PERSANTIN

BOEHRINGER

Drágeas

dipiridamol

Antiagregante plaquetário. Antianginoso.

Apresentações.

PERSANTIN 75 mg: embalagens com 40 e 200 drágeas.
PERSANTIN 100 mg: embalagem com 50 drágeas.
USO ADULTO.

Composição.

Cada drágea de 75 mg contém: dipiridamol 75 mg. Excipientes: fosfato de cálcio dibásico, amido, dióxido de silício, estearato de magnésio, sacarose, talco, goma arábica, dióxido de titânio, macrogol, cera branca, cera de carnaúba, corante amarelo crepúsculo. Cada drágea de 100 mg contém: Dipiridamol 100 mg
Excipientes: fosfato de cálcio dibásico, amido, dióxido de silício coloidal, estearato de magnésio, sacarose, talco, goma arábica, dióxido de titânio, macrogol, cera branca, cera de carnaúba.

Informações técnicas.

Propriedades farmacológicas: A substância ativa de PERSANTIN, o dipiridamol, inibe a recaptação de adenosina nos eritrócitos, nas plaquetas e nas células endoteliais in vitro e in vivo. A inibição atinge no máximo 80%, sendo dose-dependente em concentrações terapêuticas (0,5 - 2 mcg/ml). Conseqüentemente, há um aumento local da concentração de adenosina que atua no receptor A2 das plaquetas, estimulando a adenilciclase plaquetária e aumentando assim os níveis de AMPc plaquetário. Desse modo, a agregação plaquetária é inibida em resposta aos vários estímulos, tais como PAF, colágeno e ADP. A diminuição da agregação plaquetária reduz o consumo de plaquetas aos níveis normais. Além disso, a adenosina tem um efeito vasodilatador, e este é um dos mecanismos pelo qual o dipiridamol produz a vasodilatação. O dipiridamol inibe a fosfodiesterase em vários tecidos. Enquanto a inibição de AMPc-fosfodiesterase é fraca, níveis terapêuticos inibem GMPc-fosfodiesterase, aumentando assim a produção de GMPc pelo fator relaxante de origem endotelial.
O dipiridamol também estimula a biossíntese e a liberação da prostaciclina pelo endotélio. Além disso, o dipiridamol reduz a trombogenicidade das estruturas subendoteliais pelo aumento da concentração do mediador 13-HODE (ácido 13-hidroxioctadecadienóico).
Farmacocinética: A maioria dos dados farmacocinéticos é baseada em voluntários saudáveis. Há linearidade de doses para todas as doses terapêuticas de dipiridamol. Após administração de PERSANTIN drágeas, a droga demora de 10-15 min para ser absorvida, devido à desintegração da drágea e o esvaziamento gástrico. Depois disso, é rapidamente absorvida e sua concentração plasmática máxima é atingida após uma hora. A média (variação) da concentração máxima em condições estáveis, com 75 mg 3 vezes ao dia é de 1,86 mcg/ml (1,23 - 3,27 mcg/ml) e da concentração mínima é de 0,13 mcg/ml (0,06 - 0,26 mcg/ml). Com doses de 75 mg 4 vezes ao dia, a concentração máxima é de 1,54 mcg/ml (0,975 - 2,17 mcg/ml) e a concentração mínima é de 0,269 mcg/ml (0,168 - 0,547 mcg/ml). Com doses de 100 mg 4 vezes ao dia, a concentração máxima é de 2,36 mcg/ml (1,13 - 3,81 mcg/ml) e a concentração mínima é de 0,432 mcg/ml (0,186 - 1,38 mcg/ml). A fase de distribuição observada após administração intravenosa não pode ser distinguida da distribuição após administração oral. A meia-vida dominante é de aproximadamente 40 minutos, como no caso da administração intravenosa. Após administração intravenosa, ocorre uma fase de eliminação terminal com meia-vida de aproximadamente 13 horas. Essa fase terminal de eliminação é relativamente pouco significativa, pois representa uma pequena proporção do total absorvido, como evidencia o fato de que o estado de equilíbrio é atingido dentro de dois dias tanto para três como para quatro doses ao dia. Não ocorre acúmulo significativo da droga com o uso prolongado. O volume de distribuição aparente do compartimento central (VC) é de cerca de 5 litros (similar ao volume plasmático). O volume de distribuição aparente no estado de equilíbrio é de cerca de 100 litros, refletindo distribuição em vários compartimentos. O clearance total é de aproximadamente 250 ml/min e o tempo de permanência é de aproximadamente 8 horas (resultado de um MRT intrínseco de aproximadamente 6,4 horas e um tempo médio de absorção de 1,4 horas). A farmacocinética estimada, bem como os resultados experimentais em estados de equilíbrio, indicam que o regime de três ou quatro doses ao dia é adequado. O tratamento com dipiridamol drágeas no estado de equilíbrio produz uma biodisponibilidade absoluta de aproximadamente 60% e uma biodisponibilidade relativa de aproximadamente 95% quando comparada com a administração de solução oral. Isto se deve ao efeito de primeira passagem pelo fígado, que remove cerca de 1/3 da dose administrada, e também à absorção incompleta da droga.
Distribuição do dipiridamol: A distribuição do dipiridamol é bastante ampla, atingindo vários órgãos, devido ao fato de ser altamente lipofílico. Em animais, o dipiridamol distribui-se preferencialmente pelo fígado, depois pelos pulmões, rins, baço e coração. A droga não atravessa significativamente a barreira hematoencefálica. A transferência placentária de dipiridamol é muito baixa. Em um caso detectou-se aproximadamente 1/17 da concentração plasmática no leite materno.
A ligação do dipiridamol com proteínas é de aproximadamente 97-99%, ligando-se principalmente à 1-alfa-ácido-glicoproteína e à albumina.
Metabolismo do dipiridamol: A metabolização do dipiridamol ocorre no fígado. O dipiridamol é metabolizado por conjugação com ácido glicurônico, formando principalmente um monoglicuronídeo e somente pequenas quantidades de diglicuronídeos. Na administração oral, aproximadamente 80% da concentração plasmática total não é metabolizada, e 20% da quantidade total é de monoglicuronídeo.
Eliminação do dipiridamol: A excreção renal do composto não-metabolizado é insignificante ( < 0,5%). A excreção urinária do metabólito glicuronídeo é baixa (5%). Os metabólitos são quase totalmente excretados por via biliar (cerca de 95%), com alguma evidência de recirculação entero-hepática.
Cinética em pacientes idosos: A concentração plasmática após administração de drágeas em idosos (acima de 65 anos) foi aproximadamente 50% maior que em indivíduos mais jovens (abaixo de 55 anos). A diferença é causada principalmente pela menor velocidade de remoção da substância do sangue. A absorção em idosos parece ser similar à que ocorre em mais jovens.
Cinética em pacientes com disfunção hepática: Pacientes com insuficiência hepática não apresentaram mudanças na concentração plasmática de dipiridamol, mas observou-se um aumento de glicuronídeos (farmacodinamicamente inativos). Sugere-se administrar dipiridamol sem restrição, desde que não haja evidência clínica de insuficiência hepática.
Cinética em pacientes com disfunção renal: Nos casos de insuficiência renal, nenhuma alteração na farmacocinética é esperada, pois a excreção renal é muito baixa (5%). No estudo realizado em pacientes com clearance de creatinina variando em aproximadamente 15 ml/min a > 100 ml/min, não se observaram alterações na farmacocinética de dipiridamol ou nos seus metabólitos glicuronídeos quando os dados foram corrigidos para diferenças relacionadas à idade.

Indicações.

PERSANTIN é indicado como coadjuvante de anticoagulantes orais na profilaxia de tromboses decorrentes de próteses de válvulas cardíacas.

Contraindicações.

Hipersensibilidade a qualquer componente da fórmula.

Advertências e precauções.

Dentre outras propriedades, o dipiridamol atua como vasodilatador e deve ser utilizado com prudência em pacientes com doença arterial coronariana grave, incluindo angina instável e infarto do miocárdio recente, em casos de estenose aórtica subvalvular ou de instabilidade hemodinâmica (por exemplo, insuficiência cardíaca descompensada). A experiência clínica demonstra que pacientes tratados com dipiridamol oral, que também necessitam do teste de stress farmacológico com dipiridamol intravascular, devem descontinuar o uso de dipiridamol via oral vinte e quatro horas antes do teste de stress. Caso contrário, a sensibilidade do teste pode ser prejudicada. Em pacientes com miastenia grave pode haver necessidade de um reajuste da terapêutica durante o emprego de dipiridamol (vide Interações medicamentosas). Relatou-se pequeno número de casos apresentando dipiridamol não-conjugado incorporado em grau variável a cálculos biliares (acima de 70% do peso seco do cálculo). Todos os pacientes eram idosos, tinham ascendência evidente de colangite e haviam sido tratados com dipiridamol por via oral durante vários anos. Não há evidência de que dipiridamol tenha sido o fator principiante na formação de cálculos biliares nesses pacientes. A desglicuronização bacteriana de dipiridamol conjugado na bile pode ser o mecanismo responsável para a presença de dipiridamol em cálculos biliares.

Gravidez e lactação.

Não se evidencia total segurança no uso deste medicamento durante a gravidez, mas PERSANTIN tem sido usado por muitos anos durante a gestação sem aparentes efeitos à saúde. Estudos pré-clínicos não evidenciaram nenhum risco à saúde. Todavia, medicamentos devem ser evitados durante a gravidez, principalmente no primeiro trimestre, a menos que o benefício esperado supere um possível risco ao feto. PERSANTIN somente deve ser usado na amamentação se considerado essencial pelo médico.

Interações medicamentosas.

O dipiridamol aumenta os níveis plasmáticos e efeitos cardiovasculares da adenosina, devendo-se considerar um ajuste da dosagem desta. No uso concomitante de anticoagulantes ou de ácido acetilsalicílico, devem-se considerar os relatos de intolerância e riscos destes medicamentos. A adição de dipiridamol ao ácido acetilsalicílico não aumenta a incidência de hemorragias. Quando o dipiridamol foi administrado concomitantemente com varfarina, a freqüência ou severidade de hemorragia não foi maior do que a observada com a administração isolada de varfarina. O dipiridamol pode potencializar o efeito hipotensor de fármacos anti-hipertensivos e pode atuar contra os efeitos anticolinesterásicos dos inibidores da colinesterase; deste modo, é potencialmente um agravante da miastenia grave.

Posologia e modo de usar.

Uso oral: Recomendam-se doses entre 300 e 450 mg/dia, em administração fracionada. A dose diária máxima é de 600 mg. Sobre o uso de PERSANTIN em crianças, as informações disponíveis são limitadas.

Reações adversas.

Reações adversas a doses terapêuticas de PERSANTIN são em geral leves e passageiras. Têm sido observados vômitos, diarréia, sintomas subjetivos, tais como vertigem, náuseas, cefaléia e mialgia. Na maioria das vezes, estes efeitos desaparecem durante tratamentos a longo prazo. As propriedades vasodilatadoras de PERSANTIN podem determinar hipotensão, sensação de falta de ar e taquicardia. Observou-se uma piora de cardiopatia coronariana. Existem relatos de reações de hipersensibilidade, tais como ocorrência de exantemas, urticária, broncoespasmo severo e angioedema. Raramente ocorreu um grau maior de hemorragia durante ou após cirurgias. Relataram-se casos isolados de trombocitopenia associados ao tratamento com PERSANTIN. Há relatos de incorporação de dipiridamol em cálculos biliares (ver Precauções).

Superdose.

Sintomas: Devido ao pequeno número de casos de superdosagem, a experiência com superdosagem de dipiridamol é limitada. Os seguintes sintomas são esperados: sensação de calor, rubor, sudorese, inquietação, astenia, vertigem e sintomatologia anginosa. Podem ocorrer hipotensão e taquicardia.
Tratamento: Recomenda-se uma terapia sintomática. Em caso de superdose oral, considerar lavagem gástrica. A administração de derivados da xantina (p. ex. aminofilina) pode anular o efeito hemodinâmico da superdosagem de dipiridamol. Devido à sua ampla distribuição nos tecidos e eliminação hepática predominante, é pouco provável que se consiga acessar o dipiridamol por processos de remoção.

Pacientes idosos.

Não existem restrições ou precauções especiais para o uso do produto em pacientes com idade acima de 65 anos, desde que sigam corretamente as precauções e a orientação médica.

Dizeres legais.

Para sua segurança, mantenha esta embalagem até o uso total do medicamento.
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.
MS 1.0367.0030

PERSANTIN

BOEHRINGER

Injetável

dipiridamol

Antiagregante plaquetário. Antianginoso.

Apresentações.

PERSANTIN injetável: embalagem com 5 ampolas de 2 ml.
Uso adulto.

Composição.

Solução injetável. Cada ampola de 2 ml contém: dipiridamol 10 mg. Excipientes: ácido tartárico, macrogol, ácido clorídrico, água para injeção.

Informações técnicas.

A substância ativa de PERSANTIN, o dipiridamol, inibe a recaptação de adenosina nos eritrócitos, nas plaquetas e nas células endoteliais in vitro e in vivo. A inibição atinge no máximo 80%, sendo dose-dependente em concentrações terapêuticas (0,5 - 2 mcg/ml). Conseqüentemente, há um aumento local da concentração de adenosina que atua no receptor A2 das plaquetas, estimulando a adenilciclase plaquetária e aumentando, deste modo, os níveis de AMPc plaquetário. Inibe-se assim a agregação plaquetária em resposta aos vários estímulos, tais como PAF, colágeno e ADP. A diminuição da agregação plaquetária reduz o consumo de plaquetas aos níveis normais.
Além disso, a adenosina tem um efeito vasodilatador e este é um dos mecanismos pelo qual o dipiridamol produz a vasodilatação. A vasodilatação induzida por PERSANTIN administrado por via endovenosa, nas doses usadas em técnicas de produção de imagem cardíaca, leva a uma redistribuição regional do fluxo sangüíneo coronário, o que pode causar anormalidades na distribuição de tálio e na função ventricular dos pacientes com coronariopatia isquêmica, provavelmente por "efeito seqüestrante".
Os vasos normais dilatam com o aumento do fluxo, deixando a pressão relativamente reduzida e flui através de áreas de estenoses coronárias hemodinamicamente importantes.
O dipiridamol inibe a fosfodiesterase em vários tecidos. Enquanto a inibição de AMPc-fosfodiesterase é fraca, níveis terapêuticos inibem a GMPc-fosfodiesterase, aumentando, deste modo, a produção de GMPc pelo fator relaxante de origem endotelial.
O dipiridamol também estimula a biossíntese e a liberação da prostaciclina pelo endotélio. Além disso, o dipiridamol reduz a trombogenicidade das estruturas subendoteliais pelo aumento da concentração do mediador 13-HODE (ácido 13- hidroxioctadecadienóico).
A maioria dos dados farmacocinéticos é baseada em voluntários saudáveis.
Após administração endovenosa, uma curva de adaptação adequada é alcançada pelo modelo tricompartimental:
- uma rápida fase alfa, com meia-vida de cerca de 3 minutos, refletindo, provavelmente, a distribuição da droga do compartimento central para os compartimentos periféricos;
- uma fase beta, com meia-vida de cerca de 40 minutos, que representa a eliminação de grande parte da droga administrada: cerca de 70% (em conjunto com a fase alfa) do total absorvido, isto é, meia-vida dominante;
- uma fase de eliminação terminal prolongada (gamaz) com meia-vida de cerca de 13 horas. Isto representa cerca de 30% da área total sob a curva de concentração plasmática/tempo e provavelmente corresponde à redifusão de pequena proporção da dose administrada vinda dos tecidos pouco acessíveis e de baixa capacidade de retorno para o compartimento central. Isto pode também refletir algum reaproveitamento entero-hepático (que é evidenciado por picos secundários menores algumas horas após o término da infusão no período, relacionados com ingestão de alimento).
O volume de distribuição aparente do compartimento central (Vc) é de cerca de 5 litros (similar ao volume plasmático). O volume de distribuição aparente no estado de equilíbrio é de cerca de 100 litros, refletindo distribuição em vários compartimentos. O clearance total é de aproximadamente 200 ml/min e o tempo de permanência é de cerca de 6,4 horas.
Ao final de uma infusão de 0,5 mg/kg por 4 minutos, a concentração plasmática média de dipiridamol foi de 6,30 ± 0,32 mg/ml, e de 1,13 ± 0,36 mg/ml após uma hora.
A distribuição do dipiridamol é bastante ampla, atingindo vários órgãos, devido ao fato de ser altamente lipofílico.
Em animais, o dipiridamol distribui-se preferencialmente pelo fígado, depois pelos pulmões, rins, baço e coração. A droga não atravessa significativamente a barreira hematoencefálica. A transferência placentária de dipiridamol é muito baixa. Em um caso detectou-se aproximadamente 1/17 da concentração plasmática no leite materno.
A ligação do dipiridamol com proteínas é de aproximadamente 97-99%, ligando-se principalmente à 1-alfa-ácido-glicoproteína e à albumina.
A metabolização do dipiridamol ocorre no fígado. O dipiridamol é metabolizado por conjugação com ácido glicurônico, formando principalmente um monoglicuronídeo e somente pequenas quantidades de diglicuronídeos. Após tratamento por via endovenosa, a quantidade de glicuronídeos é de aproximadamente 10%.
A excreção renal do composto não-metabolizado é insignificante ( < 0,5%). A excreção urinária do metabólito glicuronídeo é baixa ( < 8%). Os metabólitos são quase totalmente excretados via biliar (cerca de 95%) nas fezes, com alguma evidência de recirculação entero-hepática.
A concentração plasmática após tratamento oral em idosos (acima de 65 anos) foi aproximadamente 30 - 50% maior do que em indivíduos mais jovens (abaixo de 55 anos). A diferença é causada principalmente pela menor velocidade de retirada da substância do sangue; espera-se que a redução da concentração plasmática após tratamento endovenoso seja mais lenta.
Pacientes com insuficiência hepática não apresentaram mudanças na concentração plasmática de dipiridamol, mas observou-se um aumento de glicuronídeos (farmacodinamicamente inativos). Sugere-se administrar dipiridamol sem restrição, desde que não haja evidência clínica de insuficiência hepática.
Nos casos de insuficiência renal, nenhuma alteração na farmacocinética é esperada, pois a excreção renal é muito baixa (5%). Nos estudos clínicos realizados com pacientes com clearance de creatinina variando aproximadamente de 15 ml/min a acima de 100 ml/min, não se observaram alterações na farmacocinética de dipiridamol ou seus metabólitos glicuronídeos ao corrigirem os dados pela diferença de idade.

Indicações.

PERSANTIN injetável é indicado como uma alternativa ao teste de esforço (teste ergométrico) na avaliação da perfusão miocárdica com tálio e na ecocardiografia de estresse para avaliação de coronariopatias isquêmicas, particularmente em pacientes que não podem realizar exercício adequadamente. A sensibilidade e a especificidade das imagens obtidas com o tálio e o PERSANTIN são praticamente idênticas das obtidas com o tálio e o esforço.

Contraindicações.

Hipersensibilidade a qualquer componente da fórmula.

Advertências e precauções.

A informação clínica potencial a ser obtida pelo uso de PERSANTIN administrado por via endovenosa, como um adjunto na avaliação miocárdica, deve ser considerada contra o risco ao paciente. Podem ocorrer reações comparáveis ao estresse induzido por exercício, e portanto, recomenda-se uma monitoração adequada do eletrocardiograma (ritmo cardíaco) e das condições de pulso e pressão arterial do paciente que realiza o exame. Pacientes com história de coronariopatia grave, assim como os pacientes com histórico de asma, podem estar sob maior risco.
Ao utilizar PERSANTIN por via endovenosa na avaliação miocárdica, deve-se ter disponível aminofilina parenteral para o alívio de efeitos adversos tais como broncoespasmo ou dor torácica. Devem-se monitorar os sinais vitais durante e após 10 - 15 minutos da infusão endovenosa de PERSANTIN; deve-se obter um traçado eletrocardiográfico utilizando pelo menos uma derivação torácica.
Se ocorrer dor torácica ou broncoespasmo, pode-se administrar 50 a 250 mg de aminofilina parenteral por injeção endovenosa lenta (50 - 100 mg durante 30 a 60 segundos).
A experiência clínica demonstra que pacientes tratados com dipiridamol oral, que também necessitam do teste de stress farmacológico com dipiridamol intravascular, devem descontinuar o uso de dipiridamol via oral vinte e quatro horas antes do teste de stress. Caso contrário, a sensibilidade do teste pode ser prejudicada.
Se ocorrer hipotensão grave, os pacientes devem ser colocados na posição deitada e, se necessário, com a cabeça em posição mais baixa, antes da administração parenteral de aminofilina. Se a dose de 250 mg de aminofilina não aliviar os sintomas de dor torácica em poucos minutos, pode-se administrar nitroglicerina sublingual. Se a dor torácica persistir mesmo após administração de aminofilina e nitroglicerina, deve-se considerar a possibilidade de infarto do miocárdio.
Se a condição clínica do paciente com um efeito adverso permitir a protelação da administração parenteral de aminofilina por um minuto, pode-se injetar tálio-201, permitindo que este circule durante um minuto antes da injeção de aminofilina. Este procedimento possibilitará a produção da imagem inicial de perfusão por tálio antes da reversão dos efeitos farmacológicos de PERSANTIN na circulação coronária.
Nos pacientes com miastenia grave, deve-se considerar a possibilidade de uma interação entre o dipiridamol e inibidores da colinesterase (vide interações medicamentosas).
Gravidez e lactação
Não se evidencia total segurança no uso deste medicamento durante a gravidez, mas PERSANTIN tem sido usado por muitos anos durante a gestação sem aparentes efeitos à saúde. Estudos pré-clínicos não evidenciaram nenhum risco à saúde. Todavia, medicamentos devem ser evitados durante a gravidez, principalmente no primeiro trimestre, a menos que o benefício esperado supere um possível risco ao feto.
PERSANTIN somente deve ser usado na amamentação se considerado essencial pelo médico.

Interações medicamentosas.

Derivados da xantina (por exemplo cafeína e teofilina) são potenciais redutores do efeito vasodilatador de dipiridamol e portanto, devem ser evitados 24 horas antes da produção de imagem do miocárdio com PERSANTIN.
O dipiridamol aumenta os níveis plasmáticos e efeitos cardiovasculares da adenosina.
O dipiridamol pode potencializar o efeito hipotensor de fármacos anti-hipertensivos e pode atuar contra os efeitos anticolinesterásicos dos inibidores da colinesterase; deste modo é potencialmente um agravante da miastenia grave.
A experiência clínica demonstra que a sensibilidade do teste de stress com dipiridamol intravascular pode ser prejudicada em pacientes que estejam recebendo dipiridamol oral concomitantemente.
O tratamento com dipiridamol oral deve ser descontinuado vinte e quatro horas antes do teste.

Posologia e modo de usar.

A dose endovenosa de PERSANTIN como adjuvante na avaliação da perfusão miocárdica por tálio deve ser ajustada de acordo com o peso do paciente. A dose recomendada é de 0,142 mg/kg/minuto infundida durante 4 minutos. A dose máxima é de 0,84 mg/kg infundida durante 6 - 10 minutos. Não se recomenda exceder a dose máxima.
Antes da infusão endovenosa, PERSANTIN deve ser diluído em solução de cloreto de sódio 0,45% ou 0,9% ou em solução glicosada a 5%, numa proporção mínima de 1:2, para produzir um volume total de aproximadamente 20 a 50 ml.
A infusão de PERSANTIN não diluído pode provocar irritação local. O tálio-201 deve ser injetado no prazo de 5 minutos após a infusão de 4 minutos de PERSANTIN.
PERSANTIN não deve ser misturado com outras drogas na mesma seringa nem no mesmo frasco de infusão.
Não se recomenda o uso pediátrico, pois a eficácia e a segurança em crianças ainda não foram estabelecidas.

Reações adversas.

Durante o uso de PERSANTIN como um adjuvante na avaliação miocárdica, relataram-se os seguintes eventos adversos: morte cardíaca, parada cardíaca, infarto do miocárdio (raramente fatal), dor torácica/angina pectoris, alterações eletrocardiográficas (as mais comuns são alterações do segmento ST-T), arritmias (p. ex. parada do nodo sinusal, obstrução cardíaca, taquicardia, bradicardia, fibrilação) síncope e eventos cerebrovasculares (p. ex. acidente vascular cerebral, isquemia cerebral transitória, convulsão). Estes eventos entretanto, podem estar relacionados à doença cardíaca isquêmica dos pacientes. PERSANTIN pode provocar hipotensão grave e rubor.
Existem relatos de reações de hipersensibilidade, tais como ocorrência de exantemas, urticária, angioedema, laringoespasmo, broncoespasmo severo, e, mais raramente, reação anafilactóide.
Outras reações adversas incluem: dor abdominal, vômito, diarréia, náusea, vertigem, cefaléia, parestesia, mialgia e edema.
Com a administração de altas doses de dipiridamol por via endovenosa, como a dose utilizada na produção de imagem cardíaca, relataram-se efeitos adversos mais graves e com maior freqüência quando comparados aos relatados durante administração oral ou endovenosa nas doses recomendadas. Contudo, todos os dados disponíveis sugerem que a razão entre o risco e o benefício é, pelo menos, tão favorável quanto a razão do teste convencional por esforço.

Superdose.

Sintomas: Não há relatos de superdosagem em humanos com o uso de dipiridamol na presente indicação.
É improvável que ocorra superdosagem devido à natureza do uso (isto é, administração endovenosa única em sistemas controlados).
Os sinais e sintomas descritos no item Reações adversas são esperados, podendo ser ainda mais graves em alguns casos.
Tratamento: Recomenda-se uma terapia sintomática. Caso ocorra dor torácica grave ou broncoespasmo, pode-se administrar 50 a 250 mg de aminofilina por injeção endovenosa lenta (50-100 mg durante 30 a 60 segundos).
Devido à sua ampla distribuição nos tecidos e eliminação hepática predominante, é pouco provável que se consiga acessar o dipiridamol por processos de remoção.

Pacientes idosos.

Não existem restrições ou precauções especiais para o uso do produto em pacientes com idade acima de 65, desde que sigam corretamente as precauções e a orientação médica.

Dizeres legais.

Para sua segurança, mantenha esta embalagem até o uso total do medicamento.
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.
MS- 1.0367.0030

Princípios Ativos de Persantin

Laboratório que produce Persantin