TIMOPTOL®

MERCK SHARP

timolol

Antiglaucomatoso.

Apresentações.

TIMOPTOL® é apresentado em frasco com 5 mL de solução oftálmica estéril a 0,5%.
USO OFTÁLMICO
USO PEDIÁTRICO E ADULTO

Composição.

Ingredientes Ativos: Cada mL de TIMOPTOL® 0,5% contém 5 mg de timolol (equivalente a 6,8 mg de maleato de timolol). Ingredientes Inativos: Fosfato de sódio monobásico e dibásico, hidróxido de sódio e água para injeção. Cloreto de benzalcônio 0,01% é adicionado como conservante.

Indicações.

TIMOPTOL® é indicado para a redução da pressão intra-ocular elevada. Em estudos clínicos, reduziu a pressão intra-ocular de:
- pacientes com hipertensão ocular;
-pacientes com glaucoma crônico de ângulo aberto;
-pacientes afáquicos com glaucoma;
- alguns pacientes com glaucoma secundário;
- pacientes com ângulos estreitos e histórico de fechamento de ângulo estreito espontâneo ou induzido iatrogenicamente no olho contralateral, no qual é necessária a redução da pressão intraocular (veja ADVERTÊNCIAS).
TIMOPTOL® também é indicado como terapia concomitante para pacientes com glaucoma pediátrico inadequadamente controlado com outra terapia antiglaucomatosa.

Resultados de eficácia.

Em estudos clínicos, TIMOPTOL® geralmente foi eficaz em mais pacientes e produziu efeitos adversos menos graves e em menor quantidade que a pilocarpina ou a epinefrina. A exemplo do que ocorre com o uso de outros medicamentos antiglaucomatosos, foi relatada diminuição da resposta a TIMOPTOL® por alguns pacientes após tratamento prolongado. Contudo, em estudos clínicos nos quais 164 pacientes foram observados durante pelo menos três anos, não foi registrada diferença significativa na pressão intra-ocular média após a estabilização inicial. TIMOPTOL® também foi administrado a pacientes com glaucoma que usavam lentes de contato duras convencionais e foi geralmente bem tolerado.
TIMOPTOL® não foi estudado em pacientes que utilizam lentes feitas de materiais diferentes do polimetilmetacrilato.
Em estudos multiclínicos controlados em pacientes com pressões intra-oculares não-tratadas ≥ 22 mmHg, TIMOPTOL® 0,5% administrado duas vezes ao dia causou maior redução da pressão intraocular do que a administração de solução de pilocarpina a 1%, 2%, 3% ou 4% 4 vezes ao dia ou de solução de cloridrato de epinefrina a 0,5%, 1% ou 2% administrada duas vezes ao dia.
Nos estudos multiclínicos que compararam TIMOPTOL® com a pilocarpina, 61% dos pacientes tratados com TIMOPTOL® apresentaram redução da pressão intra-ocular para menos de 22 mmHg em comparação com 32% dos pacientes tratados com a pilocarpina.
Para os pacientes que completaram esses estudos, a redução média da pressão no final do estudo em relação ao período pré-tratamento foi de 30,7% para os pacientes tratados com TIMOPTOL® e de 21,7% para os pacientes tratados com a pilocarpina.
Nos estudos multiclínicos que compararam o TIMOPTOL® à epinefrina, 69% dos pacientes tratados com TIMOPTOL® apresentaram redução da pressão intra-ocular para menos de 22 mmHg em comparação com 42% dos pacientes tratados com a epinefrina. Para os pacientes que completaram esses estudos, a redução media da pressão ao final do estudo em relação ao período pré-tratamento foi de 33,2% para os pacientes tratados com TIMOPTOL® e de 28,1% para os pacientes tratados com a epinefrina.

Caract. farmacológicas.

TIMOPTOL® reduz as pressões intra-oculares elevada e normal, associadas ou não ao glaucoma. A pressão intra-ocular elevada é um fator de risco importante na patogênese da perda do campo visual glaucomatoso. Quanto maior a pressão intra-ocular, maior a probabilidade de perda do campo visual glaucomatoso e de lesão ao nervo óptico. TIMOPTOL® está disponível com ou sem o conservante cloreto de benzalcônio.
A ação do TIMOPTOL® geralmente tem início rápido, ocorrendo aproximadamente 20 minutos após a aplicação tópica no olho. A redução máxima da pressão intra-ocular ocorre no período de uma a duas horas. Uma redução significante é mantida por até 24 horas com TIMOPTOL® Solução Oftálmica 0,5%. A duração prolongada dessa ação permite o controle da pressão intra-ocular durante as horas usuais de sono. Repetidas observações no decorrer do período de três anos indicam que o efeito redutor da pressão intra-ocular do TIMOPTOL® é bem mantido.
O maleato de timolol é um bloqueador não seletivo dos receptores betadrenérgicos, que não apresenta atividade simpatomimética intrínseca, depressora miocárdica direta ou anestésica local (estabilizadora da membrana) significativa. O mecanismo preciso de ação redutora da pressão intraocular do TIMOPTOL® ainda não está claramente estabelecido, embora um estudo com fluoresceína e estudos tonográficos indiquem que sua ação predominante possa estar relacionada à redução na formação do humor aquoso. Entretanto, em alguns estudos, foi também observado ligeiro aumento na facilidade de escoamento.
Ao contrário dos mióticos, TIMOPTOL® reduz a pressão intra-ocular com pouco ou nenhum efeito na acomodação ou no tamanho pupilar. Portanto, as alterações da acuidade visual em decorrência de acomodação aumentada são incomuns; visão turva ou embaçada e cegueira noturna produzidas pelos mióticos não são evidentes. Além disso, em pacientes com catarata, a incapacidade de ver ao redor das opacidades lenticulares quando a pupila está contraída por mióticos é evitada. Quando o tratamento com mióticos for trocado por TIMOPTOL®, pode ser necessário avaliar a acuidade visual assim que os efeitos dos mióticos tiverem desaparecido.
FARMACOLOGIA CLÍNICA
MECANISMO DE AÇÃO
O maleato de timolol é um agente bloqueador não-seletivo de receptor betadrenérgico que não apresenta atividades simpática intrínseca, depressora miocárdica direta, ou anestésica local (estabilizadora da membrana) significativas. O maleato de timolol combina-se de forma reversível com uma parte da membrana celular, o receptor betadrenérgico, inibindo assim a resposta biológica usual que ocorreria com o estímulo desse receptor. Esse antagonismo competitivo específico bloqueia o estímulo dos receptores betadrenérgicos pelas catecolaminas apresentando atividade de estímulo betadrenérgico (agonista), quer se originem de uma fonte endógena ou exógena. A reversão desse bloqueio pode ser acompanhada por aumento da concentração do agonista, que irá restaurar a resposta biológica usual.
FARMACOCINÉTICA
Em um estudo de concentração plasmática do fármaco realizado em seis indivíduos, determinou-se a exposição sistêmica ao timolol após administração de TIMOPTOL® 0,5% duas vezes ao dia. A média de concentração plasmática máxima após a administração matinal foi de 0,46 ng/mL e após administração vespertina foi de 0,35 ng/mL.
FARMACODINÂMICA
O bloqueio do receptor betadrenérgico reduz o débito cardíaco tanto em indivíduos saudáveis como em pacientes com doença cardíaca. Em pacientes com comprometimento grave da função miocárdica, o bloqueio do receptor betadrenérgico pode inibir o efeito estimulatório do sistema nervoso simpático necessário para manter a função cardíaca adequada.
O bloqueio do receptor betadrenérgico dos brônquios e bronquíolos resulta em aumento da atividade parassimpática não-oposta da resistência das vias aéreas. Esse efeito em pacientes com asma ou outras condições broncoespásmicas é potencialmente perigoso.

Contraindicações.

TIMOPTOL® é contra-indicado para pacientes com:
- asma brônquica ou histórico de asma brônquica ou doença pulmonar obstrutiva crônica grave;
-bradicardia sinusal, bloqueio atrioventricular de segundo e terceiro graus, insuficiência cardíaca manifesta, choque cardiogênico;
- hipersensibilidade a qualquer componente do produto.

Advertências e precauções.

Pacientes que apresentarem qualquer reação ocular, particularmente conjuntivite e reações na pálpebra, devem imediatamente consultar o médico sobre a continuidade do tratamento com TIMOPTOL®.
Os pacientes devem ser orientados a não deixarem que a ponta do frasco toque o olho ou as estruturas ao redor do olho.
Os pacientes devem ser informados que as soluções oculares quando inapropriadamente manuseadas podem ser contaminadas por bactérias comuns conhecidas por causarem infecções oculares. O uso de soluções oculares contaminadas pode resultar em graves danos ao olho e subseqüentemente em perda da visão.
Assim como ocorre com outros medicamentos de uso tópico oftálmico, TIMOPTOL® pode ser absorvido sistemicamente. As mesmas reações adversas que podem ocorrer após a administração sistêmica de bloqueadores betadrenérgicos podem ocorrer após administração tópica.
A insuficiência cardíaca deve ser adequadamente controlada antes do início do tratamento com TIMOPTOL®. Em pacientes com histórico de cardiopatia grave, deve-se observar sinais de insuficiência cardíaca e verificar a freqüência do pulso.
Reações respiratórias e cardíacas (inclusive morte por broncoespasmo de pacientes com asma) e raramente morte em associação com insuficiência cardíaca foram relatadas após a administração de TIMOPTOL®.
Pacientes em tratamento com bloqueadores betadrenérgicos por via sistêmica e que estejam sendo tratados com TIMOPTOL® devem ser observados quanto ao potencial efeito aditivo, seja na pressão intra-ocular ou nos conhecidos efeitos sistêmicos do bloqueio betadrenérgico. Não se recomenda o uso tópico de dois bloqueadores betadrenérgicos.
Em pacientes com glaucoma de ângulo fechado, o objetivo imediato do tratamento é reabrir o ângulo. Isso requer a constrição da pupila com um miótico. TIMOPTOL® tem pouco ou nenhum efeito sobre a pupila. Quando TIMOPTOL® for utilizado para reduzir a pressão intra-ocular elevada de pacientes com glaucoma de ângulo fechado, deverá ser administrado em associação com um miótico e não isoladamente.
Houve relato de descolamento da coróide com a administração de terapia supressora do humor aquoso (por exemplo, timolol acetazolamida) após procedimentos de filtração.
O conservante de TIMOPTOL® pode depositar-se em lentes de contato gelatinosas; assim, TIMOPTOL® não deve ser aplicado quando essas lentes estiverem sendo utilizadas.
As lentes devem ser retiradas antes da aplicação das gotas e devem ser recolocadas somente quinze minutos após a aplicação.
Risco de Reação Anafilática
Enquanto estiverem tomando betabloqueadores, pacientes com histórico de atopia ou de reação anafilática grave a uma variedade de alérgenos podem ser mais responsivos às estimulações repetidas com tais alérgenos, sejam estimulações acidentais, para diagnóstico ou terapêuticas. Esses pacientes podem não responder a doses usuais de epinefrina utilizadas para tratar reações anafilactóides.
Gravidez
Categoria de risco B
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
TIMOPTOL® não foi estudado na gravidez humana. O uso de TIMOPTOL® exige que os benefícios previstos sejam confrontados com os possíveis riscos.
Nutrizes:
TIMOPTOL® é detectável no leite humano. Em razão do potencial para causar reações adversas graves em bebês, deve-se decidir entre interromper a amamentação ou o descontinuar o uso do medicamento, considerando-se a importância do medicamento para a mãe.
USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS
Uso em crianças
A dose usual inicial é de uma gota de TIMOPTOL® no(s) olho(s) afetado(s) a cada 12 horas, em adição a outra medicação antiglaucomatosa. TIMOPTOL® não é recomendado para recém-nascidos ou bebês.
Uso em idosos
Não é necessário ajuste posológico para pacientes idosos (a partir de 65 anos de idade).

Interações medicamentosas.

Embora TIMOPTOL® isoladamente tenha pouco ou nenhum efeito sobre o tamanho da pupila, foi relatada ocasionalmente midríase resultante da terapia concomitante com TIMOPTOL® e epinefrina. Houve relato de bloqueio betadrenérgico sistêmico potencializado (por exemplo, diminuição da freqüência cardíaca, depressão) durante tratamento combinado com inibidores do CYP2D6 (como quinidina, SSRIs) e timolol.
É possível que ocorram hipotensão, distúrbios da condução atrioventricular (AV) e insuficiência ventricular esquerda quando um bloqueador dos canais de cálcio for adicionado a um esquema terapêutico contendo um betabloqueador. A natureza de qualquer efeito adverso cardiovascular tende a depender do tipo de bloqueador dos canais de cálcio utilizado. Os derivados da diidropiridina, como a nifedipina, podem causar hipotensão, ao passo que o verapamil ou o diltiazem são mais propensos a causar distúrbios da condução AV ou insuficiência ventricular esquerda quando utilizados com um betabloqueador.
Os betabloqueadores orais podem exacerbar a hipertensão de rebote que pode ser provocada pela retirada da clonidina. Se os dois medicamentos forem administrados concomitantemente, o bloqueador betadrenérgico deverá ser descontinuado vários dias antes da descontinuação gradual da clonidina. Se houver substituição da clonidina por um betabloqueador, a introdução dos bloqueadores betadrenérgicos deve ser postergada por vários dias após a interrupção da administração da clonidina.
Recomenda-se observação rigorosa dos pacientes em tratamento com depletores das catecolaminas, como a reserpina, ao se administrar um betabloqueador por causa de possíveis efeitos aditivos e ocorrência de hipotensão e/ou bradicardia acentuada, que podem causar vertigem, síncope ou hipotensão postural.
Os bloqueadores do canal de cálcio orais podem ser utilizados em combinação com bloqueadores betadrenérgicos quando a função cardíaca for normal, mas devem ser evitados em pacientes com insuficiência cardíaca.
Os bloqueadores dos canais de cálcio intravenosos devem ser utilizados com cautela em pacientes em tratamento com bloqueadores betadrenérgicos.
O uso concomitante de bloqueadores betadrenérgicos e digitálicos com diltiazem ou verapamil pode acarretar efeitos aditivos no prolongamento do tempo de condução AV.

Cuidados de armazenamento.

TIMOPTOL® é uma solução oftálmica límpida, variando de incolor a transparente para levemente amarelada.
Mantenha o frasco fechado, em temperatura ambiente e protegido da luz.
Não use este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

Posologia e modo de usar.

MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO
Conservação
Mantenha o frasco fechado, em temperatura ambiente e protegido da luz.
Esse medicamento não deve ser usado após 28 dias da abertura do frasco. Instruções de uso:
Não deixe que a ponta do frasco toque o(s) olho(s) ou as áreas ao redor do(s) olho(s). A fim de evitar uma possível contaminação, mantenha a ponta do frasco longe do contato com qualquer superfície.
1. Antes de utilizar a medicação pela primeira vez, o paciente deve certificar-se de que a fita de segurança na parte frontal do frasco está intacta. A existência de um espaço entre o frasco e a tampa é normal quando o frasco ainda não foi aberto.

2. A fita de segurança deve ser rompida para quebrar o lacre.

3. Para abrir o frasco, gire a tampa na direção indicada pelas setas. Não puxe a tampa diretamente para cima, afastando-a do frasco, pois isso pode fazer com que o dispensador não funcione corretamente.

4. Para aplicar o medicamento, o paciente deve inclinar a cabeça para trás e puxar levemente a pálpebra inferior para formar uma bolsa entre a pálpebra e o olho.

5. Inverta o frasco, apertando-o com o dedo polegar ou indicador sobre a área para apertar com o dedo, como demonstrado na figura a seguir. Pressione levemente até que uma única gota seja dispensada no olho, como orientado pelo seu médico.



NÃO TOQUE A PONTA DO FRASCO NOS OLHOS OU NAS PÁLPEBRAS.
Se manuseados inadequadamente, os medicamentos oftálmicos podem ser contaminados por bactérias comuns, conhecidas por causar infecções oculares. O uso de medicamentos oftálmicos contaminados pode causar lesões oculares graves e perda da visão. Se você suspeitar que seu medicamento possa estar contaminado, ou se você desenvolver uma infecção ocular, contate seu médico imediatamente.
6. Se tiver dificuldade para aplicar o medicamento depois de abrir o frasco pela primeira vez, recoloque a tampa no frasco, aperte-a (NÃO APERTE COM FORÇA) e a seguir, retire-a, girando a tampa na direção oposta, como indicado pelas setas no topo da tampa.
7. Repita os passos 4 e 5 para aplicar o medicamento no outro olho, se esta tiver sido a recomendação do seu médico.
8. Recoloque a tampa, rosqueando-a até que ela esteja tocando firmemente o frasco. A seta no lado esquerdo da tampa deve estar alinhada com a seta do lado esquerdo do rótulo do frasco para fechamento apropriado. Não aperte demais, você pode danificar o frasco e a tampa.
9. A ponta gotejadora foi desenhada para liberar uma única gota; portanto, NÃO alargue o furo da ponta gotejadora.
10. Após o uso de todas as doses, ainda restará um pouco de TIMOPTOL® no frasco. Não se preocupe, pois foi adicionada uma quantidade extra do medicamento para que não faltasse nenhuma dose prescrita; portanto, o paciente não deverá tentar remover esse excesso do frasco.
POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO
A dose inicial usual é uma gota de TIMOPTOL® no(s) olho(s) afetado(s) duas vezes ao dia.
Se necessário, pode ser instituída terapia concomitante com outros agentes redutores da pressão intra-ocular e TIMOPTOL®. O uso de dois agentes bloqueadores betadrenérgicos não é recomendado (veja ADVERTÊNCIAS).
Em alguns pacientes, a redução da pressão intra-ocular provocada pelo TIMOPTOL® pode requerer algumas semanas para estabilizar-se; portanto, a avaliação da resposta deverá incluir a determinação da pressão intra-ocular após aproximadamente quatro semanas de tratamento com TIMOPTOL®. Se a pressão intra-ocular se mantiver em níveis satisfatórios, muitos pacientes podem ser colocados em um esquema terapêutico de dose única diária.
O número de gotas por mililitro (mL) de TIMOPTOL® é de aproximadamente 30.
Como Transferir Pacientes de Outras Terapias
Quando um paciente for transferido de uma terapia com outro agente betabloqueador oftálmico tópico, esse agente deve ser interrompido após a dose diária e a terapia com TIMOPTOL® deve ser iniciada no dia seguinte com uma gota de TIMOPTOL® no(s) olho(s) afetado(s) duas vezes ao dia.
Quando o paciente é transferido de uma monoterapia com agente antiglaucomatoso que não seja um betabloqueador, deve-se continuar o uso do medicamento e acrescentar uma gota de TIMOPTOL® em cada olho(s) afetado(s) duas vezes ao dia. No dia seguinte, interrompa completamente o agente antiglaucomatoso previamente usado e continue com TIMOPTOL®.

Reações adversas.

TIMOPTOL® é geralmente bem tolerado. Foram relatadas as seguintes reações adversas com TIMOPTOL ou outras formulações de maleato de timolol em estudos clínicos ou após a comercialização do medicamento:
Sentidos: sinais e sintomas de irritação ocular, incluindo queimação e pontadas, conjuntivite, blefarite, ceratite, diminuição da sensibilidade corneana, ressecamento dos olhos e distúrbios visuais, incluindo alterações na refração (em razão da retirada da terapia miótica em alguns casos), diplopia, ptose, descolamento da coróide após cirurgia de filtração e zumbido no ouvido (veja ADVERTÊNCIAS).
Cardiovasculares: bradicardia, arritmia, hipotensão, síncope, bloqueio cardíaco, acidente vascular cerebral, isquemia cerebral, insuficiência cardíaca congestiva, palpitação, parada cardíaca, edema, claudicação, fenômeno de Raynaud e mãos e pés frios.
Respiratório: broncoespasmo (predominantemente em pacientes com doença broncoespástica preexistente), insuficiência respiratória, dispnéia e tosse.
Corpo como um todo: cefaléia, astenia, fadiga e dor torácica.
Pele: alopécia, erupção cutânea psoriasiforme ou exacerbação da psoríase.
Hipersensibilidade: sinais e sintomas de reações alérgicas, incluindo angioedema, urticária, erupção cutânea localizada ou generalizada.
Sistema Nervoso/Psiquiátrico: tontura, depressão, insônia, pesadelos, perda da memória, agravamento dos sinais e sintomas de Miastenia gravis e parestesia.
Digestivo: náusea, diarréia, dispepsia e boca seca.
Geniturinário: diminuição da libido e doença de Peyronie.
Imunológico: lúpus eritematoso sistêmico.
Efeitos adversos potenciais
Os efeitos adversos relatados na experiência clínica com o maleato de timolol oral sistêmico podem ser considerados efeitos adversos potenciais do maleato de timolol oftálmico.
Também foram relatados efeitos adversos cuja relação causal com a terapia com TIMOPTOL® não foi estabelecida: edema macular cistóide afácico, congestão nasal, anorexia, efeitos no SNC (por exemplo, alterações comportamentais, inclusive confusão, alucinações, ansiedade, desorientação, nervosismo, sonolência e outros distúrbios psíquicos), hipertensão, fibrose retroperitoneal e pseudopenfigóide.

Superdose.

Há relatos de superdosagem acidental com TIMOPTOL® que resultaram em efeitos sistêmicos semelhantes aos observados com os betabloqueadores, tais como tontura, cefaléia, dispnéia, bradicardia, broncoespasmo e parada cardíaca (veja REAÇÕES ADVERSAS). As seguintes medidas terapêuticas devem ser consideradas:
(1) Lavagem gástrica: caso o medicamento tenha sido ingerido. Estudos demonstraram que timolol não é rapidamente dialisado.
(2) Bradicardia sintomática: usar sulfato de atropina EV na dose de 0,25 a 2 mg para induzir bloqueio vagal. Se a bradicardia persistir, deve-se administrar cautelosamente cloridrato de isoproterenol endovenoso. Nos casos refratários, deve-se considerar o uso de marcapasso cardíaco.
(3) Hipotensão: usar agentes simpatomiméticos, tais como dopamina, dobutamina ou levarterenol. Há relatos de que, nos casos refratários, o uso de cloridrato de glucagon foi útil.
(4) Broncoespasmo: usar cloridrato de isoproterenol. Pode-se considerar tratamento adicional com aminofilina.
(5) Insuficiência cardíaca aguda: deve-se instituir imediatamente a terapia convencional com digitálicos, diuréticos e oxigênio. Nos casos refratários, recomenda-se o uso de aminofilina intravenosa; há relatos de que, se necessária, a administração subseqüente de cloridrato de glucagon é útil.
(6) Bloqueio cardíaco (segundo ou terceiro grau): usar cloridrato de isoproterenol ou marcapasso cardíaco.

Dizeres legais.

Registro MS - 1.0029.0032.
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

Princípios Ativos de Timoptol

Patologias de Timoptol

Laboratório que produce Timoptol