ANGIPRESS® CD

BIOSINTÉTICA

atenolol + clortalidona

Anti-hipertensivo. Betabloqueador. Diurético.

Apresentações.

Comprimidos 25/12,5 mg: embalagens com 20 e 28 comprimidos.
Comprimidos 50/12,5 mg: embalagens com 20 e 28 comprimidos.
Comprimidos 100/25 mg: embalagem com 28 comprimidos.
USO ORAL
USO ADULTO

Composição.

Cada comprimido de ANGIPRESS® CD (atenolol + clortalidona) 25/12,5 mg contém: atenolol 25,0 mg, clortalidona 12,5 mg. Excipientes: carbonato de magnésio, amido, laurilsulfato de sódio, gelatina, estearato de magnésio, croscarmelose sódica, óxido férrico amarelo, óxido férrico vermelho. Cada comprimido de ANGIPRESS® CD (atenolol + clortalidona) 50/12,5 mg contém: atenolol 50,0 mg, clortalidona 12,5 mg. Excipientes: carbonato de magnésio, amido, laurilsulfato de sódio, gelatina, estearato de magnésio, croscarmelose sódica, óxido férrico amarelo, óxido férrico vermelho. Cada comprimido de ANGIPRESS® CD (atenolol + clortalidona) 100/25 mg contém: atenolol 100,0 mg; clortalidona 25,0 mg. Excipientes: carbonato de magnésio, amido, laurilsulfato de sódio, gelatina, estearato de magnésio, croscarmelose sódica, óxido férrico amarelo, óxido férrico vermelho.

Informações técnicas.

MODO DE AÇÃO
ANGIPRESS® CD (atenolol + clortalidona) possui a atividade anti-hipertensiva de dois agentes, um betabloqueador (atenolol) e um diurético (clortalidona). O atenolol é um betabloqueador cardiosseletivo, isto é, age predominantemente sobre os receptores beta-adrenérgicos do coração e não possui atividade simpatomimética intrínseca, nem atividade estabilizadora de membrana.
Estudos em animais indicam que apenas quantidades desprezíveis de atenolol atravessam a barreira hematoencefálica. Sua longa meia-vida plasmática permite a terapêutica em dose única diária na maioria dos pacientes. Sua meia-vida de eliminação é de 6-9 h. Em virtude de sua alta cardiosseletividade, o atenolol pode ser usado com sucesso em pacientes com alterações respiratórias que não toleram betabloqueadores não seletivos. Aproximadamente 50% de uma dose oral de atenolol é absorvida no trato gastrintestinal; o atenolol liga-se muito pouco às proteínas plasmáticas.
A clortalidona, um diurético monossulfonamil, aumenta a excreção renal de água, sódio e cloreto, sem determinar sobrecarga circulatória e, normalmente, não diminuindo a pressão arterial normal. A natriurese é acompanhada por certa perda de potássio. O efeito diurético tem início em cerca de 2 h, alcança seu máximo após 12 h, persistindo por 1 a 2 dias. clortalidona inibe a reabsorção do sódio e do cloro, principalmente na porção proximal do túbulo renal distal, reduz suavemente a tensão arterial elevada, mesmo quando do emprego de baixas posologias; o efeito anti-hipertensivo aumenta paulatinamente, chegando a sua plenitude ao final de duas a quatro semanas de tratamento. Aproximadamente 60% de uma dose oral de clortalidona é absorvida no trato gastrintestinal. A clortalidona apresenta uma ligação às proteínas plasmáticas de 75%. Sua meia-vida de eliminação é de 50 h.
A combinação do atenolol com a clortalidona demonstrou ser compatível, apresentando, em geral, maior eficácia do que cada uma das drogas usadas isoladamente no tratamento da hipertensão.

Indicações.

Tratamento da hipertensão arterial. A combinação de baixas doses eficazes de um betabloqueador e um diurético pode ser adequada para pacientes cujas doses totais dos fármacos administrados individualmente sejam consideradas inadequadas.

Contraindicações.

O uso deste produto é contra-indicado para pacientes portadores de bloqueio cardíaco do segundo e terceiro graus, pacientes que apresentam hipersensibilidade ao atenolol, clortalidona ou aos demais componentes da fórmula. Não deve ser administrado em pacientes que apresentam com bradicardia sinusal, insuficiência cardíaca congestiva descompensada, anúria ou choque cardiogênico.

Advertências e precauções.

ANGIPRESS® CD (atenolol + clortalidona) deve ser administrado com precaução a pacientes com insuficiência cardíaca. Se houver descompensação da insuficiência cardíaca durante o tratamento, este deve ser temporariamente suspenso, até a sua compensação.
Uma das ações farmacológicas do atenolol é reduzir a freqüência cardíaca. Se sintomas forem atribuídos a uma freqüência cardíaca baixa, o que pode raramente ocorrer, a dose deve ser diminuída.
Deve ser utilizado com cautela em pacientes com disfunção hepática e doença pulmonar broncoespástica.
Como ocorre com outros betabloqueadores, o tratamento em pacientes com doença cardíaca isquêmica não deve ser descontinuado abruptamente.
Os efeitos metabólicos da clortalidona são dose-dependentes e a pequena dose contida no produto raramente causa problemas. Podem ocorrer pequenas alterações do teor de potássio. O potássio corpóreo total não se altera com a terapêutica prolongada, e as alterações de potássio sérico são pequenas e clinicamente sem importância. Portanto, normalmente em casos de hipertensão arterial não complicada, a administração suplementar de potássio não é necessária. Todavia, os níveis de potássio devem ser especialmente avaliados em idosos, pacientes em uso de digitálicos, submetidos a dietas especiais com baixo teor de potássio, ou que apresentem distúrbios gastrintestinais. Embora não freqüentes, os efeitos adversos sobre lípides causados pelo bloqueador podem ser potencializados com a utilização de diuréticos. O produto tem sido associado a pequenos aumentos do ácido úrico sérico. Nos raros casos de elevação prolongada, recomenda-se a administração concomitante de um uricosúrico.
ANGIPRESS® CD (atenolol + clortalidona) deve ser usado com cautela em pacientes com diabetes, pois pode mascarar alguns sintomas da hipoglicemia. clortalidona diminui a tolerância à glicose, portanto, durante terapêutica prolongada com o produto recomenda-se realizar testes regulares para identificar glicosúria, bem como tendência a hipoglicemia devido ao uso do atenolol. É necessária muita cautela ao se administrar ANGIPRESS® CD (atenolol + clortalidona) para pacientes com conhecida predisposição a diabetes.
ANGIPRESS® CD (atenolol + clortalidona) pode agravar os distúrbios de circulação periférica arterial. Sendo contra-indicado em obstrução arterial periférica grave ou outras desordens vasoespásticas.
Os pacientes com histórico de reação anafilática contra vários alergênios, quando em uso do ANGIPRESS® CD (atenolol + clortalidona), podem não responder às doses usuais de adrenalina utilizadas no tratamento de tais reações.
Recomenda-se a interrupção gradual do tratamento com ANGIPRESS® CD (atenolol + clortalidona) durante o período de 1 a 2 semanas.

Gravidez e lactação.

Não se recomenda a administração de ANGIPRESS® CD (atenolol + clortalidona) durante os períodos de gravidez e/ou lactação. O atenolol pode causar dano fetal quando administrado a mulheres grávidas, embora possa ser benéfico em certas situações como risco de vida ou falência de tratamento com outros anti-hipertensivos. Ele atravessa a barreira placentária e aparece no sangue do cordão umbilical. Sua administração iniciada no 2° trimestre de gestação tem sido associada com crianças pequenas para a idade gestacional.
O uso de diuréticos tiazidicos, como a clortalidona, tem sido associado com uma série de complicações maternas (desequilíbrio eletrolítico, hiperglicemia, hiperuricemia) e fetais (baixo peso).
Deve-se avaliar possíveis riscos versus benefício no tratamento com ANGIPRESS® CD (atenolol + clortalidona) durante a gravidez.
Atenolol e clortalidona são excretados no leite humano. Portanto, não se recomenda o uso de ANGIPRESS® CD (atenolol + clortalidona) em lactantes.
Categoria D de risco na gravidez: Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe seu médico em caso de suspeita de gravidez.

Interações medicamentosas.

A administração de suco de laranja conjuntamente com o atenolol pode provocar interferência variável na absorção gastrintestinal da droga, devendo ser evitada.
Deve-se tomar cuidado ao transferir o uso de clonidina para um betabloqueador. Se o betabloqueador e a clonidina estão sendo administrados concomitantemente, a clonidina só deve ser descontinuada após vários dias da interrupção do uso de betabloqueador.
Deve-se tomar cuidado ao prescrever um betabloqueador junto com um antidisrítmico classe I, tal como a disopiramida.
Betabloqueadores devem ser usados com cuidado em combinação com o verapamil e/ou com o diltiazem, em pacientes com insuficiência ventricular ou anormalidade de condução. Esta associação pode levar à prolongação da condução sinoatrial e atrioventricular, podendo resultar em hipotensão severa, bradicardia e insuficiência cardíaca. Nenhum destes fármacos deve ser administrado por via intravenosa antes de 48 horas após a interrupção da outra.
Preparações que contêm lítio geralmente não devem ser administradas junto com diuréticos, porque elas podem diminuir o seu clearance renal.
A depleção de potássio pode ser perigosa em pacientes que estejam em tratamento com digitálicos.
Como ocorre com qualquer droga beta-bloqueadora, pode-se decidir suspender a administração deste produto antes de uma cirurgia. Neste caso, a última dose deve ser administrada 48 horas antes do início da anestesia. Se, por outro lado, for decidido continuar o tratamento, deve-se tomar cuidado ao usar agentes anestésicos, tais como o éter, ciclopropano e tricloroetileno. Dominância vagal, se ocorrer, pode ser corrigida pela injeção de 1 a 2 mg de atropina por via intravenosa.

Posologia e modo de usar.

A dose deve ser individualizada. Deve-se iniciar a terapia com 1comprimido de ANGIPRESS® CD (atenolol + clortalidona) 50/12,5 mg ao dia. Não havendo resposta satisfatória após 15 dias, aumenta-se a dose para 1 comprimido de ANGIPRESS® CD (atenolol + clortalidona) 100/25 mg ao dia. Aumento maior da dose produzirá pouca ou nenhuma diminuição adicional da pressão arterial e, quando necessário, pode-se adicionar um outro fármaco anti-hipertensivo como, por exemplo, um vasodilatador.
Pacientes idosos: deve ser iniciado o tratamento com a menor dose (50/12,5 mg ou 25/12,5 mg ao dia) e reajustar, se necessário.
Insuficiência renal: em pacientes com insuficiência renal grave, pode ser necessária uma redução na dose diária ou na freqüência de administração das doses. ANGIPRESS® CD (atenolol + clortalidona) não deve ser utilizado em pacientes com creatinina sérica maior que 2,5 mg/dL.
Uso pediátrico: não há experiência pediátrica e, por esse motivo, não se recomenda a administração desse medicamento a crianças.

Reações adversas.

O produto é normalmente muito bem tolerado, e os efeitos colaterais relacionados com esta associação são pouco freqüentes e, geralmente, de pequena intensidade.
Extremidades frias, cansaço muscular temporário, fadiga, distúrbios gastrintestinais e, em casos isolados, bradicardia e alterações do sono são muito raros. Também podem ocorrer dores de cabeça, alterações de humor, vertigens e piora da insuficiência cardíaca.
Distúrbios do sono, observados com outros betabloqueadores, foram raramente relatados, assim como alopecia, trombocitopenia, púrpura, reações cutâneas semelhantes a psoríase, exacerbação da psoríase, distúrbios visuais, psicoses, alucinações e aparecimento de bloqueio cardíaco em pacientes sensíveis.
Houve relatos de erupção cutânea e/ou olhos secos; nestes casos, recomenda-se a suspensão do medicamento.
Náusea e tontura têm sido ocasionalmente relatadas. Reações idiossincráticas ao fármaco, tais como trombocitopenia e leucopenia, raramente ocorrem. A incidência relatada é pequena, e, na maioria dos casos, os sintomas desaparecem quando o tratamento é descontinuado.
Caso algum desses sintomas ocorra sem que possa ser atribuído a outras causas, deve-se, então, considerar a suspensão da droga.

Superdose.

Em caso de superdose recomenda-se esvaziamento gástrico e a adoção de medidas de apoio necessárias. Bradicardia excessiva pode ser tratada pela administração de 1 a 2 mg de atropina por via intravenosa que, se necessário, pode ser seguida por uma infusão intravenosa de 1 a 10 mg/hora de glucagon, ou um beta-estimulante beta-adrenérgico, tais como dobutamina (2,5 mcg a 10 mcg/kg/min, i.v.) ou isoprenalina (10 a 25 mcg, velocidade de infusão não superior a 5 mcg/min). Dependendo da quantidade da superdose ingerida, para atingir a resposta desejada podem ser necessárias doses maiores de dobutamina ou isoprenalina, de acordo com as condições clínicas do paciente.

Pacientes idosos.

Deve ser iniciado o tratamento com a menor dose e reajustar, se necessário (um comprimido de ANGIPRESS® CD (atenolol + clortalidona) 50/12,5 mg ou 25/12,5 mg ao dia).

Dizeres legais.

Reg MS - 1.1213.0188
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

Princípios Ativos de Angipress Cd

Laboratório que produce Angipress Cd