Rasagilina

Ações terapêuticas.

Antiparkinsoniano.

Propriedades.

É um inibidor irreversível seletivo da enzima monoaminoxidase B (MAO-B), que pode causar um aumento das concentrações extracelulares de dopamina no corpo estriado. A alta concentração de dopamina e o subsequente aumento da atividade dopaminérgica produzem os efeitos benéficos da rasagilina observados em modelos de disfunção motora dopaminérgica. A rasagilina é rapidamente absorvida e alcança a concentração plasmática máxima (Cmáx) em 30 minutos aproximadamente. Sua biodisponibilidade absoluta após dose única é em torno de 36%, e os alimentos não afetam sua biodisponibilidade. A união a proteínas plasmáticas é de aproximadamente 60%-70%. A rasagilina é quase completamente metabolizada no fígado antes da excreção, principalmente por duas vias: N-desalquilação e/ou hidroxilação com formação de 1-aminoindano, 3-hidroxi-N-propargil-1-aminoindano e 3-hidroxi-1-aminoindano. Experimentos in vitro indicaram que as duas vias metabólicas da rasagilina dependem do sistema do citocromo P-450, sendo a CYP1A2 a principal isoenzima implicada em seu metabolismo. O 1-aminoindano é o principal metabólito ativo e não é um inibidor da MAO-B. A conjugação de rasagilina e de seus metabólitos é uma das principais vias de eliminação formadora de glicuronídeos. É eliminada através da urina (62,6%), por via fecal (21,8%) e menos de 1% é excretado de forma inalterada pela urina.

Indicações.

Doença de Parkinson (PD) idiopática em monoterapia (sem levodopa) ou em terapia coadjuvante (com levodopa) em pacientes ao final das flutuações da dose.

Posologia.

Dose usual: via oral, 1 mg uma vez ao dia, com ou sem levodopa. A ingestão pode ser feita com ou sem alimentos.

Superdosagem.

Não foram comunicados casos de superdosagem com a rasagilina.

Reações adversas.

Cefaleia, mal-estar geral, reações alérgicas, dispepsia, anorexia, leucopenia, depressão, vertigens, carcinoma de pele, urgência miccional.

Precauções.

Dado que o uso de rasagilina está associado com um risco elevado de câncer de pele (não exclusivamente melanoma), qualquer lesão cutânea suspeita deve ser controlada. Administrar com precaução, especialmente no início do tratamento com rasagilina, em pacientes com insuficiência hepática leve.

Interações.

Não administrar com outros inibidores da MAO, visto que pode haver a possibilidade de inibição da MAO não-seletiva e, com isto, ocorrência de crise hipertensiva. Recomenda-se evitar o uso concomitante com fluoxetina ou fluvoxamina; devem transcorrer pelo menos cinco semanas entre a interrupção da administração de fluoxetina e o início do tratamento com a rasgilina, e deve ser respeitado um intervalo de pelo menos 14 dias entre a interrupção da administração de rasagilina e o início do tratamento com fluoxetina ou fluvoxamina. Não se recomenda o emprego concomitante com dextrometorfano ou simpatomiméticos, descongestionantes nasais que contenham efedrina ou pseudoefedrina. Visto que foram relatadas reações adversas graves com o uso concomitante de inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), antidepressivos tricíclicos, tetracíclicos e inibidores da MAO, assim como com qualquer outro inibidor da MAO-B seletivo, recomenda-se administrar com precaução na vigência de uso de drogas antidepressivas. As drogas inibidoras da CYP1A2 (teofilina, ciprofloxacino) podem alterar as concentrações plasmáticas de rasagilina, razão pela qual devem ser administradas com precaução. A administração concomitante com entacapona aumentou a depuração oral de rasagilina.

Contraindicações.

Gravidez e amamentação. Hipersensibilidade à droga, pacientes sob tratamento com outros inibidores da monoaminoxidase (MAO) ou petidina, pacientes com insuficiência hepática grave.

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