ATROVENT

BOEHRINGER

ipratrópio, brometo

Anticolinérgico. Broncodilatador.

Apresentações.

Solução a 0,025% para inalação, frasco com 20 ml.
USO INALATÓRIO.
Uso adulto e pediátrico.

Composição.

Cada ml da solução para inalação a 0,025% (20 gotas) contém: brometo de ipratrópio 0,250 mg, correspondente a 0,202 mg de ipratrópio. Excipientes: cloreto de benzalcônio, edetato diidratado dissódico, cloreto de sódio, ácido clorídrico e água purificada.

Indicações.

ATROVENT é indicado como broncodilatador no tratamento de manutenção do broncoespasmo associado à Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), que inclui bronquite crônica e enfisema.
ATROVENT solução para inalação também é indicado em combinação com uma medicação beta-2-agonista no tratamento do broncoespasmo agudo associado à asma e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC),

Resultados de eficácia.

Em estudos controlados de 90 dias em pacientes com broncoespasmo associado à doença pulmonar obstrutiva crônica (bronquite crônica e enfisema), observou-se uma significante melhora na função pulmonar (aumento de 15% ou mais no VEF1 e no FEF25-75%) dentro de 15 minutos, alcançando o pico em 1 a 2 horas e persistindo, na maioria dos pacientes, até 6 horas (1-5).
Em estudos controlados de 90 dias em pacientes com broncoespasmo associado à asma, observou-se uma significante melhora na função pulmonar (um aumento no VEF1 de 15% ou mais) em 40% dos pacientes estudados (6-7).

Caract. farmacológicas.

ATROVENT tem como princípio ativo o brometo de ipratrópio, que é um composto de amônio quaternário com propriedades anticolinérgicas (parassimpaticolíticas). Em estudos pré-clínicos, parece atuar na inibição dos reflexos vagais por antagonizar a ação da acetilcolina, o agente transmissor liberado pelo nervo vago. Agentes anticolinérgicos impedem o aumento da concentração intracelular de monofosfato de guanosina cíclico, GMP cíclico, causado pela interação da acetilcolina com o receptor muscarínico na musculatura lisa brônquica.
O efeito broncodilatador obtido após a inalação do brometo de ipratrópio é produzido pelas concentrações locais do fármaco suficientes para se atingir uma ação anticolinérgica eficaz sobre a musculatura lisa brônquica e não pelas concentrações sistêmicas do fármaco.
Estudos pré-clínicos e clínicos sugerem que ATROVENT não possui efeitos prejudiciais sobre a secreção de muco das vias aéreas, a depuração mucociliar e a troca gasosa.
O efeito broncodilatador de ATROVENT no tratamento do broncoespasmo agudo associado à asma foi demonstrado em estudos em adultos e crianças acima de 6 anos de idade. Na maioria desses estudos, ATROVENT foi administrado em combinação com um medicamento beta-2-agonista. Embora os dados sejam limitados, ATROVENT mostrou ter um efeito terapêutico no tratamento do broncoespasmo associado à bronquiolite viral e à displasia broncopulmonar em lactentes e crianças pequenas.
O efeito terapêutico de ATROVENT é produzido por ação local nas vias aéreas. Assim, a broncodilatação e a farmacocinética sistêmica não correm em paralelo.
Após inalação, 10 a 30% da dose geralmente é depositada nos pulmões, dependendo da formulação e da técnica de inalação. A maior parte da dose é deglutida e passa para o trato gastrintestinal.
Devido à absorção gastrintestinal desprezível do brometo de ipratrópio, a biodisponibilidade da porção deglutida é aproximadamente de apenas 2% da dose. Esta fração de dose não contribui de maneira relevante com as concentrações plasmáticas do ingrediente ativo. A porção da dose depositada nos pulmões alcança a circulação rapidamente (dentro de minutos) e tem disponibilidade sistêmica praticamente completa.
A partir dos dados de excreção renal (0-24 horas) estimou-se que a biodisponibilidade sistêmica total (porções pulmonar e gastrintestinal) das doses inaladas de brometo de ipratrópio esteja na gama de 7 a 28%.
Os parâmetros farmacocinéticos que descrevem a distribuição do brometo de ipratrópio foram calculados a partir dos dados de concentração plasmática após administração intravenosa.
Observa-se um rápido declínio bifásico nas concentrações plasmáticas. O volume de distribuição é de 338 l, correspondentes a aproximadamente 4,6 l/kg. Menos de 20% da droga liga-se às proteínas plasmáticas. O íon ipratrópio não atravessa a barreira hemato-encefálica, o que condiz com a estrutura da amina quaternária da molécula.
A meia-vida da fase terminal de eliminação é de aproximadamente 1,6 horas.
A depuração total média do princípio ativo é de 2,3 l/min. A maior parcela da dose sistemicamente disponível, aproximadamente 60%, é eliminada por degradação metabólica, provavelmente no fígado. Os principais metabólitos encontrados na urina ligam-se fracamente aos receptores muscarínicos e são considerados ineficazes.
Uma parcela de aproximadamente 40% da dose sistemicamente disponível é eliminada por excreção urinária, correspondendo a uma depuração renal experimental de 0,9 l/min. Após administração oral, menos de 1% da dose é excretada pelos rins, indicando absorção insignificante do brometo de ipratrópio pelo trato gastrintestinal.
Estudos metabólicos de excreção realizados após administração intravenosa de uma dose radioativa mostram que menos de 10% da droga marcada radioativamente, incluindo a substância inalterada e todos os metabólitos, é excretada pela via biliar-fecal. Os rins excretam a maior parte da droga radioativa.

Contraindicações.

ATROVENT é contra-indicado a pacientes com hipersensibilidade conhecida à atropina ou a seus derivados e/ou a quaisquer componentes da fórmula.

Advertências e precauções.

ATROVENT solução para inalação contém, como conservante, o cloreto de benzalcônio e, como estabilizante, o edetato diidratado dissódico. Estes componentes podem causar broncoconstrição em alguns pacientes.
ATROVENT deve ser usado com prudência em pacientes com predisposição a glaucoma de ângulo fechado, obstrução do colo da bexiga ou hiperplasia da próstata.
Pacientes com fibrose cística podem estar mais sujeitos a distúrbios na motilidade gastrintestinal.
Os pacientes devem ser orientados a cumprir exatamente as instruções de uso de ATROVENT solução para inalação. Deve-se tomar cuidado para não expor os olhos à solução para inalação. Recomenda-se que a solução nebulizada seja administrada através de um bocal. Se este não estiver disponível e for utilizada uma máscara para nebulização, esta deve ajustar-se perfeitamente. Pacientes com predisposição a glaucoma devem ser alertados especificamente a proteger os olhos.
Desconforto ou dor ocular, visão embaçada, visão de imagens coloridas ou halos em associação com olhos avermelhados decorrentes de congestão conjuntiva e edema de córnea podem ser sinais de glaucoma de ângulo fechado. Desenvolvendo-se qualquer desses sintomas, deve-se administrar soluções mióticas e procurar um especialista imediatamente.
GRAVIDEZ e lactação
A segurança do uso de ATROVENT durante a gravidez não está estabelecida. Os benefícios com o uso de ATROVENT durante a gravidez ou quando há suspeita de gravidez devem ser considerados contra o possível perigo ao feto. Estudos pré-clínicos não mostraram efeitos embriotóxicos nem teratogênicos após inalação ou aplicação intranasal de doses consideravelmente mais altas que as recomendadas para o homem.
O brometo de ipratrópio está classificado na categoria de risco B do GUIA PARA FRASES DE ALERTA ASSOCIADAS A CATEGORIAS DE RISCO DE FÁRMACOS DESTINADOS ÀS MULHERES GRÁVIDAS da Resolução RE n° 1548, publicada no DOU de 24/09/03.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Não se sabe se ATROVENT é excretado no leite materno. Embora cátions quaternários insolúveis em lipídios passem para o leite materno, não é de se esperar que o brometo de ipratrópio alcance o lactente de maneira importante, especialmente quando administrado por via inalatória. Entretanto, como muitas drogas são excretadas no leite materno, ATROVENT deve ser administrado com cuidado a lactantes.
Uso em idosos, crianças e outros grupos de risco
Desconhecem-se restrições especiais para o uso do produto em pacientes com idade acima de 65 anos.
Em crianças, devido a informações insuficientes, deve-se administrar ATROVENT aerossol somente sob orientação médica e supervisão de um adulto.

Interações medicamentosas.

Beta-adrenérgicos e derivados da xantina podem intensificar o efeito broncodilatador.
O risco de glaucoma agudo em pacientes com histórico de glaucoma de ângulo fechado (ver advertências) pode aumentar com a administração simultânea de brometo de ipratrópio e betamiméticos.

Cuidados de armazenamento.

ATROVENT solução para inalação
Manter em temperatura ambiente (15°C a 30°C). Proteger da luz.
Manter em local seguro e fora do alcance de crianças

Posologia e modo de usar.

A posologia deve ser adaptada conforme as necessidades do paciente, o qual deve ser mantido sob supervisão médica durante o tratamento.
Cada 1 ml de ATROVENT solução para inalação contém 0,250 mg de brometo de ipratrópio que corresponde a 0,202 mg de ipratrópio.
1 ml = 20 gotas
Tratamento de manutenção:
Adultos, incluindo idosos, e adolescentes acima de 12 anos: 2,0 ml (40 gotas = 0,5 mg) 3 a 4 vezes ao dia.
Crianças de 6 - 12 anos: a posologia deve ser adaptada a critério médico, sendo que a dose recomendada é de 1,0 ml (20 gotas = 0,25 mg) 3 a 4 vezes ao dia.
Crianças menores de 6 anos: a posologia deve ser adaptada a critério médico, sendo que a dose recomendada é de 0,4 - 1,0 ml (8 - 20 gotas = 0,1 - 0,25 mg) 3 a 4 vezes ao dia.
Tratamento da crise aguda:
Adultos, incluindo idosos, e adolescentes acima de 12 anos: 2,0 ml (40 gotas = 0,5 mg); podem-se administrar doses repetidas até que o paciente esteja estável. O intervalo entre as doses deve ser determinado pelo médico.
Crianças de 6 - 12 anos: a posologia deve ser adaptada a critério médico, sendo que a dose recomendada é de 1,0 ml (20 gotas = 0,25 mg); podem-se administrar doses repetidas até que o paciente esteja estável. O intervalo entre as doses deve ser determinado pelo médico.
Crianças menores de 6 anos: a posologia deve ser adaptada a critério médico, sendo que a dose recomendada é de 0,4 - 1,0 ml (8 - 20 gotas = 0,1 - 0,25 mg); podem-se administrar doses repetidas até que o paciente esteja estável. O intervalo entre as doses deve ser determinado pelo médico.
ATROVENT pode ser administrado em associação com um beta-agonista inalatório.
MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO
O frasco de ATROVENT solução para inalação vem acompanhado de um moderno tipo de gotejador de fácil manuseio: basta colocar o frasco em posição vertical e deixar gotejar a quantidade desejada.

1-Romper o lacre da tampa.

2-Virar o frasco.

3-Manter o frasco na posição vertical. Para começar o gotejamento, bater levemente com o dedo no fundo do frasco.
A dose recomendada de ATROVENT solução para inalação deve ser administrada diluída até um volume final de 3 - 4 ml em soro fisiológico, nebulizada e inalada até esgotar toda a solução utilizando-se aparelhos de nebulização disponíveis comercialmente. Onde houver oxigênio instalado, a solução é melhor administrada com fluxo de 6 a 8 litros/minuto. A solução deve ser diluída sempre antes de cada utilização; qualquer quantidade residual da solução deve ser eliminada.
A dose pode depender do modo de inalação e da qualidade da nebulização.
A duração da inalação pode ser controlada pelo volume de diluição.
Doses diárias superiores a 2 mg para adultos e crianças acima de 12 anos e a 1 mg para crianças menores de 12 anos devem ser administradas sob supervisão médica. Aconselha-se não exceder a dose diária recomendada durante o tratamento de manutenção e da crise aguda. Se a terapia não produzir melhora significativa ou o paciente piorar, deve-se recorrer ao médico a fim de que se determine um novo esquema de tratamento. No caso de dispnéia aguda ou piora rápida da dispnéia (dificuldade de respiração) deve-se procurar um médico imediatamente.
ATROVENT solução para inalação pode ser combinado com mucolíticos como o ambroxol (MUCOSOLVAN) e a bromexina (BISOLVON) e com beta-2-agonistas como o fenoterol (BEROTEC) soluções para inalação.
ATROVENT solução para inalação não deve ser misturado ao cromoglicato dissódico no mesmo nebulizador, pois pode ocorrer precipitação do produto.

Reações adversas.

Podem ocorrer reações alérgicas como rash cutâneo, prurido, angioedema de língua, lábios e face, urticária (incluindo urticária gigante), laringoespasmo e reações anafiláticas recorrentes em alguns casos. Muitos pacientes tinham um histórico de alergia a outras drogas e/ou alimentos, incluindo a soja - ver contra-indicações.
As reações adversas não-respiratórias mais comumente observadas com o uso de ATROVENT foram distúrbios da motilidade gastrintestinal (p. ex. constipação, diarréia e vômito), cefaléia e boca seca.
Além disso, observaram-se as seguintes reações adversas com ATROVENT: aumento da freqüência cardíaca, palpitações, taquicardia supraventricular e fibrilação atrial, distúrbios na acomodação visual, náusea, retenção urinária e tontura. Estas reações adversas são reversíveis. O risco de retenção urinária pode estar aumentado em pacientes com uropatia obstrutiva pré-existente.
Relataram-se reações adversas oculares - ver advertências.
Como ocorre com outras terapias incluindo broncodilatadores, tem-se observado tosse, irritação local e broncoespasmo induzido por inalação.

Superdose.

Não foram observados sintomas específicos de superdose. Em vista da ampla faixa terapêutica e da administração tópica de ATROVENT, não é de se esperar que ocorram sintomas anticolinérgicos de maior gravidade. Manifestações sistêmicas menores da ação anticolinérgica como boca seca, distúrbios de acomodação visual e taquicardia podem ocorrer.

Dizeres legais.

Para sua segurança, mantenha esta embalagem até o uso total do medicamento.
MS - 1.0367.0004

Princípios Ativos de Atrovent

Patologias de Atrovent

Laboratório que produce Atrovent