LOZEPREL
LEGRAND PHARMA
omeprazol
Antiulceroso.
MEDICAMENTO SIMILAR EQUIVALENTE AO MEDICAMENTO DE REFERÊNCIA.
Apresentações.
Cápsula dura de liberação retardada de 20 mg. Embalagem contendo 07, 14, 28, 30*, 56, 60*, 90* ou 350** unidades.
*Embalagem fracionável
**Embalagem hospitalar
Cápsula dura de liberação retardada de 40 mg. Embalagem contendo 07, 14, 28, 30*, 56, 60*, 90* ou 350** unidades.
*Embalagem fracionável
**Embalagem hospitalar
USO ORAL
USO ADULTO E PEDIÁTRICO ACIMA DE 2 ANOS E COM MAIS DE 20 KG
Composição.
Cada cápsula dura de liberação retardada de 20 mg contém: omeprazol..20 mg, excipiente* q.s.p.1 cap dura lib retard
*manitol, lactose, sacarose, hipromelose, ftalato de hipromelose, álcool cetílico.
Componentes da cápsula: azul brilhante, vermelho de eritrosina dissódica, amarelo de tartrazina, óxido de ferro vermelho, dióxido de titânio e gelatina.
Cada cápsula dura de liberação retardada de 40 mg contém: omeprazol 40 mg
excipiente* q.s.p. 1 cap dura lib retard
*manitol, lactose, sacarose, hipromelose, ftalato de hipromelose e álcool cetílico.
Componentes da cápsula: vermelho allura 129, azul brilhante, dióxido de titânio e gelatina.
Informações técnicas.
1. INDICAÇÕES
LOZEPREL® cápsula de liberação retardada é indicado para:
• Tratamento da Úlcera Duodenal Ativa
As cápsulas de liberação retardada de LOZEPREL® são indicadas para o tratamento a curto prazo da úlcera duodenal ativa em adultos.
• Tratamento da Úlcera Gástrica Benigna Ativa
As cápsulas de liberação retardada de LOZEPREL® são indicadas para o tratamento a curto prazo (4 a 8 semanas) para úlcera gástrica benigna ativa em adultos.
• Erradicação do Helicobacter pylori para reduzir o risco de recorrência da úlcera duodenal
Terapia tripla
As cápsulas de liberação retardada de LOZEPREL® em combinação com claritromicina e amoxicilina são indicadas para o tratamento de pacientes com infecção por H. pylori e úlcera duodenal (ativa ou com histórico de até 1 ano) para erradicar o H. pylori em adultos.
Terapia Dupla
As cápsulas de liberação retardada de LOZEPREL® em combinação com claritromicina são indicadas para o tratamento de pacientes com infecção por H. pylori e úlcera duodenal para erradicar o H. pylori em adultos.
Entre os pacientes que não respondem à terapia dupla de LOZEPREL® cápsulas de liberação retardada em combinação com claritromicina, existe maior probabilidade de desenvolvimento de resistência à claritromicina em comparação com a terapia tripla.
Em pacientes que não respondem à terapia dupla, testes de sensibilidade devem ser feitos. Se a resistência à claritromicina for demonstrada ou o teste de sensibilidade não for possível, terapia antimicrobiana alternativa deve ser instituída.
• Tratamento da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) sintomático
As cápsulas de liberação retardada de LOZEPREL® são indicadas para o tratamento da azia e outros sintomas associada à DRGE por até 4 semanas em pacientes acima de 2 anos e com mais de 20 Kg.
Tratamento da Esofagite Erosiva (EE) devido à DRGE mediada por ácido
As cápsulas de liberação retardada de LOZEPREL® são indicadas para o tratamento de curta duração (4 a 8 semanas) de EE devido à DRGE mediada por ácido que foi diagnosticada por endoscopia em pacientes acima de 2 anos e com mais de 20 Kg.
Se um paciente não responder a 8 semanas de tratamento, podem ser administradas mais 4 semanas de tratamento. Se houver recorrência de sintomas de EE ou DRGE (por exemplo, azia), ciclos adicionais de 4 a 8 semanas de cápsulas de liberação retardada de LOZEPREL® podem ser considerados.
• Manutenção da cicatrização de Esofagite Erosiva (EE) devido a DRGE mediada por ácido
Cápsulas de liberação retardada de LOZEPREL® são indicadas para a manutenção da cicatrização de EE, devido à DRGE mediada por ácido em pacientes acima de 2 anos e com mais de 20 Kg.
• Condições Hipersecretoras Patológicas em adultos
As cápsulas de liberação retardada de LOZEPREL® são indicadas para o tratamento a longo prazo de condições hipersecretoras patológicas (por exemplo, síndrome de Zollinger-Ellison, adenomas endócrinos múltiplos e mastocitose sistêmica) em adultos.
2. RESULTADOS DE EFICÁCIA
• Úlcera Duodenal Ativa
A maioria dos pacientes se recupera em quatro semanas. Alguns pacientes podem precisar de mais quatro semanas de tratamento.
Em um estudo multicêntrico, duplo-cego, controlado por placebo de 147 pacientes com úlcera duodenal endoscopicamente documentada, a porcentagem de pacientes curados (por protocolo) em 2 e 4 semanas foi significativamente maior com 20 mg de omeprazol uma vez ao dia do que com placebo (p ≤ 0,01).
O alívio completo da dor diurna e noturna ocorreu significativamente mais rápido (p ≤ 0,01) em pacientes tratados com omeprazol 20 mg do que em pacientes tratados com placebo. No final do estudo, significativamente mais pacientes que receberam omeprazol tiveram alívio completo da dor durante o dia (p ≤ 0,05) e da dor noturna (p ≤ 0,01).
Em um estudo multicêntrico, duplo-cego, de 293 pacientes com úlcera duodenal endoscopicamente documentada, a porcentagem de pacientes curados (por protocolo) em 4 semanas foi significativamente maior com omeprazol 20 mg uma vez ao dia do que com ranitidina 150 mg duas vezes ao dia (p < 0,01).
A cicatrização ocorreu significativamente mais rápido em pacientes tratados com omeprazol do que naqueles tratados com ranitidina 150 mg duas vezes ao dia (p < 0,01).
Em um estudo duplo-cego, randomizado, multinacional estrangeiro, de 105 pacientes com úlcera duodenal endoscopicamente documentada, 20 mg e 40 mg de omeprazol foram comparados com 150 mg duas vezes ao dia de ranitidina às 2, 4 e 8 semanas. Em 2 e 4 semanas ambas as doses de omeprazol foram estatisticamente superiores (por protocolo) à ranitidina, mas 40 mg não foi superior a 20 mg de omeprazol, e em 8 semanas não houve diferença significativa entre nenhuma das drogas ativas.
• Erradicação de H. pylori em pacientes com doença ulcerosa duodenal
A erradicação do H. pylori demonstrou reduzir o risco de recorrência da úlcera duodenal também em esquemas de terapia múltipla.
Terapia tripla (omeprazol / claritromicina / amoxicilina)
Três estudos clínicos randomizados, duplo-cegos, em pacientes com infecção por H. pylori e doença ulcerosa duodenal (n = 558) compararam omeprazol, claritromicina e amoxicilina com claritromicina e amoxicilina. Dois estudos (1 e 2) foram realizados em pacientes com úlcera duodenal ativa, e o outro estudo (3) foi realizado em pacientes com histórico de úlcera duodenal nos últimos 5 anos, mas sem úlcera presente no momento do estudo. O regime posológico nos estudos foi omeprazol 20 mg duas vezes ao dia mais claritromicina 500 mg duas vezes ao dia mais amoxicilina 1 g duas vezes ao dia por 10 dias; ou claritromicina 500 mg duas vezes ao dia mais amoxicilina 1 g duas vezes ao dia por 10 dias. Nos estudos 1 e 2, os pacientes que tomaram o regime de omeprazol também receberam 18 dias adicionais de omeprazol 20 mg uma vez ao dia. Os desfechos estudados foram a erradicação do H. pylori e a cura da úlcera duodenal (estudos 1 e 2 apenas). O status do H. pylori foi determinado pelo CLOtest®, histologia e cultura nos três estudos. Para um determinado paciente, H. Pylori foi considerado erradicado se pelo menos dois desses testes fossem negativos, e nenhum fosse positivo.
A combinação de omeprazol mais claritromicina e amoxicilina foi eficaz na erradicação de H. pylori.
Terapia Dupla (omeprazol / claritromicina)
Quatro estudos randomizados, duplo-cegos, multicêntricos (4, 5, 6 e 7) avaliaram omeprazol 40 mg uma vez ao dia mais claritromicina 500 mg três vezes ao dia por 14 dias, seguido por omeprazol 20 mg uma vez ao dia, (Estudos 4, 5 e 7) ou por omeprazol 40 mg uma vez ao dia (Estudo 6) por mais 14 dias em pacientes com úlcera duodenal ativa associada a H. pylori. Os estudos 4 e 5 foram conduzidos nos Estados Unidos e no Canadá e incluíram 242 e 256 pacientes, respectivamente. Infecção por H. pylori e úlcera duodenal foram confirmadas em 219 pacientes no Estudo 4 e 228 pacientes no Estudo 5. Esses estudos compararam o regime de combinação com monoterapias de omeprazol e claritromicina. Os estudos 6 e 7 foram realizados na Europa e envolveram 154 e 215 pacientes, respectivamente. Infecção por H. pylori e úlcera duodenal foram confirmadas em 148 pacientes no Estudo 6 e 208 pacientes no Estudo 7. Esses estudos compararam o regime de combinação com a monoterapia com omeprazol. Os resultados das análises de eficácia para estes estudos são descritos abaixo. A erradicação do H. pylori foi definida como ausência de teste positivo (cultura ou histologia) em 4 semanas após o término do tratamento, e dois testes negativos foram necessários para serem considerados erradicados de H. pylori. Na análise por protocolo, os seguintes pacientes foram excluídos: desistentes, pacientes sem resultados dos testes clínicos para H. pylori pós-tratamento, e pacientes que não foram avaliados para erradicação de H. pylori porque tinham úlcera ao final do tratamento.
A combinação de omeprazol e claritromicina foi efetiva na erradicação de H. pylori.
A cicatrização da úlcera não foi significativamente diferente quando a claritromicina foi adicionada ao tratamento com omeprazol em comparação com o tratamento com omeprazol isoladamente.
A combinação de omeprazol e claritromicina foi eficaz na erradicação do H. pylori e reduziu da recorrência da úlcera duodenal.
Úlcera gástrica benigna ativa
Num estudo multicêntrico, duplo-cego, dos EUA, de 40 mg de omeprazol uma vez ao dia, 20 mg uma vez ao dia, e placebo em 520 pacientes com úlcera gástrica diagnosticada endoscopicamente, os seguintes resultados foram obtidos.
Para os grupos estratificados de pacientes com tamanho de úlcera menor ou igual a 1 cm, nenhuma diferença nas taxas de cicatrização entre 40 mg e 20 mg foi detectada em 4 ou 8 semanas. Para pacientes com tamanho de úlcera maior que 1 cm, 40 mg foi significativamente mais eficaz que 20 mg em 8 semanas.
Em um estudo estrangeiro, multinacional, duplo-cego de 602 pacientes com úlcera gástrica diagnosticada endoscopicamente, omeprazol 40 mg uma vez ao dia, 20 mg uma vez ao dia e ranitidina 150 mg duas vezes ao dia foram avaliados.
DRGE sintomático
Um estudo controlado por placebo foi realizado na Escandinávia para comparar a eficácia do omeprazol 20 mg ou 10 mg uma vez ao dia por até 4 semanas no tratamento da azia e outros sintomas em pacientes com DRGE sem EE. Os resultados são mostrados abaixo.
EE devido a DRGE mediada por ácido
Em um estudo multicêntrico, duplo-cego, controlado com placebo, de 20 mg ou 40 mg de cápsulas de liberação retardada de omeprazol em pacientes com sintomas de DRGE e EE diagnosticado com endoscopia de grau 2 ou acima, as porcentagens de cura (por protocolo) foram as seguintes:
Neste estudo, a dose de 40 mg não foi superior à dose de 20 mg de omeprazol na taxa percentual de cicatrização. Outros ensaios clínicos controlados também demonstraram que o omeprazol é eficaz na DRGE grave. Em comparação com os antagonistas dos receptores H? da histamina em pacientes com EE, grau 2 ou acima, o omeprazol na dose de 20 mg foi significativamente mais eficaz que os controles ativos.
O alívio completo da azia diurna e noturna ocorreu significativamente mais rápido (p < 0,01) em pacientes tratados com omeprazol do que naqueles que receberam placebo ou antagonistas do receptor H2 da histamina.
Neste e em outros cinco estudos de DRGE controlados, significativamente mais pacientes que tomaram 20 mg de omeprazol (84%) relataram alívio completo dos sintomas de DRGE do que os pacientes que receberam placebo (12%).
A eficácia das cápsulas de liberação retardada do omeprazol usadas por mais de 8 semanas em pacientes com EE não foi estabelecida.
Manutenção da cicatrização de EE devido a DRGE mediada por ácido
Estudos controlados não se estendem além de 12 meses.
Em um estudo duplo-cego, randomizado, multicêntrico, placebo controlado, dois esquemas de doses de omeprazol foram estudados em pacientes com esofagite cicatrizada endoscopicamente confirmada. Os resultados para determinar a manutenção da cura de EE são descritos na tabela a seguir.
Para manutenção após a cicatrização, em pacientes que inicialmente tinham esofagite erosiva graus 3 ou 4, 20 mg diários de omeprazol foi eficaz, enquanto 10 mg não demonstrou eficácia.
Condições Hipersecretoras Patológicas
Em estudos abertos de 136 pacientes com condições hipersecretoras patológicas, como a síndrome de Zollinger-Ellison (ZE) com ou sem adenomas endócrinos múltiplos, o omeprazol cápsulas de liberação retardada inibiu significativamente a secreção de ácido gástrico e controlou os sintomas associados de diarreia, anorexia e dor. Doses variando de 20 mg em dias alternados a 360 mg por dia mantiveram a secreção de ácido basal abaixo de 10 mEq/h em pacientes sem cirurgia gástrica prévia e abaixo de 5 mEq/h em pacientes com cirurgia gástrica prévia. As doses iniciais foram tituladas para a necessidade individual do paciente, e ajustes foram necessários com o tempo em alguns pacientes (vide "8. Posologia e Modo de Usar"). O omeprazol foi bem tolerado com doses elevadas durante períodos prolongados ( > 5 anos em alguns pacientes). Na maioria dos pacientes com ZE, os níveis séricos de gastrina não foram modificados pelo omeprazol. No entanto, em alguns pacientes, a gastrina sérica aumentou para níveis superiores aos presentes antes do início da terapêutica com omeprazol.
Pelo menos 11 pacientes com síndrome de ZE em tratamento a longo prazo com omeprazol desenvolveram carcinoides gástricos. Acredita-se que esses achados sejam uma manifestação da condição subjacente, que se sabe estar associada a esses tumores, em vez do resultado da administração de omeprazol (vide "9. Reações Adversas").
Estudos pediátricos para o tratamento de DRGE sintomático, tratamento de EE devido a DRGE mediada por ácido e manutenção da cicatrização de EE devido a DRGE mediada por ácido.
Tratamento de DRGE sintomático
A eficácia do omeprazol no tratamento da DRGE sintomático em pacientes pediátricos acima de 2 anos de idade baseia-se, em parte, em dados obtidos de pacientes pediátricos num estudo clínico não controlado. O estudo envolveu 113 pacientes pediátricos de 2 a 16 anos de idade com um histórico de sintomas sugestivos de DRGE sintomático. Aos pacientes foi administrada uma dose única de omeprazol (10 mg ou 20 mg, com base no peso corporal) durante 4 semanas. Resposta bem-sucedida foi definida como ausência de episódios moderados ou graves de sintomas relacionados à dor, ou vômito/regurgitação durante os últimos 4 dias de tratamento. Os resultados mostraram taxas de sucesso de 60% (9/15; 10 mg de omeprazol) e 59% (58/98; 20 mg de omeprazol), respectivamente.
Tratamento de EE devido a DRGE mediada por ácido
Num estudo de titulação de dose aberto, não controlado, para o tratamento de EE em pacientes pediátricos dos 2 aos 16 anos de idade, foram necessárias doses que variaram entre 0,7 e 3,5 mg/kg/dia (80 mg/dia). As doses foram iniciadas a 0,7 mg/kg/dia. As doses foram aumentadas em incrementos de 0,7 mg/kg/dia (se o pH intraesofágico apresentasse um pH < 4 por menos de 6% de um estudo de 24 horas). Após a titulação, os pacientes permaneceram em tratamento por 3 meses. Quarenta e quatro por cento dos pacientes foram curados com uma dose de 0,7 mg/kg de peso corporal; a maioria dos pacientes restantes foi curada com 1,4 mg/kg após um tratamento adicional de 3 meses. EE foi curada em 51 das 57 (90%) crianças que completaram o primeiro ciclo de tratamento na fase de cura do estudo. Além disso, após 3 meses de tratamento, 33% das crianças não apresentavam sintomas gerais, 57% apresentavam sintomas leves de refluxo e 40% tinham regurgitações/vômitos menos frequentes.
Manutenção da cicatrização de EE devido a DRGE mediada por ácido
Em um estudo aberto, não controlado, de manutenção da cicatrização de EE em 46 pacientes pediátricos de 1 a 16 anos de idade, 54% dos pacientes necessitaram de metade da dose de cura. Os pacientes restantes aumentaram a dose de cura (0,7 para um máximo de 2,8 mg/kg/dia) durante todo o período de manutenção, ou retornaram para a metade da dose antes da conclusão. Dos 46 pacientes que entraram na fase de manutenção, 19 (41%) não tiveram recidiva durante o acompanhamento (intervalo de 4 a 25 meses). Além disso, a terapia de manutenção em pacientes com EE resultou em 63% dos pacientes sem sintomas gerais.
3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
O insumo farmacêutico ativo na cápsula dura de liberação retardada é o omeprazol, um substituto benzimidazol quimicamente denominado como 5-metoxi-2-[[(4-metoxi-3,5-dimetil-2- piridinil)metil]sulfinil]-1H benzimidazol, que inibe a secreção de ácido gástrico.
Sua fórmula molecular é C17H19N3O3S, com peso molecular de 345,42.
Farmacodinâmica
Mecanismo de ação
O omeprazol pertence a uma classe de compostos antissecretórios, os benzimidazóis substituídos, que suprimem a secreção ácida gástrica pela inibição específica do sistema enzimático H+/K+ ATPase na superfície secretora da célula parietal gástrica. Como este sistema enzimático é considerado como a bomba de ácido (próton) dentro da mucosa gástrica, o omeprazol tem sido caracterizado como um inibidor da bomba de ácido gástrico, na medida em que bloqueia a etapa final da produção de ácido. Este efeito está relacionado com a dose e leva à inibição da secreção ácida tanto basal como estimulada, independentemente do estímulo.
Atividade antissecretora
Após a administração oral, o início do efeito antissecretor do omeprazol ocorre em uma hora, com o efeito máximo ocorrendo dentro de duas horas. A inibição da secreção é de cerca de 50% do máximo às 24 horas e a duração da inibição dura até 72 horas. O efeito antissecretor dura assim muito mais tempo do que seria esperado a partir da meia vida plasmática muito curta (menos de uma hora), aparentemente devido à ligação prolongada à enzima H+/K+ ATPase parietal. Quando a droga é descontinuada, a atividade secretora retorna gradualmente, ao longo de 3 a 5 dias. O efeito inibitório do omeprazol na secreção ácida aumenta com a dose repetida uma vez ao dia, atingindo um platô após quatro dias.
Os resultados de numerosos estudos do efeito antissecretório de doses múltiplas de 20 mg e 40 mg de omeprazol em indivíduos saudáveis e pacientes são mostrados abaixo. O valor "máx." representa determinações em um momento de efeito máximo (2 a 6 horas após a posologia), enquanto valores "mín" são aquelas 24 horas após a última dose de omeprazol.
Doses únicas orais diárias de omeprazol variando de uma dose de 10 mg a 40 mg produziram 100% de inibição da acidez intragástrica de 24 horas em alguns pacientes.
Efeitos na gastrina sérica
Em estudos envolvendo mais de 200 pacientes, os níveis séricos de gastrina aumentaram durante as primeiras duas semanas de administração de doses terapêuticas de omeprazol uma vez ao dia, paralelamente à inibição da secreção ácida. Nenhum aumento adicional na gastrina sérica ocorreu com o tratamento continuado. Em comparação com os antagonistas dos receptores H2 da histamina, os aumentos médios produzidos pelas doses de 20 mg de omeprazol foram superiores (1,3 a 3,6 vezes vs. 1,1 a 1,8 vezes). Os valores de gastrina retornaram aos níveis de pré-tratamento, geralmente dentro de 1 a 2 semanas após a descontinuação da terapia.
O aumento da gastrina causa hiperplasia das células tipo enterocromafim e aumenta os níveis séricos de cromogranina A (CgA). Os níveis aumentados de CgA podem causar resultados falso-positivos em investigações diagnósticas para tumores neuroendócrinos (vide "5. Advertências e Precauções").
Efeitos nas células tipo enterocromafim (ECL)
Amostras de biopsia gástrica humana foram obtidas de mais de 3000 pacientes (crianças e adultos) tratados com omeprazol em ensaios clínicos de longa duração. A incidência de hiperplasia das células ECL nestes estudos aumentou com o tempo, no entanto, nenhum caso de carcinoides, displasia ou neoplasia de células ECL foi encontrado nesses pacientes. No entanto, estes estudos têm duração e tamanho insuficientes para descartar a possível influência da administração a longo prazo de omeprazol no desenvolvimento de quaisquer condições pré-malignas ou malignas.
Outros efeitos
Os efeitos sistêmicos do omeprazol no sistema nervoso central, cardiovascular e respiratório não foram encontrados até o momento.
O omeprazol, administrado em doses orais de 30 ou 40 mg por 2 a 4 semanas, não teve efeito na função tireoidiana, no metabolismo de carboidratos ou nos níveis circulantes de paratormônio, cortisol, estradiol, testosterona, prolactina, colecistocinina ou secretina.
Não foi demonstrado efeito sobre o esvaziamento gástrico dos componentes sólido e líquido de uma refeição teste após uma dose única de 90 mg de omeprazol. Em indivíduos saudáveis, uma dose única intravenosa de omeprazol (0,35 mg/kg) não teve efeito na secreção do fator intrínseco. Não foi observado efeito sistemático dependente da dose na produção de pepsina basal ou estimulada em humanos.
No entanto, quando o pH intragástrico é mantido em 4 ou acima, a produção basal de pepsina é baixa, e a atividade da pepsina é diminuída.
Assim como outros agentes que elevam o pH intragástrico, o omeprazol administrado por 14 dias em indivíduos saudáveis produziu um aumento significativo nas concentrações intragástricas de bactérias viáveis. O padrão das espécies bacterianas foi inalterado em relação ao comumente encontrado na saliva. Todas as alterações foram resolvidas dentro de três dias após a interrupção do tratamento.
O curso do esôfago de Barrett em 106 pacientes foi avaliado em um estudo duplo-cego controlado do omeprazol 40 mg duas vezes ao dia por 12 meses, seguido por 20 mg duas vezes ao dia por 12 meses ou ranitidina 300 mg duas vezes ao dia por 24 meses. Não foi observado nenhum impacto clinicamente significativo na mucosa de Barrett por terapia antissecretora. Embora o epitélio neoescamoso tenha se desenvolvido durante a terapia antissecretora, a eliminação completa da mucosa de Barrett não foi alcançada. Nenhuma diferença significativa foi observada entre os grupos de tratamento no desenvolvimento de displasia na mucosa de Barrett e nenhum paciente desenvolveu carcinoma de esôfago durante o tratamento. Nenhuma diferença significativa entre os grupos de tratamento foi observada no desenvolvimento de hiperplasia de células ECL, gastrite atrófica, metaplasia intestinal, ou pólipos do cólon superior a 3 mm de diâmetro.
Farmacocinética
O omeprazol é um inibidor do CYP2C19 dependente do tempo, resultando em autoinibição e farmacocinética não-linear. A exposição sistêmica aumenta de maneira mais que proporcional à dose após doses orais múltiplas de omeprazol. Em comparação com a primeira dose, a exposição sistêmica (Cmáx e ASC0-24h) no estado de equilíbrio após administração uma vez ao dia aumentou em 61% e 62%, respectivamente, em comparação com após a primeira dose de 20 mg de omeprazol cápsulas de liberação retardada e aumentou em 118% e 175%, respectivamente, para a dose de 40 mg de omeprazol em cápsulas de liberação retardada.
Absorção
As cápsulas de liberação retardada de omeprazol contêm uma formulação de omeprazol em grânulos com revestimento entérico (porque o omeprazol é lábil a ácidos), de modo que a absorção de omeprazol só se inicia após os grânulos deixarem o estômago. A absorção é rápida, com concentrações plasmáticas máximas de omeprazol ocorrendo dentro de 0,5 a 3,5 horas. As concentrações plasmáticas máximas de omeprazol e ASC são aproximadamente proporcionais às doses até 40 mg, mas devido a um efeito de primeira passagem saturável, ocorre uma resposta superior à linear no pico da concentração plasmática e ASC com doses superiores a 40 mg. A biodisponibilidade absoluta (comparada com a administração intravenosa) é de cerca de 30 a 40% nas doses de 20 a 40 mg, devido em grande parte ao metabolismo pré-sistêmico.
Em indivíduos saudáveis, a meia-vida plasmática é de 0,5 a 1 hora e a depuração corporal total é de 500 a 600 mL/min.
Com base num estudo de biodisponibilidade relativa, a ASC e Cmáx do omeprazol para suspensão oral de liberação retardada foram de 87% e 88% das do omeprazol em cápsulas de liberação retardada, respectivamente.
A biodisponibilidade do omeprazol aumenta ligeiramente após administração repetida de omeprazol cápsulas de liberação retardada.
Distribuição
A ligação às proteínas é de aproximadamente 95%.
Eliminação
Metabolismo
O omeprazol é extensamente metabolizado pelo sistema enzimático do citocromo P450 (CYP). A maior parte do seu metabolismo é dependente do CYP2C19 polimorficamente expresso, responsável pela formação de hidroxiomeprazol, o principal metabolito no plasma. A parte restante depende de outra isoforma específica, CYP3A4, responsável pela formação de omeprazol sulfona.
Excreção
Após a administração oral de dose única de uma solução tamponada de omeprazol, pouco ou nenhum medicamento inalterado foi excretado na urina. A maior parte da dose (cerca de 77%) foi eliminada na urina como pelo menos seis metabólitos. Dois foram identificados como hidroxiomeprazol e o ácido carboxílico correspondente. O restante da dose foi recuperado nas fezes. Isto implica uma excreção biliar significativa dos metabolitos do omeprazol. Três metabólitos foram identificados no plasma - os derivados de sulfeto e sulfona de omeprazol e hidroxiomeprazol. Esses metabólitos têm pouca ou nenhuma atividade antissecretora.
Terapia combinada com antimicrobianos
O omeprazol 40 mg por dia foi administrado em combinação com claritromicina 500 mg a cada 8 horas para homens adultos saudáveis. As
concentrações plasmáticas de omeprazol no estado de equilíbrio foram aumentadas (Cmáx, ASC0-24 e aumentos de T1/2 de 30%, 89% e 34%, respectivamente) pela administração concomitante de claritromicina. Os aumentos observados na concentração plasmática de omeprazol foram associados aos efeitos farmacológicos a seguir. O valor médio do pH gástrico de 24 horas foi de 5,2 quando omeprazol foi administrado sozinho e 5,7 quando coadministrado com claritromicina.
As concentrações plasmáticas de claritromicina e 14-hidroxi-claritromicina foram aumentadas pela administração concomitante de omeprazol. Para a claritromicina, a Cmáx média foi 10% maior, a Cmín média foi 27% maior e a ASC0-8 média foi 15% maior quando a claritromicina foi administrada com omeprazol do que quando a claritromicina foi administrada isoladamente. Resultados semelhantes foram observados para 14-hidroxi-claritromicina, a Cmáx média foi 45% maior, a Cmín média foi 57% maior e a ASC0-8 média foi 45% maior. As concentrações de claritromicina no tecido gástrico e no muco também foram aumentadas pela administração concomitante de omeprazol.
Populações específicas
Idosos
A taxa de eliminação do omeprazol diminuiu um pouco nos idosos e a biodisponibilidade foi aumentada. O omeprazol estava 76% biodisponível quando uma dose única oral de 40 mg de omeprazol (solução tamponada) foi administrada a voluntários idosos saudáveis, contra 58% em voluntários jovens que receberam a mesma dose. Quase 70% da dose foi recuperada na urina como metabólitos do omeprazol e nenhum fármaco inalterado foi detectado. A depuração plasmática do omeprazol foi de 250 mL/min (cerca de metade dos jovens voluntários) e a sua meia-vida plasmática foi em média de uma hora, cerca de duas vezes a dos jovens voluntários saudáveis.
Crianças acima de 2 anos de idade
A farmacocinética do omeprazol foi investigada em pacientes pediátricos dos 2 aos 16 anos de idade.
Após doses comparáveis de mg/kg de omeprazol, as crianças mais jovens (2 a 5 anos de idade) têm ASCs mais baixas do que as crianças dos 6 aos 16 anos de idade ou adultos; As ASCs dos dois últimos grupos não diferiram (vide "8. Posologia e Modo de Usar").
Raça/etnia
Verificar informações do item "Farmacogenômica".
Insuficiência renal
Em pacientes com insuficiência renal crônica (clearance de creatinina entre 10 e 62 mL/min/1,73m2), a disposição do omeprazol foi muito semelhante à dos indivíduos saudáveis, embora tenha havido um ligeiro aumento na biodisponibilidade. Como a excreção urinária é a principal via de excreção dos metabólitos do omeprazol, sua eliminação diminuiu proporcionalmente à diminuição do clearance de creatinina. Este aumento na biodisponibilidade não é considerado clinicamente significativo.
Insuficiência hepática
Em pacientes com doença hepática crônica classificada como Child-Pugh Classe A (n = 3), B (n = 4) e C (n = 1), a biodisponibilidade aumentou para aproximadamente 100% em comparação com indivíduos saudáveis, refletindo diminuição no efeito de primeira passagem. A meia-vida plasmática do fármaco aumentou para cerca de 3 horas em comparação com a meia-vida em indivíduos saudáveis de 0,5 a 1 hora.
A depuração plasmática foi em média de 70 mL/min, comparada com um valor de 500 a 600 mL/min em indivíduos saudáveis (vide "5. Advertências e Precauções - Uso em populações específicas").
LOZEPREL® não é indicado para uso em crianças acima de 2 anos e com peso entre 10 kg a menos que 20 Kg para as indicações terapêuticas mencionadas devido a indisponibilidade deste medicamento na concentração de 10 mg.
Estudos de Interação Medicamentosa
Efeito do omeprazol em outras drogas
O omeprazol é um inibidor do CYP2C19, dependente do tempo e pode aumentar a exposição sistêmica de medicamentos coadministrados que são substratos do CYP2C19. Além disso, a administração de omeprazol aumenta o pH intragástrico e pode alterar a exposição sistêmica de certos fármacos que exibem solubilidade dependente do pH.
Antirretrovirais
Para alguns fármacos antirretrovirais, como a rilpivirina, atazanavir e nelfinavir, foram relatadas concentrações
séricas diminuídas quando administradas em conjunto com o omeprazol (vide "6. Interações Medicamentosas").
rilpivirina
Após doses múltiplas de rilpivirina (150 mg por dia) e omeprazol (20 mg por dia), a ASC diminuiu em 40%, Cmáx em 40% e Cmín em 33% para a rilpivirina.
nelfinavir
Após doses múltiplas de nelfinavir (1250 mg, duas vezes por dia) e omeprazol (40 mg por dia), a ASC diminuiu em 36% e 92%, Cmáx em 37% e 89% e Cmín em 39% e 75% respectivamente para nelfinavir e M8.
atazanavir
Após doses múltiplas de atazanavir (400 mg, diariamente) e omeprazol (40 mg, diariamente, 2 horas antes do atazanavir), a ASC diminuiu em 94%, Cmáx em 96% e Cmín em 95%.
saquinavir
Após administração múltipla de saquinavir / ritonavir (1000/100 mg), duas vezes por dia, durante 15 dias, com omeprazol 40 mg por dia, coadministrado do dia 11 ao dia 15, a ASC foi aumentada em 82%, Cmáx em 75% e Cmín em 106%. O mecanismo por trás dessa interação não está totalmente elucidado. Por conseguinte, recomenda-se o monitoramento clínico e laboratorial da toxicidade do saquinavir durante o uso concomitante com omeprazol.
clopidogrel
Num estudo clínico cruzado, 72 indivíduos saudáveis receberam clopidogrel (300 mg de dose de ataque seguida de 75 mg por dia) isoladamente e com omeprazol (80 mg ao mesmo tempo que o clopidogrel) durante 5 dias. A exposição ao metabolito ativo do clopidogrel foi diminuída em 46% (Dia 1) e 42% (Dia 5) quando o clopidogrel e o omeprazol foram administrados em conjunto.
Os resultados de outro estudo cruzado em indivíduos saudáveis mostraram uma interação farmacocinética semelhante entre o clopidogrel (dose de ataque de 300 mg/dose de manutenção diária de 75 mg) e omeprazol 80 mg por dia quando coadministrada durante 30 dias. A exposição ao metabolito ativo do clopidogrel foi reduzida em 41% a 46% ao longo deste período de tempo.
Em outro estudo, 72 indivíduos saudáveis receberam as mesmas doses de clopidogrel e 80 mg de omeprazol, mas os medicamentos foram administrados com 12 horas de intervalo. Os resultados foram semelhantes, indicando que a administração de clopidogrel e omeprazol em momentos diferentes não impede sua interação (vide "5. Advertências e Precauções" e "6. Interações Medicamentosas").
micofenolato de mofetila
A administração de omeprazol 20 mg duas vezes ao dia por 4 dias e uma dose única de 1000 mg de MMF (micofenolato de mofetila) aproximadamente uma hora após a última dose de omeprazol a 12 indivíduos saudáveis em um estudo cruzado resultou em uma redução de 52% no Cmáx e redução de 23% na ASC do AMF (ácido micofenólico). (vide "6. Interações Medicamentosas").
cilostazol
O omeprazol atua como um inibidor do CYP2C19. O omeprazol, administrado em doses de 40 mg por dia durante uma semana a 20 indivíduos saudáveis em um estudo cruzado, aumentou Cmáx e a ASC do cilostazol em 18% e 26%, respectivamente. A Cmáx e ASC de um dos metabolitos ativos, 3,4 di-hidro-cilostazol, que tem 4 a 7 vezes a atividade do cilostazol, aumentaram 29% e 69%, respectivamente. Espera-se que a administração concomitante de cilostazol com omeprazol aumente as concentrações de cilostazol e do metabolito ativo acima mencionado (vide "6. Interações Medicamentosas").
diazepam
A administração concomitante de omeprazol 20 mg uma vez ao dia e diazepam 0,1 mg/kg administrados por via intravenosa resultou em uma redução de 27% na depuração e 36% na meia-vida do diazepam (vide "6. Interações Medicamentosas").
digoxina
A administração concomitante de omeprazol 20 mg uma vez por dia e digoxina em indivíduos saudáveis aumentou a biodisponibilidade da digoxina em 10% (30% em dois indivíduos) (vide "6. Interações Medicamentosas").
Efeito de outras drogas no omeprazol
voriconazol
A administração concomitante de omeprazol e voriconazol (um inibidor combinado de CYP2C19 e CYP3A4) resultou em mais do que o dobro da exposição ao omeprazol. Quando o voriconazol (400 mg a cada 12 horas durante um dia, seguido de 200 mg uma vez ao dia durante 6 dias) foi administrado com omeprazol (40 mg uma vez por dia durante 7 dias) a indivíduos saudáveis, o estado estacionário Cmáx e ASC0-24 de omeprazol aumentou significativamente em média de 2 vezes (IC de 90%: 1,8 e 2,6) e 4 vezes (IC de 90%: 3,3 e 4,4), respectivamente, quando comparado ao omeprazol sem voriconazol (vide "6. Interações Medicamentosas").
Microbiologia
A terapia dupla com omeprazol e claritromicina e a terapia tripla com omeprazol, claritromicina e amoxicilina demonstraram ser ativas contra a maioria das cepas de Helicobacter pylori in vitro e em infecções clínicas (vide "2. Resultados de Eficácia").
Helicobacter pylori
O teste de sensibilidade de isolados de H. pylori foi realizado para amoxicilina e claritromicina usando a metodologia de diluição em ágar1, e as concentrações inibitórias mínimas (CIMs) foram determinadas.
Procedimentos padronizados de teste de sensibilidade requerem o uso de microrganismos de controle de laboratório para controlar os aspectos técnicos dos procedimentos laboratoriais.
Resistência ao pré-tratamento
As taxas de resistência pré-tratamento com claritromicina foram de 3,5% (4/113) nos estudos de terapia dupla com omeprazol/claritromicina (4 e 5) e 9,3% (41/439) nos estudos de terapia tripla com omeprazol/claritromicina/amoxicilina (1, 2 e 3).
Isolados sensíveis ao pré-tratamento com amoxicilina (≤ 0,25 mcg/mL) foram encontrados em 99,3% (436/439) dos pacientes nos estudos de terapia tripla com omeprazol/claritromicina/amoxicilina (1, 2 e 3). Concentrações inibitórias mínimas (CIMs) pré-tratamento com amoxicilina > 0,25 mcg/mL ocorreram em 0,7% (3/439) dos pacientes, todos os quais estavam no braço do estudo de claritromicina e amoxicilina. Um paciente apresentou uma concentração inibitória mínima (CIM) de amoxicilina pré-tratamento não confirmada de > 256 mcg/mL pelo Etest®.
Pacientes não erradicados de H. pylori após terapia tripla com omeprazol/claritromicina/amoxicilina ou terapia dupla com omeprazol/claritromicina provavelmente terão isolados de H. pylori resistentes à claritromicina. Portanto, o teste de sensibilidade à claritromicina deve ser feito, se possível. Pacientes com H. pylori resistente à claritromicina não devem ser tratados com: terapia dupla com omeprazol/claritromicina, terapia tripla com omeprazol/claritromicina/amoxicilina ou outros esquemas que incluam claritromicina como único agente antimicrobiano.
Resultados do Teste de Sensibilidade à amoxicilina e Desfechos Clínicos/Bacteriológicos
Nos ensaios clínicos de terapia tripla, 84,9% (157/185) dos pacientes no grupo de tratamento com omeprazol/claritromicina/amoxicilina que apresentavam CIMs sensíveis à amoxicilina pré-tratamento (≤ 0,25 mcg/mL) foram erradicados de H. pylori e 15,1% (28 /185) falharam à terapia. Dos 28 pacientes que falharam na terapia tripla, 11 não tiveram resultados de teste de sensibilidade pós-tratamento e 17 tiveram isolados de H. pylori pós-tratamento com CIMs sensíveis à amoxicilina. Onze dos pacientes que falharam na terapia tripla também tiveram isolados de H. pylori pós-tratamento com CIMs resistentes à claritromicina.
Teste de sensibilidade para Helicobacter pylori
Para obter informações sobre testes de sensibilidade sobre Helicobacter pylori, consulte a bula de claritromicina e amoxicilina.
Efeitos na Ecologia Microbiana Gastrointestinal
A acidez gástrica diminuída devido a qualquer meio, incluindo inibidores da bomba de prótons, aumenta a contagem gástrica de bactérias normalmente presentes no trato gastrointestinal. O tratamento com inibidores da bomba de prótons pode levar a um risco ligeiramente aumentado de infecções gastrointestinais, como Salmonella e