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PR Vade-mécum

DENSURKO

GLAXOSMITHKLINE

depemoquimabe

Antiasmático. Anticorpo monoclonal.

Apresentações.

Solução injetável
Densurko® é apresentado em embalagem com 1 caneta aplicadora ou com 1 seringa preenchida. Cada caneta aplicadora contém 100 mg de depemoquimabe em 1 mL e cada seringa preenchida contém 100 mg de depemoquimabe em 1 mL.
USO SUBCUTÂNEO.
USO ADULTO E PEDIÁTRICO ACIMA DE 12 ANOS DE IDADE (Ver posologia).

Composição.

Cada caneta aplicadora contém: depemoquimabe 100 mg, excipientes* q.s.p para 1 mL
Cada seringa preenchida contém: depemoquimabe 100 mg, excipientes* q.s.p para 1 mL
*Excipientes: cloridrato de L-histidina monoidratado, L-histidina, trealose di-hidratada, cloridrato de L-arginina, polissorbato 80, edetato dissódico e água para injetáveis.

Informações técnicas.

1. INDICAÇÕES
Asma
Densurko
® (depemoquimabe) é indicado como tratamento complementar de manutenção da asma em pacientes adultos e pediátricos acima de 12 anos de idade com inflamação do tipo 2 caracterizada por um fenótipo eosinofílico que são inadequadamente controlados com corticosteroides inalatórios (CI) em doses médias a altas associados a outro controlador da asma.
Rinossinusite crônica com pólipos nasais (RSCcPN)
Densurko
® (depemoquimabe) é indicado como tratamento de manutenção complementar à corticosteróides intranasais em pacientes adultos com rinossinusite crônica com pólipos nasais grave nos quais a terapia com corticosteroides sistêmicos e/ou cirurgia não proporciona controle adequado da doença.

2. RESULTADOS DE EFICÁCIA
Estudos clínicos
Asma
A eficácia de Densurko® foi avaliada em 2 estudos clínicos replicados, randomizados (proporção de 2:1 para Densurko® e placebo), duplo-cegos, controlados por placebo, de grupos paralelos e multicêntricos com uma duração de tratamento de 52 semanas (SWIFT-1 e SWIFT-2). Os 2 estudos incluíram pacientes com idade igual ou superior a 12 anos com asma caracterizada por inflamação do tipo 2 com fenótipo eosinofílico. Nesses estudos, Densurko® 100 mg foi administrado pela via subcutânea uma vez a cada 6 meses para um total de 2 doses, além da terapia padrão de tratamento. Os pacientes deveriam ter tido 2 ou mais exacerbações de asma que requerem tratamento com corticosteroides sistêmicos (SCS) nos últimos 12 meses, enquanto estavam utilizando doses médias a altas de corticosteróides inalatórios (CI) e pelo menos um controlador adicional da asma. Os pacientes também deveriam ter uma contagem de eosinófilos no sangue de > 150 células/mcL na triagem ou > 300 células/mcL documentada no ano anterior à entrada no estudo e função pulmonar reduzida na linha de base (volume expiratório forçado pré-broncodilatador em 1 segundo [VEF1] < 80% previsto normal em adultos e [VEF1] < 90% ou relação VEF1/capacidade vital forçada [CVF] < 0,8 em adolescentes). Os pacientes foram inscritos sem a necessidade de uma pontuação mínima no Asthma Control Questionnaire-5 (ACQ5). Densurko® foi administrado como complemento ao tratamento de base da asma, o qual foi continuado durante toda a duração dos estudos. A população do Conjunto de Análise Completa (FAS) consistiu de 762 pacientes que foram randomizados e receberam pelo menos 1 dose de Densurko® ou placebo nos 2 estudos (382 no estudo SWIFT-1 e 380 no estudo SWIFT-2).
Os dados demográficos e as características basais dos pacientes nesses 2 estudos são fornecidos na Tabela 1.


Exacerbações
O desfecho primário de eficácia para os estudos SWIFT-1 e SWIFT-2 foi a taxa anualizada de exacerbações clinicamente significativas durante o período de tratamento de 52 semanas. Uma exacerbação clinicamente significativa foi definida como agravamento da asma que requer o uso de corticosteroides sistêmicos (CS) (intravenosos ou orais por pelo menos 3 dias ou uma dose única de corticosteroide intramuscular) e/ou hospitalização e/ou visita ao pronto-socorro. Para pacientes em uso de CS de manutenção, foi necessário minimamente dobrar a dose de manutenção existente por pelo menos 3 dias. Todos os pacientes com exacerbação foram tratados com CS e a maioria permaneceu no estudo.
Nos estudos SWIFT-1 e SWIFT-2, a taxa anualizada de exacerbações de asma foi significativamente menor nos pacientes que receberam Densurko® em comparação com o placebo (Tabela 2). Durante o período de tratamento de 52 semanas, menos pacientes apresentaram exacerbações nos grupos de Densurko® (32% e 32%) em comparação com os grupos de placebo (46% e 50%) nos estudos SWIFT-1 e SWIFT-2, respectivamente.


A porcentagem de pacientes com exacerbações que requereram hospitalização e/ou visita ao pronto-socorro foi menor para pacientes tratados com Densurko® (1% e 4%) em comparação com placebo (8% e 10%) nos estudos SWIFT-1 e SWIFT-2, respectivamente. Em uma análise combinada, a porcentagem de pacientes com exacerbações que requereram hospitalização e/ou visita ao pronto-socorro ao longo de 52 semanas foi de 3% para o Densurko® em comparação com 9% para o placebo. Densurko® reduziu a taxa de exacerbações em 72% em comparação com o placebo (razão de taxa [RR]: 0,28; IC 95%: [0,13, 0,61]).
Em uma análise combinada, tendo como base o tempo até a primeira análise de exacerbação, o tratamento com Densurko® reduziu o risco de exacerbação em 46% em comparação com o placebo (taxa de risco [HR] de 0,54 [IC 95%: 0,43, 0,69]) (Figura 1).


Em uma análise combinada dos estudos SWIFT-1 e SWIFT-2, foi observada uma redução na taxa de exacerbação com depemoquimabe, independentemente de os pacientes estarem em doses médias ou altas de CI, e as contagens basais de eosinófilos no sangue foram de ≥150 células/mcL ou < 150 células/mcL (análise post-hoc) (Figura 2).


FAS = Conjunto de Análise Completo; ICS = Corticosteroides inalatórios. Desfechos secundários
Avaliações adicionais de eficácia incluíram a qualidade de vida relacionada à saúde medida pelo St. George's Respiratory Questionnaire (SGRQ), controle da asma medido pelo Asthma Control Questionnaire (ACQ-5) e função pulmonar (VEF1 pré-broncodilatador). A Tabela 3 fornece os resultados desses desfechos secundários para a população FAS em SWIFT-1 e SWIFT-2.


Em uma análise combinada dos estudos SWIFT-1 e SWIFT-2, a alteração média da pontuação total do SGRQ na semana 52 foi de -13,9 e -11,0 nos grupos Densurko® e placebo, respectivamente. A diferença de tratamento ajustada foi de -2,9 (IC 95%: -5,4, -0,3) a favor de Densurko® versus placebo.

Análises de resposta
Em uma análise combinada dos estudos SWIFT-1 e SWIFT-2, a proporção de respondedores ao SGRQ (melhora clinicamente significativa definida como uma diminuição de 4 pontos ou mais) na semana 52 foi de 65% para Densurko® em comparação com 61% para o placebo com uma razão de chances (OR) de 1,1 (IC 95%: 0,8, 1,5).
Em uma análise combinada dos estudos SWIFT-1 e SWIFT-2, a proporção de pessoas que responderam ao ACQ-5 (melhora clinicamente significativa definida como uma diminuição de 0,5 pontos ou mais) na semana 52 foi de 54% para Densurko® em comparação com 54% para o placebo com uma razão de chances (OR) de 1,00 (IC 95%: 0,72, 1,38).

Estudo de extensão aberto em asma (AGILE)
Os pacientes que concluíram o estudo SWIFT-1 ou SWIFT-2 puderam se inscrever em um estudo de extensão aberto (AGILE), onde todos receberam até 2 doses de Densurko® durante 52 semanas adicionais. Uma análise interina do estudo AGILE (n = 629) mostrou uma taxa de exacerbação anualizada de 0,47 (IC 95%: 0,40, 0,56).

Rinossinusite crônica com pólipos nasais
A eficácia de Densurko® em pacientes adultos com RSCcPN foi avaliada em 2 estudos clínicos replicados, randomizados, duplo-cegos, controlados por placebo, de grupos paralelos e multicêntricos com uma duração de tratamento de 52 semanas (ANCHOR-1 e ANCHOR-2). Esses estudos avaliaram a eficácia de Densurko® 100 mg administrado pela via subcutânea uma vez a cada 6 meses para um total de 2 doses além da terapia padrão. Todos os pacientes foram tratados com corticosteroides sistêmicos (CS) nos últimos 2 anos; e/ou tinham contraindicação/intolerância médica ao CS; e/ou tinham histórico documentado de cirurgia prévia para pólipos nasais (PN) antes da triagem. Os pacientes randomizados deveriam ter uma pontuação PN bilateral endoscópica de pelo menos 5 de uma pontuação máxima de 8, com uma pontuação mínima de 2 em cada cavidade nasal e uma pontuação média na Escala de Resposta Verbal (ERV) de obstrução nasal de 2 ou mais no início do estudo. Além da obstrução nasal, não havia outros critérios de inclusão para sintomas ou para qualidade de vida na randomização. Um total de 528 pacientes (271 no estudo ANCHOR-1 e 257 no estudo ANCHOR-2) foram incluídos na população do Conjunto de Análise Completa (FAS).
Os dados demográficos e as características basais dos pacientes nesses 2 estudos são fornecidos na Tabela 4 abaixo.


Escore Total de Pólipos Nasais Endoscópicos e Escore ERV de Obstrução Nasal
Os desfechos co-primários de eficácia em cada estudo foram a alteração da linha de base na pontuação PN endoscópica total (escala de 0-8) na semana 52, conforme classificado por leitores cegos centrais, e a alteração da linha de base na pontuação ERV média de obstrução nasal (escala de 0-3 [0 = sem sintomas, 1 = sintomas leves, 2 = sintomas moderados, 3 = sintomas graves]) nas semanas 49 a 52, conforme auto-relatado pelos pacientes usando uma anotação diária. Os pacientes que receberam Densurko® tiveram uma melhora estatisticamente significativa (redução) no escore endoscópico total de PN na semana 52 e no escore ERV de obstrução nasal nas semanas 49 a 52 em comparação com placebo nos estudos ANCHOR-1 e ANCHOR-2. Os resultados para os desfechos coprimários nos estudos ANCHOR individuais e os resultados de uma análise combinada de ANCHOR-1 e ANCHOR-2 são apresentados na Tabela 5.


Em uma análise combinada dos estudos ANCHOR-1 e do ANCHOR-2, uma diferença de tratamento a favor de Densurko® foi observada na semana 12 (primeiro ponto temporal avaliado) para o escore de PN endoscópico total e nas semanas 1-4 (primeiro ponto temporal avaliado) para o escore médio de ERV de obstrução nasal que foi mantido até a semana 52 (Figuras 3 e 4).




Em uma análise combinada dos estudos ANCHOR-1 e ANCHOR-2, a proporção do total de pessoas que responderam o escore endoscópico de PN (melhora de ≥ 1 ponto [diminuição] em relação à linha de base) na semana 52 foi de 43% (116/272) para Densurko® em comparação com 24% (62/256) para placebo com uma razão de chances (OR) de 2,31 (IC 95%: 1,58, 3,38) e a proporção de pessoas que responderam ao escore médio ERV de obstrução nasal (melhora de ≥ 1 ponto [diminuição] desde o início) nas semanas 49 a 52 foi de 40% (110/272) para Densurko® em comparação com 29% (75/256) para placebo com uma razão de chances (OR) de 1,56 (IC 95%: 1,07, 2,27).
Em uma análise de subgrupo combinada dos desfechos co-primários, pacientes com/sem asma comórbida ou contagens de eosinófilos no sangue acima ou abaixo de 300 células/mcL no início do estudo mostraram melhora com Densurko® em comparação com placebo que foram consistentes com a população geral.
Endpoints secundários Os resultados para os desfechos secundários nos estudos ANCHOR individuais e os resultados da análise combinada de ANCHOR-1 e ANCHOR-2 mostram melhorias a favor de Densurko® e são apresentados na Tabela 6.


Em uma análise combinada de ANCHOR1 e ANCHOR2, a proporção de respondedores da pontuação média de ERV de rinorreia (melhora de ≥1 ponto [diminuição] da linha de base) nas semanas 49 a 52 foi de 39% (105/272) para depemoquimabe em comparação com 28% (72/256) para placebo com OR de 1,67 (IC 95%: 1,13, 2,45) e a proporção de resposta à pontuação média de ERV de perda de olfato (melhora de ≥0,9 pontos [diminuição] da linha de base) nas semanas 49 a 52 foi de 29% (78/272) para depemoquimabe em comparação com 15% (39/256) para placebo com um OR de 2,24 (IC 95%: 1,45, 3,46). Em uma análise post-hoc combinada de ANCHOR1 e ANCHOR2, a proporção de respondedores ao SNOT-22 (melhora de ≥8,9 pontos [diminuição] em relação à linha de base) na semana 52 foi de 62% (166/266) para depemoquimabe em comparação com 50% (126/251) para placebo com um OR de 1,65 (IC 95%: 1,15, 2,37).

Cirurgia Nasal, Uso de Corticosteroide Sistêmico, Início da Medicação Moduladora da Doença para RSCcPN
Nos 2 estudos ANCHOR, a proporção de pacientes que necessitaram de cirurgia nasal (real ou planejada) ou iniciaram medicação moduladora da doença para RSCcPN foi de 16% (44/272) no grupo Densurko® e 22% (56/256) no grupo placebo (27% de redução de risco; HR: 0,735; IC 95%: 0,495, 1,092, Figura 5). A proporção de pacientes que fizeram cirurgia nasal ou iniciaram medicação moduladora da doença para RSCcPN foi de 12% (33/272) no grupo Densurko®, em comparação com 17% (43/256) no grupo placebo, representando uma redução de risco de 29% (HR: 0,713; IC 95%: 0,453, 1,124).


Nos 2 estudos ANCHOR, a proporção de pacientes que necessitaram de pelo menos 1 ciclo de CS para RSCcPN ou medicação moduladora da doença para RSCcPN ou tratamento de cirurgia nasal foi de 26% (72/272) no grupo Densurko® em comparação com 36% (92/256) no grupo placebo (OR: 0,58, IC 95%: 0,40, 0,86). O número total de ciclos de CS por ano (para qualquer indicação) foi 15% menor no grupo de Densurko® em comparação com o grupo placebo (153 e 180 ciclos, respectivamente) e a dose total anualizada individual média (mg) de CS (para qualquer indicação) foi 42% menor no grupo de Densurko® em comparação com o grupo placebo (118,0 mg e 204,8 mg, respectivamente).

Pacientes com asma comórbida
Em uma análise combinada do desfecho secundário do questionário ACQ-5 em pacientes com asma parcialmente ou não bem controlada (ACQ-5 > 0,75) no início do estudo, a alteração média da linha de base no escore ACQ-5 na semana 52 foi de -0,75 e 0,00 nos grupos Densurko® 100 mg e placebo, respectivamente (diferença de tratamento: -0,75; IC 95%: -1,26, -0,25). A proporção de pessoas que responderam ao ACQ-5 (melhora de ≥ 0,5 pontos [diminuição] em relação à linha de base) na semana 52 foi de 56% (59/106) com Densurko® em comparação com 46% (47/103) com placebo (OR: 1,42; IC 95%: 0,79, 2,54) nesta população de pacientes.
Em uma análise post-hoc de subgrupos nos 2 estudos ANCHOR, os pacientes tratados com Densurko® com asma comórbida tiveram uma redução de 57% no risco para necessidade de cirurgia nasal (real ou planejada) ou iniciar medicamentos moduladores da doença para RSCcPN em comparação com o grupo placebo (11% [16/150] Densurko® vs. 23% [33/142] placebo; HR: 0,432; IC 95%: 0,237, 0,787) e uma redução de 75% no risco de cirurgia nasal ou medicamentos moduladores da doença para RSCcPN em comparação com o grupo placebo (5% [8/150] Densurko® vs. 20% [28/142] placebo; HR: 0,250; IC 95%: 0,114, 0,550).

3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
Farmacodinâmica
Classificação ATC
Grupo farmacoterapêutico: R03DX12
Mecanismo de ação
O depemoquimabe tem como alvo a IL-5 humana com alta afinidade de ligação (10,5 pM) e especificidade, bloqueando assim a ligação ao receptor alfa de IL5 expresso na superfície celular com potência picomolar (IC50 4 pM) in vitro. O depemoquimabe contém uma substituição tripla de aminoácidos (YTE) na região cristalizável do fragmento (Fc) que aumenta a ligação ao receptor Fc neonatal e, assim, prolonga a sua meia-vida de eliminação. Essas modificações permitem uma dosagem a cada 6 meses.
A IL-5 é uma citocina central na inflamação do tipo 2, juntamente com a IL-4 e a IL-13. A inflamação do tipo 2 impulsionada pela IL-5 é um componente importante na patogênese da asma e da RSCcPN. A IL-5 é a principal citocina responsável pelo crescimento e diferenciação de eosinófilos na medula óssea e recrutamento, ativação e sobrevivência de eosinófilos no espaço tecidual. Tipos de células adicionais que expressam IL-5R alfa, incluindo mastócitos, plasmócitos, células epiteliais e fibroblastos, também estão envolvidos na inflamação.
Efeitos farmacodinâmicos
Em estudos controlados por placebo envolvendo pacientes adultos e adolescentes com 12 anos ou mais com asma, uma dose de 100 mg de Densurko® administrado pela via subcutênea a cada 6 meses por 52 semanas reduziu os eosinófilos sanguíneos para uma contagem média geométrica ajustada de 56 células/mcL na semana 52. Isso corresponde a uma redução média geométrica de 79% (IC 95%: 75,8, 81,8) em comparação com o placebo. Essa magnitude na redução de eosinófilos no sangue foi observada dentro de 2 semanas de tratamento (na primeira avaliação) e foi mantida durante todo o período de tratamento.
Em estudos controlados por placebo envolvendo pacientes adultos com RSCcPN, uma dose de 100 mg de Densurko® administrado pela via subcutânea a cada 6 meses por 52 semanas reduziu os eosinófilos sanguíneos para uma contagem média geométrica ajustada de 46 células/mcL na semana 52. Isso corresponde a uma redução média geométrica de 85% (IC 95%: 82,4, 86,7) em comparação com o placebo. Essa magnitude na redução de eosinófilos no sangue foi observada dentro de 4 semanas após o tratamento (na primeira avaliação) e foi mantida durante todo o período de tratamento.
Em um estudo de farmacologia clínica com pacientes com asma leve a moderada, uma dose única de 100 mg de Densurko® administrado pela via subcutânea produziu uma rápida redução na contagem de eosinófilos no sangue. Os eosinófilos sanguíneos foram reduzidos em 54% em comparação com o placebo 24 horas após a administração, a qual foi a primeira avaliação pós-dose.
Imunogenicidade
Em pacientes que receberam pelo menos uma dose de 100 mg de Densurko® administrado pela via subcutânea a cada 6 meses, 9% (44/499) dos pacientes com asma (SWIFT-1 e SWIFT-2) e 8% (21/272) dos pacientes com RSCcPN (ANCHOR 1 e ANCHOR-2) foram positivos para anticorpos anti-depemoquimabe (ADA) durante os estudos de 52 semanas.
A porcentagem de pacientes positivos para ADA foi de 7% (43 de 588) em um estudo aberto de extensão da asma em andamento de 52 semanas (AGILE; n = 214 com dados coletados por 104 semanas) e de 3% (17 de 531) em um estudo de 52 semanas em andamento com pacientes que foram previamente tratados com mepolizumabe ou benralizumabe (NIMBLE).
Nos estudos controlados por placebo para asma e indicações de RSCcPN, < 1% dos pacientes foram positivos para anticorpos neutralizantes (5/963).
Os anticorpos anti-depemoquimabe não afetaram de forma perceptível a farmacocinética de depemoquimabe e não houve evidência de uma correlação entre os títulos de anticorpos e as alterações no nível de eosinófilos. Os pacientes que foram positivos para ADA tiveram um perfil geralmente semelhante de reações adversas como aqueles que foram negativos para ADA. Não foi identificado efeito clinicamente significativo da ADA na farmacocinética, farmacodinâmica ou segurança de Densurko®.
Farmacocinética
Densurko
® exibiu uma farmacocinética aproximadamente proporcional à dose sob um intervalo de doses de 10 e 300 mg em pacientes com asma após a administração pela via subcutânea. A farmacocinética de Densurko® foi consistente em pacientes com asma e RSCcPN com uma concentração média no estado estacionário de 5,9 mcg/ml e 5,2 mcg/ml, respetivamente, após a administração subcutânea de 100 mg de Densurko® de 6 em 6 meses.
Absorção
Após a administração subcutânea única (doses variando de 2 a 300 mg), as concentrações plasmáticas máximas observadas (Cmax) foram alcançadas em um tempo médio variando de 8 a 14 dias. Após a administração subcutânea repetida uma vez a cada 6 meses, não houve acúmulo.
Distribuição Após a administração subcutânea única de Densurko®, o volume médio de distribuição é de 6 a 9 L.
Metabolismo
O depemoquimabe é um anticorpo monoclonal que é catabolizado por enzimas proteolíticas que estão presentes mas não restritas ao tecido hepático.
Eliminação
Após a administração subcutânea única de Densurko®, a meia-vida de eliminação terminal média variou de 38 a 53 dias, com valores médios de depuração aparente variando de 0,081 a 0,16 L/dia.
Populações especiais
As análises farmacocinéticas populacionais não indicaram nenhum efeito clinicamente relevante da idade, raça ou sexo na farmacocinética do depemoquimabe.
População pediátrica
Os dados farmacocinéticos disponíveis na população pediátrica são limitados. A farmacocinética de depemoquimabe em adolescentes com idades compreendidas entre os 12 e os 17 anos foi consistente com a dos adultos.
A farmacocinética de depemoquimabe não foi estudada em pacientes pediátricos com menos de 12 anos de idade.
Insuficiência renal
Não foram realizados estudos formais para se investigar o efeito da insuficiência renal na farmacocinética de depemoquimabe. Tendo como base análises farmacocinéticas populacionais, não é necessário ajuste de doses em pacientes com taxa de filtração glomerular estimada [TFGe] < 60 mL/min/1,73 m2. Os dados são limitados a pacientes com TFGe < 60 mL/min/1,73m2. Não se espera que a insuficiência renal tenha um impacto significativo na depuração, pois o depemoquimabe não é eliminado pela via renal.
Insuficiência hepática
Não foram realizados estudos formais para se investigar o efeito da insuficiência hepática na farmacocinética de depemoquimabe. Como o depemoquimabe é degradado por enzimas proteolíticas amplamente distribuídas, não restritas ao tecido hepático, é improvável que as alterações na função hepática tenham efeito na eliminação de depemoquimabe. Com base na análise farmacocinética populacional, os biomarcadores basais da função hepática (alanina aminotransferase [ALT], aspartato aminotransferase [AST] e bilirrubina) não tiveram efeito clinicamente relevante na depuração aparente de depemoquimabe.

4. CONTRAINDICAÇÕES
Densurko®
é contraindicado para pacientes que apresentam hipersensibilidade ao depemoquimabe ou a qualquer excipiente da fórmula.

5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES
Reações de hipersensibilidade associadas à administração
Reações sistêmicas agudas e tardias, incluindo reações de hipersensibilidade (como urticária e prurido), ocorreram após a administração de Densurko®. Essas reações geralmente ocorrem poucas horas após a administração, mas algumas tiveram um início tardio (ou seja, dias). No caso de uma reação de hipersensibilidade, deve-se usar o julgamento clínico em relação à readministração de depemoquimabe.
Eventos adversos ou exacerbações relacionadas à asma
Densurko®
não deve ser utilizado para tratar sintomas agudos de asma ou exacerbações agudas. Eventos adversos ou exacerbações relacionados à asma podem ocorrer durante o tratamento com Densurko®. Recomenda-se que os pacientes sejam instruídos a procurar orientação médica se a asma permanecer descontrolada ou piorar após o início do tratamento com Densurko® .
Redução da dose de corticosteroide
A descontinuação abrupta de medicamentos de base (incluindo corticosteroides sistêmicos e inalatórios) após o início da terapia com Densurko® não é recomendada. As reduções nas dosagens de medicamentos de base, quando apropriado, devem ser graduais e realizadas sob a supervisão de um médico.
Infecções parasitárias
Os eosinófilos podem estar envolvidos na resposta imunológica a algumas infecções por helmintos. Pacientes com infecções helmínticas pré-existentes foram excluídos da participação no programa clínico. Pacientes com infecções por helmintos pré-existentes devem ser tratados para sua infecção antes da terapia com Densurko®. Não se sabe se Densurko® influenciará a resposta de um paciente contra infecções parasitárias. Se os pacientes forem infectados durante o tratamento com Densurko® e não responderem ao tratamento anti-helminto, considere adiar a administração da próxima dose de Densurko® até que a infecção se resolva.
Fertilidade
Não há dados sobre fertilidade em seres humanos. Nos estudos com animais não se observaram efeitos adversos do tratamento com anti-IL-5 sobre a fertilidade (ver tópico Toxicologia Reprodutiva - Fertilidade).
Gravidez
O efeito de Densurko® na gravidez humana é desconhecido. Espera-se que anticorpos monoclonais, como o depemoquimabe, sejam transportados através da placenta de forma linear à medida que a gravidez avança. Nenhum efeito relacionado ao tratamento no desenvolvimento embriofetal ou pós-natal foi demonstrado em estudos em animais direcionados às vias de sinalização de IL-5 (ver tópico Toxicologia Reprodutiva - Gravidez).
Densurko® deve ser utilizado durante a gravidez apenas se o benefício esperado para a mãe justificar o risco potencial para o feto.
Lactação
Não há dados sobre a excreção de depemoquimabe no leite humano ou animal. No entanto, o depemoquimabe é um anticorpo monoclonal humanizado (imunoglobulina G1 [IgG1] kappa) e a imunoglobulina G (IgG) está presente no leite humano em pequenas quantidades. Deve-se tomar uma decisão sobre a interrupção da amamentação ou a interrupção do tratamento com Densurko®, levando em consideração a importância da amamentação para o bebê e a importância do medicamento para a mãe.
Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos ou operar máquinas
Não foram realizados estudos para investigar o efeito de Densurko® na capacidade de realizar tarefas que exijam julgamento, habilidades motoras ou cognitivas tais como dirigir veículos ou operar máquinas. Um efeito prejudicial sobre tais atividades não seria esperado tendo como base a farmacologia de depemoquimabe. O estado clínico do paciente e o perfil de eventos adversos de Densurko® devem ser levados em consideração ao se avaliar a capacidade do paciente de realizar tarefas que exigem julgamento, habilidades motoras ou cognitivas.
Carcinogênese/mutagênese
Não foram realizados estudos de genotoxicidade ou carcinogenicidade.
Toxicologia reprodutiva
Fertilidade
É improvável que a fertilidade masculina e feminina sejam afetadas com base na ausência de achados histopatológicos adversos nos órgãos reprodutivos de macacos cinomolgos sexualmente maduros que receberam doses subcutâneas de até 100 mg/kg de Densurko® por 6 meses. O acasalamento e o desempenho reprodutivo não foram afetados em camundongos CD-1 machos e fêmeas que receberam um anticorpo análogo anti-IL-5 humano de camundongos, que inibe a atividade da IL-5 murina.
Gravidez
Não foram realizados estudos de toxicologia reprodutiva com Densurko®. Em estudos com animais direcionados às vias de sinalização de IL-5, não foram observados efeitos no desenvolvimento.
Categoria B de risco na gravidez.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Densurko®
tem um baixo potencial de interações medicamentosas, tendo como base sua via de metabolismo e mecanismo de ação. Estudos de interação (incluindo com imunossupressores ou vacinas vivas) não foram realizados com Densurko® .

7. CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO
Cuidados de armazenamento
Armazenar entre 2°C e 8°C. Não congelar.
Proteger da luz. Armazenar no cartucho original até o uso.
A caneta aplicadora ou seringa preenchida podem ser removidas da geladeira e mantidas em embalagem fechada por até 7 dias à temperatura ambiente (até 30°C), quando protegidas da luz. Descartar caso permaneça fora da geladeira por mais de 7 dias.
A caneta aplicadora ou seringa preenchida devem ser administradas dentro de 8 horas após a abertura da embalagem. Descartar caso não sejam administradas dentro de 8 horas.
Solução injetável 100 mg/mL, dose única em caneta aplicadora
A caneta aplicadora é composta de seringa de vidro tipo I de 1 ml, siliconizada, com agulha de aço inoxidável de 0,5 polegadas (12,7 mm), calibre 29, equipada com um autoinjetor.
Solução injetável 100 mg/mL, dose única em seringa preenchida
A seringa preenchida é composta de seringa de vidro tipo I de 1 ml, siliconizada, com agulha de aço inoxidável de 0,5 polegadas (12,7 mm), calibre 29, equipada com uma proteção de agulha.
Densurko® é apresentado como solução límpida a opalescente, incolor a amarelo a castanho em uma caneta aplicadora ou seringa preenchida de uso único.
O prazo de validade é de 24 meses a contar da data de fabricação.
Número do lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido.
Guarde-o em sua embalagem original.
Aspectos físicos/características organolépticas Densurko®
se apresenta como solução límpida a opalescente, incolor a amarelo pálido a castanho.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

8.
POSOLOGIA E MODO DE USAR
Posologia
Asma
Adultos e Adolescentes (12 anos ou mais)
A dose recomendada é de 100 mg de Densurko® administradas por injeção subcutânea (SC) uma vez a cada 6 meses.
Rinossinusite crônica com pólipos nasais (RSCcPN)
Adultos
A dose recomendada é de 100 mg de Densurko® administradas por injeção subcutânea (SC) uma vez a cada 6 meses.
Populações especiais Crianças
A segurança e a eficácia de depemoquimabe não foi estabelecida em crianças com menos de 12 anos de idade.
Idosos (65 anos ou mais)
Não é recomendado ajuste da dose em pacientes de 65 anos ou mais (ver seção Características Farmacológicas - Populações Especiais).
Insuficiência renal
Não é recomendado ajuste da dose em pacientes com insuficiência renal (ver seção Características Farmacológicas - Populações Especiais).
Insuficiência hepática
Não é recomendado ajuste da dose em pacientes com insuficiência hepática (ver seção Características Farmacológicas - Populações Especiais).
Incompatibilidades
Não foram identificadas incompatibilidades.
Modo de usar
Densurko®
caneta aplicadora ou seringa preenchida só deve ser administrado por injeção subcutânea.
Densurko® pode ser autoadministrado por pacientes adultos ou adolescentes ou administrado por um cuidador usando a caneta autoinjetora ou a seringa
preenchida se o profissional de saúde determinar que é apropriado e o paciente ou cuidador forem treinados em técnicas de injeção.
Doses esquecidas
Se uma dose for esquecida, administre o mais rápido possível. Se a dose esquecida for tomada 1 mês ou mais após a dose programada, retome o esquema de injeção de 6 meses (a cada 26 semanas) a partir da data em que a dose esquecida foi administrada.
Instruções detalhadas para administração subcutânea de Densurko® em caneta aplicadora ou seringa preenchida são fornecidas na bula do paciente.

9. REAÇÕES ADVERSAS
Dados de ensaios clínicos
Densurko®
foi estudado sob um programa de desenvolvimento clínico que incluiu pacientes adolescentes (com idade igual ou superior a 12 anos) e adultos com asma (estudos SWIFT-1 e SWIFT 2) e pacientes adultos com RSCcPN (estudos ANCHOR-1 e ANCHOR 2). Nestes 4 estudos multicêntricos randomizados, de 52 semanas, controlados por placebo, os pacientes receberam Densurko® subcutâneo (SC) ou placebo uma vez a cada 6 meses. Um total de 773 pacientes recebeu pelo menos uma dose de 100 mg de Densurko® nesses estudos.
Outros estudos clínicos de fase 3 incluem um estudo de extensão aberto de 52 semanas em andamento (AGILE) envolvendo pacientes com asma (n = 629) que haviam concluído anteriormente qualquer um dos 2 estudos de asma (SWIFT-1 ou SWIFT 2) e um estudo de 52 semanas em andamento (NIMBLE) envolvendo pacientes com asma que foram previamente tratados com outros medicamentos biológicos anti-IL5 / IL-5R antes da sua entrada no estudo (n = 538).
A frequência das reações adversas é definida utilizando a seguinte convenção: muito frequentes (≥1/10); comum (≥1/100 a < 1/10); incomum (≥1/1.000 a < 1/100); raro (≥1/10.000 a < 1/1.000); muito raro ( < 1 / 10.000); e desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis). Dentro de cada grupo de frequência, as reações adversas são apresentadas por ordem decrescente de gravidade.


Atenção: este produto é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, notifique os eventos adversos pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.

10. SUPERDOSE
Não há experiência clínica com superdose de Densurko® .
Não há tratamento específico para superdose com Densurko®. Se ocorrer superdose, o paciente deve receber suporte com monitorização adequada, conforme necessário.
Tratamentos adicionais devem ser realizados de acordo com o que for indicado clinicamente ou recomendado pelo centro nacional de intoxicações local, se disponível.
Em caso de intoxicação, ligue para 0800 722 6001 se você precisar de mais orientações.

Dizeres legais.

Registro: 1.0107.0370
VENDA SOB PRESCRIÇÃO OU MINISTÉRIO DA SAÚDE. VENDA PROIBIDA AO COMÉRCIO. USO SOB PRESCRIÇÃO.
Esta bula foi aprovada pela Anvisa em 11/05/2026.

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