TIENAM®500

MERCK SHARP

imipeném + cilastatina

Antibiótico.

Apresentações.

TIENAM® é apresentado em caixa com frascos de infusão para aplicação intravenosa.
O frasco ampola de TIENAM® permite a reconstituição e administração através do sistema fechado de infusão.
USO INTRAVENOSO
USO ADULTO E PEDIÁTRICO

Composição.

Cada frasco de infusão para aplicação intravenosa contém o equivalente a 500 mg de imipeném e o equivalente a 500 mg de cilastatina, MSD.

Indicações.

Tratamento
A atividade de TIENAM® contra um espectro excepcionalmente amplo de patógenos o torna particularmente útil para o tratamento de infecções polimicrobianas e mistas, aeróbias e anaeróbias, assim como para a terapêutica inicial anterior à identificação do organismo causador da infecção. TIENAM® é indicado para o tratamento das seguintes infecções, quando causadas por organismos suscetíveis:
- infecções intra-abdominais;
- infecções do trato respiratório inferior;
- infecções ginecológicas;
- septicemias;
- infecções do trato geniturinário;
- infecções dos ossos e articulações;
- infecções da pele e tecidos moles;
- endocardite.
TIENAM® é indicado para o tratamento de infecções mistas causadas por cepas suscetíveis de bactérias aeróbias e anaeróbias. A maioria dessas infecções está associada à contaminação pela flora fecal ou pela flora originada da vagina, pele e boca. O Bacteroides fragilis é o patógeno anaeróbio mais comumente encontrado nessas infecções mistas e é usualmente resistente aos aminoglicosídeos, cefalosporinas e penicilinas; de qualquer maneira, esse patógeno é usualmente suscetível ao TIENAM®.
TIENAM® demonstrou eficácia contra muitas infecções causadas por bactérias Gram-positivas e Gram-negativas, aeróbias e anaeróbias, resistentes às cefalosporinas, incluindo cefazolina, cefoperazona, cefalotina, cefoxitina, cefotaxima, moxalactam, cefamandola, ceftazidima e ceftriaxona. De forma semelhante, muitas infecções causadas por organismos resistentes aos aminoglicosídeos (gentamicina, amicacina, tobramicina) e/ou penicilinas (ampicilina, carbenicilina, penicilina-G, ticarcilina, piperacilina, azlocilina e mezlocilina) respondem ao tratamento com TIENAM®.
TIENAM® não é indicado para o tratamento de meningite.
Profilaxia
TIENAM® também é indicado para a prevenção de certas infecções pós-operatórias, em pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos contaminados ou potencialmente contaminados ou nos casos em que a ocorrência de infecção pós-operatória possa ser particularmente grave.

Caract. farmacológicas.

FARMACOLOGIA CLÍNICA
TIENAM® é um antibiótico b-lactâmico de amplo espectro, apresentado em formulação para infusão intravenosa. TIENAM® consiste em dois componentes: (1) imipeném, o qual pertence à classe de antibióticos b-lactâmicos, as tienamicinas; e (2) cilastatina sódica, um inibidor enzimático específico, que bloqueia o metabolismo renal do imipeném e aumenta substancialmente sua concentração no trato urinário. A proporção, em termos de peso, do imipeném e da cilastatina sódica em TIENAM® é de 1:1.
A classe de antibióticos das tienamicinas, à qual o imipeném pertence, caracteriza-se por um potente espectro de ação bactericida, mais amplo do que o proporcionado por qualquer outro antibiótico estudado.
FARMACOLOGIA HUMANA
ADMINISTRAÇÃO INTRAVENOSA
IMIPENÉM
Em voluntários normais, a infusão intravenosa de TIENAM® durante 20 minutos resultou em níveis de picos plasmáticos de imipeném que variaram de 12 a 20 mcg/mL com a dose de 250 mg, de 21 a 58 mcg/ml com a dose de 500 mg, e de 41 a 83 mcg/mL com a dose de 1.000 mg. Os níveis médios dos picos plasmáticos de imipeném após doses de 250, 500 e 1.000 mg foram de 17, 39 e 66 mcg/mL, respectivamente. Nessas doses, os níveis plasmáticos da atividade antimicrobiana de imipeném diminuem para < 1 mcg/mL ou menos em 4 a 6 horas.
A meia-vida plasmática de imipeném foi de uma hora. Aproximadamente 70% do antibiótico administrado foi recuperado intacto na urina no período de 10 horas, e não foi detectável excreção urinária adicional do fármaco. As concentrações urinárias de imipeném superaram 10 mcg/mL por até 8 horas após uma dose de 500 mg de TIENAM®.
O restante da dose administrada foi recuperado na urina na forma de metabólitos antibacterialmente inativos, e eliminação fecal de imipeném é basicamente nula.
Não foi observado nenhum acúmulo de imipeném no plasma ou na urina com a administração de TIENAM® a cada 6 horas em pacientes com função renal normal. A administração concomitante de TIENAM® com probenecida resultou em aumentos mínimos nos níveis plasmáticos e na meia-vida plasmática do imipeném. A recuperação urinária do princípio ativo (não metabolizado) imipeném diminuiu para aproximadamente 60% da dose quando TIENAM® foi administrado com a probenecida.
Quando administrado isoladamente, o imipeném é metabolizado pelos rins pela desidropeptidase-I. As recuperações urinárias individuais variaram de 5 a 40%, com recuperação média de 15-20% em vários estudos.
A taxa de ligação do imipeném a proteínas séricas humanas é de aproximadamente 20%.

CILASTATINA
A cilastatina é um inibidor específico da enzima desidropeptidase-I, que inibe efetivamente o metabolismo do imipeném, de forma que a administração concomitante de imipeném com a cilastatina permite que sejam atingidos níveis antibacterianos terapêuticos de imipeném tanto na urina como no plasma.
Após uma infusão intravenosa de 20 minutos de TIENAM®, os níveis plasmáticos de pico da cilastatina variaram de 21 a 26 mcg/mL para a dose de 250 mg, de 21 a 55 mcg/mL para a dose de 500 mg e de 56 a 88 mcg/mL para a dose de 1000 mg. A média dos picos de níveis plasmáticos de cilastatina após doses de 250, 500, e 1000 mg foram de 22, 42, e 72 mcg/mL, respectivamente. A meia-vida plasmática da cilastatina é de aproximadamente 1 hora. Aproximadamente 70-80% da dose de cilastatina foram recuperados de forma inalterada na urina como fármaco original no período de 10 horas após a administração de TIENAM®. Subseqüentemente, não foi detectada mais cilastatina na urina. Aproximadamente, 10% foram encontrados como metabólito N-acetil, o qual teve atividade inibitória contra a desidropeptidase comparável à do fármaco-mãe. A atividade da desidropeptidase-I nos rins retorna aos níveis normais logo após a eliminação da cilastatina da circulação sangüínea.
A administração concomitante de TIENAM® com a probenecida dobrou o nível plasmático e a meia-vida da cilastatina, porém não apresentou nenhum efeito sobre a recuperação urinária da cilastatina.
A taxa de ligação da cilastatina a proteínas séricas humanas é de aproximadamente 40%.
Microbiologia
TIENAM® é um potente inibidor da síntese da parede celular bacteriana e é bactericida contra um amplo espectro de patógenos - Gram-positivos e Gram-negativos, aeróbios e anaeróbios.
TIENAM® compartilha com as cefalosporinas e penicilinas mais novas um amplo espectro de atividade contra as espécies Gram-negativas, mas é único no que diz respeito à retenção da elevada potência contra espécies Gram-positivas, previamente associadas apenas aos antibióticos b-lactâmicos mais antigos, cujo espectro de atividade era menos amplo. O espectro de atividade de TIENAM® inclui Pseudomonas aeruginosa, Staphylococcus aureus, Enterococcus faecalis e Bacteroides fragilis, um grupo diverso de patógenos problemáticos, comumente resistente a outros antibióticos.
TIENAM® é resistente à degradação por b-lactamases bacterianas, o que o torna ativo contra uma alta porcentagem de microorganismos, tais como: Pseudomonas aeruginosa, Serratia spp. e Enterobacter spp., cuja resistência é inerente à maioria dos antibióticos b-lactâmicos.
O espectro antibacteriano de TIENAM® é mais amplo do que o de qualquer outro antibiótico estudado e inclui virtualmente todos os patógenos de importância clínica. Os organismos contra os quais TIENAM® é usualmente ativo in vitro são:
Aeróbios Gram-negativos
Achromobacter spp.; Acinetobacter spp. (anteriormente Mima-Herellea); Aeromonas hydrophila; Alcaligenes spp.; Bordetella bronchicanis; Bordetella bronchiseptica; Bordetella pertussis; Brucella melitensis; Campylobacter spp.; Capnocytophaga spp.; Citrobacter spp.; Citrobacter diversus; Citrobacter freundii; Eikenella corrodens; Enterobacter spp.; Enterobacter aerogenes; Enterobacter agglomerans; Enterobacter cloacae; Escherichia coli; Gardnerella vaginalis; Haemophilus ducreyi; Haemophilus influenzae (incluindo cepas produtoras de b-lactamase); Haemophilus parainfluenzae; Hafnia alvei; Klebsiella spp.; Klebsiella oxytoca; Klebsiella ozaenae; Klebsiella pneumoniae; Moraxella spp.; Morganella morganii (anteriormente Proteus morganii); Neisseria gonorrhoeae (incluindo cepas produtoras de penicilinases); Neisseria meningitidis; Pasteurella spp.; Pasteurella multocida; Plesiomonas shigelloides; Proteus spp.; Proteus mirabilis; Proteus vulgaris; Providencia spp.; Providencia alcalifaciens; Providencia rettgeri (anteriormente Proteus rettgeri); Providencia stuartii; Pseudomonas spp.**; Pseudomonas aeruginosa; Pseudomonas fluorescens; Pseudomonas pseudomallei; Pseudomonas putida; Pseudomonas stutzeri; Salmonella spp.; Salmonella typhi; Serratia spp.; Serratia proteamaculans (anteriormente Serratia liquefaciens); Serratia marcescens; Shigella spp.; Yersinia spp. (anteriormente Pasteurella); Yersinia enterocolitica; Yersinia pseudotuberculosis.
**Xanthomonas maltophilia (anteriormente Pseudomonas maltophilia) e algumas cepas de Pseudomonas cepacia não são, em geral, suscetíveis ao TIENAM®.
Aeróbios Gram-positivos
Bacillus spp.; Enterococcus faecalis; Erysipelothrix rhusiopathiae; Listeria monocytogenes; Nocardia spp.; Pediococcus spp.; Staphylococcus aureus (incluindo cepas produtoras de penicilinases); Staphylococcus epidermidis (incluindo cepas produtoras de penicilinases); Staphylococcus saprophyticus; Streptococcus agalactiae; estreptococos do grupo C; estreptococos do grupo G; Streptococcus pneumoniae; Streptococcus pyogenes; estreptococos do grupo viridans (incluindo cepas alfa e gama-hemolíticas).
Enterococcus faecium e estafilococos resistentes à meticilina não são suscetíveis a TIENAM®.
Anaeróbios Gram-negativos
Bacteroides spp.; Bacteroides distasonis; Bacteroides fragilis; Bacteroides ovatus; Bacteroides thetaiotaomicron; Bacteroides uniformis; Bacteroides vulgatus; Bilophila wadsworthia; Fusobacterium spp.; Fusobacterium necrophorum; Fusobacterium nucleatum; Porphyromonas asaccharolytica (anteriormente Bacteroides asaccharolyticus); Prevotella bivia (anteriormente Bacteroides bivius); Prevotella disiens (anteriormente Bacteroides disiens); Prevotella intermedia (anteriormente Bacteroides intermedius); Prevotella melaninogenica (anteriormente Bacteroides melaninogenicus); Veillonella spp.
Anaeróbios Gram-positivos
Actinomyces spp.; Bifidobacterium spp.; Clostridium spp.; Clostridium perfringens; Eubacterium spp.; Lactobacillus spp.; Mobiluncus spp.; Microaerophilic streptococcus; Peptococcus spp.; Peptostreptococcus spp.; Propionibacterium spp. (incluindo P. acnes).
Outros
Mycobacterium fortuitum; Mycobacterium smegmatis.
Testes in vitro mostram que, contra alguns isolados de Pseudomonas aeruginosa, o imipeném age de forma sinérgica com os antibióticos aminoglicosídeos.

Contraindicações.

Hipersensibilidade a qualquer componente do produto.

Advertências e precauções.

GERAIS
Há algumas evidências clínicas e laboratoriais de alergenicidade cruzada parcial entre TIENAM® e outros antibióticos b-lactâmicos - penicilinas e cefalosporinas. Foram relatadas reações graves (inclusive anafilaxia) com a maioria dos b-lactâmicos. Antes de utilizar TIENAM®, é preciso informar-se cuidadosamente a respeito de reações de hipersensibilidade prévia aos antibióticos b-lactâmicos. Se ocorrer reação alérgica com TIENAM®, o medicamento deve ser descontinuado e devem ser tomadas medidas adequadas.
Tem sido relatada colite pseudomembranosa com virtualmente todos os antibióticos, cuja gravidade pode variar de leve a potencialmente fatal; esses medicamentos, portanto, devem ser prescritos com cautela a indivíduos com histórico de doença gastrintestinal, particularmente colite.
É importante considerar o diagnóstico de colite pseudomembranosa em pacientes que desenvolvem diarréia em associação com o uso de antibióticos. Ainda que os estudos indiquem que uma toxina produzida pelo Clostridium difficile seja a principal causa de colite associada aos antibióticos, outras causas devem ser consideradas.
Gravidez
Categoria: B
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Não há estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas.
TIENAM® deverá ser usado durante a gravidez apenas se os benefícios potenciais justificarem os possíveis riscos para o feto.
Nutrizes
Foi detectado imipeném no leite humano; se o uso de TIENAM® for considerado essencial, a paciente deve suspender a amamentação.
USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO
Uso Pediátrico
Não existem dados clínicos suficientes para recomendar o uso de TIENAM® para crianças com idade inferior a 3 meses ou para crianças com insuficiência renal (creatinina sérica > 2 mg/dL) (veja Esquema Posológico Pediátrico).
Uso Em Idosos
Não foram observadas diferenças na segurança e na eficácia entre indivíduos com 65 anos de idade ou mais e indivíduos mais jovens, no entanto, maior sensibilidade de alguns indivíduos mais velhos não pode ser controlada. Como os pacientes idosos são mais propensos a apresentar diminuição da função renal, deve-se ter cautela na escolha na dose, e talvez seja útil monitorar a função renal.
O ajuste de dose baseado na idade não é necessário.
SISTEMA NERVOSO CENTRAL
A exemplo de outros antibióticos b-lactâmicos, com a formulação IV, têm sido relatadas reações adversas no SNC -tais como mioclonias, estados confusionais ou convulsões -, especialmente quando as posologias recomendadas com base no peso corpóreo e na função renal foram ultrapassadas. Essas experiências têm sido mais freqüentes em pacientes com distúrbios do SNC (por exemplo, lesões cerebrais ou histórico de convulsões) e/ou comprometimento da função renal, quando pode haver acúmulo do medicamento. Portanto, a estrita observação dos esquemas posológicos recomendados é impreterível, especialmente nesses pacientes (veja POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO). A medicação anticonvulsivante deve ser mantida nos casos de pacientes com distúrbios convulsivantes conhecidos.
Se ocorrerem tremores focais, mioclonias ou convulsões, os pacientes devem ser submetidos à avaliação neurológica e colocados sob tratamento anticonvulsivante, se este ainda não estiver sendo utilizado. Se os sintomas neurológicos persistirem, a posologia de TIENAM® deverá ser reduzida ou interrompida.
Os pacientes com depuração plasmática de creatinina ≤ 5 mL/min/1,73 m2 não devem receber TIENAM®, a menos que seja instituída hemodiálise em 48 horas. Para pacientes sob hemodiálise, TIENAM® é recomendado apenas se os benefícios superarem o risco potencial de convulsões.

Interações medicamentosas.

Foram relatadas convulsões generalizadas em pacientes que receberam ganciclovir e TIENAM® IV. Esses medicamentos não devem ser utilizados concomitantemente, a menos que os benefícios superem os riscos potenciais (veja ESTABILIDADE).

Cuidados de armazenamento.

Conserve o pó seco em temperatura entre 15 e 25oC. Manter o frasco fechado. Manter o frasco no cartucho original.
Não use este medicamento após a expiração da data de validade impressa na embalagem.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

Posologia e modo de usar.

INFUSÃO INTRAVENOSA
TRATAMENTO: ESQUEMA POSOLÓGICO PARA ADULTOS COM FUNÇÃO RENAL NORMAL
As doses citadas na tabela 1 foram calculadas com base em um paciente com função renal normal (depuração plasmática de creatinina > 70 mL/min/1,73 m2) e peso corpóreo ≥ 70 kg. A dose para pacientes com depuração plasmática de creatinina ≤ 70 mL/min/1,73 m2 (veja TABELA 2) e/ou peso corpóreo < 70 kg deverá ser reduzida. A redução em função do peso corpóreo é especialmente importante para pacientes com peso muito baixo e/ou insuficiência renal moderada/grave.
A maioria das infecções responde a uma dose diária de 1 a 2 g, administrada em 3 ou 4 doses divididas. Para o tratamento de infecções moderadas, também pode ser usado um esquema posológico de 1 g duas vezes ao dia. Em infecções causadas por organismos menos suscetíveis, a posologia diária de TIENAM® IV pode ser aumentada para 4 g por dia, no máximo, sem exceder 50 mg/kg/dia, devendo prevalecer a menor dosagem.
Cada dose ≤ 500 mg de TIENAM® IV deve ser dada por infusão intravenosa durante 20 a 30 minutos. Cada dose > 500 mg deve ser infundida durante 40 a 60 minutos. A velocidade de infusão deve ser diminuída se o paciente apresentar náuseas durante a infusão

Por causa da grande atividade antimicrobiana de TIENAM®, a dose diária total máxima recomendada não deve exceder 50 mg/kg/dia ou 4 g/dia, devendo prevalecer a menor dosagem. Entretanto, pacientes com fibrose cística e com função renal normal foram tratados com doses de até 90 mg/kg/dia de TIENAM®, divididas, não excedendo 4 g/dia.
TIENAM® foi utilizado com sucesso como monoterapia em pacientes imunodeprimidos com câncer, para o tratamento de infecções confirmadas ou suspeitas, tais como septicemia.
TRATAMENTO: ESQUEMA POSOLÓGICO PARA ADULTOS COM INSUFICIÊNCIA RENAL
Para determinar a redução da dose para adultos com insuficiência renal:
1. A dose diária total é selecionada com base na tabela 1, considerando-se as características da infecção.
2. O esquema de dose reduzida apropriado é selecionado na tabela 2, com base na dose diária da Tabela 1 e na categoria da depuração plasmática de creatinina do paciente (para saber o tempo de infusão, veja TRATAMENTO: ESQUEMA POSOLÓGICO PARA ADULTOS COM FUNÇÃO RENAL NORMAL).

Quando for utilizada a dose de 500 mg em pacientes com depuração plasmática de creatinina de 6-20 mL/min/1,73 m2 pode haver aumento do risco de convulsões.
Pacientes com depuração plasmática de creatinina ≤ 5 mL/min/1,73m2 não devem receber TIENAM®IV, a menos que seja instituída hemodiálise em 48 horas.
Hemodiálise:
Ao tratar pacientes com depuração plasmática de creatinina 5 mL/min/1,73m2 sendo submetidos à hemodiálise, utilize as recomendações posológicas para pacientes com depuração plasmática de creatinina de 6-20 mL/min/1,73 m2 (veja TRATAMENTO: ESQUEMA POSOLÓGICO PARA ADULTOS COM INSUFICIÊNCIA RENAL).
Tanto a cilastatina quanto o imipeném são removidos da circulação durante a hemodiálise. O paciente deve receber TIENAM® IV após a hemodiálise e a cada 12 horas a partir do final da seção de hemodiálise. Pacientes dialisados, especialmente aqueles com histórico de doença do SNC, devem ser cuidadosamente monitorizados; TIENAM® IV é recomendado apenas para pacientes que estão sendo submetidos à hemodiálise quando o benefício superar o risco potencial de convulsões (veja PRECAUÇÕES).
Atualmente não existem dados adequados para se recomendar o uso de TIENAM® IV para pacientes sob diálise peritoneal.
A função renal de pacientes idosos pode não ser precisamente determinada pela medida da uréia ou da creatinina isoladamente. Sugere-se a determinação da depuração plasmática de creatinina para orientação do esquema posológico para esses pacientes.
PROFILAXIA: ESQUEMA POSOLÓGICO PARA ADULTOS
Para profilaxia de infecções pós-cirúrgicas em adultos, devem ser administrados 1.000 mg de TIENAM® IV por via endovenosa durante a indução da anestesia e 1.000 mg três horas mais tarde.
Para cirurgias de alto risco (por exemplo, colorretais), duas doses adicionais de 500 mg podem ser administradas 8 e 16 horas após a indução.
Não há dados suficientes para se recomendar uma dose profilática para pacientes com depuração plasmática de creatinina ≤ 70 mL/min/1,73 m2.
TRATAMENTO: ESQUEMA POSOLÓGICO PEDIÁTRICO (crianças com 3 meses de idade ou mais).
Para crianças e bebês, recomenda-se o seguinte esquema posológico:
a) CRIANÇAS com peso corpóreo ≥ 40 kg devem receber as doses recomendadas para adultos.
b) CRIANÇAS E BEBÊS com peso corpóreo < 40 kg devem receber 15 mg/kg a cada 6 horas. A dose total diária não deve exceder 2 g.
Os dados clínicos não são suficientes para recomendar a administração para crianças com idade inferior a três meses ou para pacientes pediátricos com insuficiência renal (creatinina sérica > 2 mg/dL).
TIENAM® não é recomendado para o tratamento de meningite. Se houver suspeita de meningite, deve ser utilizado antibiótico apropriado. TIENAM® pode ser utilizado em crianças com septicemia, desde que não haja suspeita de meningite.
RECONSTITUIÇÃO, SOLUÇÃO INTRAVENOSA
TIENAM® IV para infusão intravenosa é apresentado como um pó estéril, em frascos com o equivalente a 500 mg de imipeném e 500 mg de cilastatina.
TIENAM® IV é tamponado com bicarbonato de sódio para fornecer soluções com pH na faixa de 6,5 a 8,5. Não ocorrem alterações significativas do pH quando as soluções são preparadas e utilizadas de acordo com as instruções. TIENAM® I IV 500 contém 37,5 mg de sódio (1,6 mEq).
O pó estéril de TIENAM® IV deve ser reconstituído conforme demonstrado na tabela 3. Agite o frasco até obter uma solução clara. Variações na coloração, do incolor ao amarelo, não afetam a potência do produto.

Reconstituição do frasco de 20 mL:
Suspenda o conteúdo dos frascos e transfira para 100 mL de uma solução apropriada para infusão.
Uma sugestão de procedimento é adicionar ao frasco aproximadamente 10 mL da solução para infusão. Agite bem e transfira a suspensão resultante para o recipiente da solução para infusão.
ATENÇÃO: A SUSPENSÃO NÃO DEVE SER UTILIZADA DIRETAMENTE PARA INFUSÃO.
Repita a operação com 10 mL adicionais da solução para infusão para garantir a transferência completa do conteúdo do frasco para a solução. A mistura final deve ser agitada até ficar clara.
ESTABILIDADE, TIENAM® IV:
Conserve o pó seco em temperatura entre 15 e 25oC.
A tabela 4 apresenta o período de estabilidade do TIENAM® IV quando reconstituído com soluções para infusão selecionadas e armazenado em temperatura entre 15 e 25oC -ou sob refrigeração.
CUIDADO: TIENAM® IV é quimicamente incompatível com lactato, portanto não deve ser reconstituído com diluentes que contenham lactato. Contudo, TIENAM® IV pode ser administrado na linha intravenosa na qual esteja sendo administrada uma solução de lactato. TIENAM® IV não deve ser misturado ou fisicamente adicionado a outros antibióticos.

POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO
TIENAM® é apresentado em formulação para infusão intravenosa.
As recomendações posológicas para TIENAM® representam a quantidade de imipeném a ser administrada. A quantidade equivalente de cilastatina também está presente na solução.
A posologia diária total e a via de administração de TIENAM® devem ser decididas com base no tipo e na gravidade da infecção; a posologia diária total deve ser administrada em doses iguais divididas, considerando-se o grau de suscetibilidade do(s) patógeno(s), a função renal e o peso corpóreo.

Reações adversas.

TIENAM® geralmente é bem tolerado. Em estudos clínicos controlados, TIENAM® mostrou ser tão bem tolerado quanto a cefazolina, a cefalotina e a cefotaxima. Raramente é necessário interromper o tratamento em razão de reações adversas, em geral leves e transitórias. As reações adversas graves são raras. As reações adversas mais comuns foram reações locais.
Reações locais
Eritema, dor e enduração local, tromboflebite.
Reações alérgicas/pele
Exantema, prurido, urticária, eritema polimorfo, síndrome de Stevens-Johnson, angiodema, necrólise epidérmica tóxica (raramente), dermatite esfoliativa (raramente), candidíase, febre (incluindo febre medicamentosa), reações anafiláticas.
Reações gastrintestinais
Náuseas, vômitos, diarréia, pigmentação dos dentes e/ou da língua. A exemplo do que ocorre com virtualmente todos os antibióticos de amplo espectro, foi relatada colite pseudomembranosa.
Sangue
Foram relatados eosinofilia, leucopenia, neutropenia (incluindo agranulocitose), trombocitopenia, trombocitose, redução da hemoglobina e aumento do tempo de protrombina. Alguns indivíduos podem apresentar teste de Coombs direto positivo.
Função hepática
Aumento das transaminases séricas, bilirrubinas e/ou fosfatase alcalina sérica; hepatite (raramente).
Função renal
Oligúria/anúria, poliúria, insuficiência renal aguda (raramente). É difícil determinar o papel de TIENAM® nas alterações da função renal, pois geralmente estão presentes outros fatores predisponentes à uremia pré-renal ou ao comprometimento da função renal.
Foram observados aumentos da creatinina e da uréia séricas, bem como alteração na coloração da urina. Essa alteração é inócua e não deve ser confundida com hematúria.
Sistema nervoso/psiquiátrico
A exemplo de outros antibióticos b-lactâmicos, foram relatadas reações adversas no SNC, tais como atividade mioclônica e distúrbios psíquicos - incluindo alucinações, estados confusionais ou convulsões com a formulação IV. Parestesia, encefalopatia.
Sentidos especiais
Alteração do paladar, perda da audição.
Pacientes granulocitopênicos
Náuseas e/ou vômitos relacionados ao medicamento parecem ocorrer mais freqüentemente em pacientes granulocitopênicos do que em pacientes não-granulocitopênicos tratados com TIENAM® IV.

Superdose.

Não há informação específica disponível sobre o tratamento da superdosagem com TIENAM®. O imipeném e a cilastatina sódica são hemodialisáveis. Contudo, a utilidade desse procedimento na superdosagem é desconhecido.

Dizeres legais.

Registro MS - 1.0029.0026
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Princípios Ativos de Tienam

Laboratório que produce Tienam