FAMOX
ACHÉ
famotidina
Antiulceroso. Antiácido.
Apresentações.
Comprimidos de 20 mg e 40 mg: embalagens com 10 ou 30 comprimidos.
USO ORAL
USO ADULTO
Composição.
Cada comprimido de Famox contém: famotidina 20 mg. Excipientes: amido, celulose microcristalina, estearato de magnésio, amidoglicolato de sódio, amarelo de tartrazina laca de alumínio, dióxido de silício, fosfato de cálcio dibásico di-hidratado, manitol e talco.
Cada comprimido de Famox contém: famotidina 40 mg. Excipientes: amido, celulose microcristalina, estearato de magnésio, amidoglicolato de sódio, amarelo crepúsculo laca de alumínio, dióxido de silício, fosfato de cálcio dibásico di-hidratado e manitol.
Informações técnicas.
1. INDICAÇÕES
Este medicamento é destinado ao tratamento da úlcera duodenal e gástrica benigna e prevenção de recidivas de ulceração duodenal. Condições de hipersecreção, tais como esofagite de refluxo, gastrite e síndrome de Zollinger-Ellison.
2. RESULTADOS DE EFICÁCIA
Estudos in vitro demonstraram que a famotidina é mais potente do que a cimetidina e ranitidina. Em indivíduos saudáveis e em pacientes com úlcera péptica, famotidina nas dosagens de 10 ou 20 mg por via oral, proporcionou uma inibição da secreção ácidagástrica basal e noturna maior que 80%.
Um estudo fase III, randomizado, duplo-cego e controlado por placebo com pacientes adultos em uso de aspirina, na dose de 75 - 325 mg por dia, sem úlceras ou esofagite erosiva no início do estudo, foram aleatoriamente designados para receber famotidina 20 mg duas vezes ao dia (n = 204) ou placebo duas vezes ao dia (n = 200). Após 12 semanas, os pacientes realizaram um exame endoscópicoe, comparando-se pacientes em uso de famotidina com pacientes do grupo placebo, observou-se que as úlceras gástricas se desenvolveram em 3,4% dos pacientes que utilizaram famotidina em comparação com 15,0% do grupo placebo (p=0,0002). As úlceras duodenais se desenvolveram em 0,5% no grupo que utilizou famotidina em comparação com 8,5% do outro grupo (p=0,0045) e a esofagite erosiva ocorreu em 4,4% do grupo famotidina contra 19,0% (p < 0,0001) do grupo placebo. Além disso, houve menos eventos adversos no grupo famotidina do que no grupo placebo.
Revisões de estudos clínicos, multicêntricos e prospectivos, com 2.600 pacientes e analisando diversas dosagens de famotidina (20 e 40 mg b.i.d. e 40 mg/dia) em pacientes com úlcera duodenal, mostraram aumento progressivo dos índices de cicatrização de úlcerasao longo do período de utilização, obtendo 46% em duas semanas, 77% em quatro semanas e 91% após oito semanas de tratamento.
Conforme demonstrado em ensaios controlados por placebo a famotidina é efetiva no tratamento das úlceras gástrica e duodenal. A utilização de 20 mg de famotidina duas vezes ao dia ou 40 mg na hora de dormir alcança taxas de cura e alívio dos sintomas similaresou superiores aos obtidos com o uso de 800 mg de cimetidina por dia ou 300 mg de ranitidina por dia em pacientes com úlcera péptica.
Em pacientes com Síndrome de Zollinger-Ellison a potência e longa duração de ação da famotidina podem conferir vantagens sobreoutros antagonistas dos receptores H2 de histamina com controle adequado da secreção ácida por até 72 meses.
Um estudo com 32 pacientes com síndrome de Zollinger-Ellison comparou a famotidina com a cimetidina e a ranitidina em relação a sua capacidade em controlar a hipersecreção de ácido gástrico. A famotidina foi nove vezes mais potente do que a ranitidina e 32 vezes mais potente que a cimetidina na inibição da secreção basal. Em estudos comparativos com a ranitidina ou cimetidina, a famotidina mostrou índices iguais à cimetidina no tratamento de úlceras do trato digestivo alto sangrantes e semelhantes à ranitidina na prevenção de aspiração de secreção ácida na doença de refluxo gastroesofágico.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Campoli-Richards, D.M.; Clissold, S.P. Famotidine: pharmacodynamic and pharmacokinetic properties and a preliminary review of its therapeutic use in Peptic Ulcer Disease and Zollinger-Ellison Syndrome. Drugs, v. 32, p. 197-221, 1986.
Taha, A.S. et al. Famotidine for the prevention of peptic ulcers and oesophagitis in patients taking low-dose aspirin (FAMOUS): a phase III, randomised, double-blind, placebo-controlled trial. Lancet, v. 374, p. 119-125, 2009.
Reynolds, J.C. Famotidine in the management of duodenal ulcer: an analysis of multicenter findings worldwide. Clinical Therapeutics, v. 10, n. 4, p. 436-449, 1988.
Langtry, H.; Grant, S.M.; Goa, K.L. Famotidine: an updated review of its pharmacodynamic and pharmacokinetic properties, and therapeutic use in Peptic Ulcer Disease and other allied diseases. Drugs, v. 38, n. 4, p. 551-590, 1989 Howard, J.M. et al. Famotidine: effective treatment of Zollinger-Ellison Syndrome. J Clin Gastroenterol, v. 92, n. 2, p. 23-25, 1987. 3.
3.CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
A famotidina é um antagonista dos receptores H2 de histamina de longa duração e alta eficácia na inibição da secreção gástrica. A famotidina reduz o conteúdo de ácido e pepsina, assim como o volume de secreção gástrica basal ou estimulada e é altamente eficaz no tratamento da úlcera duodenal.
A famotidina não é absorvida completamente no TGI quando administrada por via oral. Sua biodisponibilidade é de 40-50%. A inibição da secreção do ácido gástrico ocorre 1 hora após a administração oral. O pico da inibição ocorre entre 1 a 4 horas após a administração oral. A duração da inibição da secreção do ácido gástrico e a inibição máxima produzida pela famotidina é dose dependente. A duração da inibição basal e da secreção noturna, após administração oral de uma única dose, é de 10 a 12 horas. A inibição da secreção estimulada por alimentos geralmente persiste por 8 - 10 horas quando administrada pela manhã, porém esta inibição é dissipada com 6 - 8 horas após a administração oral de 20 mg.
Após administração oral, a famotidina é bem distribuída, aparecendo em altas concentrações nos rins, fígado, pâncreas e glândula submandibular.
A famotidina encontra-se entre 15 - 20 % ligada a proteínas. A eliminação da famotidina ocorre entre 2,5 - 4 horas em adultos com função renal normal.
A famotidina é metabolizada no fígado e excretada principalmente na urina, via filtração glomerular e secreção tubular. Aproximadamente 25 - 30% da dose é excretada nas primeiras 24 horas e 13 - 49% em até 72 horas. A famotidina não é removida por hemodiálise.
4. CONTRAINDICAÇÕES
Famox é contraindicado em pacientes que apresentem hipersensibilidade a quaisquer dos componentes de sua fórmula.
5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES
É recomendado ajuste da dose em doentes com insuficiência renal moderada a grave devido ao risco de prolongamento do intervalo QT e dos efeitos adversos do sistema nervoso central. O prolongamento do intervalo QT é considerado infrequente em outras populações.
A malignidade gástrica deve ser excluída antes do início da terapia de úlcera gástrica com Famox. A resposta sintomática a terapia com Famox para úlcera gástrica, não exclui a presença de malignidade gástrica.
Como Famox é parcialmente metabolizado no fígado e excretado primariamente pelos rins, deve-se ter cautela na administração do Famox a pacientes com disfunção hepática ou renal.
A redução da posologia deve ser considerada, se a depuração de creatinina for menor que 30 mL/min.
Não foi observado qualquer aumento na incidência ou mudança no tipo de reações adversas nos pacientes idosos. Não é necessário alterar a posologia com base apenas na idade.
A segurança e eficácia em crianças ainda não foram estabelecidas.
Categoria de risco na gravidez: B
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
O uso deste medicamento no período da lactação depende da avaliação e acompanhamento do seu médico ou cirurgião-dentista.
Este produto contém amarelo de TARTRAZINA, que pode causar reações alérgicas, como a asma, especialmente em pessoas alérgicas ao ácido acetilsalicílico. (Famox 20 mg)
Atenção: Contém o corante amarelo crepúsculo laca de alumínio que pode, eventualmente, causar reações alérgicas. (Famox 40 mg)
Este medicamento pode potencializar o prolongamento do intervalo QT, o que aumenta o risco de ataque de arritmias ventriculares graves do tipo "torsades de pointes", que é potencialmente fatal (morte súbita).
6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Famox não interage com o sistema enzimático de metabolismo de drogas ligado ao citocromo P-450; portanto, espera-se que drogas como varfarina, propranolol, teofilina e diazepam, que são metabolizadas através desse sistema, não interajam com Famox.
A literatura cita ainda as seguintes interações, apesar de não possuírem significância clínica relevante:
Famox diminui a absorção de algumas drogas, tais como: cefpodoxima, domperidona, itraconazol e cetoconazol e/ou melfalano.
Famox não tem sua farmacocinética significativamente alterada, se administrado concomitantemente com nifedipina, fenitoína e/ou varfarina.
A concentração sérica de Famox pode ser aumentada, se administrado concomitantemente com probenecida.
Famox pode aumentar a concentração plasmática de pentoxifilina, por aumentar o pH gástrico.
7. CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO
Armazenar em temperatura ambiente (de 15 °C a 30 °C). Proteger da luz e umidade.
Desde que respeitados os cuidados de armazenamento, o medicamento apresenta uma validade de 24 meses a contar da data de sua fabricação.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Características físicas e organolépticas:
Famox 20 mg: comprimidos amarelos, redondos com logotipo em uma das faces.
Famox 40 mg: comprimidos alaranjados, redondos com logotipo em uma das faces.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
8. POSOLOGIA E MODO DE USAR
Úlcera duodenal
-Terapia inicial
A dose recomendada de Famox é de 1 comprimido de 40 mg/dia, ao deitar-se.
A duração do tratamento é de 4 a 8 semanas, podendo ser abreviada se a endoscopia revelar que a úlcera foi curada.
Na maioria dos casos de úlcera duodenal, a cura ocorre dentro de 4 semanas, com este regime posológico. Nos casos em que a cura completa não se verifica após 4 semanas, o tratamento deve ser continuado por um período adicional de 4 semanas.
- Terapia de manutenção
Para prevenção da recorrência da ulceração duodenal, recomenda-se que a terapia com Famox seja mantida com um comprimido de20 mg/dia, ao deitar-se, por um período determinado a critério médico.
Úlcera gástrica benigna
A dose recomendada de Famox é de um comprimido de 40 mg/dia, ao deitar-se. A duração do tratamento é de 4 a 8 semanas, podendo ser abreviada se a endoscopia revelar que a úlcera foi curada.
Síndrome de Zollinger-Ellison
Pacientes, sem terapia antissecretória anterior, devem ser tratados, inicialmente, com uma dose de 20 mg, a cada 6 horas. A posologia deve ser ajustada às necessidades individuais do paciente e deve ser mantida enquanto houver indicação clínica. Doses de até 800 mg/dia têm sido usadas, por até 1 ano, sem o desenvolvimento de reações adversas significativas ou taquifilaxia. Os pacientes que estavam recebendo outro antagonista H2 podem passar diretamente para o uso de Famox com uma dose inicial mais alta do que aquela recomendada para casos novos; esta dose inicial dependerá da gravidade da condição e da última dose de antagonista H2, previamente utilizada.
Ajuste posológico para pacientes com insuficiência renal grave Nestes pacientes (depuração de creatinina abaixo de 30 ml/min) a dose de Famox deve ser reduzida para 20 mg ao deitar-se.
Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.
9. REAÇÕES ADVERSAS
Reações comuns ( > 1% e ≤ 10%): cefaleia, diarreia, constipação e tontura.
Reações com incidências não determinadas:
Efeitos dermatológicos: síndrome de Stevens-Johnson, Rash cutâneo e/ou urticária.
Efeitos neurológicos: ansiedade.
Efeitos cardiovasculares: palpitações, bradicardia e/ou bradiarritmias, prolongamento do intervalo QT.
Efeitos respiratórios: pneumonia intersticial.
Efeitos hematológicos: neutropenia e/ou trombocitopenia.
Efeitos endocrinológicos: hiperprolactinemia e/ou galactorreia.
Outras: boca seca, náuseas e/ou vômitos, exantema, desconforto ou distensão abdominal, anorexia e/ou fadiga.
Alterações laboratoriais: elevações de bilirrubinas e fosfatase alcalina, hepatomegalia e/ou icterícia colestática.
Em casos de eventos adversos, notifique pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.
10. SUPERDOSE
Não há experiência, até o momento, com superdosagem. Devem ser empregadas as medidas habituais para remoção do material não absorvido do tratamento gastrintestinal, monitorização clínica e medidas de suporte.
Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
Dizeres legais.
Registro: 1.0573.0144
VENDA SOB PRESCRIÇÃO
FAMOX
ACHÉ
Pó para Suspensão
famotidina
Antiulceroso. Antiácido.
Apresentações.
Pó para suspensão de 40 mg/5 ml: embalagem contendo 1 frasco com 13,7 g de pó para reconstituição + 1 copo dosador + 1 seringa dosadora.
Conteúdo: 50 ml após a reconstituição.
USO ORAL
USO ADULTO E PEDIÁTRICO
Composição.
Cada 5 ml de suspensão de Famox contém: famotidina 8 mg. Excipientes: maltitol, amido, amidoglicolato de sódio, manitol, celulose microcristalina, goma xantana, benzoato de sódio, metilparabeno sódico, propilparabeno, ácido cítrico e sucralose.
Informações técnicas.
1. INDICAÇÕES
Este medicamento está indicado em adultos para o tratamento de:
- Úlcera duodenal (DU) ativa;
- Úlcera gástrica (GU) ativa;
- Doença do refluxo gastroesofágico não erosiva (DRGE) sintomática;
- Esofagite erosiva por DRGE, diagnosticada por biópsia;
- Tratamento de condições hipersecretoras patológicas (por exemplo, síndrome de Zollinger-Ellison, neoplasias endócrinasmúltiplas);
- Redução do risco de recorrência de DU.
Este medicamento está indicado em pacientes pediátricos com 1 ano ou mais para o tratamento de:
- Úlcera péptica;
- Doença do refluxo gastroesofágico com ou sem esofagite e ulcerações
Este medicamento está indicado em pacientes pediátricos desde o nascimento até menos de 1 ano de idade para o tratamento de:
- Doença do refluxo gastroesofágico.
2.RESULTADOS DE EFICÁCIA
A segurança e eficácia de Famox suspensão foram estabelecidas com base em estudos adequados e bem controlados de outroproduto de famotidina oral. O que se segue é um resumo dos resultados de eficácia relatados nesses estudos.
- Úlcera duodenal ativa
Em um estudo multicêntrico, duplo-cego, nos EUA, em pacientes ambulatoriais adultos com úlcera duodenal (DU) confirmada porendoscopia, a administração oral de famotidina foi comparada ao placebo. Conforme mostrado na tabela a seguir, 70% dos pacientes tratados com famotidina 40 mg ao deitar-se foram curados na Semana 4. A maioria dos pacientes com DU curou dentro de 4semanas. Os pacientes não curados na Semana 4 continuaram no estudo. Na semana 8, 83% dos pacientes tratados com famotidinahaviam curado DU, em comparação com 45% dos pacientes tratados com placebo. A incidência de cura de DU com famotidina foimaior do que com placebo em cada ponto de tempo com base na proporção de DUs curados endoscopicamente confirmados. Osensaios não avaliaram a segurança da famotidina em DU ativo não complicado por períodos superiores a 8 semanas.
Neste estudo, o tempo para alívio da dor diurna e noturna foi menor para os pacientes que receberam famotidina do que para os pacientes que receberam placebo; os pacientes que receberam famotidina também tomaram menos antiácido do que os pacientes que receberam placebo.
- Úlcera gástrica ativa
Em ambos os estudos, no EUA e um multicêntrico internacional, duplo-cegos em pacientes com úlcera gástrica ativa confirmada por endoscopia, a famotidina administrada por via oral 40 mg ao deitar-se foi comparada ao placebo. Antiácidos foram permitidosdurante os ensaios, mas o consumo não foi significativamente diferente entre os grupos famotidina e placebo.
Conforme mostrado na tabela a seguir, a incidência de cicatrização de úlcera gástrica confirmada por endoscopia (desistências contadas como não curadas) com famotidina foi maior do que o placebo nas semanas 6 e 8 no estudo americano e nas semanas 4, 6 e 8 no estudo internacional. A maioria dos pacientes tratados com famotidina curou dentro de 6 semanas. Os ensaios não avaliaram asegurança da famotidina em úlcera gástrica ativa não complicada por períodos superiores a 8 semanas.
O tempo para alívio completo da dor diurna e noturna foi estatisticamente significativamente menor para os pacientes que receberam famotidina do que para os pacientes que receberam placebo; no entanto, nenhum estudo demonstrou uma diferença estatisticamente significativa na proporção de pacientes cuja dor foi aliviada ao final do estudo (Semana 8).
- Doença do refluxo gastroesofágico sintomático
A famotidina administrada por via oral foi comparada ao placebo em um estudo norte-americano que recrutou pacientes com sintomas de DRGE e sem evidência endoscópica de erosão ou ulceração esofágica. Conforme mostrado na tabela a seguir, os pacientes tratados com famotidina 20 mg duas vezes ao dia tiveram maior melhora na DRGE sintomática do que os pacientes tratados com 40 mg ao deitar ou placebo.
- Esofagite erosiva devido à DRGE
A cicatrização da erosão verificada endoscopicamente e a melhora sintomática foram estudadas em um estudo duplo-cego americano e internacional. A cicatrização foi definida como a resolução completa de todas as erosões visíveis com endoscopia. O estudo norte-americano comparando famotidina 40 mg duas vezes ao dia com placebo e famotidina administrada por via oral 20 mg duas vezes ao dia mostrou uma porcentagem significativamente maior de cura da esofagite erosiva para famotidina 40 mg duas vezes ao dia nas semanas 6 e 12 (tabela 4).
Em comparação com o placebo, os pacientes do estudo norte-americano que receberam famotidina tiveram alívio mais rápido da azia diurna e noturna, e uma porcentagem maior de pacientes tratados com famotidina experimentou alívio completo da azia noturna. Essas diferenças foram estatisticamente significativas.
No estudo internacional, quando a famotidina administrada via oral 40 mg duas vezes ao dia foi comparada com a ranitidina administrada via oral 150 mg duas vezes ao dia, uma porcentagem estatisticamente significativamente maior de cura da esofagite erosiva foi observada com famotidina 40 mg duas vezes ao dia na semana 12 (tabela 5). Não houve, no entanto, diferença significativa no alívio dos sintomas entre os grupos de tratamento.
- Condições patológicas hipersecretórias
Em ensaios de pacientes com condições patológicas de hipersecreção, como a síndrome de Zollinger-Ellison, com ou sem neoplasias endócrinas múltiplas, a famotidina inibiu significativamente a secreção de ácido gástrico e controlou os sintomas associados. Doses de famotidina administradas por via oral de 20 mg a 160 mg a cada 6 horas mantiveram a secreção ácida basal abaixo de 10 mEq/hora; as dosagens iniciais foram tituladas para a necessidade individual do paciente e ajustes subsequentes foram necessários com o tempo em alguns pacientes.
- Redução do risco de recorrência de úlcera duodenal
Dois estudos randomizados, duplo-cegos e multicêntricos em pacientes com UD curados confirmados endoscopicamente demonstraram que os pacientes que receberam tratamento com 20 mg de famotidina administrados por via oral na hora de dormir apresentaram taxas mais baixas de recorrência de UD, em comparação com placebo.
• No estudo norte-americano, a recorrência de UD em 12 meses foi 2,4 vezes maior nos pacientes tratados com placebo do que nos pacientes tratados com famotidina. Os 89 pacientes tratados com famotidina tinham taxa de recorrência cumulativa de UD observada de 23%, em comparação com 57% nos 89 pacientes que receberam placebo (p < 0,01).
• No estudo internacional, a recorrência cumulativa de UD observada em 12 meses nos 307 pacientes tratados com famotidina foi de 36%, em comparação com 76% nos 325 pacientes que receberam placebo (p < 0,01).
Ensaios controlados não se estenderam além de um ano.
- DRGE em pacientes pediátricos com menos de 1 ano de idade
Em um estudo duplo-cego, randomizado, de interrupção do tratamento, 35 pacientes pediátricos com menos de 1 ano de idade que foram diagnosticados com DRGE, principalmente por história de vômito (regurgitação) e irritabilidade (agitação), foram tratados por até 4 semanas com famotidina suspensão oral 0,5 mg/kg ou 1 mg/kg administrado uma vez ao dia para pacientes com menos de 3 meses de idade e administrado duas vezes ao dia para pacientes de 3 meses até 12 meses de idade. Os cuidadores foram instruídos a fornecer tratamento conservador, incluindo alimentação espessa. Após 4 semanas de tratamento, os pacientes foram retirados aleatoriamente do tratamento e seguidos por mais 4 semanas para avaliação de vômitos, irritabilidade e avaliações globais de melhora. Os pacientes do estudo tinham idade de entrada de 1,3 a 10,5 meses (média de 5,6 ± 2,9 meses), 57% eram do sexo feminino, 91% eram brancos e 6% eram negros. A maioria dos pacientes (27/35) continuou na fase de retirada do tratamento do estudo. A maioria dos pacientes melhorou durante a fase inicial de tratamento do estudo. Os resultados da fase de retirada do tratamento foram difíceis de interpretar devido ao pequeno número de pacientes.
Referências:
Bula do medicamento famotidina pó para suspensão (ANDA n° 090440 - registro aprovado pelo Food & Drug Administration)
3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
- Mecanismo de ação
A famotidina é um inibidor competitivo dos receptores de histamina-2 (H2). A principal atividade farmacológica clinicamente importante da famotidina é a inibição da secreção gástrica. Tanto a concentração ácida quanto o volume de secreção gástrica são suprimidos pela famotidina, enquanto as alterações na secreção de pepsina são proporcionais ao volume de saída.
- Farmacodinâmica
Adultos
A famotidina inibiu a secreção gástrica basal e noturna, bem como a secreção estimulada por alimentos e pentagastrina. Após a administração oral de famotidina, o início do efeito antissecretor ocorreu em uma hora; o efeito máximo foi dependente da dose, ocorrendo dentro de uma a três horas. A duração da inibição da secreção por doses de 20 mg e 40 mg foi de 10 a 12 horas.
Doses orais únicas à noite de 20 mg e 40 mg inibiram a secreção ácida basal e noturna em todos os indivíduos; a secreção ácida gástrica noturna média foi inibida em 86% e 94%, respectivamente, por um período de pelo menos 10 horas. As mesmas doses administradas pela manhã suprimiram a secreção ácida estimulada por alimentos em todos os indivíduos. A supressão média foi de 76% e 84%, respectivamente, 3 a 5 horas após a administração, e 25% e 30%, respectivamente, 8 a 10 horas após a administração. Em alguns pacientes que receberam a dose de 20 mg, porém, o efeito antissecretor foi dissipado em 6 a 8 horas. Não houve efeito cumulativo com doses repetidas. O pH intragástrico noturno foi elevado por doses noturnas de 20 mg e 40 mg de famotidina para valores médios de 5,0 e 6,4, respectivamente. Quando a famotidina foi administrada após o café da manhã, o pH interdigestivo basal diurno em 3 e 8 horas após 20 mg ou 40 mg de famotidina foi aumentado para cerca de 5.
A famotidina teve pouco ou nenhum efeito sobre os níveis séricos de gastrina em jejum ou pós-prandial. O esvaziamento gástrico e a função pancreática exócrina não foram afetados pela famotidina.
Em estudos de farmacologia clínica, não foram observados efeitos sistêmicos da famotidina no sistema nervoso central, cardiovascular, respiratório ou endócrino. Além disso, não foram observados efeitos antiandrogênicos. Os níveis séricos de hormônios, incluindo prolactina, cortisol, tiroxina (T) e testosterona, não foram alterados após o tratamento com famotidina.
Pacientes pediátricos
A farmacodinâmica da famotidina, avaliada pelo pH gástrico, foi avaliada em 5 pacientes pediátricos de 2 a 13 anos de idade usando o modelo sigmoide E. Esses dados sugerem que a relação entre a concentração sérica de famotidina e a supressão do ácido gástrico é semelhante à observada em adultos (ver tabela 6).
Em um estudo que examinou o efeito da famotidina no pH gástrico e na duração da supressão ácida em pacientes pediátricos, quatro pacientes pediátricos com idades entre 11 e 15 anos usando a formulação oral na dose de 0,5mg/kg, mantiveram um pH gástrico acima de 5 por 13,5 ± 1,8 horas.
- Farmacocinética
Absorção
A famotidina é absorvida de forma incompleta. A biodisponibilidade das doses orais é de 40 a 45%. A biodisponibilidade pode ser ligeiramente aumentada por alimentos ou ligeiramente diminuída por antiácidos; entretanto, esses efeitos não têm consequências clínicas. Os níveis plasmáticos de famotidina de pico ocorrem em 1 a 3 horas. Os níveis plasmáticos após doses múltiplas são semelhantes aos de doses únicas.
Distribuição
Quinze a 20% da famotidina está ligada a proteínas plasmáticas.
Metabolismo
A famotidina sofre um metabolismo mínimo de primeira passagem. Vinte e cinco a 30% de uma dose oral foi recuperada na urina como composto inalterado. O único metabólito identificado em humanos é o S-óxido.
Excreção:
A famotidna tem uma meia-vida de eliminação de 2,5 a 3,5 horas. A famotidina é eliminada pelas vias renal (65 a 70%) e metabólica (30 a 35%). A depuração renal é de 250 a 450 mL/minuto, indicando alguma excreção tubular.
Populações Especiais
- Pacientes Pediátricos
• Lactentes desde o nascimento até 12 meses de idade
Após uma administração oral única de 0,5 mg/kg por via oral em pacientes desde o nascimento até 12 meses, a biodisponibilidade é de aproximadamente 42%.
A ASC aumentou 1,4 vezes após dose oral única de 1 mg/kg em comparação com 0,5 mg/kg e 2,7 vezes após doses orais múltiplas de 1 mg/kg em comparação com 0,5 mg/kg.
A depuração plasmática é reduzida e a meia-vida de eliminação é prolongada em pacientes pediátricos desde o nascimento até os 3 meses de idade em comparação com pacientes pediátricos mais velhos. Após administração intravenosa de 0,5 mg/kg, o CLtotal foi de 0,13 ± 0,06 L/h/kg, 0,21 ± 0,06 L/h/kg e 0,49 ± 0,17 L/h/kg em pacientes pediátricos < 1 mês de idade, < 3 meses de idade e > 3 a 12 meses de idade, respectivamente. A meia-vida de eliminação foi de 10,5 horas, 8,1 horas e 4,5 horas em pacientes pediátricos < 1 mês de idade, < 3 meses de idade e > 3 a 12 meses de idade, respectivamente.
• Pacientes de 11 anos a 15 anos de idade
A biodisponibilidade média em 8 pacientes pediátricos foi de 50% em comparação com valores de adultos de 42% a 49%. Parâmetros farmacocinéticos em pediatria de 11 anos a 15 anos são comparados a bebês desde o nascimento até 12 meses na Tabela 7.
- Pacientes com insuficiência renal
Em pacientes adultos com insuficiência renal grave (clearance de creatinina inferior a 30 mL/minuto), a exposição sistêmica (ASC) da famotidina aumentou pelo menos 5 vezes. Em pacientes adultos com insuficiência renal moderada (clearance de creatinina entre 30 a 60 mL/minuto), a ASC da famotidina aumentou pelo menos 2 vezes (Leia o item "8. Posologia e modo de usar").
4. CONTRAINDICAÇÕES
Famox suspensão oral é contraindicado em pacientes com histórico de reações de hipersensibilidade graves (por exemplo, anafilaxia) à famotidina ou a outros antagonistas do receptor de histamina-2.
5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES
• Reações Adversas do Sistema Nervoso Central
Reações adversas do sistema nervoso central (SNC), incluindo confusão, delírio, alucinações, desorientação, agitação, convulsões e letargia, foram relatadas em pacientes idosos e pacientes com insuficiência renal moderada e grave tratados com famotidina. Uma vez que os níveis sanguíneos de famotidina são mais elevados em pacientes com insuficiência renal do que em pacientes com função renal normal, os ajustes de dose são recomendados em pacientes com insuficiência renal (Leia o item "8. Posologia e modo de usar").
• Malignidade Gástrica Concorrente
Em adultos, a resposta sintomática à terapia com famotidina para suspensão oral não exclui a presença de malignidade gástrica. Considerar a avaliação de malignidade gástrica em pacientes adultos que apresentam resposta abaixo do ideal ou recidiva sintomática precoce após completar o tratamento com famotidina para suspensão oral.
• Idosos
Dos 1.442 pacientes tratados com famotidina em estudos clínicos, aproximadamente 10% tinham 65 anos ou mais. Nesses estudos, não foram observadas diferenças gerais na segurança ou eficácia entre pacientes idosos e mais jovens. Na experiência pós-comercialização, reações adversas no SNC foram relatadas em pacientes idosos com e sem insuficiência renal recebendo famotidina. Aconselhar os pacientes idosos e aqueles com insuficiência renal moderada e grave sobre o risco de reações adversas do SNC, incluindo confusão, delírio, alucinações, desorientação, agitação, convulsões e letargia. Em caso de sintomas, pacientes devem relatar os sintomas imediatamente a um profissional de saúde.
A famotidina é conhecida por ser substancialmente excretada pelo rim, e o risco de reações adversas à famotidina para suspensão oral pode ser maior em pacientes idosos, particularmente aqueles com insuficiência renal.
Em geral, utilizar a menor dose eficaz de famotidina para suspensão oral para um paciente idoso e monitorar a função renal.
• Insuficiência Renal
Reações adversas no SNC e intervalos QT prolongados foram relatados em pacientes com insuficiência renal moderada e grave. O prolongamento do intervalo QT é considerado infrequente em outras populações. A depuração da famotidina é reduzida em adultos com insuficiência renal moderada e grave em comparação com adultos com função renal normal. Não é necessário ajuste de dose em adultos com insuficiência renal leve (clearance de creatinina maior ou igual a 60 mL/minuto). A redução da dose é recomendada em adultos com insuficiência renal moderada ou grave (clearance de creatinina inferior a 60mL/minuto) (Leia o item "8. Posologia e modo de usar").
Aconselhar os pacientes com insuficiência renal moderada e grave sobre o risco de prolongamento do intervalo QT. Em caso de sintomas cardíacos, como palpitações, desmaios e tonturas ou vertigens, pacientes devem relatar imediatamente a um profissional de saúde.
Não há dados disponíveis para estabelecer uma dosagem segura e eficaz em pacientes pediátricos com insuficiência renal.
• Dados não clínicos
- Carcinogênese, Mutagênese, prejuízo na fertilidade
O potencial carcinogênico da famotidina foi avaliado em um estudo de carcinogenicidade oral de 106 semanas em ratos e um estudo de carcinogenicidade oral de 92 semanas em camundongos. No estudo de 106 semanas em ratos e no estudo de 92 semanas em camundongos com doses orais de até 2.000 mg/kg/dia (aproximadamente 243 e 122 vezes, respectivamente, com base na área de superfície corporal, a dose humana recomendada de 80 mg por dia para o tratamento da esofagite erosiva), não houve evidência de potencial carcinogênico para a famotidina.
A famotidina foi negativa no teste de mutagênico microbiano (teste de Ames) utilizando Salmonella typhimurium e Escherichia coli com ou sem ativação de enzimas hepáticas de rato em concentrações de até 10.000 mcg/placa. Em estudos in vivo em camundongos, com teste de micronúcleo e teste de aberração cromossômica, não foi observada evidência de efeito mutagênico.
Em estudos com ratos que receberam doses orais de até 2.000 mg/kg/dia (aproximadamente 243 vezes, com base na área da superfície corporal, a dose humana recomendada de 80 mg por dia), a fertilidade e o desempenho reprodutivo não foram afetados.
• Gestação
- Sumário de risco
Os dados disponíveis com antagonistas do receptor H2, incluindo famotidina, em mulheres grávidas são insuficientes para estabelecer um risco associado ao medicamento de grandes defeitos congênitos, aborto espontâneo ou desfechos maternos ou fetais adversos. Em estudos de reprodução animal, não foram observados efeitos adversos no desenvolvimento com a administração oral de famotidina em doses até aproximadamente 243 e 122 vezes, respectivamente, a dose humana recomendada de 80 mg por dia para o tratamento da esofagite erosiva [ver dados animais].
O risco de base estimado para defeitos congênitos graves e aborto espontâneo para a população indicada é desconhecido. Todas as gestações têm um risco histórico de defeitos congênitos, perda ou outros resultados adversos. Na população geral dos EUA, o risco de fundo de defeitos congênitos graves e aborto em gestações clinicamente reconhecidas é de 2 a 4% e 15 a 20%, respectivamente.
- Dados animais
Estudos reprodutivos foram realizados em ratos e coelhos com doses orais de até 2.000 e 500mg/kg/dia, respectivamente, e em ambas as espécies com doses intravenosas de até 200mg/kg/dia, e não revelaram evidências significativas de diminuição da fertilidade. ou danos ao feto devido à famotidina. Embora não tenham sido observados efeitos fetotóxicos diretos, abortos esporádicos que ocorreram apenas em mães que apresentaram diminuição acentuada da ingestão de alimentos foram observados em alguns coelhos em doses orais de 200 mg/kg/dia (cerca de 49 vezes a dose humana recomendada de 80 mg por dia, com base na superfície corporal área) ou superior. No entanto, não existem estudos adequados ou bem controlados em mulheres grávidas.
Como os estudos reprodutivos em animais nem sempre são preditivos da resposta humana, este medicamento deve ser usado durante a gravidez somente se for claramente necessário.
• Lactação
- Sumário de risco
Existem dados limitados disponíveis sobre a presença de famotidina no leite materno humano. Não houve efeitos no lactente amamentado. Não existem dados sobre os efeitos da famotidina na produção de leite. A famotidina está presente no leite de ratas lactantes (ver dados animais).
Os benefícios do aleitamento materno para o desenvolvimento e para a saúde devem ser considerados juntamente com a necessidade clínica da mãe de famotidina e quaisquer potenciais efeitos adversos na criança amamentada pela suspensão oral de famotidina ou pela condição materna subjacente.
Uso criterioso no aleitamento ou na doação de leite humano. O uso deste medicamento no período da lactação depende da avaliação e acompanhamento do seu médico ou cirurgião-dentista.
- Dados animais
Depressão transitória do crescimento foi observada em ratos jovens amamentando de mães tratadas com doses maternas de famotidina pelo menos 600 vezes a dose humana usual.
Categoria de risco na gravidez: B.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Atenção: Contém maltitol.
Este produto contém benzoato de sódio, que pode causar reações alérgicas, como a asma, especialmente em pessoas alérgicas ao ácido acetilsalicílico.
Este medicamento pode potencializar o prolongamento do intervalo QT, o que aumenta o risco de ataque de arritmias ventriculares graves do tipo "torsades de pointes", que é potencialmente fatal (morte súbita).
6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
- Medicamentos Dependentes do pH gástrico para absorção
A famotidina pode reduzir a absorção de outros medicamentos, devido ao seu efeito na redução da acidez intragástrica, levando à perda de eficácia do medicamento concomitante. Não é recomendada a administração concomitante de famotidina para suspensão oral com dasatinibe, mesilato de delavirdina, cefditoreno e fosamprenavir.
Consulte as informações de prescrição de outros medicamentos dependentes do pH gástrico para absorção para obter instruções de administração, incluindo atazanavir, erlotinibe, cetoconazol, itraconazol, ledipasvir/sofosbuvir, nilotinib e rilpivirina.
- Tizanidina (substrato CYP1A2)
Embora não estudada clinicamente, a famotidina é considerada um inibidor fraco do CYP1A2 e pode levar a aumentos substanciais nas concentrações sanguíneas de tizanidina, um substrato do CYP1A2. Evite o uso concomitante com famotidina suspensão oral. Se o uso concomitante for necessário, monitorar hipotensão, bradicardia ou sonolência excessiva. Consulte as informações completas de prescrição da tizanidina.
7. CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO
Armazenar em temperatura ambiente (de 15 °C a 30 °C).
Após preparo da suspensão, conservar em temperatura ambiente, sendo o produto válido por 30 dias após reconstituição.
Desde que respeitados os cuidados de armazenamento, o medicamento apresenta uma validade de 24 meses a contar da data de sua fabricação
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Características físicas e organolépticas: pó branco a levemente amarelado, de aspecto homogêneo e inodoro.
Após reconstituído, o medicamento Famox é apresentado como suspensão branca a levemente amarelada, homogênea e inodora.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
8. POSOLOGIA E MODO DE USAR
• Instruções de administração
Preparação da suspensão reconstituída antes da administração
1. Antes da administração, reconstitua Famox suspensão adicionando água filtrada, em temperatura ambiente, no frasco. Para tanto, inicialmente, adicione água filtrada até a marca indicada no copo dosador disponível na embalagem do produto (Fig. 1).
2. Abra o frasco contendo o pó, pressionando a tampa para baixo e girando-a em sentido anti-horário (Fig. 2).
3. Retire o lacre de alumínio (Fig. 3).
4. Adicione lentamente a água filtrada no frasco (Fig. 4).
5. Em seguida, coloque o adaptador (Fig. 5), feche o frasco e agite vigorosamente por 3 minutos imediatamente após adicionar a água filtrada (Fig. 6).
6. Encaixe a seringa no adaptador (Fig. 7), vire o frasco de cabeça para baixo e puxe o êmbolo