DAXAS®

TAKEDA

roflumilaste

Apresentações.

Comprimidos revestidos de 500 mcg. Embalagens com 10 e 30 unidades.
USO ORAL
USO ADULTO

Composição.

Cada comprimido revestido contém 500 mcg de roflumilaste.
Excipientes: lactose monoidratada, amido (de milho), povidona e estearato de magnésio. O revestimento contém: hipromelose, macrogol, dióxido de titânio, óxido de ferro amarelo.

Indicações.

DAXAS® é indicado para o tratamento de manutenção de pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) grave (VEF1 pós-broncodilatador < 50% do predito) associada com bronquite crônica (tosse e expectoração crônicas) que apresentam histórico de exacerbações (crises) frequentes, em complementação ao tratamento com broncodilatadores.

Resultados de eficácia.

DAXAS® - roflumilaste - é um medicamento com um novo mecanismo de ação para a terapêutica da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) que, diferentemente dos broncodilatadores, atua nas condições básicas da doença em vez de nos sintomas primários. Os estudos clínicos demonstram que DAXAS® determina uma significante redução clinicamente relevante nas exacerbações moderadas ou graves da DPOC (entre 15% a 37% em comparação com o placebo) e produz uma melhora clínica importante e estatisticamente significante na função pulmonar.1 A eficácia terapêutica do DAXAS® foi avaliada em estudos clínicos randomizados, multicêntricos, duplo-cegos, de grupos paralelos, comparativos com placebo, em população adulta com história de 12 meses de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) associada com bronquite crônica, com sintomas basais determinados por escores de tosse e de escarro, obstrução não-reversível de vias aéreas, volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1) ≤50% do previsto e pelo menos uma exacerbação documentada no último ano. Os resultados desses estudos indicam que o roflumilaste possui efeitos anti-inflamatórios de amplo espectro na DPOC, melhorando de forma relevante o VEF1 e reduzindo as exacerbações, com boa tolerabilidade e com baixa taxa de eventos adversos gastrintestinais que decai com a continuidade do tratamento.
Em dois estudos de um ano (M2-124 e M2-125) e em dois estudos de seis meses (M2-127 e M2-128) duplo-cegos, de grupos paralelos, controlados com placebo, foram randomizados 4768 pacientes sendo que 2374 foram tratados com roflumilaste - DAXAS®. Nos estudos de um ano - M2-124 e M2-125 - os beta-agonistas foram permitidos e usados por cerca de 50% dos pacientes, mas o uso de corticosteroides inalatórios deveria ser suspenso à randomização. Na análise conjunta destes dois estudos de um ano, 1537 pacientes receberam DAXAS® 500 mg uma vez ao dia e 1554 receberam placebo. DAXAS® melhorou de forma significante a função pulmonar, tendo o VEF1 pré-broncodilatador aumentado em 48 ml (p < 0,0001) e o VEF1 pós-broncodilatador em 55 ml (p < 0,0001), em comparação com o placebo. A taxa de exacerbações moderadas (que necessitavam intervenção com glicocorticóides) ou graves (resultando em hospitalização e/ou levando a óbito) foi reduzida em média em 17% (IC 95%, 8-25; p < 0,0003). Os números de pacientes necessários de serem tratados (NNT) para evitar uma exacerbação moderada ou grave por paciente por ano foram 5,3 (M2-124) e 3,6 (M2-125). Os efeitos foram semelhantes independentemente de tratamentos prévios com corticosteroides inalatórios1.
Os estudos de seis meses M2-127 e M2-128 incluíram pacientes com obstrução não-reversível de vias respiratórias e um VEF1 de 40% a 70% do previsto. No estudo M2-128, em complemento, era necessário comprovação de bronquite crônica e de uso de altas doses de medicação para melhora. DAXAS® (roflumilaste) ou placebo eram acrescentados ao tratamento contínuo com um broncodilatador de longa-ação, em particular salmeterol no estudo M2-127 (466 pacientes com roflumilaste e 467 com placebo) ou tiotrópio no estudo M2-128 (371 com roflumilaste e 372 com placebo). Comparado com o placebo, DAXAS® aumentou o VEF1 médio pré-broncodilatador em 49 ml (p < 0,0001) em pacientes tratados com salmeterol e em 80 ml (p < 0,0001) nos pacientes que receberam tiotrópio. Os valores pós-broncodilatador correspondentes foram 60 ml (p < 0,0001) e 81 ml (p < 0,0001) nos estudos M2-127 e M2-128, respectivamente. Embora estes estudos não tenham sido desenhados nem tinham poder para mostrar diferenças estatísticas significantes com relação às exacerbações, a análise dos dados indicou que a redução na taxa de exacerbações moderadas ou graves com roflumilaste alcançou o nível de significância estatística no estudo M2-127 (redução de 37%; p=0,0315, análise post-hoc).2
Nos quatro estudos, a melhora da função pulmonar foi mantida durante o período de tratamento e foi independente do tratamento prévio com corticosteróide inalatório.
A melhora da função pulmonar e a redução das taxas de exacerbações foram independentes do tratamento de base com broncodilatadores de longa-ação.2
Melhoras significativas no VEF1 pós-broncodilatador mantidas pelo período do estudo (24 semanas) resultaram em outro estudo com 581 pacientes com DPOC que receberam roflumilaste (500 mg) ou placebo por 24 semanas ou roflumilaste por 12 semanas seguidas de placebo pelas outras 12 semanas (p=0,0003). Nos pacientes em que roflumilaste foi descontinuado após 12 semanas, houve um lento declínio no VEF1, a qual permaneceu acima dos níveis observados com o placebo ao final do estudo.3
A eficácia e a segurança de duas dosagens de roflumilaste - 250 ou 500 mg uma vez ao dia - foram avaliadas em um amplo estudo de 24 semanas, em comparação com o placebo em 1141 pacientes (idade ≥40 anos) com DPOC por 12 ou mais meses (VEF1/CVF até um máximo de 70% pós-broncodilatador e VEF1 30-80% do previsto), sem alterações na terapia nas últimas 4 semanas.4 Aumento significante do VEF1 pós-broncodilatador em relação à avaliação basal foi observado dentro das primeiras 4 semanas com ambas dosagens de roflumilaste em todas as visitas (p < 0,05), significantemente diferente do placebo (p < 0,03) que mostrou deterioração dentro das 8 semanas. Ao final das 24 semanas, as melhoras no VEF1 com o roflumilaste 250 mg e 500 mg foram de 74 e 97 ml, respectivamente. Não houve diferenças nos resultados entre fumantes e ex-fumantes com o roflumilaste. A qualidade de vida avaliada pelo questionário SGRQ (St George's Respiratory Questionaire) mostrou melhoras tanto com roflumilaste como com o placebo, mas a variação dos escores SGRQ em relação à avaliação basal dos pacientes foi de -3,4 unidades com roflumilaste 250 mg (p < 0,0001) e de -3,5 unidades com roflumilaste 500 mg (p < 0,0001) enquanto que com o placebo foi de -1,8 unidades (p=0,0271). Não houve diferenças significantes entre as dosagens de roflumilaste e placebo. A taxa de exacerbações agudas de DPOC foi reduzida de forma significante com o roflumilaste, sendo 34% mais baixa com o roflumilaste (500 mg) do que com o placebo; os números médios de exacerbações foram 1,13, 1,03 e 0,75 nos pacientes tratados com placebo e roflumilaste 250 e 500 mg (p=0,0029), respectivamente.4
Os efeitos anti-inflamatórios do roflumilaste (500 mg por 4 semanas) foram avaliados em 38 pacientes com DPOC (média de VEF1 pós-broncodilatador: 61% do previsto) dos quais foram coletadas amostras de escarro antes e 2 e 4 semanas após o tratamento e analisados os níveis de leucócitos, IL-8 e de elastase de neutrófilos. Roflumilaste diminuiu de forma significante o número de neutrófilos (38%) e de eosinófilos (50%) presentes no escarro, além de reduzir concomitantemente os níveis de elastase de neutrófilos (30,6%) e de IL-8. Estes dados confirmam que o roflumilaste exerce um efeito anti-inflamatório importante que contribui para a sua eficácia em pacientes com DPOC.5,6
O esquema posológico de uma administração diária favoreceu a uma excelente taxa de adesão ao tratamento nos estudos clínicos superior a 93% tanto com o roflumilaste como com o placebo.1,2
Referências bibliográficas:
1.Calverley PMA, et al. Roflumilast in symptomatic chronic obstructive pulmonary disease: two randomised trials. Lancet 2009;374(9691):685-94.
2.Fabbri LM, et al. Roflumilast in moderate-to-severe chronic obstructive pulmonary disease treated with longacting bronchodilators: two randomised clinical trials. Lancet 2009;374(9691):695-703.
3.Boszormenyi-Nagy G, et al. The effect of roflumilast treatment and subsequent withdrawal in patients with COPD. Proc Am Thorac Soc, (2005) 2:A544.
4.Rabe KF, et al. Roflumilast - an oral anti-inflammatory treatment for chronic obstructive pulmonary disease: a randomised controlled trial. Lancet 2005;366(9485):563-71.
5.Boswell-Smith V, Page CP. Roflumilast: a phosphodiesterase-4 inhibitor for the treatment of respiratory disease. Expert Opin. Investig. Drugs (2006) 15(9):1105-13.
6.Grootendorst DC, et al. Treatment with PDE4 inhibitor roflumilast reduces sputum neutrophil and eosinophil numbers in patients with COPD. Proc. Am. Thorac. Soc.(2005) 2:A543.

Caract. farmacológicas.

Grupo farmacoterapêutico: Inibidor da fosfodiesterase-4 (PDE4).
Código ATC: R03DX07
Propriedades farmacodinâmicas: DAXAS® - roflumilaste - é um anti-inflamatório não-esteroide, inibidor altamente seletivo da fosfodiesterase-4 (PDE4), que atua na inflamação pulmonar e sistêmica que ocorre nos pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) melhorando a função pulmonar e reduzindo as exacerbações da DPOC. O mecanismo de ação é a inibição do PDE4, uma enzima primordial metabolizadora de cAMP (monofosfato de adenosina cíclico) encontrada em células estruturais e inflamatórias importantes para a patogênese da DPOC. O roflumilaste tem como alvo as variantes PDE4A, 4B e 4D com potência similar em uma ordem nanomolar. A afinidade para as variantes PDE4C é 5 a 10 vezes mais baixa. Apresenta, ainda, preferência pela PDE4L e mínima atividade inibitória da PDE4H, o que se traduz em minimizar os efeitos adversos gastrintestinais. [Giembycz, 2002] Este mecanismo de ação e a seletividade também se aplicam ao N-óxido roflumilaste, que é o principal metabólito ativo.
Efeitos farmacodinâmicos: a inibição do PDE4 conduz a elevados níveis intracelulares de cAMP e melhora as disfunções dos leucócitos, das células musculares lisas vasculares das vias aéreas e pulmonares, das células epiteliais endoteliais e das vias respiratórias e dos fibroblastos relacionadas à DPOC. Com base neste mecanismo, roflumilaste, em estudos com animais, suprimiu a liberação de mediadores inflamatórios (citocinas e espécies reativas de oxigênio) das células e tecidos pulmonares in vitro e in vivo. Em complemento, roflumilaste inibiu a infiltração de leucócitos, particularmente de neutrófilos, nos pulmões dos animais do estudo. Roflumilaste também reduziu a destruição do parênquima pulmonar induzida pelo fumo e preveniu o remodelamento fibrótico e vascular do pulmão em modelos animais in vivo. Estimulou a atividade ciliar brônquica in vitro e inibiu a formação de MUC5AC, uma mucina formadora de gel derivada das células caliciformes, em células epiteliais das vias respiratórias em humanos e em experimentos animais. Estes efeitos se aplicam, ainda, ao N-óxido roflumilaste e os respectivos dados in vitro e in vivo dão suporte à sua potência inibitória de PDE4. Em pacientes com DPOC, roflumilaste reduziu os neutrófilos do escarro e atenuou o influxo de neutrófilos e eosinófilos nas vias aéreas de voluntários sadios com provocação por endotoxinas. Em resumo, DAXAS® - roflumilaste - apresenta propriedades anti-inflamatórias, imunomodulatórias e broncodilatadoras.
Propriedades farmacocinéticas: DAXAS® - roflumilaste - é extensamente metabolizado em humanos, com a formação de um metabólito principal farmacodinamicamente ativo, o N-óxido roflumilaste. Considerando-se que tanto o roflumilaste como o N-óxido roflumilaste contribuem para a atividade inibitória do PDE4 (anti-inflamatória) in vivo, as considerações farmacocinéticas são baseadas na atividade inibitória total do PDE4 (o total de exposição a ambas as substâncias). Os parâmetros farmacocinéticos de roflumilaste e do seu metabólito N-óxido são proporcionais às doses em uma faixa de 250 mg a 1000 mg.
Absorção: A biodisponibilidade absoluta de roflumilaste após administração oral de uma dose de 500 mg é de aproximadamente 80%. As concentrações plasmáticas máximas de roflumilaste ocorrem tipicamente em cerca de uma hora após a administração (variando de 0,5 a 2 horas) em jejum enquanto as concentrações máximas em forma de platô do metabólito N-óxido roflumilaste são alcançadas após cerca de oito horas (variando de 4 a 13 horas). A ingestão de alimentos não afeta a atividade inibitória total do PDE4, mas retarda o tempo para a concentração máxima (tmax) do roflumilaste em uma hora e reduz a Cmax em cerca de 40%. Entretanto, a Cmax e a tmax do N-óxido roflumilaste não são afetadas.
Distribuição: A ligação às proteínas plasmáticas de roflumilaste e de seu metabólito N-óxido é de aproximadamente 99% e 97%, respectivamente. O volume de distribuição para uma dose única de 500 mg de roflumilaste é de cerca de 2,9 L/kg. Estudos em ratos com o roflumilaste radiomarcado indicaram baixa penetração através da barreira hematoencefálica.
Metabolismo: roflumilaste é extensamente metabolizado através de reações de Fase I (citocromo P450) e de Fase II (conjugação). O metabólito N-óxido é o principal metabólito observado no plasma de humanos. A área sob a curva (AUC) plasmática do N-óxido roflumilaste é, em média, cerca de 10 vezes maior do que a AUC plasmática do roflumilaste. Assim, o N-óxido roflumilaste é considerado como o principal contribuinte para o total da atividade inibitória de PDE4 in vivo.
Estudos in vitro e estudos clínicos de interação medicamentosa sugerem que o metabolismo do roflumilaste em N-óxido roflumilaste é mediado pelo CYP1A2 e CYP3A4. Com base em outros resultados in vitro em microssomas hepáticos humanos, as concentrações plasmáticas terapêuticas de roflumilaste e de N-óxido roflumilaste não inibem os CYP1A2, 2A6, 2B6, 2C8, 2C19, 2D6, 2E1, 3A4/5 OU 4A9/11. Desta forma, existe uma baixa probabilidade de interações relevantes com substâncias metabolizadas por essas enzimas P450. Em complemento, estudos in vitro não demonstraram indução do CYP1A2, 2A6, 2C9, 2C19 ou 3A4/5 e somente uma fraca indução do CYP2B6 pelo roflumilaste.
Eliminação: O clearance plasmático após infusão intravenosa de curto-prazo de roflumilaste é de cerca de 9,6 L/h. Depois de uma dose oral, as medianas das meias-vidas plasmáticas efetivas de roflumilaste e do metabólito N-óxido são aproximadamente 17 e 30 horas, respectivamente. As concentrações plasmáticas no estado de equilíbrio (steady state) são alcançadas aproximadamente após 4 dias para o roflumilaste e 6 dias para o N-óxido roflumilaste após administração oral diária. Cerca de 70% da radioatividade foi recuperada na urina após administração intravenosa ou oral de roflumilaste radiomarcado.
Em populações especiais: A atividade inibitória total de PDE4 estava aumentada em idosos, mulheres e não-caucasianos e discretamente reduzida em fumantes. Nenhuma dessas alterações foi considerada como clinicamente relevante. Não é recomendado qualquer ajuste posológico para estes pacientes.
Insuficiência renal: A atividade inibitória total de PDE4 estava reduzida em 9% em pacientes com insuficiência renal grave (clearance de creatinina 10-30 ml/min). Não é necessário qualquer ajuste posológico para estes pacientes.
Pacientes com insuficiência hepática: as informações sobre a farmacocinética de doses repetidas de 250 mg de roflumilaste em pacientes com insuficiência hepática leve a moderada (classe A e B de Child-Pugh) mostraram que a atividade inibitória total de PDE4 estava aumentada em cerca de 20% dos pacientes com Child-Pugh 'A' e em cerca de 90% dos pacientes com Child-Pugh 'B'. As simulações sugerem dose proporcionalidade entre DAXAS® 250 mg e 500 mg em pacientes com insuficiência hepática leve a moderada. Assim, não é necessário qualquer ajuste posológico para os pacientes portadores de insuficiência hepática leve (classe A de Child-Pugh).
A farmacocinética de DAXAS® não foi investigada em pacientes com insuficiência hepática moderada e grave (classes 'B' e 'C' de Child-Pugh); desta forma o seu uso não é recomendado nestes pacientes.
Dados de segurança pré-clínica: o roflumilaste é um inibidor altamente seletivo da PDE4. Em concentrações até dez mil vezes superiores às que são capazes de inibir o PDE4, ele não afetou outras isoenzimas PDE, incluindo PDE1, PDE2, PDE3 e PDE5. Resultados de estudos bioquímicos demonstraram que o roflumilaste é um bloqueador substancialmente mais potente de PDE4 do que outros agentes de sua classe. [Hatzelmann A. 2001]
Os dados não-clínicos não indicaram quaisquer riscos particulares para os humanos considerando-se os estudos convencionais de segurança farmacológica, de toxicidade repetida, de genotoxicidade e de potencial carcinogênico. O tratamento com roflumilaste não induziu efeitos teratogênicos em ratos e coelhos. Não há nenhuma evidência de potencial imunotóxico, de sensibilização cutânea ou de fototoxicidade.
Em um de dois estudos de desenvolvimento embriofetal em ratos, foi observada uma maior incidência de ossificação incompleta dos ossos do crânio com doses que produziram toxicidade materna. Em um de três estudos de fertilidade e de desenvolvimento embriofetal em ratos, foram observadas perdas pós-implante, as quais não foram verificadas em coelhos. Foi observado prolongamento da gestação em camundongos devido a um potencial efeito tocolítico.
A relevância desses achados para os humanos não é conhecida.
Em ratos, foi verificada discreta redução na fertilidade de machos associados com toxicidade epididimal. Nenhuma toxicidade epididimal ou alterações nos parâmetros do sêmen estavam presentes em qualquer outra espécie de roedor ou de não-roedor, incluindo macacos, apesar da elevada exposição ao fármaco. Em um estudo de espermatogênese em humanos, roflumilaste 500 mg não determinou qualquer efeito nos parâmetros do sêmen ou dos hormônios reprodutivos durante o período de tratamento de três meses e no período de seguimento de três meses sem tratamento.

Contraindicações.

Este medicamento não deve ser usado por pacientes com hipersensibilidade ao roflumilaste ou a qualquer dos componentes da formulação.
Este medicamento é contra-indicado para pacientes com insuficiência hepática moderada e grave (classes 'B' e 'C' de Child-Pugh), pois não existem estudos sobre o uso do roflumilaste nestes pacientes.

Advertências e precauções.

DAXAS® deve ser administrado exclusivamente pela via oral.
DAXAS® não está indicado para melhora de broncoespasmos agudos.
Cada comprimido de DAXAS® contém 199 mg de lactose.
Perda de peso: nos estudos de 1 ano (M-124, M-125), uma diminuição no peso corporal ocorreu mais freqüentemente em pacientes tratados com DAXAS® comparativamente aos pacientes que receberam placebo. Depois da descontinuação do DAXAS®, a maioria dos pacientes recuperou o peso corporal após 3 meses. Na ocorrência de uma inexplicada e pronunciada perda de peso, a administração de DAXAS® deve ser descontinuada, se julgado necessário.
Intolerância persistente: apesar das reações adversas como diarréia, náusea, dor abdominal e cefaléia serem transitórias e se resolverem espontaneamente com a manutenção do tratamento, o tratamento com DAXAS® deve ser revisto em caso de intolerância persistente.
Gravidez e Lactação: as informações disponíveis sobre o uso de DAXAS® em gestantes são limitadas, mas não indicaram eventos adversos do roflumilaste sobre a gestação ou sobre a saúde do feto/recém-nato. Não são conhecidos outros dados epidemiológicos relevantes. Estudos em animais demonstraram toxicidade reprodutiva. O risco potencial para humanos ainda não está estabelecido. DAXAS® não deve ser administrado durante o período gestacional.
É possível que roflumilaste e/ou seus metabólitos sejam excretados no leite materno durante a amamentação; estudos em animais (ratos) em fase de amamentação detectaram pequenas quantidades do produto e dos seus derivados no leite dos animais.
Categoria B de risco na gravidez - Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que estejam amamentando sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Pacientes idosos: os cuidados de uso de DAXAS® por pacientes idosos devem ser os mesmos para os demais pacientes; não são recomendados ajustes na dosagem da medicação.
Pacientes pediátricos (crianças e adolescentes menores de 18 anos de idade): o produto não é recomendado para uso neste grupo de pacientes, pois não são disponíveis dados sobre a eficácia e a segurança da administração oral de DAXAS® nesta faixa etária.
Pacientes com insuficiência hepática: não é necessário ajuste da dosagem em pacientes com insuficiência hepática leve (classe 'A' de Child-Pugh). No entanto, para pacientes com insuficiência hepática moderada ou grave (classes 'B' e 'C' de Child-Pugh), o uso deste medicamento não é recomendado, pois não existem estudos sobre o seu uso nestes pacientes.
Pacientes com insuficiência renal: não é necessário ajuste da dose em pacientes com insuficiência renal crônica.
Pacientes fumantes com DPOC: não é necessário ajuste da dose.
Efeitos na habilidade de dirigir e operar máquinas: É improvável que o uso deste medicamento tenha qualquer efeito na capacidade de dirigir veículos ou de usar máquinas.
Pacientes portadores de doenças imunológicas graves, infecciosas graves, câncer (exceto carcinoma basocelular). ou tratados com imunossupressores: o tratamento com DAXAS® não deve ser iniciado ou deve ser suspenso nestes casos.
Pacientes portadores de insuficiência cardíaca classes III e IV (NYHA): não existem estudos nesta população de pacientes, portanto o uso neste grupo não é recomendado.
Pacientes portadores de doenças psiquiátricas: DAXAS® não está recomendado em pacientes com histórico de depressão associada com ideação ou comportamento suicida. Os pacientes devem ser orientados a comunicar seu médico caso apresentem alguma ideação suicida.

Interações medicamentosas.

Estudos clínicos de interações medicamentosas com inibidores do CYP3A4 (eritromicina e cetoconazol) não resultaram em aumentos da atividade inibitória total de PDE4 (exposição total ao roflumilaste e ao N-óxido roflumilaste). Estudos de interações medicamentosas com o inibidor do CYP1A2 fluvoxamina e com os inibidores duplos CYP3A4/1A2 enoxacina e cimetidina resultaram em aumentos na atividade inibitória total de PDE4. Desta forma, deve ser esperado um aumento de 20% a 60% na inibição total de PDE4 quando o roflumilaste for administrado concomitantemente com potentes inibidores do CYP1A2, como a fluvoxamina, enquanto não são esperadas interações com os inibidores do CYP3A4 como o cetoconazol. Não são esperadas interações medicamentosas clinicamente relevantes.
A administração de rifampicina (um indutor enzimático de CYP450) resultou em uma redução na atividade inibitória total de PDE4 de cerca de 60% e o uso de indutores potentes do citocromo P450 (como fenobarbital, carbamazepina, fenitoína) pode reduzir a eficácia terapêutica do roflumilaste.
Não foram observadas interações clinicamente relevantes com os seguintes fármacos: salbutamol inalado, formoterol, budesonida, montelucaste, digoxina, varfarina, sildenafil, midazolam.
A co-administração com antiácido e não altera a absorção nem as características farmacológicas do produto.
A co-administração com teofilina aumento em 8% a atividade inibitória sobre a fosfodiesterase 4.
Quando utilizado com contraceptivo oral contendo gestodene e etinilestradiol a atividade inibitória sobre a fosfodiesterase 4 aumentou em 17%
Não existem estudos clínicos que avaliaram o tratamento concomitante com xantinas, portanto seu uso em associação não está recomendado.

Cuidados de armazenamento.

O produto deve ser conservado à temperatura ambiente (15°C à 30°C).
Este medicamento tem validade de 24 meses a partir da data de sua fabricação.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Os comprimidos revestidos de DAXAS® apresentam formato da letra "D", amarelos e com a letra "D" gravada em um dos lados.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Posologia e modo de usar.

A dose recomendada de DAXAS® é de um comprimido uma vez ao dia.
Não é necessário ajuste posológico para pacientes idosos, com insuficiência renal ou com insuficiência hepática leve (classes 'A' de Child-Pugh). DAXAS® não deve ser administrado à pacientes com insuficiência hepática moderada ou grave (classe 'B'ou 'C' de Child-Pugh).
Os comprimidos de DAXAS® devem ser administrados com uma quantidade de água necessária para facilitar a deglutição. Podem ser administrados antes, durante ou após as refeições. Recomenda-se que o medicamento seja administrado sempre no mesmo horário do dia, durante todo o tratamento.
Este medicamento não deve ser partido ou mastigado.

Reações adversas.

DAXAS® foi bem avaliado em estudos clínicos e cerca de 16% experimentaram reações adversas com o roflumilaste em comparação com 5,7% com o placebo. As reações adversas relatadas com mais frequencia foram diarréia (5,9%), perda de peso (3,4%), nausea (2,9%), dor abdominal (1,9%) e cefaleia (1,7%). A maior parte destas reações foram leves ou moderadas e desapareceram com a continuidade do tratamento.
Os eventos adversos classificados por frequência foram:
Reação comum ( > 1/100 e < 1/10): Perda de peso, distúrbios do apetite, insônia, cefaléia, diarreia, náusea, dor abdominal.
Reação incomum ( > 1/1.000 e < 1/100): Hipersensibilidade, ansiedade, tremor, vertigem, tontura, palpitações, gastrite, vômitos, refluxo gastro-esofágico, dispepsia, rash, espasmos musculares, fraqueza muscular, mal-estar, astenia, fadiga, dor muscular, lombalgia.
Reação rara ( > 1/10.000 e < 1/1.000): Depressão e distúrbios do humor, ginecomastia, disgeusia, hematoquesia, obstipação intestinal, aumento de Gama - GT, aumento de transaminases, urticária, infecções respiratórias (exceto pneumonia), aumento de CPK.
Atenção: este produto é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, notifique os eventos adversos pelo Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária - NOTIVISA, disponível em http://www.anvisa.gov.br/notivisa/frmCadastro.asp, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal. Informe também à empresa através do seu serviço de antendimento.

Superdose.

Até o momento não existem relatos de superdose com a administração de DAXAS®.
Em estudos de Fase I, os seguintes sintomas foram observados com frequência aumentada após doses únicas orais de 2500 mg e de 5000 mg (cinco e dez vezes as doses terapêuticas recomendadas): cefaléia, transtornos gastrintestinais, tontura, palpitação, lipotímia, sudorese viscosa e hipotensão arterial.
Em caso de overdose, é recomendado que tratamento médico adequado de suporte seja instituído. Uma vez que o roflumilaste tem ligação protéica muito elevada, a hemodiálise pode não ser um método eficiente para a remoção do fármaco. Não se tem conhecimento se o roflumilaste é dialisável por diálise peritoneal.
Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Dizeres legais.

MS - 1.0639.0257
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.

Princípios Ativos de Daxas

Laboratório que produce Daxas