Didrogesterona

Ações terapêuticas.

Progestogênio.

Propriedades.

A diidrogesterona é um progestogênio de estrutura similar à da progesterona, porém difere dessa, pois não induz aumento da temperatura nem inibe a ovulação; portanto, seu uso é preferido quando se necessita de um progestogênio sem efeito anticontraconceptivo. É desprovido de ações estrogênicas e androgênicas. Os progestogênios transformam o endométrio proliferativo em endométrio secretor. Inibem a contratilidade uterina. A resposta aos progestágenos nos tecidos moles depende de uma estimulação estrogênica prévia.

Indicações.

Transtornos menstruais e infertilidade feminina. Coadjuvante na terapia de substituição estrogênica, como protetor do endométrio. Prevenção do abortamento diante da ameaça de abortamento e abortamento habitual.

Posologia.

Tratamento de transtornos menstruais e infertilidade feminina: 10 mg, 2 vezes ao dia por via oral, em esquema cíclico. Coadjuvante na terapia de substituição estrogênica: 10 mg, 1 ou 2 vezes ao dia, por via oral. Endometriose: 10 mg, 3 ou 4 vezes ao dia, por via oral. Prevenção do abortamento diante da ameaça de abortamento: iniciar com 40 mg e, em seguida, 10 mg cada 8 horas. Abortamento habitual: 10 mg cada 12 horas.

Reações adversas.

Podem apresentar-se sangramento, alterações do fluxo menstrual, amenorreia, edema, aumento ou diminuição de peso, alterações da erosão e da secreção cervical, icterícia colestática, erupções (alérgicas), melasmas ou cloasmas, depressão mental. Quando se associa com estrogênios, observam-se tromboflebite, embolia pulmonar, trombose e embolia cerebral, elevação da pressão intraocular, alterações da libido, tonturas, fadiga, dores nas costas, dor de cabeça, hirsutismo, síndrome pré-menstrual, nervosismo, eritema nodoso, prurido. Registrou-se teratogenia (ausência de virilização) em um menino cuja mãe recebeu 20 mg/dia de diidrogesterona associada com hidroxiprogesterona (250 mg) desde a oitava até vigésima semanas de gravidez e 10 mg/dia de diidrogesterona até o termo.

Precauções.

Os progestogênios devem ser suspensos se a paciente apresenta perda repentina da visão, proptose, diplopia ou enxaqueca; se o exame oftalmológico indicar edema papilar ou lesões vasculares da retina, deve-se evitar a administração de progestogênios. Esses podem causar lesões fetais quando administrados durante os primeiros quatro meses de gravidez (masculinização do feto feminino, hipospadia, defeitos no coração e nos membros). Esses fármacos podem causar retenção de líquidos, portanto é necessário cuidado ao serem administrados em presença de epilepsia, enxaqueca, asma e disfunção cardíaca ou renal. Administrar com precaução em pacientes com antecedentes de depressão. O efeito na lactante é desconhecido, assim como sua segurança e eficácia em crianças. É eliminado no leite.

Contraindicações.

Tromboflebite, transtornos tromboembólicos, apoplexia cerebral ou antecedentes desses transtornos. Carcinoma de mama suspeito ou conhecido, sangramento vaginal não-diagnosticado, abortamento, antecedentes de gravidez ectópica, actinomicose genital.

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