TYGACIL®

WYETH PHARMA

tigeciclina

Antibiótico.

Apresentações.

Pó liófilo injetável
SOMENTE PARA USO INTRAVENOSO
Cartucho contendo 10 frascos-ampolas de Tygacil® (tigeciclina) dose única. Cada frasco-ampola contém 50 mg de pó liófilo estéril para infusão.
USO ADULTO

Composição.

Princípio ativo: cada frasco-ampola contém 50 mg de tigeciclina. Excipientes: lactose, ácido clorídrico e/ou hidróxido de sódio, água para injeção e nitrogênio.
Não contém conservante.
Peso Líquido: 154 mg

Indicações.

Tygacil® (tigeciclina) é indicado para o tratamento de infecções causadas pelos microrganismos sensíveis mencionados abaixo, nas condições clínicas relatadas a seguir em pacientes com idade maior ou igual a 18 anos:
Infecções complicadas da pele e tecidos moles causadas por Escherichia coli, Enterococcus faecalis (apenas isolados sensíveis à vancomicina), Staphylococcus aureus (isolados resistentes e sensíveis à meticilina), incluindo casos de bacteremia concomitante, Streptococcus agalactiae, Streptococcus anginosus (inclui S. anginosus, S. intermedius e S. constellatus), Streptococcus pyogenes, Enterobacter cloacae, Bacteroides fragilis e Klebisiella pneumoneae.
Infecções intra-abdominais complicadas causadas por Citrobacter freundii, Enterobacter cloacae, Escherichia coli, Klebsiella oxytoca, Klebsiella pneumoniae (incluindo produtoras de ESBL), Enterococcus faecalis (apenas isolados sensíveis à vancomicina), Staphylococcus aureus (apenas isolados sensíveis e resitentes à meticilina) incluindo casos de bacteremia concomitante, Streptococcus anginosus (inclui S. anginosus, S. intermedius e S. constellatus), Bacteroides fragilis, Bacteroides thetaiotaomicron, Bacteroides uniformis, Bacteroides vulgatus, Clostridium perfringens e Peptostreptococcus micros.
Pneumonia adquirida na comunidade causada por Chlamydia pneumoniae, Haemophilus influenzae (isolados beta-lactamase negativos), Legionella pneumophila, Mycoplasma pneumoniae, e Streptococcus pneumoniae (isolados sensíveis à penicilina), incluindo casos de bacteremia concomitante.
Devem ser coletadas amostras adequadas para exame bacteriológico com o intuito de isolar e identificar o microrganismo causador e determinar a sua sensibilidade à tigeciclina. Tygacil® pode ser iniciado como monoterapia empírica antes dos resultados desses testes serem conhecidos.
Para reduzir o desenvolvimento de bactérias resistentes ao medicamento e manter a eficácia de Tygacil® e outros agentes antibacterianos, Tygacil® deve ser usado exclusivamente para tratar infecções comprovadamente causadas ou com fortes suspeitas de serem causadas por bactérias sensíveis. Assim que disponíveis, as informações da cultura e da sensibilidade devem ser consideradas na seleção ou na modificação da terapia antibactericana. Na ausência desses dados, a epidemiologia local e os padrões de sensibilidade podem contribuir para a seleção empírica da terapia.
Tygacil® não é indicado para tratamento de infecções de feridas no pé de pacientes diabéticos, conhecidas como "pé diabético" (Ver Mecanismo de Ação e Resultados de Eficácia).

Resultados de eficácia.

Definições:
1 - Resposta clínica ao teste de cura: avaliação de eficácia clínica entre 7 e 23 dias após a última dose do medicamento em estudo;
2 - População clinicamente avaliável (CA): população que recebeu pelo menos 1 dose do medicamento em estudo e que atendia aos critérios de inclusão/exclusão estabelecidos no protocolo do estudo;
3 - População com intenção de tratamento clinicamente modificada (c-mITT): população que recebeu pelo menos 1 dose no medicamento em estudo e apresentava evidência clínica da doença no período de seleção;
4 - População com intenção de tratamento microbiologicamente modificada (m-mITT): população que recebeu pelo menos 1 dose do medicamento em estudo, apresentava evidência clínica da doença e que tinha 1 ou mais microorganismos isolados no período de seleção;
5 - População microbiologicamente avaliável (MA): população que recebeu pelo menos 1 dose do medicamento em estudo, que apresentava critérios de inclusão/exclusão estabelecidos no protocolo do estudo, que foi suscetível aos medicamentos em estudo no período de seleção e que pôde ser clínica e microbiologicamente avaliada durante o teste de cura.
Infecções complicadas da pele e tecidos moles
A tigeciclina foi avaliada em adultos para o tratamento de infecções complicadas da pele e tecidos moles (cSSSI) em dois estudos randomizados, duplo-cegos, ativo-controlados, multinacionais e multicêntricos. Esses estudos compararam a tigeciclina (em dose inicial IV de 100 mg seguida de 50 mg a cada 12 horas) com a vancomicina (1 g IV a cada 12 horas)/aztreonam (2 g IV a cada 12 horas) por 5 a 14 dias. Foram admitidos nos estudos pacientes com infecções em tecido mole profundo complicadas, incluindo infecções de ferida e celulite (≥10 cm, que requer cirurgia/drenagem ou com doença subjacente complicada), abscessos de grande porte, úlceras infectadas e queimaduras. O parâmetro primário de eficácia foi a resposta clínica na visita do teste de cura nas populações co-primárias de pacientes clinicamente avaliáveis (CA) e intenção de tratamento modificada clinicamente (c-mITT). Ver Tabela 4:

As taxas de cura clínica no teste de cura por patógeno em pacientes microbiologicamente avaliáveis com infecções complicadas da pele e tecidos moles são apresentadas na Tabela 5.

Tigeciclina não atingiu os critérios de não-inferioridade em comparação com o ertapenem em estudo em pacientes com infecção do pé diabético. Esse estudo foi randomizado, duplo-cego, multinacional, multicêntrico e comparou tigeciclina (150 mg a cada 24hs) com ertapenem (1 g a cada 24 horas, com ou sem vancomicina) por até 28 dias. O ponto de eficácia primária foi a resposta clínica na avaliação do Teste de Cura (TC) em populações co-primária Clinicamente Avaliáveis (CA) e com Intenção de Tratamento Clinicamente Modificado (c-mITT). A margem de não-inferioridade foi -10% para diferença na taxa de cura entre os dois tratamentos.

Infecções Intra-Abdominais Complicadas
A tigeciclina foi avaliada em adultos no tratamento de infecções intra-abdominais complicadas (cIAI) em dois estudos randomizados, duplo-cegos, ativo-controlados, multinacionais e multicêntricos. Esses estudos compararam a tigeciclina (na dose inicial IV de 100 mg seguida de 50 mg a cada 12 horas) com imipeném/cilastatina (500 mg IV a cada 6 horas) por 5 a 14 dias. Foram admitidos nos estudos pacientes com diagnósticos complicados incluindo apendicite, colecistite, diverticulite, perfuração gástrica/duodenal, abscesso intra-abdominal, perfuração do intestino e peritonite. O parâmetro primário de eficácia foi a resposta clínica na visita do teste de cura para as populações co-primárias de pacientes microbiologicamente avaliáveis (MA) e intenção de tratamento microbiologicamente modificada (m-mITT). Ver Tabela 7.

As taxas de cura clínica do teste de cura por patógeno em pacientes microbiologicamente avaliáveis com infecções intra-abdominais complicadas são apresentadas na Tabela 8.

Pneumonia Adquirida na Comunidade
A tigeciclina foi avaliada em adultos para o tratamento da pneumonia adquirida na comunidade (PAC) em dois estudos randomizados, duplo-cegos, ativo-controlados, multinacionais e multicêntricos (Estudos 308 e 313).
Esses estudos compararam a tigeciclina (dose inicial de 100 mg IV seguida de 50 mg a cada 12 horas) com levofloxacina (500 mg IV a cada 12 ou 24 horas). Em um estudo (Estudo 308), após pelo menos 3 dias de terapia IV, uma conversão para a levofloxacina oral (500 mg ao dia) foi permitida para ambos braços do tratamento. A terapia total foi de 7 a 14 dias. Os pacientes com pneumonia adquirida na comunidade exigindo internação e terapia IV foram inscritos nos estudos. O parâmetro de eficácia primária foi a resposta clínica na visita de teste de cura (TC) na população co-primária de pacientes clinicamente avaliáveis (CA) e intenção de tratar clinicamente alterada (c-mITT). Vide Tabela 9. As taxas de cura clínica em TC pelo patógeno em pacientes microbiologicamente avaliáveis são apresentadas na Tabela 10.


Espécies de Enterococos Resistente à Vancomicina (ERV) e Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA)
A tigeciclina foi avaliada em adultos para o tratamento de diversas infecções sérias (cIAI, cSSSI e outras infecções) em razão da ERV e MRSA no Estudo 307.
O Estudo 307 foi um estudo randomizado, duplo-cego, ativo-controlado, multinacional e multicêntrico avaliando a tigeciclina (dose inicial de 100 mg IV seguida de 50 mg a cada 12 horas) e vancomicina (1 g IV a cada 12 horas) para o tratamento de infecções causadas por Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA) e avaliando a tigeciclina (dose inicial de 100 mg IV seguida de 50 mg a cada 12 horas) e linezolida (600 mg IV a cada 12 horas) para o tratamento de infecções causadas por enterococos resistente à vancomicina (ERV) por 7 a 28 dias. Os pacientes com cIAI, cSSSI e outras infecções foram inscritos neste estudo. O parâmetro de eficácia primária foi a resposta clínica na visita de TC na população co-primária de pacientes microbiologicamente avaliáveis (MA) e intenção de tratar microbiologicamente alterada (m-mITT). Vide a Tabela 11 para MRSA e Tabela 12 para ERV.


Patógenos Resistentes Gram-Negativos
A tigeciclina foi avaliada em adultos para o tratamento de diversas infecções sérias (cIAI, cSSSI, PAC e outras infecções) em razão de patógenos resistentes gram-negativos no Estudo 309.
O Estudo 309 foi um estudo aberto, multinacional e multicêntrico avaliando a tigeciclina (dose inicial de 100 mg IV seguida de 50 mg a cada 12 horas) para o tratamento de infecções em razão de patógenos resistentes gram-negativos de 7 a 28 dias. Os pacientes com cIAI, cSSSI, PAC e outras infecções foram inscritos neste estudo. O parâmetro de eficácia primária foi a resposta clínica na visita de TC na população co-primária de pacientes microbiologicamente avaliáveis (MA) e intenção de tratar microbiologicamente alterada (m-mITT). Vide a Tabela 13.

Infecções por Micobactérias de Crescimento Rápido
Em estudos clínicos não-controlados e experiência de uso compassivo em 8 países, 52 pacientes com infecções micobacterianas de crescimento rápido (mais freqüentemente doença pulmonar por M. abscessus) foram tratados com tigeciclina, junto com outros antibióticos. As durações médias e medianas de tratamento foram de aproximadamente 5½ meses e 3 meses, respectivamente (variação: 3 dias em aproximadamente 3½ anos). Aproximadamente metade dos pacientes obteve melhoria clínica (ou seja, melhoria nos sinais e sintomas da doença pulmonar, ou cicatrização de lesão e ferida, ou nódulos na doença disseminada). Aproximadamente metade dos pacientes exigiu redução de dose ou descontinuação do tratamento em razão de náusea, vômito ou anorexia.
DADOS PRÉ-CLÍNICOS DE SEGURANÇA
Carcinogenicidade
Não foram realizados estudos de sobrevida em animais para avaliar o potencial carcinogênico da tigeciclina.
Mutagenicidade
Não foi encontrado potencial mutagênico nem clastogênico em uma bateria de testes, incluindo o teste de aberração cromossômica in vitro em células de ovário de hamster chinês (CHO), o teste de mutação em células CHO (locus HGRPT), os ensaios in vitro de mutação em células de linfoma de camundongos e o teste em micronúcleos in vivo.
Comprometimento da Fertilidade
A tigeciclina não alterou o acasalamento nem a fertilidade de ratos nas exposições a até 4,7 vezes a dose diária humana com base na AUC. Em ratas, não houve efeitos relacionados ao composto sobre os ovários ou os ciclos estrais nas exposições a até 4,7 vezes a dose diária humana com base na AUC.
Outros
Foram observadas diminuições de eritrócitos, reticulócitos, leucócitos e plaquetas, em associação à hipocelularidade da medula óssea, com a tigeciclina nas exposições 8,1 vezes e 9,8 vezes a dose diária humana com base na AUC em ratos e cães, respectivamente. Mostrou-se que essas alterações são reversíveis após duas semanas de administração.
A administração intravenosa em bolus da tigeciclina foi associada a uma resposta de histamina nos estudos pré-clínicos. Esses efeitos foram observados nas exposições 14,3 e 2,8 vezes a dose diária humana com base na AUC em ratos e cães, respectivamente.
Não foram observadas evidências de fotossensibilidade em ratos após a administração da tigeciclina.

Caract. farmacológicas.

Mecanismo de Ação
A tigeciclina, um antibiótico da classe das glicilciclinas, inibe a translação protéica nas bactérias ligando-se à subunidade ribossômica 30S e bloqueando a entrada de moléculas aminoacil-tRNA no sítio A do ribossomo. Com isso, evita a incorporação de resíduos de aminoácido nas cadeias de peptídeo elongadas. A tigeciclina possui uma porção glicilamido ligada à posição 9 da minociclina. O padrão de substituição não está presente em nenhuma tetraciclina de ocorrência natural ou semi-sintética e confere algumas propriedades microbiológicas que vão além da atividade in vitro ou in vivo de qualquer tetraciclina conhecida. Além disso, a tigeciclina consegue atuar nos dois principais mecanismos de resistência às tetraciclinas, a proteção ribossomal e efluxo. Conseqüentemente, a tigeciclina demonstrou atividade in vitro e in vivo contra um amplo espectro de patógenos bacterianos. Ainda não foi observada resistência cruzada entre a tigeciclina e outros antibióticos. Nos estudos in vitro, não foi observado antagonismo entre a tigeciclina e outros antibióticos freqüentemente usados. Em geral, a tigeciclina é considerada bacteriostática. Na concentração 4 vezes maior que a concentração inibitória mínima (CIM), foi observada uma redução de 2 log das contagens de colônia com a tigeciclina contra Enterococcus spp., Staphylococcus aureus e Escherichia coli. No entanto, a tigeciclina demonstrou certa atividade bactericida e com observação de redução de 3 log contra a Neisseria gonorrhoeae. A tigeciclina também demonstrou atividade bactericida contra cepas respiratórias comuns de S. pneumoniae, H. influenzae e L. pneumophila.
Técnicas de Diluição
Os métodos quantitativos são usados para determinar as concentrações inibitórias mínimas (CIMs) antimicrobianas. Essas CIMs fornecem estimativas da sensibilidade das bactérias aos compostos antimicrobianos. As CIMs devem ser determinadas usando um procedimento padronizado com base em métodos de diluição (caldo nutritivo, ágar ou microdiluição) ou equivalente utilizando inóculo e concentrações padronizadas da tigeciclina. Nos testes de diluição em caldo nutritivo para microrganismos aeróbios, as CIMs devem ser determinadas utilizando meio que esteja fresco ( < 12 h do preparo). Os valores da CIM devem ser interpretados de acordo com os critérios fornecidos na Tabela 1.
Técnicas de Difusão
Os métodos quantitativos que necessitam da medição dos diâmetros dos halos também fornecem estimativas reprodutíveis da sensibilidade das bactérias aos compostos antimicrobianos. O procedimento padronizado requer o uso de concentrações padronizadas do inóculo. Esse procedimento utiliza discos de papel impregnados com 15 mcg de tigeciclina para testar a sensibilidade dos microrganismos à tigeciclina. A interpretação envolve a correlação do diâmetro obtido no teste do disco com a CIM da tigeciclina. Os laudos do laboratório que fornecem os resultados do teste de sensibilidade com disco padrão contendo 15 mcg de tigeciclina devem ser interpretados de acordo com os critérios estabelecidos na Tabela 1.

O termo "Sensível" (S) indica que o patógeno provavelmente será inibido se o composto antimicrobiano atingir as concentrações geralmente atingidas. O termo "Intermediário" (I) indica que o resultado deve ser considerado ambíguo e, se o microrganismo não for totalmente sensível aos medicamentos alternativos clinicamente viáveis, o teste deve ser repetido. Essa categoria implica possível aplicabilidade clínica em sítios do corpo onde o medicamento se concentra fisiologicamente ou em situações em que é possível usar uma dose elevada do medicamento. Essa categoria também fornece uma zona tampão que evita que pequenos fatores técnicos não-controlados causem discrepâncias importantes na interpretação. O termo "Resistente" (R) indica que o patógeno provavelmente não será inibido se o composto antimicrobiano atingir as concentrações geralmente atingidas; outra terapia deve ser escolhida.
Controle de Qualidade
Como ocorre com outras técnicas de sensibilidade, o uso de microorganismos de controle laboratorial é exigido para controlar os aspectos técnicos dos procedimentos laboratoriais padronizados. O pó de tigeciclina padrão deve fornecer os valores de CIM apresentados na Tabela 2. Para a técnica de difusão com um disco com 15 mcg de tigeciclina, os laboratórios devem usar os critérios apresentados na Tabela 2 para testar as cepas de controle de qualidade.

A prevalência da resistência adquirida pode variar com a região geográfica e com o tempo para espécies selecionadas, e informações locais sobre a resistência são necessárias, particularmente quando do tratamento de infecções graves. As informações a seguir são apenas uma orientação aproximada da probabilidade de um microrganismo ser ou não sensível à tigeciclina:
Sensíveis
Aeróbios Gram-positivos:
Enterococcus avium
Enterococcus casseliflavus
Enterococcus faecalis*
(inclui cepas sensíveis à vancomicina)
Enterococcus faecalis (inclui cepas resistentes à vancomicina)
Enterococcus faecium (inclui cepas sensíveis e resistentes à vancomicina)
Enterococcus gallinarum
Listeria monocytogenes
Staphylococcus aureus*
(inclui cepas sensíveis e resistentes à meticilina, entre eles, os isolados portadores de marcadores moleculares e marcadores de virulência freqüentemente associados ao MRSA comunitário incluindo o elemento tipo IV SCCmec e o gene pvl)
Staphylococcus epidermidis (inclui as cepas sensíveis e resistentes à meticilina)
Staphylococcus haemolyticus
Streptococcus agalactiae*
Streptococcus anginosus*
(inclui S. anginosus, S. intermedius, S. constellatus)
Streptococcus pyogenes*
Streptococcus pneumoniae
* (isolados suscetíveis à penicilina)
Streptococcus pneumoniae (isolados resistentes à penicilina)
Estreptococos do grupo Viridans
Aeróbios Gram-negativos:
Complexo Acinetobacter calcoaceticus/baumannii
Aeromonas hydrophila
Citrobacter freundii*
Citrobacter koseri
Enterobacter aerogenes
Enterobacter cloacae*
Escherichia coli*
(incluindo as cepas produtoras de ESBL)
Haemophilus influenzae*
Haemophilus parainfluenzae
Klebsiella oxytoca*
Klebsiella pneumoniae*
(incluindo cepas produtoras de ESBL)
Klebsiella pneumoniae (incluindo cepas produtoras de AmpC)
Legionella pneumophila
Moraxella catarrhalis*
Neisseria gonorrhoeae
Neisseria meningitidis
Pasteurella multocida
Salmonella enterica
sorotipo Enteritidis
Salmonella enterica sorotipo Paratyphi
Salmonella enterica sorotipo Typhi
Salmonella enterica sorotipo Typhimurium
Shigella boydii
Shigella
dysenteriae
Shigella flexneri
Serratia marcescens
Shigella sonnei
Stenotrophomonas maltophilia
Bactérias Anaeróbias:
Bacteroides fragilis*
Bacteroides distasonis
Bacteroides ovatus
Bacteroides thetaiotaomicron*
Bacteroides uniformis*
Bacteroides vulgatus*
Clostridium difficile
Clostridium perfringens*
Peptostreptococcus
spp.
Peptostreptococcus micros*
Porphyromonas
spp.
Prevotella spp.
Bactérias Atípicas:
Clamydia pneumoniae*
Mycobacterium abscessus
Mycobacterium chelonae
Mycobacterium fortuitum
Mycoplasma pneumoniae*
* Foi demonstrada eficácia clínica para isolados sensíveis nas indicações clínicas aprovadas.
Resistentes
Aeróbios Gram-negativos:
Pseudomonas aeruginosa
Bactérias Anaeróbias:
Nenhuma espécie de ocorrência natural foi considerada inerentemente resistente a tigeciclina.
Resistência:
Ainda não foi observada resistência cruzada entre a tigeciclina e outros antibióticos.
A tigeciclina consegue atuar nos dois principais mecanismos de resistência às tetraciclinas, ou seja, proteção ribossomal e efluxo.
Nos estudos in vitro, não foi observado antagonismo entre a tigeciclina e qualquer outra classe de antibióticos freqüentemente utilizados.
Farmacocinética
Os parâmetros farmacocinéticos médios da tigeciclina com esquema após dose única e doses múltiplas intravenosas estão resumidos na Tabela 3.
As infusões intravenosas da tigeciclina devem durar aproximadamente 30 a 60 minutos.

Absorção
A tigeciclina é administrada por via intravenosa e, portanto, tem biodisponibilidade de 100%.
Distribuição
A taxa de ligação às proteínas plasmáticas in vitro da tigeciclina varia de aproximadamente 71% a 89% nas concentrações observadas em estudos clínicos (0,1 a 1,0 mcg/mL). Os estudos de farmacocinética em animais e humanos demonstraram que a tigeciclina se distribui rapidamente para os tecidos. Em ratos que receberam doses únicas ou múltiplas da 14C-tigeciclina, a radioatividade foi bem-distribuída na maioria dos tecidos, com a maior exposição global nos ossos, na medula óssea, na tireóide, no rim, no baço e nas glândulas salivares. Em humanos, o volume de distribuição da tigeciclina no estado de equilíbrio foi em média de 500 a 700 litros (7 a 9 L/kg), indicando que a tigeciclina é amplamente distribuída do volume plasmático para os tecidos humanos.
Dois estudos avaliaram o perfil farmacocinético da tigeciclina no estado de equilíbrio, em tecidos específicos ou fluidos de indivíduos saudáveis que receberam tigeciclina 100 mg, seguida de 50 mg a cada 12 horas. Em um estudo em lavado broncoalveolar, a AUC0-12h (134 mcg•h/mL) da tigeciclina nas células alveolares foi aproximadamente 77,5 vezes mais elevada que a observada no soro desses indivíduos e a AUC0-12h (2,28 mcg•h/mL) no fluido do revestimento epitelial foi aproximadamente 32% maior que a sérica. Em um estudo em bolha cutânea, a AUC0-12h (1,61 mcg•h/mL) da tigeciclina no líquido de bolha cutânea foi aproximadamente 26% menor que a AUC0-12h sérica nesses indivíduos.
Em um estudo de dose única, tigeciclina 100 mg foi administrada a indivíduos antes de se submeterem a cirurgia eletiva ou procedimento médico de extração de tecido. As concentrações teciduais em 4 horas após a administração da tigeciclina foram medidas nas seguintes amostras de tecido e fluido: vesícula biliar, pulmão, cólon, líquido sinovial e ossos. A tigeciclina atingiu concentrações maiores nos tecidos do que no soro na vesícula biliar (38 vezes, n=6), pulmão (3,7 vezes, n=5) e cólon (2,3 vezes, n=6). A concentração da tigeciclina nesses tecidos após doses múltiplas ainda não foi estudada.
Metabolismo
A tigeciclina não é amplamente metabolizada. Os estudos in vitro com a tigeciclina utilizando microssomos hepáticos, cortes de fígado e hepatócitos de humanos resultaram apenas na formação de traços de metabólitos. Em voluntários saudáveis do sexo masculino tratados com a 14C-tigeciclina, a tigeciclina foi a principal substância marcada com 14C recuperada na urina e nas fezes, mas também estavam presentes um glicuronídeo, um metabólito N-acetil e um epímero da tigeciclina (cada um em quantidade inferior a 10% da dose administrada).
Eliminação
A recuperação da radioatividade total nas fezes e na urina após a administração da 14C-tigeciclina indica que 59% da dose é eliminada por excreção biliar/fecal e 33%, na urina. De um modo geral, a via de eliminação primária da tigeciclina é a excreção biliar da tigeciclina inalterada. A glicuronidação e a excreção renal da tigeciclina inalterada representam vias secundárias.
Populações Especiais
Insuficiência Hepática
Em um estudo que compara 10 pacientes com insuficiência hepática leve (Child Pugh A), 10 pacientes com insuficiência hepática moderada (Child Pugh B) e 5 com insuficiência hepática grave (Child Pugh C) a 23 indivíduos controle saudáveis pareados por idade e peso, a disposição farmacocinética da dose única da tigeciclina não sofreu alteração nos pacientes com insuficiência hepática leve. No entanto, a depuração sistêmica da tigeciclina foi reduzida em 25% e a sua meia-vida prolongada em 23% nos pacientes com insuficiência hepática moderada (Child Pugh B). Além disso, a depuração sistêmica da tigeciclina foi reduzida em 55% e sua meia-vida prolongada em 43% nos pacientes com insuficiência hepática grave (Child Pugh C).
Com base no perfil farmacocinético da tigeciclina, não há justificativa para ajustar a dose em pacientes com insuficiência hepática leve a moderada (Child Pugh A e B). No entanto, em pacientes com insuficiência hepática grave (Child Pugh C), a dose da tigeciclina deve ser reduzida para 100 mg seguida de 25 mg a cada 12 horas. Os pacientes com insuficiência hepática grave (Child Pugh C) devem ser tratados com cautela e monitorados quanto à resposta ao tratamento (Ver item 6. Posologia - Uso em Pacientes com Insuficiência Hepática).
Insuficiência renal
Um estudo de dose única comparou seis indivíduos com insuficiência renal grave (depuração de creatinina ClCr ≤30 mL/min), quatro pacientes com doença renal em estágio terminal tratados com a tigeciclina 2 horas antes da hemodiálise, quatro pacientes com doença renal em estágio terminal tratados com a tigeciclina após a hemodiálise e seis indivíduos controle saudáveis. O perfil farmacocinético da tigeciclina não foi alterado em nenhum dos grupos de pacientes com insuficiência renal, e a tigeciclina não foi eliminada por hemodiálise. Não é necessário ajustar a dose da tigeciclina em pacientes com insuficiência renal ou nos submetidos a hemodiálise (Ver item 6. Posologia Uso em Pacientes com Insuficiência Renal).
Idosos
Não foram observadas diferenças globais na farmacocinética entre os indivíduos idosos saudáveis (n=15, idade de 65-75; n=13, idade > 75) e os indivíduos mais jovens (n=18) que receberam uma dose única de 100 mg de tigeciclina. Portanto, não é necessário ajustar a dose de acordo com a idade.
Crianças
A farmacocinética da tigeciclina em pacientes com menos de 18 anos ainda não foi estabelecida.
Sexo
Em uma análise agrupada de 38 mulheres e 298 homens que participaram de estudos de farmacologia clínica, não houve diferença significativa na depuração média da tigeciclina (± DP) entre as mulheres (20,7±6,5 L/h) e os homens (22,8±8,7 L/h). Portanto, não é necessário ajustar a dose de acordo com o sexo.
Raça
Em uma análise agrupada de 73 indivíduos asiáticos, 53 negros, 15 hispânicos, 190 brancos e 3 indivíduos classificados como de "outras raças" que participaram de estudos de farmacologia clínica, não houve diferença significativa na depuração média da tigeciclina (± DP) entre os asiáticos (28,8±8,8 L/h), negros (23,0±7,8 L/h), hispânicos (24,3±6,5 L/h), brancos (22,1±8,9 L/h) e de "outras raças" (25,0±4,8 L/h). Portanto, não é necessário ajustar a dose de acordo com a raça.

Contraindicações.

Tygacil® é contraindicado para uso em pacientes com hipersensibilidade conhecida à tigeciclina.

Advertências e precauções.

ADVERTÊNCIAS
Aumento na mortalidade foi observado nos estudos clínicos Fase III e Fase IV de pacientes tratados com tigeciclina versus pacientes tratados com comparador. Em uma análise conjunta de todos os 13 estudos Fase III e Fase IV que incluíram o comparador, observou-se a ocorrência de morte em 4,0% (150/3788) dos pacientes que receberam tigeciclina e 3,0% (110/3646) dos pacientes que receberam drogas comparadoras, resultando em uma diferença de risco não ajustada de 0,9% (95% CI 0,1, 1,8). Em uma análise conjunta desses estudos, baseada em um modelo de efeitos randomizados com atribuição de peso aos estudos, a diferença de risco ajustada de mortalidade entre pacientes tratados com tigeciclina e com o comparador foi de 0,6% (95% CI 0,1, 1,2).
A causa desse aumento não foi estabelecida. Este aumento na mortalidade deve ser considerado quando da seleção dentre as opções de tratamento.
Foram relatadas anafilaxia/reações anafilactóides, que podem ser potencialmente fatais, com praticamente todos os agentes antibacterianos, incluindo a tigeciclina.
Os antibióticos da classe das glicilciclinas apresentam estrutura semelhante à das tetraciclinas. Assim, Tygacil® deve ser administrado com cautela a pacientes com hipersensibilidade conhecida aos antibióticos da classe das tetraciclinas.
Os resultados dos estudos com a tigeciclina em ratos demonstraram manchas nos ossos. A tigeciclina pode ser associada a manchas permanentes nos dentes de humanos durante o desenvolvimento dos dentes.
A colite pseudomembranosa já foi relatada com praticamente todos os agentes antibacterianos e sua gravidade pode variar de leve a potencialmente fatal. Portanto, é importante considerar esse diagnóstico em pacientes que apresentam diarréia após a administração de qualquer agente antibacteriano.
Precauções
Como ocorre com outros antibióticos, o uso desse medicamento pode resultar no crescimento exagerado de microrganismos resistentes, inclusive de fungos. Os pacientes devem ser atentamente acompanhados durante o tratamento. Se ocorrer superinfecção, as medidas adequadas devem ser adotadas.
Deve-se ter cautela ao considerar Tygacil® em monoterapia em pacientes com infecções intra-abdominais complicadas (cIAI) secundárias à perfuração intestinal clinicamente aparente. Nos estudos de Fase 3 em cIAI (n=1.642), 6 pacientes tratados com a tigeciclina e 2 com imipeném/cilastatina apresentaram-se com perfurações intestinais e desenvolveram sepse/choque séptico. Os 6 pacientes tratados com a tigeciclina apresentavam pontuações APACHE II mais elevadas (mediana = 13) vs os 2 tratados com imipeném/cilastatina (pontuações APACHE II= 4 e 6). Devido às diferenças nas pontuações APACHE II na Fase Basal entre os grupos de tratamento e aos baixos números totais, não é possível estabelecer a relação desse resultado com o tratamento.
Casos isolados de disfunção hepática significante e falência hepática têm sido reportados em pacientes tratados com tigeciclina.
Os antibióticos da classe das glicilciclina são estruturalmente semelhantes aos da classe das tetraciclinas e podem ter efeitos adversos semelhantes. Esses efeitos podem incluir: fotossensibilidade, pseudotumor cerebral, pancreatite e ação antianabólica (que resulta em uréia sangüínea (BUN) aumentada, azotemia, acidose e hiperfosfatemia).
Pancreatite aguda, que pode ser fatal, tem ocorrido (frequência: incomum) em associação ao tratamento com tigeciclina (Ver Reações Adversas). O diagnóstico de pancreatite aguda deve ser considerado em pacientes recebendo tigeciclina os quais desenvolveram sintomas clínicos, sinais os anormalidades laboratoriais sugestivas de pancreatite aguda. Casos em pacientes sem fatores de risco conhecidos para pancreatite têm sido reportados. Os pacientes geralmente melhoram após a descontinuação da tigeciclina. Deve-se considerar a interrupção do tratamento com tigeciclina em casos de suspeita de desenvolvimento de pancreatite.
A segurança e eficácia de Tygacil® em pacientes com pneumonia adquirida em ambiente hospitalar não foram estabelecidas. Em um estudo de pacientes com pneumonia adquirida em ambiente hospitalar, os pacientes foram randomizados para receber tigeciclina (100 mg inicialmente, seguido por 50 mg a cada 12 horas) ou um comparador. Adicionalmente, os pacientes poderiam receber terapia adjuvante específica. O sub-grupo de pacientes com pneumonia associada à ventilação mecânica que receberam tigeciclina apresentaram taxas mais baixas de cura (47,9% versus 70,1% para população clinicamente avaliável) e maior mortalidade (25/131 [19,1%] versus 15/122 [12,3%]) que o comparador. Daqueles pacientes com pneumonia associada à ventilação mecânica e bacteremia no período basal, aqueles que receberam tigeciclina apresentaram mortalidade maior (9/18 [50,0%] versus 1/13 [7,7%]) que o comparador.
Gravidez
Tygacil®
pode causar danos ao feto quando administrada a mulheres grávidas. Os resultados dos estudos em animais indicam que a tigeciclina atravessa a placenta e é encontrada em tecidos fetais. Foram observadas com a tigeciclina diminuição do peso fetal em ratos e coelhos (associados com atrasos na ossificação) e perda de fetos em coelhos.
A tigeciclina não foi teratogênica em ratos ou coelhos. Nos estudos pré-clínicos de segurança, a tigeciclina marcada com 14C atravessou a placenta e foi encontrada em tecidos fetais, incluindo estruturas ósseas fetais. A administração da tigeciclina foi associada a pequenas reduções do peso fetal e aumento da incidência de anormalidades ósseas secundárias (atrasos na ossificação óssea) em exposições de 4,7 vezes e 1,1 vezes a dose diária humana com base na AUC em ratos e coelhos, respectivamente. Foi observada maior incidência de perda de fetos em exposições 1,1 vezes a dose diária humana com base na AUC em coelhos, nas doses que provocam toxicidade materna mínima.
Não há estudos adequados e bem-controlados de Tygacil® em mulheres grávidas. Tygacil® deve ser usado durante a gravidez apenas se os benefícios potenciais justificarem os riscos potenciais ao feto.
O uso de Tygacil® ainda não foi avaliado durante o trabalho de parto e o parto.
Categoria de risco na gravidez: D
Tygacil® é um medicamento classificado na categoria D de risco de gravidez.
Portanto, este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. A paciente deve informar imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.
Lactação
Os resultados dos estudos em animais com a tigeciclina marcada com 14C indicam que a tigeciclina é excretada rapidamente no leite de ratas lactantes. Compatível com a biodisponibilidade oral limitada da tigeciclina, a exposição sistêmica à tigeciclina é pequena ou inexistente nos filhotes lactentes como conseqüência da exposição através do leite materno.
Não se sabe se esse medicamento é excretado no leite materno humano. Como muitos medicamentos são excretados no leite materno, deve-se ter cautela ao administrar Tygacil® a mulheres lactantes (Ver Advertências).
Efeitos Sobre as Atividades que Requerem Concentração e Desempenho
Tygacil®
pode causar tontura (Ver Reações Adversas), o que pode prejudicar a capacidade de dirigir e/ou operar máquinas.
Abuso e Dependência
O abuso e a dependência do medicamento ainda não foram demonstrados e são improváveis.
USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO
Uso pediátrico
: A segurança e a eficácia em pacientes com menos de 18 anos ainda não foram estabelecidas. Portanto, não se recomenda o uso em pacientes com menos de 18 anos (Ver Advertências).
Uso geriátrico: Do número total de indivíduos que receberam a tigeciclina nos estudos clínicos de Fase 3 (n=2.514), 664 tinham 65 anos ou mais e 288 tinham 75 anos ou mais. Não foram observadas diferenças globais inesperadas na segurança ou na eficácia entre esses indivíduos e os mais jovens, mas não é possível excluir uma maior sensibilidade a eventos adversos em alguns indivíduos mais idosos.

Interações medicamentosas.

A tigeciclina (100 mg seguidos de 50 mg a cada 12 horas) e a digoxina (0,5 mg seguido de 0,25 mg a cada 24 horas) foram administradas concomitantemente a indivíduos saudáveis em um estudo de interação medicamentosa. A tigeciclina diminuiu discretamente a Cmáx da digoxina em 13%, mas não alterou a AUC nem a depuração da digoxina. Essa pequena alteração da Cmáx não alterou os efeitos farmacodinâmicos da digoxina no estado de equilíbrio medidos pelas alterações nos intervalos de ECG. Além disso, a digoxina não alterou o perfil farmacocinético da tigeciclina. Portanto, não é necessário ajustar a dose quando a tigeciclina for administrada com a digoxina.
A administração concomitante da tigeciclina (100 mg seguidos de 50 mg a cada 12 horas) com a varfarina (dose única de 25 mg) a indivíduos saudáveis resultou em diminuição da depuração da R-varfarina e da S-varfarina de 40% e 23% e um aumento da AUC de 68% e 29%, respectivamente. A tigeciclina não alterou significativamente os efeitos da varfarina sobre a razão de normatização internacional (International Normalized Ratio - RNI) aumentada. Além disso, a varfarina não afetou o perfil farmacocinético da tigeciclina. No entanto, o tempo de protrombina ou outro teste de anticoagulação adequado deve ser monitorado caso a tigeciclina seja administrada com a varfarina.
Os estudos in vitro em microssomos hepáticos humanos indicam que a tigeciclina não inibe o metabolismo mediado por qualquer uma das 6 isoenzimas do citocromo CYP450 mencionadas a seguir: 1A2, 2C8, 2C9, 2C19, 2D6 e 3A4. Dessa forma, não é de se esperar que a tigeciclina altere o metabolismo dos medicamentos metabolizados por essas enzimas. Além disso, como a tigeciclina não é amplamente metabolizada, não é de se esperar também que a depuração da tigeciclina seja afetada por medicamentos que inibem ou induzem a atividade dessas isoenzimas do CYP450.
O uso concomitante de antibióticos e contraceptivos orais pode fazer com que os contraceptivos orais sejam menos eficazes.
Interferência com Exames Laboratoriais e Outros Exames Diagnósticos
Não há relato de interação do medicamento com exames laboratoriais.

Cuidados de armazenamento.

Antes da reconstituição, conservar em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C). Após a reconstituição, deve ser armazenado em temperatura ambiente por até 24 horas (até 6 horas no frasco-ampola e o tempo resta

nte na bolsa IV). Alternativamente, a solução reconstituída pode ser armazenada sob refrigeração (entre 2°C e 8°C) por até 45 horas após transferência imediata da solução reconstituída para a bolsa IV.
A solução reconstituída deve ser transferida e, depois, diluída para a infusão IV.

Posologia e modo de usar.

MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO
Modo de administração:
Infusão intravenosa.
Manuseio
O pó liófilo deve ser reconstituído com 5,3 mL de solução de cloreto de sódio a 0,9% USP ou solução de dextrose a 5% USP, para atingir a concentração de 10 mg/mL de tigeciclina. O frasco-ampola deve ser agitado delicadamente com movimentos circulares até o medicamento se dissolver. Retire 5 mL da solução reconstituída do frasco-ampola e adicione a uma bolsa para infusão IV de 100 mL. Para uma dose de 100 mg, reconstituir dois frascos-ampolas e transferir para uma bolsa IV de 100 mL. (Observação: O frasco-ampola contém um excedente de 6%. Assim, 5 mL da solução reconstituída equivale a 50 mg do medicamento). A solução reconstituída deve ter a coloração amarela a alaranjada; caso contrário, a solução deve ser desprezada. Os medicamentos parenterais devem ser inspecionados visualmente quanto a material particulado e alterações de cor (p. ex., cor verde ou preta) antes da administração sempre que possível. Uma vez reconstituída, a solução deve ser armazenada em temperatura ambiente por até 24 horas (até 6 horas no frasco-ampola e o tempo restante na bolsa IV). Alternativamente, a solução reconstituída pode ser armazenada sob refrigeração (entre 2°C e 8°C) por até 45 horas após transferência imediata da solução reconstituída para a bolsa IV.
Tygacil® pode ser administrado por via intravenosa através de um equipo exclusivo em Y. Se o mesmo equipo intravenoso for utilizado para a infusão seqüencial de vários medicamentos, o equipo deve ser lavado antes e depois da infusão da tigeciclina com solução de cloreto de sódio a 0,9%, USP, ou solução de dextrose a 5%, USP. A infusão deve ser administrada com uma solução compatível com Tygacil®e com qualquer outro(s) medicamento(s) administrado(s) por esse equipo intravenoso que seja compatível (ver item a seguir).
Compatibilidades, incompatibilidades
As soluções intravenosas compatíveis incluem a solução de cloreto de sódio a 0,9% USP, a solução de dextrose a 5% USP e a solução de Ringer lactato USP.
Tygacil® é compatível com os seguintes medicamentos ou diluentes quando administrados simultaneamente pelo mesmo equipo intravenoso: amicacina, dobutamina, cloridrato de dopamina, gentamicina, haloperidol, solução de Ringer lactato, cloridrato de lidocaína, metoclopramida, morfina, norepinefrina, piperacilina/tazobactam (formulação com EDTA), cloreto de potássio, propofol, cloridrato de ranitidina, teofilina e tobramicina.
Os seguintes medicamentos não devem ser administrados simultaneamente pelo mesmo equipo de Tygacil®: anfotericina B, complexo lipídico de anfotericina B, diazepam, esomeprazol e omeprazol.
POSOLOGIA
O esquema posológico recomendado para Tygacil® é dose inicial de 100 mg, seguida de 50 mg a cada 12 horas.
As infusões intravenosas (IV) de Tygacil® devem ser administradas por um período de aproximadamente 30 a 60 minutos a cada 12 horas.
A duração recomendada do tratamento com Tygacil® para infecções complicadas da pele e tecidos moles ou infecções intra-abdominais complicadas é de 5 a 14 dias. A duração recomendada do tratamento com Tygacil® para pneumonia adquirida na comunidade é de 7 a 14 dias. A duração da terapia deve ser definida com base na gravidade e no local da infecção e de acordo com o progresso clínico e bacteriológico do paciente.
Uso em Pacientes com Insuficiência Renal
Não é necessário ajustar a dose de Tygacil® em pacientes com insuficiência renal ou submetidos à hemodiálise (ver Farmacocinética).
Uso em Pacientes com Insuficiência Hepática
Não é necessário ajustar a dose em pacientes com insuficiência hepática leve a moderada (Child Pugh A e B). Com base no perfil farmacocinético da tigeciclina em pacientes com insuficiência hepática grave (Child Pugh C), a dose da tigeciclina deve ser alterada para 100 mg seguida de 25 mg a cada 12 horas. Os pacientes com insuficiência hepática grave (Child Pugh C) devem ser tratados com cautela e monitorados quanto à resposta ao tratamento (ver Farmacocinética).
Uso em crianças
A segurança e a eficácia em pacientes com menos de 18 anos ainda não foram estabelecidas. Portanto, não se recomenda o uso em pacientes com menos de 18 anos.
Uso em idosos
Não é necessário ajustar a dose em pacientes idosos.
Raça e sexo
Não é necessário ajustar a dose de acordo com a raça ou o sexo (ver Farmacocinética).

Reações adversas.

A freqüência das reações adversas está apresentada nas seguintes categorias:
Muito Comum: ≥ 10%
Comum: ≥ 1% e < 10%
Incomum: > 0,1% e < 1%
Rara: ≥ 0,01% e < 0,1%
Muito Rara: < 0,01%
Nos pacientes que receberam a tigeciclina, as seguintes reações adversas foram relatadas:
Sistema Corporal/Reações Adversas
Distúrbios no sangue e sistema linfático
Comum: Tempo de tromboplastina parcial ativada (TTPa) prolongado, tempo de protrombina (TP) prolongado
Incomum: Razão de normatização internacional (RNI) aumentada, trombocitopenia
Distúrbios do sistema imunológico
Freqüência indeterminada: Anafilaxia/reações anafilactóides
Distúrbios nutricionais e do metabolismo
Comum: Bilirrubinemia, uréia sangüínea aumentada (BUN), hipoproteinemia, hipoglicemia
Distúrbios do sistema nervoso
Comum: Tontura
Distúrbios cardíacos
Comum: Flebite
Incomum: Tromboflebite
Distúrbios respiratório, torácico e mediastinal
Comum: Pneumonia
Distúrbios gastrintestinais
Muito comum: Náuseas, vômitos, diarréia
Comum: Anorexia, dor abdominal, dispepsia
Incomum: Pancreatite aguda
Distúrbios dos tecidos cutâneo e subcutâneo
Comum: Prurido, erupções cutâneas
Frequência indeterminada: Reações cutâneas graves, incluindo Síndrome de Stevens-Johnson
Distúrbios gerais e condições no local da administração
Comum: Cefaléia, cicatrização anormal
Incomum: Inflamação no local da administração, dor no local da administração, reação no local da administração, edema no local da administração, flebite no local da administração
Distúrbios hepato-biliares
Comum: Aspartato aminotransferase (AST) sérica elevada, alanina aminotransferase (ALT) sérica elevada*
Incomum: Icterícia
Freqüência indeterminada: Hepatite colestática
* As anormalidades de AST e ALT nos pacientes tratados com a tigeciclina foram relatadas com mais freqüência no período pós-terapia que nos pacientes tratados com o medicamento comparador, que ocorreram com maior freqüência durante a terapia.
Exames
Comum: Amilase sérica aumentada
Em uma análise conjunta de todos os 13 Estudos Fase III e IV que incluíram um comparador, ocorreu morte em 4,0% (150/3788) dos pacientes recebendo tigeciclina e 3,0% (110/3646) dos pacientes recebendo comparadores. Numa análise conjunta desses estudos, a diferença do risco da mortalidade foi 0,9% (95% CI 0,1, 1,8) entre pacientes tratados com tigeciclina e com comparador. Em uma análise conjunta desses estudos, baseada em um modelo de efeitos randomizados com atribuição de peso aos estudos, a diferença de risco ajustada de mortalidade entre pacientes tratados com tigeciclina e o comparador foi de 0,6% (95% CI 0,1, 1,2).
Nenhuma diferença significante foi observada entre os tratamentos por tipo de infecção (veja tabela 14). A causa do desequilíbrio não foi estabelecida. Geralmente as mortes representaram complicações da doença base ou progressão da doença.

Nota: Os estudos incluem 300, 305 e 900 (cSSSI), 301, 306, 315, 316, 400 (cIAI), 308 e 313 (CAP), 311 (HAP), 307 [Estudo de Patógenos resistentes gram-positivos em pacientes com MRSA ou Enterococcus resistentes à vancomicina (VRE), e 319 (DFI com ou sem osteomielite).
Os eventos adversos mais comuns decorrentes do tratamento relacionados ao medicamento nos pacientes tratados com a tigeciclina foram náusea, 26,4% (16,9% leve; 8,1% moderada;1,3% grave) e vômitos, 18,1% (11,0% leves; 6,1% moderados; 1,0% graves). No geral, náuseas ou vômitos ocorreram no início do tratamento (Dias 1-2).
A descontinuação da tigeciclina foi mais freqüentemente associada à náusea (1,1%) e vômito (1,1%).

Superdose.

Não estão disponíveis informações específicas sobre o tratamento da superdosagem de Tygacil®. A administração intravenosa de Tygacil® na dose única de 300 mg em infusão de 60 minutos em voluntários saudáveis resultou em aumento da incidência de náusea e vômito. Nos estudos de toxicidade de dose única IV conduzidos com a tigeciclina em camundongos, a dose letal (DL50) mediana estimada foi de 124 mg/kg em machos e 98 mg/kg em fêmeas. Em ratos, a DL50 estimada foi de 106 mg/kg em ambos os sexos. A tigeciclina não é eliminada em quantidades significativas por hemodiálise.

Dizeres legais.

Registro MS - 1.2110.0263
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA - SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA

Princípios Ativos de Tygacil

Laboratório que produce Tygacil