HYQVIA

SHIRE

imunoglobulina

Imunoglobulina humana normal.

Apresentações.

Solução Injetável

VIA SUBCUTÂNEA
USO ADULTO E PEDIÁTRICO ACIMA DE 12 ANOS

Composição.

imunoglobulina humana normal (IG a 10%): Um mL contém: imunoglobulina humana normal 100 mg (pureza mínima de 98% de imunoglobulina G (IgG))
Cada frasco de 25 ml contém: 2,5 g de IgG. Cada frasco de 50 ml contém: 5 g de IgG. Cada frasco de 100 ml contém: 10 g de IgG. Cada frasco de 200 ml contém: 20 g de IgG. Cada frasco de 300 ml contém: 30 g de IgG. Distribuição das subclasses de IgG (valores aproximados): IgG1 ≥ 56,9%; IgG2 ≥ 26,6%; IgG3 ≥ 3,4%; IgG4 ≥ 1,7%
O teor máximo de IgA é de 140 microgramas/mL.
Excipiente com efeito conhecido: hialuronidase humana recombinante (rHuPH20). A hialuronidase humana recombinante é uma glicoproteína de 447 aminoácidos de células de ovário de hamster chinês (CHO) obtida por tecnologia de DNA recombinante.
Lista de excipientes:
Frasco de imunoglobulina humana normal (IG a 10%): Glicina: Água para injetáveis
Frasco de hialuronidase humana recombinante (rHuPH20): Cloreto de sódio; Fosfato de sódio dibásico; Albumina humana; Edetato dissódico; Cloreto de cálcio; Hidróxido de sódio (para ajuste de pH); Ácido clorídrico (para ajuste de pH); Água para injetáveis

Informações técnicas.

1. INDICAÇÕES
Terapia de reposição em adultos, crianças acima de 12 anos de idade nos seguintes casos:
• Síndromes de imunodeficiência primária (IDP) com produção de anticorpos alterada;
• Hipogamaglobulinemia secundária grave e infecções bacterianas recorrentes em doentes com leucemia linfocítica crônica, nos quais os antibióticos profiláticos não tiveram sucesso ou são contraindicados;
• Hipogamaglobulinemia secundária grave e infecções bacterianas recorrentes em pacientes com mieloma múltiplo.
• Hipogamaglobulinemia em pacientes pré e pós transplante de células tronco hematopoiéticas alogênicas (TCTH).

2. RESULTADOS DE EFICÁCIA
Imunoglobulinas são componentes normais do organismo humano.
Dados não clínicos para o componente IG a 10% de HYQVIA não revelam risco especial a humanos, com base em estudos convencionais de farmacologia de segurança e toxicidade. Estudos da toxicidade de doses repetidas, genotoxicidade e toxicidade reprodutora em animais são impraticáveis, devido à indução e à interferência por anticorpos em desenvolvimento nas proteínas heterólogas. Os estudos de genotoxicidade in vitro não revelaram mutagenicidade. Uma vez que a experiência clínica não fornece evidências para o potencial carcinogênico de imunoglobulinas, não foram realizados estudos experimentais em espécies heterólogas.
Dados não clínicos para hialuronidase humana recombinante ou anticorpos contra hialuronidase humana recombinante não revelam risco especial para humanos, com base em estudos convencionais de farmacologia de segurança, toxicidade de doses repetidas e toxicidade do desenvolvimento. Foram relatados efeitos reversíveis na fertilidade em cobaias machos e fêmeas imunizados para produzir anticorpos contra hialuronidase. Entretanto, os anticorpos contra hialuronidase não influenciaram a reprodução em camundongos, coelhos, ovelhas ou macacos cynomolgus.
Não foram realizados estudos de genotoxicidade e carcinogenicidade, uma vez que hialuronidase é a forma recombinante de uma proteína de ocorrência natural; assim, não se espera que interaja com DNA ou outro material cromossômico, e não demonstrou transformar células e promover o crescimento de células normais ou malignas.
Eficácia e segurança clínica
A eficácia e a segurança de HYQVIA foram avaliadas em um estudo de fase 3 em 83 pacientes com IDP 1. Os pacientes foram tratados com HYQVIA em intervalos de tratamento de 3 ou 4 semanas por um total de 12 meses (após um breve período de titulação). A dose de HYQVIA se baseou no tratamento anterior com IG a 10% intravenoso (320 a 1.000 mg/kg de peso corporal/4 semanas) e foi adaptada individualmente, garantindo níveis adequados de IgG por todo o estudo.
Os resultados do estudo revelaram uma taxa de infecções bacterianas agudas, sérias e validadas ao ano durante tratamento com HYQVIA de 0,025 (limite superior do intervalo de confiança unicaudal de 99% de 0,046). A taxa geral de infecções foi menor durante a administração de HYQVIA em comparação a taxa durante os 3 meses de administração intravenosa de IG a 10%: a estimativa pontual da taxa anualizada de todas as infecções foi de 2,97 (IC de 95%: 2,51 a 3,47) para HYQVIA e 4,51 (IC de 95%: 3,50 a 5,69) para infusões intravenosas de IG a 10%.
Quase todos os indivíduos conseguiram atingir o mesmo intervalo de dose com HYQVIA atingido para a administração intravenosa. Setenta e oito (78) de 83 (94%) indivíduos atingiram a mesma administração de 3 ou 4 semanas, ao passo que um foi reduzido de 4 para 3 semanas, um de 4 para 2 semanas e um de 3 para 2 semanas (2 indivíduos se retiraram durante o período de titulação).
O número mediano de locais de infusão por mês para HYQVIA foi de 1,09, discretamente menor que o número mediano de locais de infusão intravenosa para IG a 10% utilizado neste estudo (1,34), e consideravelmente menor que o número mediano de locais de infusão no estudo de administração subcutânea de IG a 10% (21,43).
Sessenta e seis pacientes que concluíram o estudo central de fase 3 participaram de um estudo de extensão 2 para avaliação da segurança, tolerância e eficácia crônicas de HYQVIA na IDP. A exposição combinada geral de pacientes com IDP em ambos os estudos foi de 187,69 pacientes-anos; a exposição mais longa para adultos foi de 3,8 anos e 3,3 anos para pacientes pediátricos (veja 8. POSOLOGIA E MODO DE USAR e 9. REAÇÕES ADVERSAS).
População pediátrica
HYQVIA foi avaliado em 24 pacientes pediátricos, incluindo 13 pacientes entre 4 e < 12 anos e 11 entre 12 e < 18 anos, os quais foram tratados por até 3,3 anos com uma experiência de segurança geral equivalente a 48,66 pacientes - ano. Não foram observadas diferenças significativas nos efeitos farmacodinâmicos ou eficácia e segurança de HYQVIA entre pacientes pediátricos e adultos.

3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
Propriedades farmacodinâmicas
Mecanismo de ação
O componente IG a 10% fornece o efeito terapêutico deste medicamento. A hialuronidase humana recombinante facilita a dispersão e a absorção de IG a 10%.
Imunoglobulina humana normal contém principalmente imunoglobulina G (IgG) com amplo espectro de opsonização e anticorpos neutralizantes contra agentes infecciosos.
Imunoglobulina humana normal contém os anticorpos IgG presentes na população normal. É geralmente preparada a partir do plasma humano agrupado de não menos que 1.000 doações. Possui uma distribuição de subclasses de IgG muito proporcional à do plasma humano natural. Doses adequadas de imunoglobulina humana normal poderão restaurar os níveis anormalmente baixos de IgG para a variação normal.
Hialuronidase humana recombinante é uma forma recombinante solúvel de hialuronidase humana que aumenta a permeabilidade do tecido conjuntivo por meio da despolimerização temporária do ácido hialurônico. O ácido hialurônico é um polissacarídeo encontrado na matriz extracelular do tecido conjuntivo. É degradado pela enzima hialuronidase de ocorrência natural. Diferente dos componentes estáveis e estruturais da matriz extracelular, o ácido hialurônico apresenta turnover muito rápido com meia-vida de aproximadamente 0,5 dias. A hialuronidase humana recombinante de HYQVIA age localmente. Os efeitos da hialuronidase são reversíveis e a permeabilidade do tecido subcutâneo é restaurada dentro de 24 a 48 horas.
Propriedades farmacocinéticas
Após a administração subcutânea de HYQVIA, os níveis séricos máximos de IgG são atingidos na circulação após um período de aproximadamente 3 a 5 dias.
Dados do estudo clínico de HYQVIA demonstram que os níveis séricos de IgG podem ser mantidos por regimes de administração de 320 a 1.000 mg/kg de peso corporal/4 semanas administrados em intervalos de 3 ou 4 semanas.
A farmacocinética de HYQVIA foi avaliada em estudo clínico com pacientes de IDP com 12 anos ou mais de idade. Os resultados farmacocinéticos são apresentados na tabela abaixo, em comparação aos dados para administração intravenosa de IG a 10% obtidos no mesmo estudo.
IgG e complexos de IgG são quebrados nas células do sistema retículo endotelial.

População pediátrica
No estudo clínico com HYQVIA, não foram observadas diferenças entre os níveis plasmáticos de IgG entre pacientes adultos e pediátricos.

4. CONTRAINDICAÇÕES
HYQVIA não deve ser administrado por via intravenosa ou por via intramuscular.
Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos componentes do produto.
Hipersensibilidade a imunoglobulinas humanas, principalmente nos casos muito raros de deficiência de IgA, quando o paciente possui anticorpos contra IgA.
Hipersensibilidade sistêmica conhecida à hialuronidase ou hialuronidase humana recombinante.
Este medicamento é contraindicado para menores de 12 anos.

5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES
Se HYQVIA for acidentalmente administrado em um vaso sanguíneo, o paciente pode desenvolver choque.
A velocidade de infusão recomendada descrita no item 8. POSOLOGIA E MODO DE USAR deve ser respeitada. Os pacientes devem ser atentamente monitorados e cautelosamente observados quanto a quaisquer reações adversas por todo o período de infusão, particularmente pacientes que iniciam a terapia.
Determinadas reações adversas poderão ocorrer mais frequentemente em pacientes que recebem imunoglobulina humana normal pela primeira vez ou, em casos raros, quando o produto imunoglobulina humana normal é trocado ou quando o tratamento foi interrompido por um período prolongado.
Possíveis complicações podem ser evitadas se:
• Inicialmente, infundir o produto lentamente (ver POSOLOGIA E MODO DE USAR).
• Garantir que os pacientes sejam cuidadosamente monitorados para detectar quaisquer sintomas ao longo do período de infusão. Em particular, pacientes não tratados anteriormente com imunoglobulina humana normal, pacientes que faziam uso de imunoglobulina alternativa ou quando houve um longo intervalo desde a última infusão, devem ser monitorados durante a primeira infusão e durante a primeira hora após a primeira infusão, a fim de detectar sinais adversos potenciais.
Os outros pacientes devem ser observados por pelo menos 20 minutos após a administração.
• Quando o tratamento é feito em casa, o apoio de outra pessoa responsável deve estar disponível para o tratamento de reações adversas ou para convocar ajuda, se ocorrer uma reação adversa grave. Os pacientes com autoadministração e/ou o responsável devem ser treinados para detectar sinais precoces de reações de hipersensibilidade.
Em caso de reação adversa, a velocidade de administração deve ser reduzida ou a infusão deve ser interrompida. O tratamento necessário depende da natureza e gravidade da reação adversa. Em caso de choque, interrompa imediatamente a infusão e trate o paciente para choque. Não foram observadas alterações cutâneas crônicas nos estudos clínicos. Os pacientes devem ser lembrados a relatar qualquer inflamação crônica, nódulos ou inflamação ocorrida no local de infusão com duração superior a poucos dias.
Hipersensibilidade a IG a 10%
• Reações reais de hipersensibilidade são raras. Estas podem ocorrer particularmente em pacientes com anticorpos anti-IgA, e estes pacientes devem ser tratados com cautela. Pacientes com anticorpos anti-IgA, no qual o tratamento com produtos IgG subcutâneo é a única opção, devem ser tratados com HYQVIA somente sob supervisão médica. Raramente, a imunoglobulina humana normal poderá induzir uma redução da pressão arterial com reação anafilática, mesmo em pacientes que toleraram tratamento anterior com imunoglobulina humana normal. Caso um paciente apresente risco elevado para quaisquer reações alérgicas, o produto deverá ser administrado apenas se houver tratamento de suporte disponível para reações de risco à vida.
• Os pacientes devem ser informados sobre os sinais iniciais de anafilaxia/hipersensibilidade (pápulas, prurido, urticária generalizada, opressão torácica, respiração ruidosa e hipotensão).
• Dependendo da gravidade da reação associada e prática clínica, a pré-medicação poderá impedir este tipo de reação.
• Em caso de anafilaxia ou hipersensibilidade grave conhecida à imunoglobulina humana, esta deverá ser anotada nos registros do paciente.
Hipersensibilidade à hialuronidase humana recombinante
Qualquer suspeita de reações alérgicas ou semelhantes às anafiláticas após a administração de hialuronidase humana recombinante exige descontinuação imediata da infusão e o tratamento clínico padrão deverá ser administrado, se necessário.
Imunogenicidade à hialuronidase humana recombinante
O desenvolvimento de anticorpos não neutralizantes para o componente hialuronidase humana recombinante foi relatado em pacientes que receberam HYQVIA em estudos clínicos. Existe a possibilidade de reação cruzada entre estes anticorpos com o PH20 endógeno, que é conhecido por ser expresso nos testículos, nos epidídimos e esperma. É desconhecido se esses anticorpos podem ter algum significado clínico em humanos.
Tromboembolismo
Os eventos tromboembólicos arteriais e venosos, incluindo infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, trombose venosa profunda e embolia pulmonar foram associados ao uso de imunoglobulina. Os pacientes devem ser suficientemente hidratados antes do uso de imunoglobulinas. Deve-se ter cuidado com pacientes com fatores de risco pré-existentes para eventos tromboembólicos (como idade avançada, hipertensão, diabetes mellitus e história de doença vascular ou episódios trombóticos, pacientes com distúrbios trombofílicos adquiridos ou hereditários, pacientes com períodos prolongados de imobilização, pacientes gravemente hipovolêmicos, pacientes com doenças que aumentam a viscosidade do sangue). Monitorar sinais e sintomas de trombose e avaliar a viscosidade do sangue em pacientes com risco de hiperviscosidade. A trombose também pode ocorrer na ausência de fatores de risco conhecidos.
Os pacientes devem ser informados sobre os primeiros sintomas de eventos tromboembólicos, incluindo falta de ar, dor e inchaço de um membro, déficits neurológicos focais e dor torácica e deve ser orientado a entrar em contato com seu médico imediatamente após o início dos sintomas.
Anemia hemolítica
Produtos com imunoglobulina contêm anticorpos contra grupos sanguíneos (por exemplo, A, B, D) que podem atuar como hemolisinas. Estes anticorpos se ligam aos epítopos dos glóbulos vermelhos, que podem ser detectados com um teste positivo de antiglobulina direta (teste de Coombs) e, raramente, podem causar hemólise. Os pacientes recebendo imunoglobulina devem ser monitorados quanto a sinais e sintomas clínicos de hemólise.
Insuficiência renal aguda
Reações adversas renais graves foram relatadas em pacientes que receberam tratamento intravenoso de imunoglobulina, particularmente aqueles produtos contendo sacarose (HYQVIA não contém sacarose).
Síndrome de meningite asséptica (SMA)
Síndrome de meningite asséptica teve ocorrência relatada em associação ao tratamento com imunoglobulina intravenosa e subcutânea; os sintomas geralmente iniciam-se várias horas a 2 dias após o tratamento com imunoglobulina. Os pacientes devem ser orientados sobre os primeiros sintomas que englobam dor de cabeça severa, rigidez do pescoço, sonolência, febre, fotofobia, náuseas e vômitos. A interrupção do tratamento com imunoglobulina pode resultar em remissão de SMA em vários dias sem sequelas. Estudos do fluido cerebrospinal são frequentemente positivos com pleocitose até vários milhares de células por mm3, predominantemente a partir da série granulocítica, e níveis elevados de proteína até várias centenas de mg/dL. SMA poderá ocorrer mais frequentemente em associação ao tratamento de dose elevada (2 g/kg) com imunoglobulina intravenosa. A partir dos dados pós-comercialização, não foi observada correlação clara de SMA com doses maiores. Foi observado maior incidência de SMA em mulheres.
Informação importante sobre alguns dos componentes de HYQVIA
HYQVIA não contém açúcares. O componente IG a 10% contém quantidades traço de sódio. Hialuronidase humana recombinante contém 4,03 mg de sódio por mL, com dose diária máxima de aproximadamente 120 mg. Isso deverá ser considerado para pacientes em dieta controlada de sódio.
Agentes transmissíveis
Imunoglobulina humana normal e albumina sérica humana (estabilizante da hialuronidase humana recombinante) são produzidas a partir do plasma humano. As medidas padrão para prevenção de infecções resultantes do uso de produtos medicinais preparados a partir do sangue ou plasma humano incluem a seleção de doadores, teste de doações individuais e pools de plasma quanto a marcadores específicos de infecção e inclusão de etapas eficazes de fabricação para a inativação/remoção de vírus. Apesar disso, quando produtos medicinais preparados a partir do sangue ou plasma humano são administrados, a possibilidade de transmissão de agentes infecciosos não pode ser totalmente descartada. Isto também se aplica a vírus desconhecidos ou emergentes e a outros patógenos.
As medidas adotadas são consideradas eficazes para vírus envelopados, como vírus da imunodeficiência humana (HIV), vírus da hepatite B (HBV) e vírus da hepatite C (HCV), e para os vírus não envelopados de hepatite A (HAV) e parvovírus B19.
Há evidências clínicas promissoras em relação à ausência de transmissão de hepatite A ou parvovírus B19 com imunoglobulinas e também se assume que o teor de anticorpos faz uma importante contribuição para a segurança viral.
É fortemente recomendado que a cada vez que HYQVIA seja administrado a um paciente, o nome e o número de lote do produto sejam registrados para manutenção de uma associação entre o paciente e o número de lote do produto.
População pediátrica
As advertências e precauções listadas se aplicam a adultos e crianças.
Gravidez
A segurança de HYQVIA para uso na gestação humana não foi estabelecida em estudos clínicos controlados e, portanto, deverá ser administrado com cautela a gestantes e lactantes. Imunoglobulinas demonstraram atravessar a placenta, crescentemente durante o terceiro trimestre. A experiência clínica com imunoglobulinas sugere que não deverão ser esperados efeitos deletérios durante a gestação ou no feto e neonato.
Foram realizados estudos de toxicologia do desenvolvimento e reprodutora com hialuronidase humana recombinante em camundongos e coelhos. Nenhum efeito adverso na gestação e desenvolvimento fetal foi associado a anticorpos anti-rHuPH20. Nestes estudos, os anticorpos maternos contra hialuronidase humana recombinante foram transferidos à prole in utero. Os efeitos dos anticorpos contra o componente hialuronidase humana recombinante de HYQVIA no embrião humano ou no desenvolvimento do feto humano são atualmente desconhecidos (veja 2. RESULTADOS DE EFICÁCIA).
Categoria "C" de risco na gravidez.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Lactação
Imunoglobulinas são excretadas no leite, e poderão contribuir para a proteção de neonatos contra patógenos que apresentem porta de entrada pela mucosa.
Fertilidade
Atualmente não há dados de segurança clínica disponíveis para HYQVIA sobre fertilidade.
A experiência clínica com imunoglobulinas sugere que não deverão ser esperados efeitos deletérios de IG a 10% na fertilidade.
Estudos em animais não indicam efeitos deletérios diretos ou indiretos de hialuronidase humana recombinante em relação ao potencial reprodutor nas doses utilizadas para facilitar a administração de IG a 10%.
Dirigir e operar máquinas
A capacidade de conduzir e operar máquinas pode ser prejudicada por algumas reações adversas associadas à HYQVIA. Os pacientes que experimentam reações adversas durante o tratamento devem aguardar que estes sejam resolvidos antes de dirigir ou operar máquinas.

6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Vacinas de vírus vivos atenuados
A administração de imunoglobulina poderá comprometer por um período mínimo 6 de semanas e até 3 meses a eficácia de vacinas com vírus vivos atenuados, como sarampo, rubéola, caxumba e varicela. Após a administração deste produto, um intervalo de 3 meses deverá se passar antes da imunização com vacinas com vírus vivos atenuados. No caso de sarampo, este comprometimento poderá persistir por até 1 ano. Portanto, pacientes que recebem vacina contra sarampo deverão ter seu status de anticorpos verificados.
População pediátrica
As interações medicamentosas listadas se aplicam a adultos e crianças.
Interferência no teste sorológico
Após a infusão de imunoglobulinas, o aumento temporário de diversos anticorpos transferidos passivamente ao sangue dos pacientes poderá resultar em resultados positivos incorretos no teste sorológico.
A transmissão passiva de anticorpos a antígenos eritrocitários, por exemplo, A, B, D, poderá interferir em alguns testes sorológicos para anticorpos contra eritrócitos, por exemplo, o teste de antiglobulina direta (DAT, teste direto de Coombs).
A infusão de imunoglobulinas pode gerar uma leitura falsa positiva em ensaios que dependem da detecção de b-D-glucano para diagnóstico de infecções fúngicas; isto pode persistir durante as semanas seguintes a infusão do produto.

7. CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO
O produto deve ser armazenado em temperatura entre +2°C e +8°C (refrigerado). Não congelar. Manter o frasco dentro do cartucho para proteger da luz.
Prazo de validade: 36 meses a partir da data de fabricação.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
IG 10% é uma solução incolor ou ligeiramente opaca e incolor ou amarelo pálido.
Hialuronidase humana recombinante é uma solução límpida e incolor.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

8. POSOLOGIA E MODO DE USAR
O tratamento deverá ser iniciado e monitorado inicialmente sob a supervisão de um médico com experiência no tratamento de imunodeficiência.
Posologia
A dose e o regime de dosagem dependem da indicação.
Terapia de reposição
O medicamento deve ser administrado por via subcutânea.
Na terapia de reposição, a dose poderá ser individualizada para cada paciente dependendo da farmacocinética e resposta clínica. O regime de dosagem descrito a seguir é fornecido como diretriz.
Pacientes não tratados anteriormente com terapia com imunoglobulina
A dose necessária para atingir nível mínimo de 6 g/L é da ordem de 0,4 a 0,8 g/kg de peso corpóreo/mês. O intervalo de dose para manutenção de níveis estáveis varia de 2 a 4 semanas.
Os níveis mínimos deverão ser medidos e avaliados de acordo com a incidência de infecção. Para reduzir a taxa de infecção, poderá ser necessário aumentar a dose e almejar níveis mínimos mais elevados ( > 6 g/L).
Ao início da terapia, recomenda-se que os intervalos de tratamento para as primeiras infusões sejam gradualmente prolongados a partir de uma dose por semana para até uma dose a cada 3 ou 4 semanas. A dose cumulativa mensal de IG a 10% deverá ser dividida em 1 semana, 2 semanas etc., de acordo com os intervalos de tratamento planejados com HYQVIA.
Pacientes tratados anteriormente com imunoglobulina administrada por via intravenosa
Para pacientes transferidos diretamente da administração intravenosa de imunoglobulina ou que tenham recebido dose intravenosa anterior que possa ser consultada, o medicamento deverá ser administrado na mesma dose e mesma frequência de seu tratamento anterior com imunoglobulina intravenosa. Caso os pacientes tenham recebido anteriormente regime de administração de 3 semanas, o aumento do intervalo para 4 semanas poderá ser realizado ao administrar os mesmos equivalentes semanais.
Pacientes tratados anteriormente com imunoglobulina administrada via subcutânea
Para pacientes que atualmente recebem imunoglobulina via subcutânea, a dose inicial de HYQVIA é a mesma do tratamento subcutâneo, mas poderá ser ajustada a um intervalo de 3 ou 4 semanas. A primeira infusão de HYQVIA deverá ser administrada uma semana após o último tratamento com a imunoglobulina anterior.
População pediátrica
A posologia em crianças e adolescentes (12 a 18 anos de idade) não é diferente a de adultos, já que a posologia para cada indicação é dada por peso corpóreo e ajustada de acordo com a resposta e condições clínicas (veja 3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS e 9. REAÇÕES ADVERSAS).
Método de administração
• O medicamento é apenas para uso subcutâneo, não administre por via intravenosa.
• Inspecione visualmente os componentes de HYQVIA para descoloração e material particulado antes da administração.
• Deixe que o produto refrigerado atinja temperatura ambiente antes do uso. Não utilize aparelhos de aquecimento, incluindo micro-ondas.
• Não agite.
• Este medicamento é composto de dois frascos. Não misture os componentes deste produto.
Cada frasco de IG 10% é fornecido com a quantidade correspondente de hialuronidase humana recombinante, conforme indicado na tabela abaixo. O conteúdo total do frasco de hialuronidase humana recombinante deve ser administrado independentemente de o conteúdo total do frasco IG 10% ser administrado. Os dois componentes do medicamento devem ser administrados sequencialmente através da mesma agulha, começando com a hialuronidase humana recombinante, seguida do IG 10%, conforme descrito abaixo:

Pode ocorrer vazamento no local de infusão durante ou após administração subcutânea de imunoglobulina, incluindo HYQVIA. Considere o uso de agulhas mais longas e/ou mais do que um local de infusão. Qualquer alteração do tamanho da agulha teria que ser supervisionada pelo médico prescritor.
Caso a infusão subcutânea de HYQVIA seja usada para tratamento domiciliar, a terapia deve ser iniciada e monitorada por um médico experiente na orientação de pacientes para tratamento domiciliar. O paciente deverá ser instruído nas técnicas de infusão, no uso de uma bomba de infusão ou de um dispositivo de seringas, na manutenção um diário de tratamento, no reconhecimento de possíveis reações adversas graves e nas medidas a serem tomadas no caso destas ocorrerem.
HYQVIA pode ser usado para administrar uma dose terapêutica completa em um a dois locais até quatro semanas. Ajuste a frequência e o número de locais de infusão levando em consideração o volume, o tempo de infusão total e a tolerabilidade para que o paciente receba a mesma dose equivalente semanal. Se um paciente perder uma dose, administre a dose perdida o mais rápido possível e, em seguida, retome os tratamentos programados, conforme aplicável.
O componente IG 10% deve ser infundido utilizando-se uma bomba. O componente hialuronidase humana recombinante pode ser empurrado manualmente ou infundido por uma bomba. Uma agulha de 24 gauge pode ser requerida para permitir uma infusão em velocidade de 300 mL/hora/local de infusão. Porém, agulhas com diâmetros menores podem ser usadas se velocidades menores de infusão foram aceitáveis. Para o tamanho de frasco de hialuronidase humana recombinante de 1,25 mL, use uma agulha de calibre 18 a 22 gauge para retirar o conteúdo do frasco para evitar que o êmbolo trave; para todos os outros tamanhos de frascos, pode-se usar uma agulha ou dispositivo sem agulha para retirar o conteúdo do frasco.
Os locais sugeridos para infusão do medicamento são o abdômen médio e superior e as coxas. Caso dois locais sejam utilizados, os dois locais de infusão devem estar em lados contralaterais do corpo. Evitar proeminências ósseas, ou áreas com cicatrizes. O produto não deve ser infundido em ou próximo a locais infectados ou áreas agudamente inflamadas, devido ao risco potencial de espalhar a infecção localizada.
Recomenda-se que o componente hialuronidase humana recombinante seja administrado em uma velocidade constante e que a velocidade de administração da IG 10% não seja aumentada acima das velocidades recomendadas, particularmente quando o paciente acaba de começar a terapia com HYQVIA.
Primeiro, a dose total da solução de hialuronidase humana recombinante é infundida a uma velocidade de 1 a 2 mL/minuto por local de infusão ou como tolerado. Infunda a dose total por local de IG 10% através da mesma agulha subcutânea dentro de 10 minutos da hialuronidase humana recombinante.
As seguintes velocidades de infusão do IG 10% são recomendadas:

Se o paciente tolerar as infusões iniciais na dose total por local e a taxa máxima, um aumento na velocidade de infusões sucessivas pode ser considerado a critério do médico e do paciente.
As instruções de uso detalhadas estão descritas a seguir.


9. REAÇÕES ADVERSAS
Resumo do perfil de segurança
As reações adversas (RAs) a HYQVIA relatadas mais frequentemente foram reações locais. As RAs sistêmicas relatadas mais frequentemente foram dor de cabeça, fadiga e pirexia (febre). A maior parte destas RAs foi leve ou moderada.
Imunoglobulina humana normal
Reações adversas como calafrios, dor de cabeça, tontura, febre, vômito, reações alérgicas, náusea, artralgia, baixa pressão arterial e lombalgia moderada poderão ocorrer ocasionalmente.
Raramente, as imunoglobulinas humanas normais poderão causar uma queda súbita na pressão arterial e, em casos isolados, choque anafilático, mesmo quando o paciente não apresentou hipersensibilidade à administração anterior.
Reações locais nos locais de infusão: edema, dor, vermelhidão, tumefação, calor local, prurido, hematoma e erupção, poderão ocorrer frequentemente.
Foram observados casos de meningite asséptica temporária, reações hemolíticas temporárias, aumento do nível sérico de creatinina e/ou insuficiência renal aguda com imunoglobulina humana normal (veja 5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES).
Reações tromboembólicas como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, embolia pulmonar e trombose venosa profunda foram raramente observados com a administração IV e SC de produtos à base de imunoglobulina.
Hialuronidase humana recombinante
As reações adversas mais frequentes relatadas durante o uso pós-comercialização de hialuronidase humana recombinante em formulações similares administradas via subcutânea para dispersão e absorção de fluidos ou produtos medicinais administrados via subcutânea foram reações locais leves no local de infusão, como eritema e dor. Edema foi relatado mais frequentemente em associação à administração subcutânea de grandes volumes de fluido.
Anticorpos contra hialuronidase humana recombinante
Um total de 13 de 83 indivíduos que participaram em estudo pivotal1 desenvolveram um anticorpo capaz de se ligar à hialuronidase humana recombinante (rHuPH20) no mínimo uma vez durante o estudo clínico. Estes anticorpos não foram capazes de neutralizar a hialuronidase humana recombinante. Não pôde ser demonstrada associação temporal entre as reações adversas e a presença de anticorpos anti-rHuPH20. Não houve aumento na incidência ou gravidade das reações adversas em pacientes que desenvolveram anticorpos à hialuronidase humana recombinante.
Lista tabulada de reações adversas
A segurança de HYQVIA foi avaliada em 4 estudos clínicos (160602, 160603, 160902 e 161101) em 124 pacientes isolados com IDP que receberam 3.202 infusões.
A tabela apresentada abaixo está de acordo com a classificação de sistemas e órgãos MedDRA.
As frequências por infusão foram avaliadas com o uso da seguinte convenção: Muito comum (≥ 1/10), comum (≥ 1/100 a < 1/10), incomum (≥ 1/1.000 a < 1/100), rara (≥ 1/10.000 a < 1/1.000), muito rara ( < 1/10.000), desconhecida (não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis).

Além das reações adversas observadas em estudos clínicos, as seguintes reações adversas foram relatadas na experiência de pós-comercialização (a frequência destas reações é desconhecida (não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis)).
Infecções e Infestações: Meningite asséptica
Distúrbios do sistema imune: Hipersensibilidade
Distúrbios gerais e condições do local de administração: Doença semelhante a gripe, vazamento no local da infusão.
Além das reações adversas listadas acima, as seguintes reações adversas adicionais foram relatadas para produtos à base de imunoglobulina administrados via subcutânea:
Choque anafilático, reação anafilática/anafilactoide, tremor, taquicardia, hipotensão, rubor, palidez, frio periférico, dispneia, parestesia, edema facial, dermatite alérgica, rigidez musculoesquelética, urticária no local de injeção, erupção no local de injeção, aumento de alanina aminotransferase.
Descrição de reações adversas selecionadas
As reações locais observadas durante o estudo clínico central incluem edema leve do local (presente na maior parte das infusões) devido à infusão de grandes volumes, porém, de modo geral, não foram consideradas uma reação adversa a menos que causassem desconforto. Apenas dois casos de reações adversas foram graves, dor no local de infusão e edema no local de infusão. Houve dois casos de edema genital temporário, um considerado grave, resultando da difusão do medicamento a partir do local de infusão no abdômen. Não foram observadas alterações cutâneas que não tivessem sido resolvidas durante o estudo clínico.
População pediátrica
Os resultados dos estudos clínicos indicam perfis de segurança similares em adultos e na população pediátrica, incluindo a natureza, frequência, gravidade e reversibilidade da reação adversa.
Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificação de Eventos Adversos a Medicamentos - VIGIMED, disponível em http://portal.anvisa.gov.br/vigimed, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

10. SUPERDOSE
As consequências de uma superdosagem de HYQVIA são desconhecidas. Quando imunoglobulinas são administradas via intravenosa, a superdosagem poderá causar sobrecarga de fluidos e hiperviscosidade.
Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Dizeres legais.

MS 1.6979.0009
Uso restrito a hospitais.
Venda sob prescrição médica.

Princípios Ativos de Hyqvia

Patologias de Hyqvia

Laboratório que produce Hyqvia