BISOLVON®

BOEHRINGER

bromexina

Expectorante. Mucolítico.

Apresentações.

Xarope infantil de 4 mg/5ml
Frascos com 120 ml + copo-medida graduado
USO ORAL
USO PEDIÁTRICO ACIMA DE 2 ANOS
Xarope adulto de 8 mg/5ml
Frascos com 120 ml + copo-medida graduado
USO ORAL
USO ADULTO
Solução (gotas) de 2 mg/ml
Frasco com 50 ml, acompanhado de copo-medida graduado
USO ORAL OU INALATÓRIO
USO ADULTO E PEDIÁTRICO ACIMA DE 2 ANOS

Composição.

Xarope infantil
Cada 5 ml contém 4 mg de cloridrato de bromexina, correspondentes a 3,6 mg de bromexina.
Excipientes: benzoato de sódio, ciclamato de sódio, corante vermelho de ponceau 4R, edetato dissódico diidratado, ácido tartárico, essência de morango, glicerol, carmelose sódica, sorbitol, água purificada.
Xarope adulto
Cada 5 ml contém 8 mg de cloridrato de bromexina, correspondentes a 7,3 mg de bromexina.
Excipientes: maltitol líquido, sucralose, ácido benzoico, aroma de cereja, aroma de cacau, mentol, água purificada.
Solução (gotas)
Cada 1 ml (15 gotas) da solução contém 2 mg de cloridrato de bromexina (0,13 mg/gotas), correspondentes a 1,8 mg de bromexina.
Excipientes: ácido tartárico, metilparabeno, água purificada.

Indicações.

BISOLVON é indicado como secretolítico e expectorante no tratamento de doenças broncopulmonares agudas e crônicas associadas a secreção mucosa anormal e transtornos do transporte mucoso.

Resultados de eficácia.

Em estudo com seis meses de duração, envolvendo 61 pacientes com bronquite crônica de leve a grave, o grupo de 30 pacientes que recebeu 24 mg diárias de bromexina obteve melhora subjetiva em 83% dos pacientes (25 pacientes, incluindo 8 entre classificados como graves) contra 19% dos pacientes (6 pacientes) sentiram-se melhor.1
Em um estudo que avaliou a redução da viscosidade do muco em pacientes com bronquite crônica com bromexina 16 mg, três vezes ao dia, durante 11 dias, em comparação duplo-cega com o placebo, BISOLVON reduziu a viscosidade em 39% (em relação ao início do estudo), enquanto o grupo placebo teve uma piora de 7% na viscosidade do muco.2
1. Christensen F; Kjer J; Ryskjaer S; Arseth-Hansen P Bromhexine in chronic bronchitis. Br Med J 4, 117 (1970)
2. Hamilton WFD; Palmer KNV; Gent M Expectorant action of bromhexine in chronic obstructive bronchitis. Br Med J 3, 260-261 (1970).

Caract. farmacológicas.

A bromexina é um derivado sintético do princípio ativo vegetal vasicina. Em estudos pré-clínicos, foi demonstrado um aumento na proporção da secreção serosa brônquica. A bromexina reduz a viscosidade do muco e ativa o epitélio ciliar, facilitando desta maneira o transporte e a eliminação do muco. Estudos clínicos demonstraram um efeito secretolítico e secretomotor da bromexina na região dos brônquios, o que facilita a expectoração e alivia a tosse.
Farmacocinética
Absorção
A bromexina é rápida e completamente absorvida pelo trato gastrointestinal.
A biodisponibilidade absoluta do cloridrato de bromexina é de cerca de 26,8 ± 13,1% para BISOLVON solução. A quantidade de metabolismo de primeira passagem é de cerca de 75-80%.
A administração de bromexina durante as refeições acarreta aumento da concentração plasmática.
Seu início de ação ocorre em aproximadamente 5 horas após a administração oral.
Distribuição
Após administrações intravenosas a bromexina foi rápida e extensamente distribuída através do corpo com um volume de distribuição médio no estado de equilíbrio de até 1209 ± 206 L (19L/Kg). A distribuição no tecido pulmonar (bronquial e parenquimal) foi investigada após administração oral de 32mg e 64mg de bromexina. Duas horas após a administração de bromexina, as concentrações nos tecidos pulmonares foram de 1,5 - 4,5 vezes maior nos tecidos bronquíolo-bronquial e entre 2,4 e 5,9 vezes maior no parênquima pulmonar comparado às concentrações plasmáticas. 95% da bromexina não-metabolizada liga-se às proteínas plasmáticas (ligação não-restritiva).
Metabolismo
A bromexina é quase completamente metabolizada para uma variedade de metabólitos hidroxilados e ácido dibromantranílico. Todos os metabólitos e a própria bromexina são conjugados muito provavelmente nas formas de N-glucuronídeos e O-glucuronídeos. Não há nenhum indício fundamentado de uma modificação do padrão metabólico devido a sulfonamida, oxitetraciclina ou eritromicina. Desse modo, interações relevantes com substratos de CYP 450 2C9 ou 3A4 são improváveis.
Eliminação
A bromexina é uma droga de elevada razão de extração (após administração intravenosa na variação do fluxo de sangue hepático, 843-1073 ml/min), resultando em grande variabilidade intra e inter-individual (CV > 30%). Após administração de bromexina marcada radioativamente, cerca de 97,4 ± 1,9% da dose foi recuperada como radioatividade na urina, com menos de 1% como composto não-metabolizado.
A concentração plasmática de bromexina apresenta um declínio multiexponencial. Após administração de dose única de doses entre 8 e 32 mg, a meia-vida terminal de eliminação variou entre 6,6 e 31,4 horas. A meia-vida relevante para prever a farmacocinética de doses múltiplas é de cerca de 1 hora. Desse modo, não se observou acumulação após administração múltipla (fator de acumulação: 1,1).
Gerais
A bromexina apresenta farmacocinética proporcional à dose no intervalo de 8-32 mg seguida de administração oral.
Não há dados farmacocinéticos da bromexina em idosos e pacientes com insuficiências renal e hepática.
A ampla experiência clínica não demonstrou necessidade de estudos de segurança nessas populações.

Contraindicações.

BISOLVON é contraindicado para pacientes com hipersensibilidade à bromexina ou aos outros componentes da fórmula. O xarope adulto e infantil é contraindicado para pacientes com intolerância à frutose.

Advertências e precauções.

Os relatos de lesões graves na pele como a síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica (NET) em associação temporal com a administração de expectorantes como a bromexina têm sido muito raros. Muitos deles poderiam ser explicados pela gravidade da doença subjacente ou medicação concomitante. Além disto, durante a fase inicial da síndrome de Stevens-Johnson ou NET o paciente pode apresentar sintomas inespecíficos semelhantes ao de gripe como febre, dores no corpo, rinite, tosse e dor de garganta. Pode ocorrer que, confundido por estes sintomas inespecíficos semelhantes ao de gripe, seja iniciado tratamento sintomático com uso de medicação para tosse e resfriado. Por esta razão, se aparecerem novas lesões na pele ou mucosas, como precaução o tratamento com bromexina deve ser descontinuado e o médico consultado.
Pacientes sendo tratados com BISOLVON devem ser alertados de um esperado aumento no fluxo das secreções.
Nas indicações respiratórias agudas, o médico deve ser consultado se os sintomas não melhorarem rapidamente.
BISOLVON xarope e gotas não contém açúcar, portanto pode ser utilizado por diabéticos.
BISOLVON xarope adulto contém 7.5 g de maltitol líquido por dose diária máxima recomendada. Pacientes com intolerância à frutose não devem usar esse medicamento. Este medicamento pode causar um leve efeito laxativo.
BISOLVON xarope infantil contém 17 g sorbitol por dose diária máxima recomendada. Pacientes com intolerância à frutose não devem usar esse medicamento. Este medicamento pode causar um leve efeito laxativo.
BISOLVON gotas contém metilparabeno que pode causar reações alérgicas (possivelmente tardias).
Estudos sobre os efeitos na capacidade de dirigir e operar máquinas não foram realizados com BISOLVON.
Este medicamento não deve ser utilizado em crianças menores de 2 anos de idade.
Fertilidade, Gravidez e Lactação
A bromexina atravessa a barreira placentária.
Os estudos em animais não indicam efeitos prejudiciais diretos ou indiretos no que diz respeito ao desenvolvimento embrionáriol/fetal à gravidez, ao parto ou ao desenvolvimento pós-natal.
A experiência clínica até o momento não mostrou evidência de prejuízo à saúde do feto durante a gravidez. Mesmo assim, o uso de BISOLVON só deve ser feito mediante orientação médica. Especialmente durante o primeiro trimestre, o seu uso não é recomendado.
O cloridrato de bromexina está classificado na categoria B de risco na gravidez.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.
A bromexina é excretada no leite materno. Entretanto, efeitos desfavoráveis não são esperados nas crianças amamentadas. O uso de BISOLVON não é recomendado para as mães que estão amamentando.
Não foram realizados estudos sobre o efeito de BISOLVON na fertilidade humana. Com base em experiências pré-clínicas disponíveis, não há indício de possíveis efeitos do uso de BISOLVON na fertilidade.

Interações medicamentosas.

Após a administração de bromexina, ocorre um aumento da concentração de antibióticos (amoxicilina, eritromicina, oxitetraciclina) no catarro e nas secreções broncopulmonares.
A farmacocinética da bromexina não é afetada de maneira relevante pela administração concomitante de ampicilina ou oxitetraciclina. De acordo com a comparação de dados anteriores, não existem interações entre bromexina e eritromicina.
Também, não se realizaram estudos de interações com anticoagulantes orais e digoxina. A ausência de relatos relevantes de interação durante o longo período de comercialização da droga sugere que não existe interação potencial importante com essas drogas.
Não foram relatadas interações desfavoráveis relevantes com outras medicações.

Cuidados de armazenamento.

Manter em temperatura ambiente (15°C a 30°C). Protegido da luz e umidade.
O prazo de validade para BISOLVON a partir da data de fabricação é de 24 meses para o xarope infantil e adulto e 36 meses para o gotas.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original
.
BISOLVON xarope infantil é um líquido vermelho límpido e viscoso, com odor de morango. BISOLVON xarope adulto é um líquido límpido, incolor com odor de frutas.
BISOLVON gotas é uma solução límpida, incolor com odor apenas perceptível.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Posologia e modo de usar.

Use a marcação do copo-medida para obter a dose correta.
A dose pode ser calculada à razão de 0,1 mg de cloridrato de bromexina por quilograma de peso corpóreo, repetida 3 vezes ao dia para uso via oral e 2 vezes ao dia para inalação.
BISOLVON xarope infantil
Cada 1 ml contém 0,8 mg de cloridrato de bromexina.
Crianças de 2 a 6 anos: 2,5 ml, 3 vezes ao dia.
Crianças de 6 a 12 anos: 5 ml, 3 vezes ao dia.
Adultos e crianças acima de 12 anos: 10 ml, 3 vezes ao dia.
BISOLVON xarope adulto
Cada 1 ml contém 1,6 mg de cloridrato de bromexina.
Adultos e crianças acima de 12 anos: 5 ml, 3 vezes ao dia.
BISOLVON solução (gotas)
1 ml = 15 gotas, cada gota contém 0,13 mg de cloridrato de bromexina.
O frasco de BISOLVON gotas apresenta um moderno tipo de gotejador, de fácil manuseio: basta colocar o frasco em posição vertical e deixar gotejar a quantidade indicada.
Para USO ORAL:
Crianças de 2 a 6 anos
: 20 gotas, 3 vezes ao dia.
Crianças de 6 a 12 anos: 30 gotas (2 ml), 3 vezes ao dia.
Adultos e crianças acima de 12 anos: 60 gotas (4 ml), 3 vezes ao dia.
Para INALAÇÃO:
Crianças de 2 a 6 anos:
10 gotas, 2 vezes ao dia.
Crianças de 6 a 12 anos: 15 gotas (1 ml), 2 vezes ao dia.
Crianças acima de 12 anos: 30 gotas (2 ml), 2 vezes ao dia.
Adultos: 60 gotas (4 ml), 2 vezes ao dia.
Recomenda-se aquecer a solução inalante à temperatura corporal antes de iniciar a inalação. Aos pacientes com asma brônquica aconselha-se iniciar a inalação após a administração da medicação broncoespasmolítica habitual.
As gotas podem ser diluídas com uma solução salina fisiológica, numa proporção de 1:1. Para evitar precipitação, a solução deve ser inalada imediatamente após a mistura.

Reações adversas.

- Reações incomuns ( > 1/1.000 e < 1/100): dor abdominal superior, náusea, vômitos, diarreia
- Reações raras ( > 1/10.000 e < 1/1.000): hipersensibilidade, erupção cutânea
- Reações com frequência desconhecida (não foi possível calcular a frequência a partir dos dados disponíveis): reação anafilática, choque anafilático, broncoespasmo, edema angioneurótico, urticária, prurido.
Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária - NOTIVISA, disponível em www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Superdose.

Até o momento, nenhum sintoma específico de superdose foi relatado. Baseados em casos de superdose acidental e/ou relatos de erro medicação os sintomas observados são consistentes com as reações adversas conhecidas de BISOLVON nas doses recomendadas e pode requerer tratamento sintomático.
Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Dizeres legais.

MS 1.0367.0010
Esta bula foi aprovada pela ANVISA em 09/02/2012.

Princípios Ativos de Bisolvon

Patologias de Bisolvon

Laboratório que produce Bisolvon