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SILIMALON VITA E

ZYDUS NIKKHO

silimarina + racealfatocoferol, acetato

Hepatoprotetor.

Apresentações.

Embalagens contendo 10 e 30 comprimidos.
USO ADULTO
USO ORAL

Composição.

Cada comprimido contém: Extrato seco de Silybum marianum (L. Gaertn.) 215,385 mg 1, acetato de racealfatocoferol (Vitamina E) 200 mg, excipientes(*) q.s.p. 1 comprimido
(*) Excipientes: dióxido de silício, povidona, celulose microcristalina, hiprolose, amido, crospovidona, silicato de magnésio, estearato de magnésio e amarelo crepúsculo laca de alumínio.
(1) equivalentes a 140 mg de silimarina expressos em silibinina

Informações técnicas.

1. INDICAÇÕES
Silimalon® Vita E, por ação antioxidante combinada da silimarina e da vitamina E, combate os radicais livres que agridem as células do fígado; protege as membranas destas células e atua como agente de prevenção ou auxiliar no tratamento de agressões provocadas pela absorção de substâncias tóxicas, como as derivadas do álcool, medicamentos e produtos químicos; auxilia na redução dos lipídeos totais, dos triglicerídeos e do colesterol; Está indicado para auxiliar a recuperação da função hepática e também nas situações onde foi provocada sobrecarga da função hepática, como por exemplo: processos de cicatrização do fígado (fibrose hepática e estágios iniciais de fibrose hepática) e gordura no fígado (esteatose hepática); estimula a produção de proteínas, facilitando a regeneração das células. Desta forma, Silimalon®Vita E protege o fígado de agressões e favorece sua recuperação. Silimalon Vita E deve ser utilizado conforme a recomendação do profissional de saúde.

2. RESULTADOS DE EFICÁCIA
A - Silimarina
Uma análise da eficácia da silimarina, realizada por Wellington & Jarvis, 2001 (1), em distúrbios hepáticos, baseada em uma revisão da literatura médica publicada, de estudos bem controlados e com uma apropriada metodologia estatística, no período de 1966 a 2001, encontrou os seguintes resultados:
O efeito da silimarina sobre a sobrevida de pacientes com cirrose hepática foi examinado em três estudos duplo-cegos randomizados. Nenhum deles demonstrou um efeito benéfico estatisticamente significativo sobre a mortalidade dos pacientes. Todavia, a subanálise em um dos estudos - um ensaio clínico duplo-cego randomizado envolvendo 170 pacientes com cirrose hepática, 91 dos quais de origem alcoólica e 79 não alcoólica - demonstrou que o tratamento por tempo prolongado com silimarina 420 mg/dia aumentou significativamente a taxa de sobrevida de quatro anos dos pacientes em comparação com placebo. Além disso, entre os pacientes com cirrose alcoólica, foi registrada morte em 22% paciente (10 de 46) no grupo silimarina em comparação com 42% (19 de 45) no grupo controle (p = 0,01).

Em um ensaio randomizado, duplo-cego, investigando a capacidade da silimarina de normalizar os parâmetros de função hepática em pacientes com doença hepática, os resultados do tratamento com silimarina foram significativamente melhores do que com o placebo. Trinta e seis pacientes foram randomizados para receber silimarina, 140 mg três vezes ao dia (420 mg/dia), ou placebo por 6 meses. Durante o curso do tratamento com silimarina, os níveis séricos médios de bilirrubina dos pacientes normalizaram e os de transaminases (AST e ALT) e gama-glutamil transferase (GGT) diminuíram significantemente em comparação com os valores basais.
Da mesma forma, em um estudo randomizado, duplo-cego, envolvendo 97 pacientes consecutivos com doença hepática induzida por álcool, a silimarina, 420 mg/dia, melhorou significantemente os níveis séricos de AST e ALT em comparação com o placebo.
Entre 175 pacientes com envenenamento agudo com Amanita (Amanita phalloides), tratados com silimarina, somente 8,6% vieram a falecer (dados publicados como relato de caso). Do total, 131 dos pacientes também receberam tratamento com benzilpenicilina (penicilina G). Dos 44 pacientes restantes, que receberam somente silimarina, apenas um faleceu (caso em que o paciente ingeriu o cogumelo numa tentativa de suicídio). A maioria dos pacientes recebeu silibinina por via intravenosa na dose de 20 a 48 mg/kg/dia. No entanto, cinco pacientes tomaram silimarina por via oral e silibinina por via intravenosa; 1 paciente recebeu apenas silimarina oral 1,4 a 4,2 g/dia.
Resumindo, a silibinina, 20 a 48 mg/kg/dia, foi eficaz como antídoto clínico para envenenamento por Amanita phalloides.

A silimarina, 420 mg/dia por 30 dias, melhorou significantemente a contagem de plaquetas (p < 0,05), níveis séricos de AST e ALT (p < 0,01) e GGT (p < 0,05) em uma amostra de 49 pacientes com distúrbios hematológicos provocados por exposição a níveis tóxicos de tolueno e xileno. Os pacientes foram divididos em 2 grupos: tratamento e não tratamento, com base no sexo, estado físico e hábitos de vida. Foram excluídos do estudo pacientes alcoólicos.
Outros estudos clínicos
Com o objetivo de verificar se o tratamento prolongado com silimarina é efetivo na redução da peroxidação lipídica e resistência insulínica em pacientes diabéticos com cirrose Velussi et al., 1997, conduziram um estudo aberto, controlado por placebo, de 12 meses de duração, em dois grupos bem pareados de diabéticos, sob insulinoterapia, portadores também de cirrose alcoólica. Um grupo (n =30) recebeu 600 mg de silimarina/dia mais terapia standard, enquanto o grupo controle (n = 30) recebeu apenas terapia standard. Os parâmetros de eficácia, medidos regularmente durante o estudo, incluíram: glicemia de jejum, glicemia média diária, níveis diários de glicosúria, hemoglobina glicosilada (HhA1c) e níveis de malondialdeído.
Houve uma diminuição significante (p < 0,01) nos níveis de glicemia de jejum, nos níveis de glicemia média diária, nos níveis de glicosúria diária e de HbA1c já nos 4 meses iniciais de tratamento no grupo silimarina. Além disso, houve uma diminuição significante (p < 0,01) nos níveis de insulina de jejum e de necessidade média de insulina exógena no grupo tratado, enquanto que no grupo não tratado houve um aumento significante (p < 0,05) nos níveis de insulina de jejum e uma necessidade estabilizada de insulina. Esses achados são consistentes com a diminuição significante (p < 0,01) nos níveis de peptídeo C basais e estimulado por glucagon no grupo tratado e aumento significante de ambos os parâmetros no grupo controle. Outro achado interessante foi a significante diminuição (p < 0,01) nos níveis de malondialdeído (um marcador de estresse oxidativo) no grupo tratado (2).
A esteato-hepatite é um diagnóstico frequente nos pacientes com obesidade, diabetes mellitus, síndrome metabólica e, recentemente, foi diagnosticada em associação com a hepatite pelo VHC (3).

Um estudo randomizado, para avaliar a eficácia da silimarina na esteato-hepatite não alcoólica (NASH), foi conduzido Solhi et al., 2014, em 64 pacientes portadores da condição, divididos randomicamente em grupos bem pareados (em termos de idades, IMC e peso corporal) em silimarina (S) (n = 33) e controle (C) (n = 31). Os critérios de inclusão incluíram: ultrassonografia anormal e elevação persistente nos níveis de transaminases (AST e ALT > 1,2 vezes o limite superior da normalidade) nos últimos seis meses. Os pacientes de ambos os grupos foram orientados a consumir uma dieta com baixo teor de gordura e carboidratos e a praticar esportes regularmente para perder até 4 kg. Os pacientes do grupo S receberam 210 mg/dia de silimarina por via oral por 8 semanas e os do grupo C receberam placebo. Após 8 semanas, eles foram reavaliados e os seus níveis séricos de AST e ALT novamente medidos. No grupo sob tratamento com a silimarina houve uma queda notável nos níveis séricos das enzimas hepáticas (4).

B - Vitamina E
Estudos Clínicos com Vitamina E em pacientes com doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA)
O que forma a base teórica para o uso da vitamina E no tratamento da DHGNA é o seu papel protetor como antioxidante, o seu potencial extra-antioxidante, e o fato de terem sido encontrados os níveis séricos diminuídos de a-tocoferol nos pacientes com esta condição em comparação com aqueles de controles saudáveis (5).

Dois grandes estudos randomizados e controlados foram conduzidos pela NASH Clinical Research Network para avaliar a eficácia da vitamina E na melhora da esteato-hepatite (inflamação do fígado causada por gordura) não alcoólica (EHNA). O primeiro desses estudos, o de Sanyal AJ et al., 2010, incluiu 247 adultos não diabéticos e não cirróticos, portadores de EHNA, que receberam ou vitamina E (800 UI/dia) ou pioglitazona (30 mg/dia) ou placebo por 96 semanas. O desfecho primário foi a melhora nas características histológicas, avaliada pelos escores padronizados para esteatose, inflamação, balonamento hepatocelular e fibrose. O objetivo do estudo foi comparar o grupo de tratamento (vitamina E ou pioglitazona) versus grupo placebo com valor de p < 0,025, considerado como significância estatística para comparações múltiplas. Comparado com placebo, o tratamento com a vitamina E mostrou uma robusta melhora na EHNA (43% vs. 19%, p=0,001), enquanto a pioglitazona não atingiu significância estatística (34% vs. 19%, p=0,04). Embora tenha sido observada uma significante redução na esteatose hepática, inflamação lobular e balonização hepatocelular, nenhuma melhora significante no escore de fibrose foi associada em ambos os grupos de tratamento (6).
Curiosamente, o tratamento combinado de vitamina E (400 UI/dia) mais pioglitazona (30 mg/dia), em um estudo piloto menor, foi superior à vitamina E sozinha, demonstrando não apenas uma significante diminuição da esteatose, balonização citológica, hialina de Mallory (corpos de Mallory) e inflamação, mas também uma significante redução na fibrose pericelular, comparada à histologia basal (7).
No outro estudo referido acima, de Lavine JE et al., 2011, 173 crianças e adolescentes foram randomizadas para receber vitamina E (400 UI/duas vezes ao dia), metformina (500 mg duas vezes ao dia) ou placebo por 96 semanas. Nenhum agente foi superior ao placebo em atingir o resultado primário, uma redução no nível de ALT de 50% ou menos do valor basal ou 40 U/L ou menos em cada visita (48ª e 96ª semana). A resolução da EHNA foi significantemente maior no grupo de tratamento com vitamina E, quando comparado com o placebo, atribuída principalmente à melhora significante no balonamento hepatocelular. Os níveis basais de a-tocoferol foram relativamente similares entre pacientes dos grupos vitamina E e placebo (8).

Para determinar se a suplementação de vitamina E é eficaz na redução dos níveis séricos de transaminases (ALT e AST) e fosfatase alcalina em pacientes com esteato-hepatite não alcoólica (EHNA) associada à obesidade, Levine JE, 2000, em um estudo piloto, aberto, com crianças com idade média de 12,4 anos, com níveis séricos de ALT e AST cronicamente elevados por mais de 3 meses, com fígado difusamente ecogênico na ultrassonografia e sem outra razão demonstrável para valores bioquímicos anormais, além da obesidade (e por isso diagnosticados como portadores de esteato-hepatite não alcoólica), tratou um grupo de pacientes (n = 11) com vitamina E oral com doses orais entre 400 e 1200 UI/por dia por 4 a 10 meses. Valores bioquímicos foram monitorados mensalmente durante todo período do tratamento.
Em relação aos valores pré-tratamento, o índice de massa corporal não se alterou significativamente após o tratamento. A ALT diminuiu de 175+106 UI/L para 40±26 UI/L (p < 0,001, teste de Student pareado), a AST diminuiu de 104±61 UI/L para 33±11 UI/L (p < 0,002) e a fosfatase alcalina diminuiu de 279±42 UI/L para 202±66 UI/L (p < 0,003) durante o tratamento. Os níveis séricos de ALT permaneceram normais durante o tratamento, mas retornaram à anormalidade nos pacientes em que o tratamento foi eletivamente suspenso. Os níveis séricos de a-tocoferol estavam dentro da faixa normal antes do início do tratamento e aumentaram significativamente com a suplementação. O fígado manteve-se difusamente ecogênico durante o tratamento, no período em que os níveis séricos das aminotransferase estiveram reduzidos.
Os resultados deste estudo piloto permitiu a conclusão de que a administração oral diária de suplemento de vitamina E nesse grupo de pacientes com esteato-hepatite não alcoólica foi responsável pela normalização dos níveis séricos de transaminases e fosfatase alcalina (9).
C - Silimarina mais vitamina E
Estudos com a Combinação Silimarina mais Vitamina E em pacientes com DHGNA
Em um estudo de Aller R. et al.,2015, 36 pacientes, homens e mulheres, com doença hepática gordurosa não alcoólica foram randomicamente distribuídos em dois grupos. Ambos os grupos (I e II) submeteram-se a um programa de mudança de estilo de vida, que consistia em uma dieta hipocalórica (1.520 kcal, com 52% de carboidratos, 25% de lipídeos e 23% de proteínas) e exercícios aeróbicos por 60 minutos, pelo menos 4 vezes por semana, por 3 meses. Os pacientes do grupo I submeteram-se também a um tratamento, por igual período, com uma combinação de silimarina, 540,3 mg + vitamina E, 36 mg por dia, por via oral, enquanto que os do grupo II foram tratados apenas com o programa de mudança do estilo de vida. Foram medidas, antes e após o tratamento, variáveis antropométricas (circunferência da cintura abdominal, peso e índice de massa corporal) e bioquímicas: níveis séricos de glicose, transaminases (AST e ALT), gama- glutamil transferase (GGT) e resistência à insulina (HOMA-IR) em jejum. Foram aplicados índices não invasivos de DHGNA: índice de fígado gorduroso (FLI), produto de acumulação hepática (LAP) e escore de DHGNA-fibrose (FS).
Os achados ao final do estudo demonstraram que o tratamento com silimarina associada à vitamina E e uma dieta hipocalórica melhorou significativamente os testes de função hepática e os testes não invasivos de DHGNA e que esta alteração esteve presente mesmo quando os pacientes não tiveram perda de 5% de peso de peso (10).

3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
Silimalon® Vita E é uma combinação de silimarina e vitamina E.
Silimarina
A silimarina, uma mistura de isômeros flavonolignanos, extraída de sementes e fruto seco do cardo mariano (Silybum marianum, L. Gaertn.), família Asteraceae, tem sido usada por séculos como medicamento natural para tratamento de doenças do fígado e vias biliares. Atualmente ela é um dos medicamentos de origem vegetal, com mecanismo de ação conhecido, mais investigados para tratamento de doenças hepáticas (11).
O principal componente da silimarina, e também o mais ativo, é a silibinina (uma mistura de 50% de silibina A e 50% de silibina B), representando cerca de 60-70% dos componentes, seguida da silicristina (20%) e da silidianina (10%) (12). Os demais componentes importantes são: a isosilibina A, isosilibina B, isosilicristina e taxifolina.
O amplo espectro de ação da silimarina envolve efeitos antioxidantes, antifibróticos, anti- inflamatórios, imunomoduladores, regenerador hepático, inibidor de peroxidação lipídica e sequestrador de radical livre. A atividade antifibrótica da silimarina ocorre através da indução de apoptose de células estreladas hepáticas ou por indução de degradação dos depósitos de colágeno (13,14).
Vitamina E
A vitamina E é lipossolúvel e encontrada naturalmente em alguns alimentos, adicionada a outros e disponível como suplemento dietético. Na natureza, ela existe sob 8 formas químicas diferentes, quatro na de tocoferóis (alfa-, beta-, gama- e delta-tocoferol) e quatro na de tocotrienóis (alfa-, beta-, gama- e delta-tocotrienol). As posições e os números dos grupos metil ligados ao anel cromanol designam cada forma como a, b, c ou d.
A vitamina E está amplamente distribuída em todos os tecidos do organismo, onde exerce função fisiológica como antioxidante ("quebrador de cadeia oxidante") e "limpador" (scavenger) de radicais livres. Age através da inibição da peroxidação natural dos ácidos graxos poli-insaturados (PUFA), presentes nas camadas lipídicas das membranas celulares, impedindo a formação desses radicais e dificultando a morte celular causada pelo estresse oxidativo (15).

Farmacodinâmica
Silimarina
A silimarina, devido a sua natureza fenólica, tem ação antioxidante, reagindo com diversos radicais livres, inclusive aqueles derivados do oxigênio e da hidroxila. Apresenta atividade inibitória sobre várias enzimas, como peroxidases, lipoxigenases e prostaglandina-sintetases, reduzindo a peroxidação lipídica e a propagação do processo oxidativo. Promove aumentos da glutationa hepática total e do percentual de glutationa reduzida e a expressão da enzima superóxido dismutase. É capaz de estimular a RNA-polimerase I e a síntese do RNAr, aumentando a velocidade de formação do ribossomo e, consequentemente, da síntese proteica, o que favorece, também, a síntese e replicação do DNA. Tais ações são de suma importância para a regeneração celular.
A silimarina estimula a atividade da colina-P citidiltransferase e a síntese da fosfatidilcolina e inibe a síntese da lecitina a partir do catabolismo da colina, protegendo os fosfolipídios e preservando a estabilidade das membranas celulares e microssomais hepáticas. Reduz a produção de lipídios totais e, provavelmente, ativa a b-oxidação de ácidos graxos, reduzindo a síntese de triglicerídeos. Reduz também os níveis séricos das lipoproteínas de baixa densidade (LDL) e a biossíntese do colesterol, possivelmente por inibição da enzima HMG-CoA redutase (3-hidroxi- 3-metilglutaril coenzima A-redutase). Com o uso da silimarina também foi observada uma redução da concentração do colesterol biliar. Ela auxilia na redução da fibrogênese, por inibição da proliferação de células hepáticas estreladas, e na redução da síntese do colágeno tipo I. Inibe, de maneira dose-dependente, a síntese de leucotrienos (LT), notadamente o LTB4, por bloqueio da via da 5-lipoxigenase, e também, a liberação de histamina dos mastócitos, mediada neutrófilo, auxiliando na redução dos processos inflamatórios. Por suas ações antioxidantes e no aumento da síntese da glutationa, a silimarina pode ser útil na intoxicação pelo paracetamol, É efetiva na prevenção da hepatotoxicidade causada pela ingestão do cogumelo Amanita phalloides, provavelmente por bloqueio dos receptores dos peptídeos deste fungo na superfície das membranas celular e nuclear do hepatócito (11).

Vitamina E
Durante a fase inicial de peroxidação lipídica, radicais livres extraem um átomo de hidrogênio do ácido graxo poli-insaturado (PUFA) suscetível dentro de membranas biológicas, resultando na formação de radical lipídico livre (ROOH). O oxigênio então reage com o radical lipídico instável, formando um radical peroxil (ROO-), capaz de atacar outro PUFA, propagando-se como uma reação em cadeia. A vitamina E intercepta a propagação do radical peroxil mais rapidamente do que o PUFA, pela doação do seu hidrogênio fenólico para o radical e o converte em produto hidroperóxido. Consequentemente à formação de radicais tocoferoxil, ela reage com outro radical peroxil, formando, assim, produtos não radicais. Em humanos e em animais de experimentação, a vitamina E interrompe a produção de isoprostanos, um índice de peroxidação lipídica (16,17). Através da proteção contra a peroxidação, a vitamina E se consome rapidamente e se regenera na sua forma reduzida pela rede de ciclagem antioxidante citoplasmática, que inclui vitamina C e antioxidantes tióis, como glutationa e ácido lipoico (18).
Outra característica da vitamina E é a capacidade de mediar a sinalização celular e regular a expressão de genes, independentemente de suas propriedades antioxidantes. Em células musculares lisas vasculares, o a-tocoferol inibe a proteína quinase C (PKC) através da ativação de proteína fosfatase 2A (19). Outros efeitos importantes do a-tocoferol sobre a transdução de sinal inclui ativação da proteína quinase ativada por mitógeno e fosfatidilinositol 3-quinase e inibição das atividades da fosfolipase A2, ciclo-oxigenase, lipoxigenase e NADPH-oxidase (19, 20). Com efeito, os eventos moleculares levam à inibição da proliferação celular, adesão e agregação plaquetária, adesão endotelial de monócitos e liberação de citocinas. Acredita-se que esses mecanismos sejam independentes das propriedades antioxidantes do a-tocoferol, pois outras formas de vitamina E, que têm potência antioxidante relativamente igual, não compartilham de muitas dessas funções. As atividades de regulação da expressão de genes, exercidas por várias formas de vitamina E, foram extensivamente revisadas por alguns autores (18,19,21). Sugeriu-se, contudo, que o estresse oxidativo, mais do que essa atividade reguladora do a-tocoferol, seja o responsável direto pelas vias de sinalização celular, descritas previamente (22).
Farmacocinética
Silimarina
Poucos estudos farmacocinéticos foram realizados sobre a silimarina porque o extrato de Sylibum marianum, contém vários compostos, dos quais a silibinina (uma mistura de dois diastereômeros: silibina A e silibina B), isosilibina, silidianina e silicristina são a maioria. A silibinina constitui entre 60 e 70% de todos os compostos, sendo o mais ativo. Assim, os estudos que envolveram a administração da silimarina a voluntários saudáveis, usualmente, relataram os parâmetros farmacocinéticos da silibinina.
Absorção:
Administrada por via oral, cerca de 20 a 50% da silimarina são rapidamente absorvidos ao nível do intestino, sendo 80% da dose excretada na bile, enquanto cerca de 10% entram na circulação entero-hepática.
Distribuição:
Estudos experimentais com silibina marcada demonstraram a presença desta na circulação geral, fígado, pulmões, estômago e pâncreas, aproximadamente, meia hora após a sua administração e, nos demais tecidos, após uma hora. Picos de concentração plasmática são atingidos após 2 h, sendo 6 h a sua T1/2 de eliminação.
Metabolismo:
Entre 75 e 90% da dose administrada de silibinina são metabolizados a glicuronídeos e conjugados sulfatos.
Eliminação:
Entre 1 e 5% de uma dose oral de silimarina são excretados inalterados na urina e entre 20 e 40%, recuperados na forma conjugada na bile. Os níveis plasmáticos de silibinina em pacientes com cirrose hepática compensada se mostraram dentro da faixa normal comparada com aqueles obtidos de voluntários saudáveis (1).

Os níveis de silibinina na bile atingem seu máximo dentro de 2 a 9 h, continuando a excreção biliar por 24 h após uma única dose. A alta concentração biliar de silibinina e sua baixa eliminação urinária poderiam ser explicadas por sua circulação entero-hepática, através da qual, após absorção intestinal, conjugação no fígado e excreção na bile, sofreria hidrólise, por ação da flora no intestino, e daí seria novamente absorvida. A parte não reabsorvida seria eliminada, in natura, nas fezes (11).

Vitamina E
Absorção:
A absorção da vitamina E no trato gastrintestinal depende das secreções biliares e pancreáticas, formação de micelas, captação pelos enterócitos e secreção pelos quilomicrons. A sua biodisponibilidade é relativamente baixa, variando de 20-60% quando ingerida de fontes naturais. A fração absorvida tende a diminuir com o aumento da dose.
Após a sua ingestão, ela é solubilizada numa mistura de micelas na luz intestinal, absorvida no intestino delgado através de difusão passiva e empacotada em quilomicrons. O seu transporte através dos enterócitos parece depender da mediação de um receptor, o SR-B1 (scavenger receptor class B type 1) (23). Na entrada na circulação, através do sistema linfático, os quilomicrons são hidrolisados pela lipoproteína lipase (LPL) e, como resultado, a fração de vitamina E é liberada e captada pelos tecidos extra-hepáticos através de um mecanismo de ponte dependente de LPL (24). Os quilomicrons transformados remanescentes são captados pelo fígado, principalmente através de endocitose mediada por receptor. Nos hepatócitos, a forma a-tocoferol da vitamina E é preferencialmente ligada à proteína transferidora de a-tocoferol (a-TTP) para ressecreção na circulação (25). A secreção de a-tocoferol do hepatócito no plasma parece depender da produção e secreção de VLDL e/ou de um mecanismo Golgi-independente, não diretamente associado à secreção de VLDL (24). O a-tocoferol é captado dos endossomos pela a-TTP e transferido à membrana plasmática, de onde é secretado da célula através de uma proteína transportadora, a ABCA 1 (ATP-binding cassete transporter subfamily A member 1), e adquirido pelas lipoproteínas (26, 27). A a-TTP mantém essencialmente os níveis de a-tocoferol no plasma e tecidos, enquanto as outras formas de vitamina E são preferencialmente metabolizadas pelo citocromo P450 microssomal ou excretada na bile (25). No plasma, as lipoproteínas são consideradas as principais transportadoras de a-tocoferol, servindo como fontes eficientes para captação pelos tecidos periféricos. A proteína plasmática transferidora de fosfolipídio e a proteína transferidora de éster colesteril aumentam a transferência de vitamina E entre as lipoproteínas e as células (28,29).
Distribuição:
Embora o receptor do LDL possa modular a captação de vitamina E para os tecidos, verificou-se que ele não é essencial na manutenção dos níveis tissulares de vitamina E no estado de equilíbrio in vivo (21). Tem sido amplamente reconhecido o papel do SR-B1, um receptor de superfície celular, na distribuição periférica do a-tocoferol associado ao HDL.
A vitamina E é distribuída em todos os tecidos e armazenada no tecido adiposo. Atravessa a placenta e é secretada no leite materno.
Metabolismo:
É extensivamente metabolizada, principalmente no fígado, transformada em glicuronídeos do ácido tocoferônico e sua gama-lactona.
Eliminação
É excretada, principalmente, nas fezes através da excreção biliar e também na urina (30).

4. CONTRAINDICAÇÕES
Silimalon® Vita E é contraindicado para pacientes com hipersensibilidade aos componentes da fórmula ou a outras espécies da família Asteraceae.

Crianças: Não foram realizados estudos específicos com este medicamento nessa apresentação em crianças para o estabelecimento da sua segurança neste grupo de indivíduos. Portanto, Silimalon® Vita E é contraindicado para crianças.
Este medicamento é contraindicado para uso por crianças.

5.
ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES
Recomenda-se precaução quanto ao uso de vitamina E em pacientes com maior propensão a sangramentos, principalmente aqueles tomando antagonistas da vitamina K (anticoagulantes cumarínicos), como a varfarina.
O uso do acetato de racealfatocoferol (vitamina E) em doses terapêuticas está associado a um aumento do risco de acidente vascular cerebral hemorrágico.
O uso prolongado de doses de vitamina E acima de 800 UI/dia tem sido associado com o aumento da tendência a sangramentos em pacientes com deficiência de vitamina K.
A vitamina E pode comprometer a resposta hematológica ao ferro em crianças com anemia por deficiência de ferro.
Uso durante a gravidez e lactação
Categoria de Risco na Gravidez: C
Este medicamento não se destina ao uso durante a gravidez ou lactação. Seu uso nestes períodos deve ser feito estritamente sob supervisão médica para indicações específicas, ponderando o risco/benefício para a mãe e para a criança, devendo o tratamento ser ajustado de acordo com os níveis séricos de alfa-tocoferol.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Nenhum efeito tem sido observado na capacidade de dirigir veículos e operar máquinas.

Consulte um clínico regularmente. Ele avaliará corretamente a evolução do tratamento. Siga corretamente suas orientações.
Atenção: Contém o corante amarelo crepúsculo laca de alumínio.

6.
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Foi demonstrado que a silimarina pode inibir algumas enzimas do citocromo P450 (CYP), em camundongos, e algumas enzimas CYP de microssomos hepáticos humanos, in vitro.
Portanto, deve ser considerada a possibilidade de interação da silimarina com drogas metabolizadas pelas CYP3A4 e CYP2C9.
A vitamina E pode interagir com os seguintes medicamentos:


Alimentos
Não existem relatos de casos de alteração clinicamente significante dos efeitos da silimarina ou da vitamina E por alimentos.
Exames laboratoriais e não laboratoriais
Não há relatos de interação entre silimarina ou vitamina E e exame laboratorial ou não laboratorial.

7. CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO
Silimalon® Vita E deve ser guardado na sua embalagem original, temperatura entre 15° e 30°C. Nestas condições, este medicamento possui prazo de validade de 24 (vinte e quatro) meses, a partir da data de fabricação.

Número do lote, data de fabricação, e prazo de validade: vide embalagem.

Não use medicamento com prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Características físicas e organolépticas
Comprimidos não revestidos, biconvexo, de lados planos, com formato de cápsula, de cor laranja claro e laranja.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

Todo o medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

8.
POSOLOGIA E MODO DE USAR
Os comprimidos de Silimalon® Vita E devem ser ingeridos com um pouco de água ou outro líquido.
Adultos:
A dose recomendada é de 1 comprimido duas vezes ao dia, dependendo da condição tratada, por até 3 meses ou a critério do médico.

Crianças: Este medicamento é contraindicado para crianças.
Idosos: Não há advertências ou recomendações especiais, sobre o uso do produto por pessoas idosas.
Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

9. REAÇÕES ADVERSAS
Como qualquer medicamento, Silimalon® Vita E pode causar reações adversas. Entretanto, essas reações não ocorrem em todas as pessoas. As reações listadas abaixo foram obtidas de relatos espontâneos, não sendo possível estabelecer a sua organização por frequência.

• Distúrbios do sistema imunológico: Reação alérgica, como erupção cutânea (eritema, urticária, bolhas) e angioedema; anafilaxia (os sintomas podem incluir estridor, dispneia, sibilos e hipotensão).
Na ocorrência de qualquer reação alérgica, o tratamento com este medicamento deverá ser imediatamente interrompido e o paciente avaliado por um médico.
• Distúrbios gastrintestinais: Diarreia, dor abdominal, náusea e flatulência.
• Distúrbio na pele e tecido subcutâneo: Erupção cutânea e prurido.

Em caso de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária - NOTIVISA -, disponível em www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

10. SUPERDOSE
Não existem evidências de que este medicamento possa levar à superdose quando utilizado como recomendado.
Os sinais e sintomas de uma eventual superdose de vitamina E são inespecíficos. Distúrbios gastrintestinais transitórios, como náusea, diarreia e flatulência foram relatados com doses diárias acima de 1.000 mg. Podem ocorrer outros sintomas, como fadiga, astenia, cefaleia, visão turva e erupção cutânea.
Na suspeita de superdose, o uso deste medicamento deve ser imediatamente suspenso e o paciente, encaminhado para avaliação médica e, se necessário, instituição de medidas gerais de suporte.
Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

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