PREVENAR-13

PFIZER

SUSPENSÃO INJETÁVEL.

Apresentações.

Cartucho com 1 estojo contendo 1 seringa preenchida com dose única de 0,5 mL e 1 agulha.
USO PEDIÁTRICO
SOMENTE USO INTRAMUSCULAR

Composição.

Cada 0,5 mL de dose intramuscular é formulada para conter 2,2 mg de sacarídeo por sorotipo 1, 3, 4, 5, 6A, 7F, 9V, 14, 18C, 19A, 19F e 23F; 4,4 mg de sorotipo 6B; aproximadamente 32 mg de proteína CR197 e 0,125 mg de alumínio como adjuvante). Excipientes: cloreto de sódio, ácido succínico, polissorbato 80 e água para injeção. Não contém conservante.

Indicações.

A vacina pneumocócica 13-valente (conjugada) é indicada para a prevenção de doença invasiva, pneumonia e otite média causadas pelo Streptococcus pneumoniae dos sorotipos 1, 3, 4, 5, 6A, 6B, 7F, 9V, 14, 18C, 19A, 19F e 23F em lactentes e crianças.

Resultados de eficácia.

a) Importância da doença
S. pneumoniae é uma causa importante de morbidade e mortalidade em pessoas de todas as idades no mundo. O organismo causa infecções invasivas, como bacteremia e meningite, assim como pneumonia e infecções do trato respiratório superior, incluindo otite média e sinusite. Em crianças acima de 1 mês, S. pneumoniae é a causa mais comum de doença invasiva.1 Mais de 90 sorotipos diferentes de S. pneumoniae foram identificados, variando tanto na composição de seus polissacarídeos capsulares sororreativos, quanto em sua capacidade de causar doenças, sendo a maioria das doenças invasivas causadas por poucos sorotipos. As frequências relativas dos sorotipos pneumocócicos que causam doença invasiva em crianças variam geograficamente, mas permanecem notavelmente estáveis ao longo do tempo. No Brasil, o sorotipo mais importante é o 14, correspondendo a 40,4% dos sorotipos causadores de doença pneumocócica invasiva (DPI) em menores de 5 anos; depois dele, em ordem decrescente de importância, estão: 6B, 23F, 18C, 6A/6C, 19F, 19A, 3, 5, 9V, 7F, 1 e 4.2,3 A baixa idade é um importante fator de risco para a doença pneumocócica.4,5
O número de casos projetados de meningite pneumocócica em crianças abaixo de 5 anos de idade anualmente no Brasil é de 1.236 casos e 364 casos de sepse pneumocócica.4 Adicionalmente, ocorrem nesta mesma faixa etária, anualmente, 3.122.943 casos de otite média aguda, 315.954 casos de pneumonia com diagnóstico clínico e 196.398 casos de pneumonia confirmada radiologicamente.4 A taxa de fatalidade estimada é de 37%4 podendo alcançar 46%6. A idade menor de 2 anos no Brasil é responsável pela maior parte das hospitalizações devido à doença pneumocócica, 76,7%7. A maior carga do custo da doença pneumocócica é devido à pneumonia pneumocócica e meningite pneumocócica.7 A meningite pneumocócica tem altos índices de complicações e sequelas, sendo que até 40% das crianças brasileiras evoluíram com sequela neurológica e até 60% com perda auditiva.5 As sequelas neurológicas abrangem paresias, perda visual, déficit intelectual, hidrocefalia, déficit psicomotor e perda auditiva.8,9,10,11 O sorotipo 6A, incluído na vacina pneumocócica 13-valente (conjugada), depois do sorotipo 14, é segundo causador de meningite no país.2,3,12
Embora a pneumonia geralmente não seja considerada como uma doença invasiva por si, esta pode ser acompanhada por bacteremia ou pode ser complicada por uma invasão local em um espaço normalmente estéril com empiema pleural e necrose pulmonar; estas duas manifestações invasivas de pneumonia são mais severas e acarretam taxas de morbidade e mortalidade consideravelmente maiores que a pneumonia não invasiva, mesmo entre crianças. Os novos sorotipos 3 e 19A incluídos na vacina pneumocócica 13-valente (conjugada) são importantes causadores de pneumonia no Brasil.12 O sorotipo 3 em particular, tem sido associado à pneumonia necrotizante.13
A contribuição exata de S. pneumoniae para pneumonia infantil é desconhecida, uma vez que frequentemente não é possível identificar o organismo responsável, sugerindo que as infecções pelo S. pneumoniae são subestimadas. Em estudos com crianças abaixo de 5 anos de idade com Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC), onde o diagnóstico foi tentado usando métodos sorológicos, testes de antígeno ou dados de cultura, 30% dos casos foram classificados como pneumonia bacteriana, e 70% destes (21% do total de PAC) foram considerados decorrentes de S. pneumoniae14 , fazendo com que esta seja a causa mais comum de pneumonia bacteriana neste grupo etário.
O sorotipo 19A já é o sétimo sorotipo causador de DPI mais comum em crianças menores de 5 anos no Brasil.2,3 Globalmente, o sorotipo 19A tem sua frequência aumentada.15 Agravando a questão da predominância do sorotipo 19A emergente, está o fato de que é cada vez mais provável que ele não seja susceptível aos agentes microbianos de 1° linha comumente usados.16,17,18,19,20
Crianças que frequentam creches e escolas apresentam maior risco para DPI21,22, assim como indivíduos imunocomprometidos com neutropenia, asplenia, doença falciforme, distúrbios do complemento e da imunidade humoral, infecções pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) ou doença crônica subjacente.23
O Streptococcus pneumoniae também é uma causa importante de doença não invasiva em crianças, particularmente de otite média aguda (OMA). A otite média aguda (OMA) é uma doença infantil comum, afetando aproximadamente 50% das crianças no primeiro ano de vida e, aos 3 anos de idade, aproximadamente 71% das crianças terão tido pelo menos um episódio da doença.24 No Brasil estima-se que ocorram 3.122.943 casos de otites médias agudas anualmente.4 Complicações de OMA incluem efusão persistente no ouvido médio, otite média crônica, perda de audição transitória ou retardo da fala e, se permanecer não tratada, pode levar a doenças mais sérias como mastoidite e meningite. S. pneumoniae é uma causa importante de OMA. É o patógeno bacteriano mais comumente isolado do fluido do ouvido médio, identificado em 20% a 40% de culturas de fluido de ouvido médio em OMA.24,25 A otite média pneumocócica está associada a maiores taxas de febre e tem menor probabilidade de ceder espontaneamente que OMA decorrente de H. influenzae não tipificável ou M. catarrhalis. 26,27
O Streptococcus pneumoniae também é capaz de colonizar a orofaringe de pessoas saudáveis. No Brasil, dados recentes mostram colonização de orofaringe em 57,6% das crianças e 25,9% delas eram colonizadas com cepas não susceptíveis a penicilina.28 Os sorotipos mais frequentemente encontrados foram 14, 23F, 19A, 6A, 6B e 19F, todos incluídos na vacina pneumocócica 13-valente (conjugada).28 A colonização em nasofaringe é normalmente um pré-requisito para o desenvolvimento na infecção pneumocócica de mucosa ou invasiva, ocupando um papel fundamental na disseminação da bactéria.29,30 A possibilidade da redução do estado de portador em nasofaringe pela vacinação pode quebrar a cadeia de transmissão propiciando a imunidade comunitária ou de rebanho e a diminuição da doença pneumocócica em indivíduos não vacinados 2,3,29,30,31 como já observado com outras vacinas conjugadas31,32.
O Streptococcus pneumoniae também é uma bactéria frequentemente associada a resistência bacteriana.33 Dados brasileiros demonstram que os sorotipos não susceptíveis a penicilina em menores de 5 anos são: 6A/6C, 6B, 9V, 14, 19A, 19F, 23F, todos incluídos na vacina pneumocócica 13-valente (conjugada).2,3
b) Estudos clínicos sobre a imunogenicidade da vacina pneumocócica 13-valente (conjugada)
A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendou uma concentração de anticorpos anti-polissacarídeos capsulares de 0,35 mg/mL, medidos um mês após a série primária em lactentes como única concentração de referência de anticorpos para estimar a eficácia de novas vacinas de conjugados pneumocócicos contra DPI. Esta recomendação é baseada em grande parte na correlação observada entre imunogenicidade e eficácia para DPI em três estudos controlados com placebo com a vacina pneumocócica 7-valente (conjugada) ou a vacina investigacional 9-valente de polissacarídeos também conjugados à proteína transportadora CRM197. Esta concentração de referência é aplicável apenas em base populacional e não pode ser usada para prever a proteção contra DPI em uma base individual.34
Resposta imunológica após uma série primária de três doses em lactentes até 6 meses de idade
Estudos clínicos foram conduzidos em vários países europeus, Canadá e EUA usando uma variedade de esquemas de vacinação primária. A porcentagem de lactentes até 6 meses obtendo concentrações de anticorpos IgG anti-polissacarídeo capsular pneumocócico ≥ 0,35 mg/mL um mês após a série de três doses primárias nos estudos representativos é apresentada abaixo (Tabela 1):

Nos que receberam a vacina pneumocócica 13-valente (conjugada), foi demonstrado que o anticorpo IgG de ligação anti-polissacarídeo para cada um dos 13 sorotipos está relacionado com a atividade opsonofagocítica antibacteriana funcional (anticorpo biologicamente ativo). Estudos clínicos também demonstraram que a resposta à vacina pneumocócica 13-valente (conjugada) foi não inferior a da vacina pneumocócica 7-valente (conjugada) para todos os 13 sorotipos usando um conjunto de critérios pré-definidos de não inferioridade imunológica. As respostas imunes obtidas pela vacina pneumocócica 13-valente (conjugada) aos 6 sorotipos adicionais foram quantitativamente maiores, para ambos os anticorpos de ligação antipolissacarídeo e opsonofagocítico, que as respostas obtidas pela vacina pneumocócica 13-valente (conjugada).
Nos estudos de não inferioridade, a porcentagem de indivíduos com concentrações de anticorpos IgG anti-polissacarídeo capsular pneumocócico ≥ 0,35 mg/mL após o esquema primário abaixo de 6 meses no estudo 006 foi de 88,7% (sorotipo 23F) a 99,3% (19A), exceto o sorotipo 6B que foi de 77,5%, e no estudo 004 foi de 87,3% (6B) a 98,4% (7F e 19A), exceto o sorotipo 3 que foi de 63,5%. Em relação às respostas opsonofagocitárias (OPA), a porcentagem de indivíduos com títulos de anticorpos ≥ 1:8 no estudo 006 foi de 93% (sorotipo 3) a 100% (4, 7F, 9V, 14, 18C, 19A) e no estudo 004 foi de 90,4% (19F) a 100% (6A, 7F, 9V, 14, 18C).
O critério de não inferioridade da porcentagem de indivíduos com concentrações de anticorpos IgG anti-polissacarídeo capsular pneumocócico (ELISA) ≥ 0,35 mg/mL não foi alcançado para os sorotipos 6B, 9V e 3 no estudo 004 e para o sorotipo 6B no estudo 006. Entretanto, a resposta é considerada satisfatória porque é alcançado o critério de não inferioridade da porcentagem de indivíduos com títulos de anticorpos opsofagocitários (OPA) ≥ 1:8 para estes sorotipos. Adicionalmente, a memória imunológica também foi demonstrada para estes 3 sorotipos. Como conclusão, analisando o conjunto de dados, espera-se que a resposta imunológica seja satisfatória.
Respostas imunológicas após uma série primária de duas doses
A imunogenicidade após duas doses em lactentes até 6 meses de idade foi documentada em quatro estudos. A proporção destes lactentes obtendo concentração IgG anti-polissacarídeo capsular pneumocócico ≥ 0,35 mg/mL um mês após a segunda dose variou de 79,6% a 98,5% entre 11 dos 13 sorotipos da vacina. Proporções menores destes lactentes obtiveram este limiar de concentração de anticorpos para o sorotipo 6B (27,9 % a 58,4%) e 23F (55,8% a 68,6%). Em comparação à série de três doses a lactentes até 6 meses, as Concentrações Geométricas Médias (CGMs) de IgG anti-polissacarídeo capsular pneumocócico foram mais baixas após uma série de duas doses em lactentes até 6 meses para a maioria dos sorotipos. A eficácia clínica de uma série primária de duas doses contra otite média aguda ou pneumonia não foi estabelecida.
Veja na Tabela 2 os resultados de imunogenicidade para cada sorotipo da vacina:

Respostas de reforço após esquemas primários de duas doses e três doses
As concentrações de anticorpos pós-reforço foram maiores para os 12 sorotipos do que aqueles obtidos após a série primária em lactentes até 6 meses de idade, o que é consistente com a preparação adequada (indução de memória imunológica). Para o sorotipo 3, as concentrações de anticorpos após a série primária nestes lactentes e após a dose de reforço foram semelhantes. As respostas anticórpicas às doses de reforço após séries primárias de duas ou três doses em lactentes até 6 meses foram comparáveis para todos os 13 sorotipos da vacina.
Para crianças entre 7 meses e 5 anos de idade, esquemas de imunização apropriados para a idade (ver item 6. Posologia) resultaram em níveis de respostas de anticorpos IgG anti-polissacarídeo capsular a cada um dos 13 sorotipos que são no mínimo comparáveis às observadas nas séries primárias de três doses em lactentes.
Veja na Tabela 3 os resultados de imunogenicidade para cada sorotipo da vacina:

Respostas de reforço à vacina pneumocócica 13-valente (conjugada) após uma série primária de três doses em lactentes até 6 meses de idade com a vacina pneumocócica 7-valente ou 13-valente (conjugada)
Em um estudo randomizado, duplo-cego e ativo-controlado realizado na França (008), lactentes até 6 meses foram designados aleatoriamente em três grupos em uma proporção de 2:1:1: (1) vacina pneumocócica 13-valente (conjugada) aos 2, 3, 4 e 12 meses ou (2) vacina pneumocócica 7-valente (conjugada) aos 2, 3, 4 meses seguida da vacina pneumocócica 13-valente (conjugada) aos 12 meses ou (3) vacina pneumocócica 7-valente (conjugada) aos 2, 3, 4 e 12 meses. As CGMs das respostas dos anticorpos IgG anti-polissacarídeo capsular para cada um dos 13 sorotipos nos 3 grupos estão apresentadas na Tabela 4. As CGMs para os sete sorotipos da vacina pneumocócica 7-valente (conjugada) não foram diferentes nos 3 grupos. Apesar de as CGMs para os 6 sorotipos adicionais nestes lactentes que receberam a vacina pneumocócica 7-valente (conjugada) / vacina pneumocócica 13-valente (conjugada) terem sido inferiores àquelas observadas no regime de quatro doses da vacina pneumocócica 13-valente (conjugada) (exceto para o sorotipo 3), elas foram no mínimo comparáveis com aquelas das séries primárias de três doses em lactentes nos estudos 004 e 3005. Tal comparação com as respostas das séries de lactentes é semelhante ao que foi realizado com a vacina pneumocócica 7-valente (conjugada) para estabelecer os esquemas de imunização em lactentes acima de 6 meses e crianças.

Lactentes acima de 6 meses e crianças não vacinadas previamente
Em um estudo aberto da vacina pneumocócica 13-valente (conjugada) realizado na Polônia (3002), crianças entre 7 e 11 meses de idade, 12 e 23 meses, e ≥ 24 meses até 5 anos de idade (antes do 6° aniversário) sem exposição anterior à vacina pneumocócica conjugada, receberam 3, 2 ou 1 dose da vacina pneumocócica 13-valente (conjugada) de acordo com os esquemas adequados à idade (ver item 6. Posologia). As concentrações séricas de IgG foram medidas um mês após a dose final em cada grupo etário e os dados são apresentados na Tabela 5.
Tais esquemas de imunização adequados à idade resultam em níveis de respostas de anticorpos IgG anti-polissacarídeo capsular para cada um dos 13 sorotipos que foram no mínimo comparáveis com aqueles de um esquema primário de três doses em lactentes.

Administração simultânea com outras vacinas
Nos estudos 004, 3005 e 3008, as vacinas pediátricas de rotina foram administradas na mesma visita que a vacina pneumocócica 13-valente (conjugada). As respostas imunológicas aos antígenos das vacinas concomitantes selecionadas foram comparadas nos lactentes que receberam a vacina pneumocócica 7-valente (conjugada) e a vacina pneumocócica 13-valente (conjugada). A proporção de respondedores nos níveis de anticorpos previamente especificados é apresentada na Tabela 6. As respostas a todos os antígenos nos lactentes que receberam a vacina pneumocócica 13-valente (conjugada) foram semelhantes àquelas dos que receberam a vacina pneumocócica 7-valente (conjugada) e estiveram de acordo com os critérios formais de não inferioridade. As respostas de varicela conforme medidas por um kit ELISA comercial de células completas, desenvolvido para detectar a imunidade após a infecção natural, foram baixas em ambos os grupos, mas não se observou evidências de interferência com a resposta imunológica da vacina pneumocócica 13-valente (conjugada) administrada de forma concomitante.

Caract. farmacológicas.

Descrição
A vacina pneumocócica 13-valente (conjugada) é uma solução estéril de sacarídeos dos antígenos capsulares dos sorotipos 1, 3, 4, 5, 6A, 6B, 7F, 9V, 14, 18C, 19A, 19F, e 23F de Streptococcus pneumoniae conjugadas individualmente por aminação redutiva com a proteína CRM197 diftérica não tóxica. Os polissacarídeos são quimicamente ativados e então ligados de modo covalente ao transportador proteico CRM197 para formar o glicoconjugado.
Os conjugados individuais são compostos, e então polissorbato 80 e fosfato de alumínio são acrescentados à formulação da vacina. A potência da vacina é determinada pela quantidade de antígenos sacarídeos e da proporção de sacarídeo para proteína nos glicoconjugados individuais. Cada dose de 0,5 mL é formulada para conter 2,2 mg de sacarídeo por sorotipos 1, 3, 4, 5, 6A, 7F, 9V, 14, 18C, 19A, 19F e 23F, e 4,4 mg de sacarídeo para o sorotipo 6B, conjugados à proteína transportadora CRM197.
Farmacologia Clínica
A vacina pneumocócica 13-valente (conjugada) contém os 7 polissacarídeos capsulares pneumocócicos presentes na vacina pneumocócica 7-valente (conjugada) (4, 6B, 9V, 14, 18C, 19F, 23F) mais 6 polissacarídeos adicionais (1, 3, 5, 6A, 7F, 19A) todos conjugados à proteína transportadora CRM197. As células B produzem anticorpos em resposta à estimulação antigênica por mecanismos dependentes e independentes de células T. A resposta imunológica à maioria dos antígenos é dependente das células T e envolve a colaboração de células T CD4+ e células B, reconhecendo o antígeno de modo vinculado. As células T CD4+ (células T auxiliares) fornecem sinais para as células B diretamente por interações com proteínas da superfície celular e indiretamente pela liberação de citocinas. Estes sinais resultam em proliferação e diferenciação de células B e produção de anticorpos de alta afinidade. A sinalização de células T CD4+ é um requisito para a geração de células B de vida longa chamadas plasmócitos, que produzem continuamente anticorpos de vários isotipos (com um componente IgG) e células B de memória que rapidamente mobilizam e secretam anticorpos após reexposição ao mesmo antígeno.
Os polissacarídeos capsulares bacterianos (PSs), embora de estrutura química variável, compartilham a propriedade imunológica comum de corresponder a antígenos em grande parte T-independentes. Na ausência de ajuda de células T, as células B estimuladas por PS produzem predominantemente anticorpos IgM; em geral não ocorre maturação da afinidade dos anticorpos, e nenhuma célula B de memória é gerada. Como vacinas, os PSs estão associados a uma imunogenicidade inadequada ou ausente em lactentes com menos de 24 meses de idade e falha na indução de memória imunológica em qualquer idade. A conjugação dos PSs a uma proteína transportadora supera a natureza T-independente dos antígenos PS. Células T específicas reagem à proteína transportadora e fornecem os sinais necessários para maturação da resposta de células B e geração de memória de células B. A conversão dos PSs de Streptococcus pneumoniae em um antígeno T-dependente por acoplamento covalente ao transportador proteico imunogênico CRM197 aumenta a resposta de anticorpos, induz memória imunológica, e estimula respostas de reforço após reexposição em lactentes e crianças abaixo de 2 anos aos polissacarídeos pneumocócicos.

Contraindicações.

A vacina pneumocócica 13-valente (conjugada) está contraindicada para pacientes hipersensíveis a qualquer dos componentes da vacina, incluindo o toxoide diftérico.

Advertências e precauções.

Como ocorre com todas as vacinas injetáveis, tratamento médico e supervisão apropriados devem estar sempre prontamente disponíveis no raro evento de uma reação anafilática após a administração da vacina (ver item 10. Reações adversas a medicamentos).
Doenças menores, como infecção respiratória leve, com ou sem febre de baixo grau, em geral não constituem contraindicações para a vacinação. A decisão de administrar ou adiar a vacinação devido a uma doença febril atual ou recente depende em grande parte da severidade dos sintomas e de sua etiologia. A administração da vacina pneumocócica 13-valente (conjugada) deve ser adiada em indivíduos sofrendo de doença febril aguda severa.
Como ocorre com qualquer injeção intramuscular, a vacina pneumocócica 13-valente (conjugada) deve ser administrada com cautela em lactentes ou crianças com trombocitopenia ou qualquer distúrbio da coagulação, ou naqueles recebendo terapia anticoagulante.
A vacina pneumocócica 13-valente (conjugada) protegerá apenas contra os sorotipos de Streptococcus pneumoniae incluídos na vacina, e não protegerá contra outros microorganismos que causam doença invasiva, pneumonia ou otite média. Esta vacina não se destina ao uso no tratamento de infecção ativa.
Como ocorre com qualquer vacina, a vacina pneumocócica 13-valente (conjugada) pode não proteger todos os indivíduos recebendo a vacina da doença pneumocócica.
Gravidez: A segurança durante a gravidez não foi estabelecida.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Lactação:
A segurança durante a lactação não foi estabelecida.
Não se sabe se os antígenos da vacina ou os anticorpos são excretados no leite materno.
Precauções
1. Dados de segurança e imunogenicidade sobre a vacina pneumocócica 13-valente (conjugada) não estão disponíveis para crianças em grupos específicos com maior risco de DPI (por exemplo, crianças com disfunção esplênica congênita ou adquirida, infecção por HIV, malignidade, síndrome nefrótica). Crianças nestes grupos podem apresentar uma resposta de anticorpos reduzida à imunização ativa devido a prejuízo da resposta imunológica. A vacinação em grupos de alto risco deve ser considerada em base individual. Dados limitados demonstraram que a vacina pneumocócica 7-valente (conjugada) (série primária com três doses) induz uma resposta imunológica aceitável em lactentes com doença falciforme, com perfil de segurança semelhante ao observado nos grupos de não alto risco.
2. O uso de vacina pneumocócica conjugada não substitui o uso da vacina de polissacarídeos pneumocócicos 23-valente (PPV23) em crianças ≥ 24 meses de idade com doença falciforme, asplenia, infecção por HIV, doença crônica, ou que apresentem outro tipo de comprometimento imunológico. Dados sobre a vacinação sequencial com a vacina pneumocócica 13-valente (conjugada) seguida pela vacina de polissacarídeos pneumocócica 23-valente não estão disponíveis; dados sobre a vacinação sequencial com a vacina pneumocócica 7-valente (conjugada) seguida por PPV23 são limitados.
3. Como ocorre com todas as vacinas pediátricas injetáveis, o possível risco de apneia deve ser considerado ao administrar a série de imunização primária a lactentes prematuros. A necessidade de monitoramento por no mínimo 48 horas após a vacinação deve ser considerada para lactentes muito prematuros (nascidos ≤ 30 semanas de gestação) que permaneçam hospitalizados no momento da administração recomendada. Uma vez que o benefício da vacinação é elevado neste grupo de lactentes, a vacinação não deve ser suspensa ou adiada.
USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO
Uso pediátrico:
A segurança e a eficácia da vacina pneumocócica 13-valente (conjugada) em crianças com menos de 6 semanas ou após 6 anos não foram estabelecidas (ver itens 3. Indicações e 6. Posologia).
Uso geriátrico: A segurança e eficácia da vacina pneumocócica 13-valente (conjugada) em populações geriátricas não foram estabelecidas (ver itens 3. Indicações e 6. Posologia).

Interações medicamentosas.

A vacina pneumocócica 13-valente (conjugada) pode ser administrada com qualquer um dos seguintes antígenos de vacina, seja de modo monovalente ou em vacinas combinadas: difteria, tétano, pertussis acelular ou de célula inteira, Haemophilus influenzae tipo b, poliomielite inativada, hepatite B, meningococos de sorogrupo C, sarampo, caxumba, rubéola e varicela. Estudos clínicos demonstraram que as respostas imunológicas e os perfis de segurança das vacinas administradas não foram afetados.
Previamente, estudos com a vacina pneumocócica 7-valente (conjugada) e vacinas contra rotavírus demonstraram que as respostas imunológicas dos sete sorotipos pneumocócicos na vacina pneumocócica 7-valente (conjugada) e na vacina de rotavírus não foram afetadas. Não se espera que qualquer diferença na resposta imunológica seja observada para os seis sorotipos adicionais ou para a vacina de rotavírus com vacina pneumocócica 13-valente (conjugada).
Em estudos clínicos, quando a vacina pneumocócica 13-valente (conjugada) foi administrada concomitantemente, porém em um local ou por via diferente, com vacina de rotavírus ou de hepatite A, não foi observada alteração nos perfis de segurança para estes lactentes.
Vacinas injetáveis diferentes sempre devem ser aplicadas em locais de vacinação diferentes.

Cuidados de armazenamento.

Conservar o medicamento sob refrigeração (temperatura entre 2oC e 8oC). Não congelar. Descartar a vacina em caso de congelamento. Armazenar na embalagem original.
Foi demonstrado que a vacina pneumocócica 13-valente (conjugada) é estável em temperaturas de até 40°C por 4 dias. Estes dados não constituem as recomendações para transporte ou armazenamento, mas podem orientar decisões para uso no caso de excursões temporárias de temperatura.

Posologia e modo de usar.

Somente para uso intramuscular.
A dose é 0,5 mL, administrada por via IM, com cuidado para evitar a aplicação em nervos e vasos sanguíneos ou suas proximidades. Os locais preferenciais são a face ântero-lateral da coxa em lactentes ou o músculo deltoide do braço das crianças. A vacina não deve ser administrada na região glútea. Não administrar a vacina pneumocócica 13-valente (conjugada) por via intravenosa.
A vacina não deve ser administrada por via intradérmica, subcutânea ou intravenosa uma vez que a segurança e imunogenicidade dessas vias não foram avaliadas.
Medicamentos de uso parenteral devem ser inspecionados visualmente quanto a material particulado e alteração da cor antes da administração.
Não misturar com outras vacinas/produtos na mesma seringa.
A vacina pneumocócica 13-valente (conjugada) é uma suspensão contendo um adjuvante. A vacina seve ser bem agitada para obter uma suspensão branca homogênea antes de expelir o ar da seringa, e deve ser inspecionada visualmente para presença de qualquer material particulado e/ou variação do aspecto físico antes da administração. Não utilizar se o conteúdo parecer diferente.
Os dados sobre a intercambialidade da vacina pneumocócica 7-valente (conjugada) ou vacina pneumocócica 13-valente (conjugada) com outras vacinas conjugadas pneumocócicas contendo um transportador proteico diferente de CRM197 não estão disponíveis.
Recomenda-se que lactentes que receberem uma primeira dose da vacina pneumocócica 13-valente (conjugada) completem o curso de vacinação com a vacina pneumocócica 13-valente (conjugada).
Conservar o medicamento sob refrigeração (temperatura entre 2°C e 8°C). Não congelar. Descartar a vacina em caso de congelamento. Armazenar na embalagem original
A vacina deve ser administrada imediatamente após a remoção da tampa protetora da seringa.
No manuseio de seringas descartáveis é necessário manter os seguintes cuidados:
- guardar o material, ainda na embalagem original, conforme cuidados de conservação já estabelecidos na embalagem deste produto;
- lavar as mãos com água e sabão antes do manuseio;
- manusear o material em campo limpo;
- antes de abrir, verificar:
- se a embalagem está íntegra e dentro do prazo de validade; e
- se o material é apropriado ao procedimento, a fim de evitar desperdício;
- abrir cuidadosamente a embalagem, na direção do êmbolo para a agulha, evitando a contaminação;
- usar luvas descartáveis para manuseio e aplicação do material.
Esta seringa deve ser descartada no coletor de perfuro-cortantes, segundo recomendação das regulamentações vigentes, para evitar o risco de punção acidental do dedo ou da mão. Quando não existir o recipiente apropriado, adaptar latas vazias com tampas, caixas de papelão duplamente reforçadas.
Todo o material a ser descartado deverá ser encaminhado a uma instituição de saúde, de onde será coletado por empresas especializadas que se encarregam da coleta de resíduos biológicos e destruição por incineração.
A seringa preenchida é para administração única e NUNCA deve ser reutilizada. Descarte a seringa conforme orientação do médico, enfermeira ou farmacêutico.
POSOLOGIA
Esquema de Vacinação
Imunização Primária
Para lactentes até 6 meses de idade, a série de imunização recomendada da vacina pneumocócica 13-valente (conjugada) consiste em três doses de 0,5 mL cada, com aproximadamente 2 meses de intervalo, seguidas por uma quarta dose de 0,5 mL aos 12-15 meses de idade. A idade usual para a primeira dose corresponde a 2 meses de idade, mas esta pode ser administrada mais cedo com 6 semanas de idade. O intervalo de administração recomendado corresponde a 4 a 8 semanas. A quarta dose (dose de reforço) deve ser administrada aproximadamente aos 12-15 meses de idade, e no mínimo 2 meses após a terceira dose.

Para crianças além da idade do esquema rotineiro para lactentes até 6 meses de idade, o seguinte esquema de vacinação é aplicado:

Esquema de vacinação para lactentes e crianças previamente vacinadas com a vacina pneumocócica 7-valente (conjugada) (Streptococcus pneumoniae dos sorotipos 4, 6B, 9V, 14, 18C, 19F e 23F):
A vacina pneumocócica 13-valente (conjugada) contém os mesmos 7 sorotipos contidos na vacina pneumocócica 7-valente (conjugada) e é fabricada com base na mesma tecnologia de conjugação usando a mesma proteína transportadora CRM197.
Crianças que tenham iniciado a imunização com a vacina pneumocócica 7-valente (conjugada) podem completar a imunização trocando para a vacina pneumocócica 13-valente (conjugada) em qualquer ponto no esquema. Nos estudos clínicos, os perfis de imunogenicidade e segurança são comparáveis.
A imunidade protetora para os seis novos sorotipos da vacina pneumocócica 13-valente (conjugada) requer a administração apropriada para a idade, como descrito acima.

Reações adversas.

A segurança da vacina foi avaliada em 13 estudos clínicos controlados nos quais aproximadamente 15.000 doses foram administradas a 4.729 lactentes saudáveis na faixa etária de 6 semanas a 16 meses de idade. Em todos os estudos, a vacina pneumocócica 13-valente (conjugada) foi co-administrada com vacinas pediátricas de rotina.
Em um estudo de vacinação em crianças maiores de 6 meses, a segurança também foi avaliada em 354 crianças (de 7 meses a 5 anos de idade) que receberam pelo menos 1 dose da vacina pneumocócica 13-valente (conjugada).
A frequência esperada de reações adversas é apresentada nas categorias de frequência CIOMS:
Muito comuns: ≥ 10%
Comuns: ≥ 1% e < 10%
Incomuns: ≥ 0,1% < 1%
Raras: ≥ 0,01% e < 0,1%
Muito raras: < 0,01%
Reações Adversas Observadas Durante Estudos Clínicos
Estes dados são derivados de estudos clínicos nos quais a vacina pneumocócica 13-valente (conjugada) foi administrada simultaneamente com outras vacinas rotineiras da infância.
Muito comuns: diminuição do apetite, irritabilidade, sonolência / aumento do sono, sono inquieto / diminuição do sono, febre, qualquer eritema, endurecimento / tumefação ou dor / sensibilidade no local da vacinação, eritema ou endurecimento / tumefação no local da vacinação 2,5 cm - 7,0 cm (após dose em crianças entre 1 e 2 anos e crianças mais velhas [2 a 5 anos de idade]).
Comuns: diarreia, vômitos, erupção cutânea, febre acima de 39°C, eritema ou endurecimento / tumefação no local da vacinação 2,5 cm - 7,0 cm (após série em lactentes), dor / sensibilidade no local da vacinação interferindo com o movimento.
Incomuns: choro, convulsões (incluindo convulsões febris), urticária ou erupção cutânea semelhante a urticária, endurecimento / tumefação ou eritema no local da vacinação maior que 7,0 cm.
Raras: episódio hipotônico-hiporresponsivo, reação de hipersensibilidade incluindo edema facial, dispneia, broncoespasmo.
Reações Adversas da vacina pneumocócica 13-valente (conjugada) na Experiência Pós-Comercialização
Embora as seguintes reações adversas ao medicamento não tenham sido observadas nos estudos clínicos, estas são consideradas reações adversas ao medicamento para a vacina pneumocócica 13-valente (conjugada) uma vez que foram relatadas na experiência pós-comercialização:
- linfadenopatia localizada na região do local da vacinação, reação anafilática / anafilactoide incluindo choque, angioedema, eritema multiforme, dermatite no local da vacinação, urticária no local da vacinação, prurido no local da vacinação.
Atenção: Este é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis para comercialização, efeitos indesejáveis e não conhecidos podem ocorrer. Neste caso, informe seu médico.

Superdose.

Superdosagem com a vacina pneumocócica 13-valente (conjugada) é improvável devido a sua apresentação como seringa preenchida. Contudo, houve relatos de superdosagem com a vacina pneumocócica 13-valente (conjugada), definida como doses subsequentes administradas com intervalos menores que os recomendados em relação à dose anterior. Em geral, os eventos adversos relatados com a superdosagem são consistentes com aqueles relatados para doses administradas nos esquemas recomendados da vacina pneumocócica 13-valente (conjugada).

Dizeres legais.

Registro MS - 1.2110.0277
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

Nota.

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Patologias de Prevenar-13

Laboratório que produce Prevenar-13