%) infecções por SARS-CoV-2 no grupo de VAXZEVRIA (N= 17.617) e 323 (3,79%) infecções no grupo placebo (N= 8.528), correspondendo a uma eficácia da vacina de 61,01% (IC 95%: 54,35; 66,70).
Imunogenicidade
Após a vacinação com VAXZEVRIA, em indivíduos que eram soronegativos na linha de base, a soroconversão (conforme medida por um aumento ≥ 4 vezes do basal em anticorpos ligantes à proteína S) foi demonstrada em ≥ 98% dos indivíduos em 28 dias após a primeira dose e > 99% em 28 dias após a segunda. Anticorpos ligantes à proteína S mais elevados foram observados com intervalo crescente de dose (Tabela 4).
Tendências similares foram observadas entre as análises dos anticorpos neutralizantes e anticorpos de ligantes à proteína S. Uma correlação imunológica de proteção não foi estabelecida; portanto o nível de resposta imune que proporciona proteção contra COVID-19 é desconhecida.

A resposta imune observada em indivíduos com uma ou mais comorbidades foi consistente com a população geral.
Altas taxas de soroconversão foram observadas em idosos (≥ 65 anos) após a primeira (97,3% N=149) e a segunda dose (100,0% N=156). O aumento nos anticorpos ligantes à proteína S 28 dias após segunda dose foi numericamente menor para indivíduos ≥ 65 anos de idade (GMT=19.258,5 [N=161, IC 95%: 16.650,4; 22.275,1]) em comparação com indivíduos com idade entre 18-64 anos (GMT=32.337,1 [N=1.350, IC 95%: 30.720,8; 34.038,4]). A maioria dos indivíduos ≥ 65 anos de idade teve um intervalo de dose < 6 semanas, o que pode ter contribuído aos títulos numericamente menores observados.
Em indivíduos com evidência sorológica de infecção prévia ao SARS-CoV-2 na linha de base (GMT=10.979,1 [N=36; IC 95%: 6.452,7; 18.680,5]), os títulos de anticorpo S atingiram o pico em 28 dias após a dose 1 (GMT=139.010,4 [N=35; IC 95%: 95.429,0; 202.495,1]), porém não aumentaram mais após a segunda dose.
As respostas de célula T específicas para a proteína Spike, conforme medido por ensaio imunospot com ligação enzimática IFN-? (ELISpot) foram induzidas após uma primeira dose de VAXZEVRIA e não aumentaram adicionalmente após uma segunda dose.
Estudo D7220C00001, imunogenicidade de uma dose de reforço após esquema primário de vacinação com VAXZEVRIA ou com vacina de RNA mensageiro
D7220C00001 é um estudo de Fase II/III, parcialmente duplo-cego, com controle ativo em que 367 participantes ≥ 18 anos, vacinados anteriormente com VAXZEVRIA e 322 participantes ≥18 anos previamente vacinados com uma vacina de RNA mensageiro (RNAm), receberam uma dose única de reforço de VAXZEVRIA ao menos 90 dias após receberem a segunda dose do seu esquema primário de vacinação. A imunogenicidade foi avaliada em 342 participantes previamente vacinados com VAXZEVRIA e 294 participantes previamente vacinados com uma vacina de RNAm, todos soronegativos na linha de base. Os participantes previamente vacinados com VAXZEVRIA eram mais velhos do que os participantes previamente vacinados com uma vacina de RNAm com 45,9% e 26,9% sendo ≥65 anos de idade nos dois grupos, respectivamente. Aproximadamente 47% dos participantes tinham ao menos uma comorbidade pré-existente (definidas como IMC ≥ 30 kg/m², doença cardiovascular significativa, doença pulmonar crônica ou diabetes).
A efetividade de VAXZEVRIA administrada como uma dose única de reforço em participantes previamente vacinados com VAXZEVRIA foi demonstrada pela avaliação de não-inferioridade da resposta imune dos títulos de anticorpos neutralizantes contra a cepa ancestral comparada com a desencadeada por um esquema primário de vacinação de 2 doses em um subconjunto de participantes correspondentes no estudo D8110C00001.
A razão de não-inferioridade para GMT foi demonstrada ao comparar os títulos de anticorpos neutralizantes 28 dias após a dose de reforço com os títulos 28 dias após o esquema primário de vacinação, conforme Tabela 5.

A resposta imune à dose de reforço tende a ser maior com intervalores maiores que 6 meses entre a última dose do esquema primário de vacinação e a dose de reforço, conforme Tabela 6.

VAXZEVRIA também se mostrou efetiva em aumentar respostas de anticorpos em participantes que haviam recebido vacinação primária prévia com vacina de RNAm. Nesses participantes, uma dose única de reforço de VAXZEVRIA resultou em respostas humorais aumentadas, com aumento médio da dobra geométrica (GMFR) de 3,77 (95% IC: 3,26; 4,37) em títulos de anticorpos neutralizantes contra a cepa ancestral desde antes do reforço até 28 dias após a dose de reforço.
A dose de reforço com VAXZEVRIA também aumentou as respostas humorais em participantes com evidência sorológica de infecção prévia de SARS-CoV-2 na linha de base, e contra todas as variantes analisadas, como Alfa, Beta, Gama, Delta e Ômicron.
Imunogenicidade do COV001 avaliando uma dose de reforço (terceira dose) após vacinação primária com VAXZEVRIA
O estudo COV001 incluiu 90 participantes entre 18 e 55 anos que receberam uma dose de reforço com VAXZEVRIA. As respostas de anticorpo foram avaliadas em 75 participantes que receberam duas doses do esquema primário de vacinação dentro de um intervalo de 8-16 semanas, seguidas por uma dose de reforço administrada entre 28-38 semanas após a segunda dose. Títulos de anticorpos IgG para a proteína S foram significativamente maiores após a dose de reforço do que após a segunda dose (mediana do título total de IgG foi 1792 EUs [IQR 899-4634] em 28 dias após a segunda dose versus 3746 EUs [2047-6420] 28 dias após a dose de reforço; comparação pareada em 73 participantes para os quais as amostras estavam disponíveis usando a classificação de teste de Wilcoxon; p=0,0043).
Estudo RHH-001 - Avaliação de imunogenicidade de uma dose de reforço (terceira dose) após vacinação primária com vacina adsorvida covid-19 (inativada)
O RHH-001 foi um estudo patrocinado externamente, de Fase IV, simples-cego e randomizado, em que anticorpos foram avaliados em 296 participantes brasileiros > 18 anos que receberam uma dose de reforço de VAXZEVRIA entre 5 e 7 meses após receberem a segunda dose de vacina adsorvida covid-19 (inativada).
Após 28 dias da administração de uma dose de reforço de VAXZEVRIA, houve um aumento substancial dos títulos de anticorpos IgG para a proteína S em relação à linha de base (Dia 28 GMT, 335213 [IC 95%: 295598; 380136], GMT na linha de base 3745 [IC 95%: 3252; 4313]). O GMFR do basal no Dia 28 foi 90 (IC 95%: 77; 104). No Dia 28, os participantes que receberam uma dose de reforço de VAXZEVRIA tinham títulos de anticorpo IgG para a proteína S estatisticamente superior aos que receberam uma dose de reforço da vacina adsorvida covid-19 (inativada). A razão geométrica média (GMR) para a dose de reforço de VAXZEVRIA versus a dose de reforço com vacina de vírus inativado foi 7,0 (IC 95%: 6,1; 8,1; p < 0,0001). A dose de reforço com VAXZEVRIA também aumentou os títulos de anticorpos neutralizantes contra as variantes Delta e Ômicron.
Referências Bibliográficas
M. Voysey, S. A. C. Clemens, S. A. Madhi, et al.
Safety and efficacy of the ChAdOx1 nCoV-19 vaccine (AZD1222) against SARS-CoV-2: an interim analysis of four randomised controlled trials in Brazil, South Africa, and the UK.
Lancet, 2020 Dec 8, Doi: 10.1016/S0140-6736(20)32661-1.
Flaxman A, Marchevsky NG, Jenkin D, Aboagye J, Aley PK, Angus B, et al.
Reactogenicity and immunogenicity after a late second dose or a third dose of ChAdOx1 nCoV-19 in the UK:
a substudy of two randomised controlled trials (COV001 and COV002).
Lancet, 2021 Sep 11, Doi: 10.1016/ S0140-6736(21)01699-8.
D7220C00001, Interim Clinical Study Report, A Phase II/III Partially Double-Blinded, Randomised,
Multinational, Active-Controlled Study in Both Previously Vaccinated and Unvaccinated Adults to Determine
the Safety and Immunogenicity of AZD2816, a Vaccine for the Prevention of COVID-19 Caused by Variant
Strains of SARS-CoV-2
SA Costa Clemens, L Weckx, R Clemens, et al.
Heterologous versus homologous COVID-19 booster vaccination in previous recipients of two doses of CoronaVac COVID-19 vaccine in Brazil (RHH-001): a phase 4, non-inferiority, single blind, randomised study.
Lancet, 2022 Jan 21, Doi: 10.1016/S0140-6736(22)00094-0

3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
Propriedades Farmacodinâmicas
Mecanismo de ação
VAXZEVRIA
é uma vacina monovalente composta por um único vetor adenovírus recombinante de chimpanzé, deficiente para replicação (ChAdOx1), que expressa a glicoproteína S do SARS-CoV-2. Após a administração, a glicoproteína S do SARS-CoV-2 é expressada localmente estimulando anticorpos neutralizantes e resposta imune celular.
Propriedades Farmacocinéticas
Não aplicável.
Dados de segurança pré-clínica
Em um estudo de toxicidade por dose repetida em camundongos, a administração intramuscular de VAXZEVRIA foi bem tolerada. Foi observada inflamação celular não adversa, mista e/ou mononuclear em tecidos subcutâneos e músculo esquelético dos locais de administração e nervo ciático adjacente, consistente com os achados previstos após a injeção intramuscular de vacinas. Não houve nenhum achado nos locais de administração ou nervos ciáticos no final do período de recuperação, indicando uma recuperação completa da inflamação relacionada à VAXZEVRIA.
Mutagenicidade e carcinogenicidade
VAXZEVRIA
é uma vacina e, como tal, estudos de genotoxicidade (mutagenicidade) e carcinogenicidade não foram realizados.
Toxicologia reprodutiva
Estudos de biodistribuição conduzidos em camundongos não mostraram distribuição mensurável de VAXZEVRIA para as gônadas (testículos e ovários) após a administração intramuscular.
Em um estudo de toxicidade reprodutiva e de desenvolvimento, VAXZEVRIA não induziu a toxicidade materna ou de desenvolvimento após a exposição materna durante os períodos de pré-acasalamento, gestação ou lactação. Neste estudo, a vacina induziu anticorpos maternos anti-proteína S do SARS-CoV-2 detectáveis que foram transferidos para os fetos e filhotes, indicando transferência placentária e secreção no leite materno, respectivamente.

4. CONTRAINDICAÇÕES
Hipersensibilidade ao princípio ativo ou a qualquer dos excipientes de VAXZEVRIA.
Pacientes que sofreram trombose venosa e/ou arterial importante em combinação com trombocitopenia após vacinação com VAXZEVRIA ou qualquer outra vacina para a COVID-19.
Indivíduos que já sofreram episódios anteriores de Síndrome de Extravasamento Capilar (vide seção Advertências e Precauções).

5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES
Hipersensibilidade e anafilaxia
Reações de hipersensibilidade, incluindo anafilaxia e angioedema, ocorreram após a administração de VAXZEVRIA no período pós-comercialização (vide seção Reações Adversas).
Como com todas as vacinas injetáveis, o tratamento e a supervisão médica adequada devem estar prontamente disponíveis no caso de evento anafilático após a administração da vacina. Recomenda-se observação atenta por pelo menos 15 minutos após a vacinação.
Uma dose adicional da vacina não deve ser administrada a quem já teve anafilaxia com uma dose prévia de VAXZEVRIA.
Reações relacionadas à ansiedade
Reações relacionadas à ansiedade, incluindo reações vasovagais (síncope), hiperventilação ou reações relacionadas ao estresse podem ocorrer em decorrência da vacinação como uma resposta psicogênica à injeção da agulha. É importante que sejam tomadas precauções para evitar ferimentos causados por desmaios.
Enfermidades concomitantes
Como com outras vacinas, a administração de VAXZEVRIA deve ser postergada em indivíduos que estejam sofrendo de uma enfermidade febril aguda grave. No entanto, a presença de uma infecção menor, como um resfriado e/ou febre de baixo grau não deve retardar a vacinação.
Distúrbios de coagulação
• Tromboembolismo em combinação com trombocitopenia
Uma combinação muito rara e grave de trombose e trombocitopenia, incluindo síndrome de trombose com trombocitopenia (TTS) em alguns casos acompanhada de hemorragia, foi observada após a vacinação com VAXZEVRIA durante o uso pós-comercialização, incluindo trombose venosa em locais incomuns, como trombose dos seios venosos cerebrais, trombose da veia esplênica e trombose arterial, concomitante à trombocitopenia. A maioria dos eventos ocorreu nos primeiros 21 dias após a vacinação e alguns tiveram um desfecho fatal. As taxas de notificação após a segunda dose foram menores em comparação com as taxas de notificação após a primeira dose. Vide seção Contraindicações. Os profissionais de saúde devem consultar orientações aplicáveis, e, se disponível, procurar aconselhamento de especialistas (por exemplo hematologistas, especialistas em coagulação) para diagnosticar e tratar esta condição.
Não foram identificados fatores de risco específicos para tromboembolismo em combinação com trombocitopenia. No entanto, os benefícios e riscos da vacinação devem ser considerados em pacientes com história prévia de trombose, bem como em pacientes com doenças autoimunes, incluindo trombocitopenia imune, visto que casos muito raros (menos de 1 em 100.000) ocorreram nesses pacientes.
• Trombose cerebrovascular venosa e dos seios venosos sem trombocitopenia
Eventos de trombose das veias cerebrais e dos seios venosos sem trombocitopenia foram reportadas muito raramente após a vacinação com VAXZEVRIA, embora uma relação causal não tenha sido estabelecida. Esses eventos podem ser fatais e podem exigir abordagens de tratamento diferentes da TTS. Os profissionais de saúde devem consultar orientações aplicáveis.
• Trombocitopenia
Casos de trombocitopenia, incluindo trombocitopenia imune, foram reportados após a administração de VAXZEVRIA, tipicamente dentro das primeiras quatro semanas após a vacinação. Muito raramente, estes apresentaram níveis muito baixos de plaquetas ( < 20.000 por mL) e/ou foram associados com hemorragia. Parte desses casos ocorreram em indivíduos com histórico de trombocitopenia imune ou trombocitopenia. Casos com resultado fatal foram reportados. Em indivíduos com histórico de distúrbio trombocitopênico, como trombocitopenia imune, o risco de desenvolver níveis baixos de plaquetas deve ser considerado antes da administração da vacina e o monitoramento dos níveis de plaqueta após a vacinação é recomendado.
Os profissionais de saúde devem estar atentos aos sinais e sintomas de tromboembolismo e trombocitopenia, bem como às coagulopatias. Os indivíduos vacinados devem ser instruídos a procurar atendimento médico imediato se desenvolverem sintomas como dores de cabeça graves ou persistentes, visão turva, confusão, convulsões, falta de ar, dor torácica, inchaço nas pernas, dor nas pernas, dor abdominal persistente ou hematomas cutâneos incomuns ou espontâneos e/ou petéquias alguns dias após a vacinação.
Indivíduos diagnosticados com trombocitopenia dentro de 21 dias após a vacinação com VAXZEVRIA devem ser avaliados ou orientados quanto a sinais de trombose. Da mesma maneira, indivíduos que apresentarem trombose dentro de 21 dias da vacinação devem ser analisados quanto a trombocitopenia.
Risco de sangramento com administração intramuscular
Como com outras injeções intramusculares, VAXZEVRIA deve ser administrada com cautela a indivíduos com trombocitopenia, qualquer distúrbio da coagulação ou a pessoas em terapia anticoagulante, uma vez que pode ocorrer sangramento e hematoma após uma administração intramuscular nesses indivíduos.
Síndrome de Extravasamento Capilar
Casos muito raros de Síndrome de Extravasamento Capilar (SEC) foram notificados nos primeiros dias após a vacinação com VAXZEVRIA. Histórico de SEC foi evidente em alguns dos casos. Desfecho fatal foi reportado. A Síndrome de Extravasamento Capilar é uma doença rara caracterizada por episódios agudos de edema que afetam principalmente os membros, hipotensão, hemoconcentração e hipoalbuminemia. Pacientes com um episódio agudo de SEC após a vacinação requerem reconhecimento e tratamento imediatos. Terapia intensiva de suporte geralmente é necessária. Indivíduos com histórico conhecido de SEC não devem ser vacinados com esta vacina. Vide seção Contraindicações.
Eventos neurológicos
Casos muito raros de Síndrome de Guillain-Barré (SGB) foram reportados após a aplicação de VAXZEVRIA.
Os profissionais de saúde devem estar atentos aos sinais e sintomas da SGB para assegurar o diagnóstico correto, a fim de iniciar cuidados de suporte e tratamento adequados, e descartar outras causas, uma vez que a relação causal com a vacina ainda não foi estabelecida.
Indivíduos imunocomprometidos
Não se sabe se indivíduos com resposta imune comprometida, incluindo indivíduos que estejam recebendo terapia imunossupressora, desenvolverão a mesma resposta que indivíduos imunocompetentes ao esquema da vacina.
Risco de eventos muito raros após dose de reforço
O risco de eventos muitos raros (como distúrbios de coagulação incluindo síndrome de trombose com trombocitopenia, SEC, SGB e mielite transversa) após a administração de uma dose de reforço de VAXZEVRIA não foi caracterizado.
Duração e nível de proteção
A duração da proteção ainda não foi estabelecida.
Como com qualquer vacina, a vacinação com VAXZEVRIA pode não proteger todos os indivíduos que receberam a vacina.
A efetividade da vacina pode variar de acordo com a variante do vírus SARS-CoV-2.
Intercambialidade
Não há dados sobre a intercambialidade de vacinas na administração do esquema primário de vacinação. Existem dados limitados de segurança, imunogenicidade e eficácia disponíveis em relação à intercambialidade de VAXZEVRIA com outras vacinas para COVID-19. Para consultar os dados disponíveis sobre o uso de VAXZEVRIA como dose de reforço após vacinação primária com outra vacina contra COVID-19, vide seções Reações Adversas e Características Farmacológicas.
Efeito sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas
A influência de VAXZEVRIA na capacidade de dirigir ou usar máquinas é inexistente ou insignificante. No entanto, algumas reações adversas mencionadas na seção Reações Adversas podem afetar temporariamente a capacidade de dirigir ou usar máquinas.
Uso em idosos
Ver seção Resultados de Eficácia.
Uso durante a gravidez e lactação
Categoria B
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.
Gravidez
Há dados limitados sobre o uso de VAXZEVRIA em mulheres grávidas ou mulheres que engravidaram após receber a vacina. Os dados são insuficientes para fundamentar um risco associado com a vacina.
Os estudos em animais não indicaram efeitos nocivos diretos ou indiretos na gravidez, desenvolvimento embriofetal, parto ou desenvolvimento pós-natal (vide seção de Características Farmacológicas).
Como uma medida de precaução, a vacinação com VAXZEVRIA não é recomendada durante a gravidez. O uso de VAXZEVRIA em mulheres grávidas deve ser baseado em uma avaliação se os benefícios da vacinação superam os riscos potenciais.
Lactação
Há dados limitados, ou inexistentes, sobre o uso de VAXZEVRIA em lactantes. Um risco de amamentar recém-nascidos/bebês não pode ser excluído.
Em estudos em animais foi observada secreção de anticorpos anti-proteína S do SARS-CoV-2 no leite materno de camundongas para seus filhotes (vide seção de Características Farmacológicas).
Como uma medida de precaução, é preferível evitar a vacinação com VAXZEVRIA quando a paciente estiver amamentando.
Fertilidade
Os estudos em animais não indicaram efeitos nocivos diretos ou indiretos na fertilidade.

6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
A segurança, imunogenicidade e eficácia da administração concomitante de VAXZEVRIA com outras vacinas não foram avaliadas.

7. CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO
VAXZEVRIA
deve ser conservada sob refrigeração (2 a 8°C). Não congelar. Armazenar na embalagem externa a fim de proteger da luz. Não agitar.
Frasco multidose fechado
VAXZEVRIA
tem validade de 6 meses a partir da data de fabricação.
Frasco multidose aberto
Após a retirada da primeira dose, estabilidade em uso química e física foi demonstrada a partir do momento da punção do frasco até a administração por no máximo:
• 6 horas em temperatura ambiente, até 30°C, ou
• 48 horas sob refrigeração (2 a 8°C).
O frasco pode ser refrigerado novamente, mas o tempo cumulativo de armazenamento em temperatura ambiente não deve exceder 6 horas e o tempo total cumulativo de armazenamento não deve exceder 48 horas.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
VAXZEVRIA
é uma suspensão incolor a levemente marrom, clara a levemente opaca.
VAXZEVRIA apresenta-como 5 mL de suspensão injetável em um frasco-ampola de 10 doses (vidro claro tipo I) com tampa (elastomérico com lacre de alumínio). Embalagem com 10 frascos-ampola.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

8. POSOLOGIA E MODO DE USAR
Posologia
O esquema primário de vacinação com VAXZEVRIA consiste de duas doses separadas de 0,5 mL cada. A segunda dose deve ser administrada entre 4 e 12 semanas após a primeira dose (vide seção Características Farmacológicas).
Recomenda-se que indivíduos que receberam uma primeira dose de VAXZEVRIA concluam o esquema primário de vacinação com VAXZEVRIA (vide seção Advertências e Precauções).
Uma dose de reforço (terceira dose) de 0,5 mL poderá ser administrada a indivíduos que completaram o esquema primário de vacinação de 2 doses com VAXZEVRIA. Uma dose de 0,5 mL de VAXZEVRIA como reforço heterólogo também pode ser considerado para indivíduos que receberam a vacina adsorvida covid-19 (inativada) do Instituto Butantan. Também é possível administrar uma dose de reforço de 0,5 mL de VAXZEVRIA em indivíduos previamente vacinados com 2 doses da vacina RNAm da Pfizer, em um cenário em que não há disponibilidade da vacina RNAm da Pfizer ou em caso de contraindicação. A decisão de quando e para quem implementar uma terceira dose de VAXZEVRIA deve ser feita com base nos dados de eficácia da vacina disponíveis, levando em consideração os dados de segurança limitados. A terceira dose como reforço homólogo ou heterólogo pode ser administrada a partir de 3 meses após a conclusão do esquema primário de vacinação.
População idosa
Nenhum ajuste de dose é necessário em indivíduos idosos a partir de 65 anos de idade.
População pediátrica
A segurança e a eficácia de VAXZEVRIA em crianças e adolescentes (menores de 18 anos de idade) ainda não foram estabelecidas. Não há dados disponíveis.
Administração
VAXZEVRIA
é destinada apenas para injeção intramuscular (IM), preferivelmente no músculo deltoide.
VAXZEVRIA é uma suspensão incolor a levemente marrom, clara a levemente opaca. A vacina deve ser inspecionada visualmente quanto a partículas e descoloração antes da administração. Descartar o frasco se a suspensão estiver descolorida ou partículas visíveis forem observadas.
Cada dose de 0,5 mL da vacina é extraída por uma seringa para injeção para ser administrada por via intramuscular. Use uma agulha e seringa estéreis separadas para cada indivíduo.
Cada dose contém ao menos o número de doses descrito. É normal que líquido permaneça no frasco após a retirada da dose final. Quando agulhas e seringas de baixo volume morto são usadas, a quantidade restante no frasco pode ser suficiene para uma dose adicional. Deve-se ter cuidado para garantir que uma dose completa de 0,5 mL seja administrada. Quando uma dose completa de 0,5 mL não puder ser extraída, o volume restante deve ser descartado. Não junte o excesso de vacina de vários frascos.
A vacina não contém qualquer conservante. Após a retirada da primeira dose, use o frasco dentro de:
• 6 horas quando armazenado em temperatura ambiente (até 30°C), ou
• 48 horas quando armazenado sob refrigeração (2 a 8°C).
O frasco pode ser refrigerado novamente, mas o tempo cumulativo de armazenamento em temperatura ambiente não deve exceder 6 horas e o tempo cumulativo total de armazenamento não deve exceder 48 horas. Após esse tempo, o frasco deve ser descartado.
Para facilitar a rastreabilidade da vacina, o nome e o número do lote do produto administrado devem ser claramente registrados para cada indivíduo.
Incompatibilidade
Na ausência de estudos de compatibilidade, essa vacina não pode ser misturada com outros medicamentos.
Instruções para descarte
VAXZEVRIA
contém organismos geneticamente modificados (OGMs). Qualquer vacina não usada ou resíduo deve ser descartado em conformidade com os requerimentos locais. Se houver derramamento do produto, o mesmo deve ser desinfetado com um desinfetante antiviral apropriado.

9. REAÇÕES ADVERSAS
Resumo geral do perfil de segurança
Esquema primário de vacinação
A segurança geral de VAXZEVRIA é baseada na análise dos dados agrupados de quatro estudos clínicos (COV001, COV002, COV003 e COV005) realizados no Reino Unido, Brasil e África do Sul. No momento da análise, 24.244 indivíduos ≥ 18 anos tinham sido randomizados e recebido VAXZEVRIA ou o controle. Destes, 12.282 receberam pelo menos uma dose de VAXZEVRIA, com uma duração mediana de acompanhamento de 4,5 meses.
As características demográficas foram geralmente similares entre os indivíduos que receberam VAXZEVRIA e aqueles que receberam o controle. No geral, entre os indivíduos que receberam VAXZEVRIA, 89,8% tinham entre 18 e 64 anos e 10,2% 65 anos ou mais. A maioria dos indivíduos era branca (75,5%), 9,8% eram negros e 3,7% asiáticos; 55,8% eram mulheres e 44,2% homens.
As reações adversas mais frequentemente reportadas foram sensibilidade no local da injeção ( > 60%); dor no local da injeção, cefaleia, fadiga ( > 50%); mialgia, mal estar ( > 40%); pirexia, calafrios ( > 30%); e artralgia, náusea ( > 20%). A maioria das reações adversas foi de intensidade leve a moderada e usualmente resolvida dentro de poucos dias após a vacinação. Em comparação com a primeira dose, as reações adversas rep

ortadas após a segunda dose foram mais leves e menos frequentemente reportadas.
Após a vacinação, indivíduos podem experimentar múltiplas reações adversas ocorrendo ao mesmo tempo (por exemplo, mialgia/ artralgia, cefaleia, calafrios, pirexia e mal-estar). Se um indivíduo relatar sintomas persistentes, causas alternativas devem ser consideradas.
As reações adversas foram geralmente mais leves e menos frequentemente reportadas em idosos (≥ 65 anos de idade).
Dose de reforço (terceira dose)
O perfil de segurança observado em indivíduos que receberam uma dose de reforço (terceira dose) foi consistente com o perfil de segurança conhecido para VAXZEVRIA. Não foram identificadas novas preocupações de segurança, em comparação às reações adversas reportadas para o esquema primário de vacinação em indivíduos que receberam dose de reforço de VAXZEVRIA.
Dose de reforço (terceira dose) após esquema primário de vacinação com VAXZEVRIA
No estudo D7220C00001, 367 participantes que receberam previamente um esquema primário de vacinação de 2 doses com VAXZEVRIA receberam uma única dose de reforço (terceira dose) de VAXZEVRIA. O intervalo mediano entre a segunda e a terceira dose foi de 8,6 meses (263 dias).
As reações adversas mais frequentemente reportadas em participantes previamente vacinados com VAXZEVRIA foram sensibilidade no local da injeção (54%), fatiga (43%), dor no local da injeção (38%), cefaleia (34%), mialgia (23%) e mal-estar (22%). A maioria dessas reações adversas foi de gravidade leve a moderada e usualmente resolvida dentro de alguns dias após a vacinação.
Dose de reforço (terceira dose) após esquema primário de vacinação com vacina contra COVID-19 de RNAm aprovada
No estudo D7220C00001, 322 participantes, que receberam esquema primário de vacinação prévio de 2 doses com uma vacina contra COVID-19 de RNAm aprovada, receberam uma única dose de reforço (terceira dose) de VAXZEVRIA. O intervalo mediano entre a segunda e terceira doses foi de 3,9 meses (119 dias).
As reações adversas mais frequentemente reportadas nestes participantes foram sensibilidade no local da injeção (71%), fadiga (58%), cefaleia (52%), dor no local da injeção (50%), mialgia (47%), mal-estar (42%), calafrio (31%) e náusea (21%). A maioria dessas reações adversas foi de gravidade leve a moderada e normalmente resolvida dentro de alguns dias após a vacinação.
Dose de reforço (terceira dose) após esquema primário de vacinação com vacina adsorvida covid-19 (inativada)
No estudo RHH-001, 296 participantes brasileiros > 18 anos, que receberam previamente um esquema primário de vacinação de 2 doses com uma vacina adsorvida covid-19 (inativada), receberam uma única dose de reforço (terceira dose) de VAXZEVRIA. O intervalo mediano entre a segunda e a terceira dose foi de 9,7 meses (178,9 dias).
As reações adversas solicitadas mais frequentemente reportadas nos primeiros 7 dias nos participantes que receberam esquema primário de vacinação de 2 doses com uma vacina adsorvida covid-19 (inativada) foram dor no local da injeção (63%), cefaleia (49%), mialgia (43%), calafrios (33%) e febre (14%).
Reações adversas ao medicamento
As reações adversas medicamentosas (RAMs) são organizadas por Classe de Sistema de Órgão (CSO) do MedDRA. Dentro de cada CSO, os termos preferidos são organizados por frequência decrescente e então por gravidade decrescente. As frequências de ocorrência de reações adversas são definidas como: muito comum (≥ 1/10); comum (≥ 1/100 a < 1/10); incomum (≥ 1/1.000 a < 1/100); raro (≥ 1/10.000 a < 1/1.000); muito raro ( < 1/10.000) e desconhecida (não pode ser estimado com os dados disponíveis).

Resumo dos dados de segurança do estudo D8110C0001
A segurança adicional de VAXZEVRIA foi estabelecida em um estudo clínico randomizado de Fase III realizado nos Estados Unidos, Peru e Chile. No momento da análise, 32.379 participantes ≥ 18 anos haviam recebido ao menos uma dose da vacina, incluindo 21.587 participantes do grupo de VAXZEVRIA e 10.792 no grupo placebo.
As características demográficas foram no geral similares entre os participantes que receberam VAXZEVRIA e aqueles que receberam placebo. Entre os participantes que receberam VAXZEVRIA 77,6% tinham entre 18 e 64 anos e 22,4% tinham ≥ 65 anos de idade. Setenta e nove porcento dos participantes eram brancos, 8,3% eram negros, 4,4% eram asiáticos, 4,0% eram índios americanos ou nativos do Alasca, 0,3% eram nativos do Havaí ou de outras ilhas do Pacífico, 2,4% eram multirraciais e 1,7% não reportaram ou não sabiam; 44,4% eram mulheres e 55,6% homens.
O perfil de segurança observado neste estudo clínico de Fase III foi consistente com a análise dos dados do Reino Unido, Brasil e África do Sul (COV001, COV002, COV003 e COV005). As reações adversas do estudo foram observadas em frequências similares às vistas na análise de dados agrupados, com exceção das seguintes reações: febrícula (pirexia) (0,7%), artralgia (1,1%), calor no local da injeção ( < 0,1%) e prurido no local da injeção (0,2%). Estas reações foram eventos adversos solicitados nos estudos COV001, COV002, COV003 e COV005, enquanto o estudo D8110C0001 não as incluiu como sintomas solicitados a serem reportados.
Relatos pós-comercialização de sintomas semelhantes à influenza
Alguns indivíduos relataram calafrios, tremores (em alguns casos rigidez) e aumento da temperatura corporal, possivelmente com sudorese, cefaleia (incluindo dores semelhantes à enxaqueca), náusea, mialgia e mal-estar, começando em até um dia da vacinação. Esses efeitos geralmente duram um ou dois dias. Se um paciente relatar febre anormalmente alta ou prolongada, ou outros sintomas, causas alternativas devem ser consideradas e aconselhamento apropriado deve ser fornecido para investigação diagnóstica e tratamento médico conforme necessário.
Atenção: este produto é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, notifique os eventos adversos pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.

10. SUPERDOSE
A experiência de superdose é limitada.
Não há tratamento específico para uma superdose com VAXZEVRIA. No caso de uma superdose, o indivíduo deve ser monitorado e receber tratamento sintomático conforme adequado.
Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Dizeres legais.

MS - 1.1618.0284
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Esta bula foi aprovada pela ANVISA em 07/12/2022.

Princípios Ativos de Vaxzevria

Patologias de Vaxzevria

Laboratório que produce Vaxzevria