PRINIVIL®

MERCK SHARP

lisinopril

Anti-hipertensivo.

Apresentações.

PRINIVIL® (Lisinopril, MSD) é apresentado sob a forma farmacêutica de comprimidos em caixas com 30 comprimidos de 10 mg.
USO ADULTO.

Composição.

Ingrediente Ativo: Cada comprimido de PRINIVIL® contém 10 mg de lisinopril. Ingredientes Inativos: Cada comprimido de PRINIVIL® de 10 mg contém fosfato de cálcio dibásico, manitol, amido de milho, amido pré-gelatinizado, estearato de magnésio e óxido de ferro amarelo.

Informações técnicas.

FARMACOLOGIA CLÍNICA
Mecanismo de Ação
O lisinopril mostrou inibir a enzima conversora de angiotensina (ECA) em seres humanos e animais. A ECA é uma peptidil dipeptidase que catalisa a conversão de angiotensina I para a substância vasoconstritora angiotensina II. A angiotensina II também estimula a secreção de aldosterona pelo córtex adrenal. A inibição da ECA resulta na diminuição de angiotensina II plasmática, que leva à diminuição da secreção de aldosterona, o que pode resultar em pequeno aumento de potássio sérico. Em pacientes hipertensivos com função real normal tratados só com lisinopril por até 24 semanas, o aumento médio de potássio sérico foi menor que 0,1 mEq/L. Porém, aproximadamente 10% dos pacientes tiveram aumentos de K+ sérico > 0,5 mEq/L e aproximadamente 6% tiveram diminuições > 0,5 mEq/L. Em pacientes tratados com lisinopril mais um diurético tiazídico, não houve alteração no potássio sérico (veja PRECAUÇÕES).
A remoção da retroalimentação negativa da angiotensina II na secreção da renina leva ao aumento da atividade da renina plasmática.
A ECA é idêntica à cininase, a enzima que degrada bradicinina. Resta ser elucidado se o aumento dos níveis de bradicinina, um peptídeo vasodepressor potente, desempenha algum papel nos efeitos terapêuticos do lisinopril.
Por enquanto acredita-se que o mecanismo pelo qual o lisinopril abaixa a pressão arterial é principalmente supressão do sistema renina-angiotensina-aldosterona - o lisinopril tem se demonstrado um anti-hipertensivo até mesmo para pacientes com hipertensão e níveis baixos de renina. Embora o lisinopril tenha causado efeito anti-hipertensivo em todas as raças estudadas, os pacientes hipertensos da raça negra (normalmente uma população hipertensa com baixos níveis de renina) tiveram resposta média menor para monotratamento que os pacientes não pertencentes à raça negra. A administração concomitante de lisinopril e hidroclorotiazida pode diminuir essa diferença.
Farmacocinética
Em estudos clínicos, o pico das concentrações plasmáticas ocorreu no período de aproximadamente 6 a 8 horas após administração oral. O declínio das concentrações plasmáticas exibiu uma fase terminal prolongada que não contribuiu para a acumulação da medicação. Essa fase terminal provavelmente representa ligação saturável à ECA e não era proporcional à dose. O lisinopril não apareceu ligado a outras proteínas plasmáticas.
O lisinopril não sofre metabolismo e é completamente excretado inalterado na urina. Com base na recuperação urinária em estudos clínicos, a extensão de absorção de lisinopril era aproximadamente de 25%. A absorção do lisinopril não foi influenciada pela presença de alimento no trato gastrintestinal.
Em doses múltiplas, o lisinopril exibiu meia-vida efetiva de acúmulo de 12 horas.
Em idosos saudáveis (a partir de 65 anos de idade), uma dose única de 20 mg de lisinopril produziu concentrações séricas mais altas que aquelas verificadas em adultos jovens saudáveis com dose similar. Em outro estudo, doses únicas diárias de 5 mg de lisinopril foram administradas por 7 dias consecutivos para voluntários saudáveis jovens e idosos e para pacientes idosos com insuficiência cardíaca congestiva. A concentração máxima sérica de lisinopril no 7° dia foi mais alta em voluntários idosos do que nos jovens e ainda mais alta em pacientes idosos com insuficiência cardíaca congestiva. Esses achados são consistentes com o conceito de que uma medicação de baixa solubilidade lipídica (como lisinopril) alcança volume reduzido de distribuição no idoso que tem diminuída a relação massa/gordura corpórea; e também de que a depuração renal de lisinopril está diminuída no idoso, particularmente na presença de insuficiência cardíaca congestiva.
A distribuição do lisinopril em pacientes com insuficiência renal com clearance > 30mL/min foi similar àquela em pacientes com função renal normal. Com clearance 30mL/min, houve aumento dos níveis de lisinopril no pico e no vale bem como do tempo para atingir o pico, além do período de equilíbrio ter se prolongado algumas vezes
Estudos em ratos indicam que o lisinopril cruza muito pouco a barreira hematoencefálica. Doses múltiplas de lisinopril em ratos não resultam em acumulação em quaisquer tecidos. Após administração de 14C-lisinopril, o leite de ratas lactantes continha radioatividade. A radioatividade foi encontrada na placenta após administração de medicação marcada em ratas grávidas, mas nada foi encontrado nos fetos.
Farmacocinética de interações medicamentosas
Nenhuma interação farmacocinética clinicamente significativa ocorreu quando o lisinopril foi usado concomitantemente com propranolol, digoxina ou hidroclorotiazida.
Farmacodinâmica
A administração de lisinopril a pacientes com hipertensão resulta em redução da pressão arterial na posição supina e na posição ereta sem taquicardia compensatória. Hipotensão postural sintomática normalmente não foi observada, embora possa ocorrer em pacientes com depleção de volume e/ou pacientes com depleção de sal (veja PRECAUÇÕES).
Na maioria dos pacientes estudados, o começo da atividade anti-hipertensiva foi visto 1 - 2 horas depois da administração oral de uma dose individual de lisinopril e com pico de redução da pressão arterial alcançado em seis horas.
Em alguns pacientes, a redução ideal da pressão arterial pode requerer de duas a quatro semanas de tratamento.
Em doses únicas diárias, os efeitos anti-hipertensivos têm sido mantidos por até 24 horas.
Os efeitos anti-hipertensivos do lisinopril se mantêm durante tratamento de longa duração. A retirada abrupta do lisinopril não foi associada a aumento rápido da pressão sangüínea nem a retorno a níveis superiores aos da pressão arterial pré-tratamento.
Em estudos hemodinâmicos em pacientes com hipertensão essencial, a redução da pressão arterial foi acompanhada por redução na resistência arterial periférica com pequena ou nenhuma alteração no débito cardíaco ou na freqüência cardíaca. Em um estudo em pacientes hipertensos, após administração de lisinopril, houve aumento no fluxo sangüíneo renal e não houve alteração do fluxo de filtração glomerular.
O lisinopril, nas doses de 20 a 80 mg, era igualmente efetivo em idosos (65 anos de idade ou mais) e em pacientes hipertensos mais jovens. Em estudos clínicos, a idade não afetou o perfil de segurança do lisinopril.
Em pacientes com hipertensão renovascular, o lisinopril mostrou ser bem tolerado e eficaz no controle da pressão arterial (veja PRECAUÇÕES).
Em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva em tratamento com digitálicos e diuréticos, o tratamento com lisinopril foi associado a diminuição na resistência periférica e pressão arterial. Fração de ejeção e débito cardíaco aumentaram sem elevação da freqüência cardíaca. A pressão capilar pulmonar foi reduzida. A tolerância a exercícios e a gravidade de insuficiência cardíaca, como critério medido pela New York Heart Association, foram melhoradas. Essas ações continuaram durante o tratamento crônico.
Em idosos e outros pacientes com insuficiência cardíaca congestiva, o lisinopril foi igualmente efetivo e bem tolerado quando administrado na dose diária de 5 a 20 mg.
Farmacodinâmica das interações medicamentosas
Quando combinado a diuréticos do tipo tiazida, os efeitos de redução da pressão arterial do lisinopril foram aditivos. Em 71 pacientes com hipertensão não controlada com 50 mg diários de hidroclorotiazida durante 12 semanas, o tratamento foi substituído por lisinopril (20 mg) mais hidroclorotiazida (12,5 mg). Um desses pacientes reclamou de tontura no primeiro dia do tratamento combinado; depois a posologia foi aumentada, três pacientes adicionais reclamaram de sintomas ortostáticos moderados durante a continuação do tratamento.
Quando lisinopril foi administrado concomitantemente com indometacina, o efeito anti-hipertensivo do lisinopril foi reduzido.
A combinação do PRINIVIL® com outros agentes anti-hipertensivos pode aumentar o efeito anti-hipertensivo, especialmente em combinações com diuréticos

Indicações.

- PRINIVIL® é indicado para o tratamento da hipertensão essencial e renovascular. Pode ser usado isoladamente ou associado a outras classes de agentes anti-hipertensivos.
- PRINIVIL® é indicado como adjuvante no tratamento da insuficiência cardíaca com diuréticos e se indicado, com digitálicos.
- PRINIVIL® é indicado para o tratamento de pacientes que sofreram infarto agudo do miocárdio e que estejam hemodinamicamente estáveis nas primeiras 24 horas, para a prevenção do desenvolvimento de disfunção ventricular esquerda ou insuficiência cardíaca e para aumentar a sobrevida. Os pacientes podem receber, se apropriado, o tratamento-padrão preconizado como trombolíticos, ácido acetilsalicílico e beta-bloqueadores.

Contraindicações.

PRINIVIL® é contra-indicado a pacientes com hipersensibilidade a qualquer componente do produto e para pacientes com histórico de edema angioneurótico relacionado a tratamento prévio com inibidor da enzima conversora da angiotensina e para pacientes com angioedema hereditário ou idiopático.

Precauções.

Hipotensão Sintomática
Tem ocorrido raramente hipotensão sintomática em pacientes hipertensos sem complicações. Em pacientes hipertensos que estejam recebendo PRINIVIL®, há maior probabilidade de ocorrer hipotensão se o paciente estiver depletado de volume, por exemplo, em razão de tratamento diurético, restrição dietética de sal, diálise, diarréia ou vômitos (veja INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS e REAÇÕES ADVERSAS). Em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva, com ou sem insuficiência renal, tem sido observada hipotensão sintomática. É mais provável que isso ocorra em pacientes com grau mais severo de insuficiência cardíaca (refletida pelo uso de altas doses de diuréticos de alça, hiponatremia ou insuficiência renal). Nesses pacientes, o tratamento deve ser iniciado sob supervisão médica e os pacientes devem ser observados atentamente quando a dose de PRINIVIL® e/ou diurético for ajustada. Considerações semelhantes aplicam-se aos pacientes com cardiopatia isquêmica ou doença vascular cerebral, nos quais a redução excessiva da pressão arterial poderia resultar em infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral. Se ocorrer hipotensão, o paciente deve ser colocado em posição supina e, se necessário, receber solução salina normal por via intravenosa. Hipotensão transitória não é contra-indicação para o tratamento, que pode ser continuado normalmente após elevação da pressão após a expansão de volume.
Em alguns pacientes com insuficiência cardíaca congestiva, que tenham pressão arterial normal ou baixa, decréscimos adicionais da pressão arterial sistêmica podem ocorrer com PRINIVIL® . Esse efeito é previsto e geralmente não é razão para interrupção do tratamento. Se a hipotensão se tornar sintomática, pode ser necessária redução da dose ou suspensão de PRINIVIL® .
Hipotensão em Infarto Agudo do MiocárdioO tratamento com lisinopril não deve ser iniciado em pacientes que tenham sofrido infarto agudo do miocárdio e que apresentem risco de disfunção hemodinâmica grave após tratamento com um vasodilatador. Incluem-se nesses casos pacientes com pressão sistólica igual ou inferior a 100 mmHg ou choque cardiogênico. Durante os 3 primeiros dias após o infarto, a dose deve ser reduzida se a pressão sistólica for igual ou inferior a 120 mmHg. A posologia de manutenção deve ser reduzida para 5 mg ou temporariamente para 2,5 mg se a pressão sistólica for igual ou inferior a 100 mmHg. Se a hipotensão persistir (pressão sistólica menor do que 90 mmHg por mais de 1 hora) então PRINIVIL® deve ser suspenso.
Estenose Aórtica/Cardiomiopatia Hipertrófica
Como todos os vasodilatadores, os inibidores da ECA devem ser administrados com cautela para pacientes com obstrução no débito do ventrículo esquerdo.
Insuficiência Renal
Em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva, a ocorrência de hipotensão conseqüente ao início do tratamento com inibidores da ECA pode agravar a insuficiência renal. Insuficiência renal aguda, usualmente reversível, tem sido relatada nessa situação.
Em alguns pacientes com estenose bilateral da artéria renal ou estenose da artéria de rim único, tratados com inibidores da enzima conversora de angiotensina, aumentos de uréia e creatinina séricas reversíveis após a descontinuação do tratamento foram observados. Há maior probabilidade de isso ocorrer em pacientes com insuficiência renal.
Alguns pacientes hipertensos sem patologia renovascular aparente preexistente têm apresentado aumentos da uréia e creatinina séricas, usualmente leves e transitórios, especialmente quando PRINIVIL® foi administrado concomitantemente com um diurético. Isso tem maior probabilidade de ocorrer em pacientes com disfunção renal preexistente. A redução posológica e/ou descontinuação do diurético e/ou do PRINIVIL® pode ser requerida.
No infarto agudo do miocárdio, o tratamento com lisinopril não deve ser iniciado em pacientes com evidência de disfunção renal, definida como concentração de creatinina sérica excedendo 177 mg/dL e/ou proteinúria excedendo 500 mg/24 horas. Se a disfunção renal desenvolver-se durante o tratamento com PRINIVIL® - concentração da creatinina sérica excedendo 265 mg/dL ou o dobro do valor do pré-tratamento -, o médico deve considerar a suspensão de PRINIVIL® .
Hipersensibilidade/Edema Angioneurótico Edema angioneurótico de face, extremidades, lábios, língua, glote e/ou laringe tem sido raramente relatado em pacientes tratados com inibidores da enzima conversora da angiotensina, incluindo PRINIVIL
®. Isso pode ocorrer em qualquer momento durante o tratamento. Em tais casos, PRINIVIL® deve ser descontinuado imediatamente e deve ser instituída monitorização apropriada para assegurar completa resolução dos sintomas antes de dispensar o paciente. Aqueles casos em que o edema se restringiu à face e lábios geralmente se resolveram sem tratamento, embora anti-histamínicos tenham sido úteis para alívio dos sintomas.
O edema angioneurótico associado a edema de laringe pode ser fatal. Quando existe envolvimento de língua, glote ou laringe que possa causar obstrução das vias aéreas, deve ser instituído imediatamente tratamento apropriado como solução de epinefrina 1:1000 (0,3 a 0,5 ml) subcutânea e/ou outras medidas.
Foi relatada maior incidência de angioedema em pacientes da raça negra que recebiam inibidores da ECA quando comparados a pacientes não negros.
Pacientes com histórico de angioedema não relacionado a tratamento com inibidor da ECA podem estar sob maior risco de desenvolver angioedema enquanto estão recebendo um inibidor da ECA (veja CONTRA-INDICAÇÕES).
Reações Anafilactóides durante a Dessensibilização com Himenoptera
Raramente pacientes que recebiam inibidores da ECA durante a dessensibilização com veneno de himenoptera correram perigo de vida por reações anafilactóides. Essas reações foram evitadas por suspensão temporária do tratamento com os inibidores da ECA antes de cada dessensibilização.
Pacientes sob Hemodiálise
Reações anafilactóides foram relatadas em pacientes dialisados com membrana de alto fluxo (por exemplo AN 69®) e tratados concomitantemente com inibidores da ECA. Nesses pacientes deve-se considerar o uso de um tipo diferente de membrana de diálise ou uma classe diferente de agente anti-hipertensivo.
Tosse
Tem sido relatada tosse com o emprego de inibidores da ECA. Caracteristicamente, a tosse é não produtiva, persistente e se resolve após descontinuação do tratamento. A tosse induzida por inibidor da ECA deve ser considerada como parte integrante do diagnóstico diferencial da tosse.
Cirurgia/Anestesia
Em pacientes submetidos a cirurgias de grande porte ou durante anestesia com agentes que provocam hipotensão, PRINIVIL® pode bloquear a formação de angiotensina II secundária à liberação compensatória de renina. Se ocorrer hipotensão e se esta for considerada como sendo causada por esse mecanismo, ela poderá ser corrigida por expansão de volume.
Potássio Sérico - Veja INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Uso na Gravidez PRINIVIL
® não deve ser administrado durante a gravidez. Quando for detectada gravidez, PRINIVIL® deve ser descontinuado o quanto antes, a não ser em casos que envolvem risco de vida para a mãe.
Os inibidores de ECA podem causar morbidade e mortalidade fetal e neonatal quando administrados a mulheres grávidas durante o segundo e o terceiro trimestre. O uso dos inibidores da ECA durante esse período foi associado a danos fetal e neonatal, incluindo hipotensão, insuficiência renal, hipercalemia e/ou hipoplasia craniana no recém-nascido. Ocorreu oligoidrâmnio materno, presumivelmente em conseqüência da diminuição da função renal fetal, que pode resultar em contratura dos membros, deformações craniofaciais e desenvolvimento de hipoplasia pulmonar. Se PRINIVIL® for usado, a paciente deve ser avisada sobre os riscos potenciais para o feto.
Essas reações adversas para o embrião e o feto não parecem ter resultado da exposição intra-uterina ao inibidor da ECA, limitada ao primeiro trimestre. Em raros casos, nos quais o uso do inibidor da ECA durante a gravidez for julgado essencial, exames de ultrassom seriados devem ser realizados para avaliar o meio intra-amniótico. Se for detectado oligoidrâmnio, PRINIVIL® deve ser descontinuado, a menos que seja considerado vital para a mãe. Pacientes e médicos devem estar cientes, entretanto, de que o oligoidrâmnio pode não aparecer mesmo após o feto ter sofrido danos irreversíveis.
Bebês cujas mães tomaram PRINIVIL® devem ser cautelosamente observados para hipotensão, oligúria e hipercalemia. O lisinopril atravessa a placenta e pode ser removido da circulação neonatal por diálise peritonial com alguns benefícios clínicos e teoricamente pode ser removido por exangüíneo transfusão.
Nutrizes
Não se sabe se PRINIVIL® é secretado no leite humano. Como muitos medicamentos são secretados no leite, deve-se ter cuidado se PRINIVIL® for prescrito a nutrizes.
Uso Pediátrico
A eficácia e a segurança de PRINIVIL® em crianças não foram estabelecidas.
Uso em Idosos
Em estudos clínicos, não foi demonstrada alteração no perfil de eficácia e segurança relacionada à idade. Entretanto, quando a idade avançada está associada à diminuição da função renal, as orientações enunciadas no Quadro 1 (veja POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO, Ajustes Posológicos na Insuficiência Renal) devem ser utilizadas para determinar a dose inicial de PRINIVIL®. A partir daí, a posologia deve ser ajustada de acordo com a resposta pressórica.

Interações medicamentosas.

Diuréticos
Quando um diurético é adicionado ao tratamento de um paciente recebendo PRINIVIL® o efeito antihipertensivo é geralmente aditivo.
Pacientes que já estão sob ação de diuréticos e especialmente aqueles nos quais o tratamento diurético tenha sido recentemente instituído, podem ocasionalmente apresentar redução excessiva da pressão arterial quando PRINIVIL® for acrescentado. A possibilidade de hipotensão sintomática pode ser minimizada com a interrupção do diurético antes da introdução de PRINIVIL® (vejaPRECAUÇÕES e POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO).
Outros Agentes
A indometacina pode diminuir a eficácia anti-hipertensiva de PRINIVIL® quando administrada concomitantemente.
Em alguns pacientes com comprometimento da função renal tratados com medicações antiinflamatórias não esteróides, a co-administração dos inibidores da ECA pode resultar em deterioração da função renal. Esses efeitos são usualmente reversíveis.
PRINIVIL® tem sido usado concomitantemente com nitratos sem evidência de interações adversas clinicamente significativas.
Assim como ocorre com outros medicamentos eliminadores de sódio, a eliminação de lítio pode ser diminuída. Portanto, se sais de lítio forem administrados, os níveis de lítio sérico devem ser cuidadosamente monitorados.
Potássio Sérico
Embora estudos clínicos tenham demonstrado que o potássio sérico geralmente se mantém nos limites normais, hipercalemia ocorreu em alguns casos.
Os fatores de risco para o desenvolvimento da hipercalemia incluem insuficiência renal, diabetes mellitus e uso concomitante de diuréticos poupadores de potássio (p.ex: espironolactona, triantereno ou amilorida), suplementos de potássio ou substitutos do sal de cozinha que contenham potássio. O uso desses agentes, particularmente em pacientes com insuficiência renal, pode levar a aumentos significativos do potássio sérico.
Se for necessário, o uso concomitante dos agentes acima mencionados com PRINIVIL® deve ser feito com cuidado e o potássio sérico monitorado com freqüência.
Se PRINIVIL® for administrado concomitantemente a um diurético espoliador de potássio, a hipocalemia induzida pelo diurético pode ser amenizada.

Posologia e modo de usar.

POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO
Como a absorção do PRINIVIL® não é afetada por alimentos, os comprimidos podem ser administrados antes, durante ou após as refeições. PRINIVIL® deve ser administrado em dose única diária. Como todas as medicações de dose única diária, PRINIVIL® dever ser tomado aproximadamente sempre no mesmo horário.
As posologias de 5 mg e de 20 mg são citadas apenas para informação.Embora os comprimidos de 5 mg e de 20 mg estejam disponíveis, PRINIVIL não é mais comercializado nestas concentrações.
Hipertensão Essencial
Em pacientes com hipertensão essencial, a dose inicial usual recomendada é 10 mg. A dose de manutenção eficaz usual é de 20 mg administrada uma vez ao dia. A posologia deve ser ajustada de acordo com a resposta pressórica. Em alguns pacientes, a obtenção da redução da pressão arterial ideal pode requerer de duas a quatro semanas de tratamento. A dose máxima usada em estudos clínicos controlados de longa duração foi de 80 mg por dia.
Doses iniciais menores são indicadas na presença de insuficiência renal, em pacientes nos quais o tratamento diurético não possa ser descontinuado, em pacientes depletados de volume e/ou sal por qualquer motivo e em pacientes com hipertensão renovascular.
Pacientes Tratados Com Diuréticos
Hipotensão sintomática pode ocorrer após o início do tratamento com PRINIVIL®; isso é mais provável em pacientes que estejam sendo tratados com diuréticos. Recomenda-se precaução, pois esses pacientes podem estar depletados de volume e/ou sal. O diurético deve ser descontinuado dois a três dias antes de se iniciar o tratamento com PRINIVIL® (veja PRECAUÇÕES). Em pacientes hipertensos, nos quais os diuréticos não possam ser descontinuados, o tratamento deve ser iniciado com a dose de 5 mg. A posologia subseqüente deverá ser ajustada de acordo com a resposta pressórica. Se necessário, a terapêutica diurética pode ser reinstituída.
Ajustes Posológicos na Insuficiência Renal
A posologia para pacientes com insuficiência renal deve ser baseada na depuração de creatinina, como descrita no Quadro 1.

A posologia pode ser aumentada gradativamente até que seja obtido controle pressórico ou até o máximo de 40 mg/dia.
Hipertensão Renovascular
Alguns pacientes com hipertensão renovascular, especialmente aqueles com estenose bilateral da artéria renal ou estenose da artéria renal em rim único, podem desenvolver resposta exagerada à primeira dose. Portanto, recomenda-se dose inicial mais baixa de 2,5 mg ou 5 mg. A partir dai a posologia pode ser ajustada, de acordo com a resposta pressórica.
Insuficiência Cardíaca Congestiva
A dose inicial em pacientes com insuficiência cardiaca é 2,5 mg administrado uma vez ao dia. A faixa posológica eficaz usual é de 5 a 20 mg ao dia, administrados em dose única diária. Em estudos clínicos, as posologias foram ajustadas em intervalos de 4 semanas em pacientes que requerem resposta terapêutica adicional. Os ajustes posológicos devem ser baseados na resposta clínica de cada paciente. PRINIVIL® pode ser usado no tratamento de insuficiência cardíaca como tratamento adjuvante com diuréticos e quando apropriado, com digitálicos.
Pacientes com alto risco de apresentar hipotensão sintomática, por ex., pacientes depletados de sal, com ou sem hiponatremia, pacientes com hipovolemia ou pacientes que tenham recebido vigoroso tratamento com diuréticos deverão ter essas condições corrigidas, se possível, antes de iniciar tratamento com PRINIVIL®. O efeito da dose inicial de PRINIVIL® sobre a pressão arterial deverá ser monitorado cuidadosamente.
Infarto Agudo do Miocárdio
O tratamento pode ser iniciado no período de 24 horas após o início dos sintomas. A 1° dose é de 5 mg por via oral seguida de 5 mg após 24 horas, 10 mg após 48 horas e então 10 mg uma vez ao dia. Em pacientes com pressão sistólica baixa (120 mmHg ou menos), quando o tratamento é iniciado ou durante os 3 primeiros dias após o infarto, deve ser administrada uma dose mais baixa - 2,5 mg por via oral (veja PRECAUÇÕES). Se ocorrer hipotensão (pressão sistólica inferior ou igual a 100 mmHg), a dose diária de manutenção de 5 mg pode ser administrada, com redução temporária para 2,5 mg se for necessário. Se ocorrer hipotensão prolongada (pressão sistólica menor que 90 mmHg por mais de uma hora), PRINIVIL® deve ser suspenso. A posologia para pacientes com infarto agudo do miocárdio deve ser mantida por 6 semanas. Para pacientes que desenvolverem sintomas de insuficiência cardíaca, veja POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO, Insuficiência Cardíaca Congestiva.
PRINIVIL® é compatível com trinitrato de gliceril por via intravenosa ou transdérmica.

Reações adversas.

PRINIVIL® demonstrou em estudos clínicos controlados ser geralmente bem tolerado. Na maioria dos casos, as reações adversas foram leves e transitórias.
As reações adversas mais freqüentes em estudos clínicos controlados foram: tonturas, cefaléia, diarréia, fadiga, tosse e náusea. Outras reações adversas menos freqüentes incluíram: efeitos ortostáticos (incluindo hipotensão), erupção cutânea e astenia.
Hipersensibilidade/Edema Angioneurótico
Edema angioneurótico de face, extremidades, lábios, língua, glote e/ou laringe tem sido raramente relatado (veja PRECAUÇÕES). Em casos muito raros, angioedema intestinal foi relatado com uso de inibidores de enzima conversora de angiotensina, inclusive lisinopril.
Reações adversas que ocorreram raramente, durante estudos clínicos controlados ou após a comercialização da medicação, incluem:
Cardiovascular: infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral, possivelmente secundários a hipotensão excessiva em pacientes de alto risco (veja PRECAUÇÕES), palpitações, taquicardia.
Digestivo: dor abdominal, boca seca, pancreatite, hepatite-hepatocelular ou colestática, icterícia.
Sistema Nervoso: alterações do humor, confusão mental, parestesia.
Respiratório: broncoespasmo.
Dermatológico: urticária, prurido, diaforese, alopecia.
Urogenital: uremia, oligúria/anúria, disfunção renal, insuficiência renal aguda, impotência.
Tem sido relatado um complexo de sintomas que pode incluir alguns ou todos: febre, vasculite, mialgia, artralgia/artrite, ANA positivo, hemossedimentação elevada, eosinofilia e leucocitose. Erupção cutânea, fotossensibilidade ou outras manifestações dermatológicas podem ocorrer.
Achados de Testes Laboratoriais
Alterações clinicamente importantes dos parâmetros laboratoriais-padrão raramente foram associadas à administração de PRINIVIL®. Têm sido observados aumentos de uréia e creatinina séricas, enzimas hepáticas e bilirrubinas séricas, geralmente reversíveis após a interrupção de PRINIVIL® .
Foi relatada depressão da médula óssea, manifestada como anemia e/ou trombocitopenia e/ou leucopenia.
Têm ocorrido ligeiros decréscimos na hemoglobina e hematócrito, raramente de importância clínica, a menos que outra causa de anemia coexista.
Hipercalemia e hiponatremia têm ocorrido.

Superdose.

A manifestação mais provável de superdosagem seria a hipotensão, para a qual o tratamento usual seria infusão intravenosa de solução salina normal; se disponível, a angiotensina II poderá ser benéfica. O lisinopril pode ser removido da circulação por hemodiálise (veja PRECAUÇÕES, Pacientes sob Hemodiálise).

Dizeres legais.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.
Registro MS - 1.0029.

Princípios Ativos de Prinivil

Laboratório que produce Prinivil